Notas iniciais
NÃO ME MATEM. Eu tive alguns probleminhas, por isso a demora para postar. Mil desculpas. Mas vamos ao capitulo. E mais uma vez quero agradecer ao Google Tradutor, pq eu não sei alemão, mas ele sabe. GOOGLE SEU LINDO. TE AMO.

TONY

— BUCKY.
Ele para antes de atravessar a porta e me olha.
— Eu vou indo na frente. Não se matem. Por favor.— Natasha diz, e segue, saindo da casa.
—O que foi dessa vez, Tony?— Ele pergunta com impaciência, cruzando os braços.
—Sobre hoje de manhã...
— Não tem nada a ser dito sobre hoje de manhã.— Ele se vira para caminhar, contudo sou mais rápido, e seguro seu braço.
— Eu vi seu olhar sobre mim hoje. Sei o que você quer.— O seguro forte pela cintura.
— Eu sei o que você quer. Me separar do Steve. Esse é o seu intuito.
— Steve jamais saberá disso.—O beijo. Um beijo curto, e delicioso.

———

—S-te-ve Ro-gers.— Falo pausadamente para a mulher na recepção.
Haviam gritos. Choro. Desespero. Um garoto chato que não parava de me seguir.

A emergência do hospital estava cheia. Pessoas queimadas. Pessoas sem membros, ou com ferimentos muito graves.
Já eu, tinha acabado de tirar o gesso do braço, e estou com ele de novo, no mesmo bendito braço. Mas poderia ser pior. A maioria das pessoas ali eram do segundo e terceiro andar. Quase ninguém que estava no térreo sobreviveu.
Acordei já faz uma hora, com uma fratura no braço esquerdo, uma parcial surdez temporária, e alguns leves cortes.
— Können Sie bitte wiederholen? (Pode repetir, por favor?)—A atendente diz.
—S-TE-VE RO-GERS. S-T-E-V-E R-O-G-E-R-S.— Falo mais uma vez sem paciência.
O pestinha não para de puxar minha calça, como se me chamasse. Mas estou ocupado demais tentando achar meu Steve.
— Es gibt keine Aufzeichnungen. Können Sie beschreiben ? (Não há registros. Pode descrever?)
Se a mulher pode entender inglês. POR QUE DIABOS ELA TEM QUE FALAR EM ALEMÃO? PARA QUE EU LEVE MAIS TEMPO TENTANDO TRADUZIR O QUE ELA ESTÁ FALANDO? SÓ PODE.
— Loiro. Olhos azuis. Dessa altura. Jovem.
— Und welche Kleidung er trug? (E que roupas ele usava?)
— Pelado. Igual veio ao mundo, só que mais gostoso.
— Ich werde sehen, was ich tun kann. (Vou ver o que posso fazer.)
—E Peter Parker?
— Sie können buchstabieren? (Pode soletrar?)
Puta que pariu. Vou passar mais dois anos aqui.
—P-E-T-E...
— Não confie em ninguém. Nos querem mortos.— Sinto alguém sussurrar em meu ouvido. Eu conheço essa voz.
Me viro, contudo não o vejo. Há várias pessoas. Tento acha-lo com os olhos, mas não consigo. São todos estranhos ali.
Sinto alguém tocar meu ombro, e então me viro de forma rápida.
— Bucky.
—Não. Peter. Você tá bem? Cadê o Steve? Por que achou que fosse o Bucky? Você bateu a cabeça muito forte?— Ele diz rápido, atropelando as palavras.
— Calma. Uma pergunta por vez. Vai.
— Você tá bem?
— Minha cabeça ainda dói muito. Não estou escutando direito do lado esquerdo, fica zunido, e meu braço foi esmagado, então tá doendo muito.
— Isso é ruim. Muito ruim.
— Calma. Você está machucado?
— Não. Não. Eu tinha saído pois ia dar uma volta com uns amigos que também vão desfilar. Estávamos a dois quarteirões quando ouvimos a primeira explosão, acabando com a ala norte do hotel. Depois a segunda, mais forte, na ala Sul. Só vimos parte dos andares virem a baixo. Aí teve a terceira, do lado de fora. Cadê o Steve?
— Ainda não achei ele. Parece que ele não está aqui.— Digo com pesar. Eu não poderia perder as esperanças.
— Isso é bom. Não?— Ele pergunta e abaixo a cabeça.
— Esse é o único hospital responsável pelos traumas do hotel. O que significa que quando tiram alguém dos escombro, esse alguém só vai para dois lugares. Aqui, ou...— Não consigo terminar a frase. Não dá. Não pode ser. Ele não... Eu vou acha-lo.
—E o que faremos?
Antes que eu responda, vejo Natasha se aproximando, empurrando gente e abrindo espaço entre a multidão. Ela abraça Peter, avaliando se há algo errado com ele.
— Eu tô bem. Não tava no hotel na hora.— Ele diz e ela parece se acalmar um pouco. Bom. Até ela olhar em volta e ver que Steve não está ao nosso lado.
— Cadê ele?
— Ainda não achei.
— Vou dar um jeito.
— Não. Você vai pegar os garotos, e vai sair daqui.
—O que?— Os dois preguntam em uníssono.
— Natasha. Me escuta. Você precisa fazer o que estou dizendo. Confia em mim.
— Isso tem algo haver com o Bucky?— Ela pergunta.
— Hey. Você me chamou de Bucky quando coloquei a mão em seu ombro. Por que achou que eu fosse ele?
— Tony. O que diabos está acontecendo?
— Nat, você confia em mim?
—Não.— Ela responde com firmeza.
Sinto que o garoto continua puxando minha calça e então o olho. Oh moleque chato. Ele parece ter uns três anos, cabelos cor mel e cacheados, e seus cachos vão até abaixo de suas orelhas. Ele tem os olhos castanhos me olhando e está todo sujo.
— Quem é?— Nat pergunta se aproximando, e ele abraça minhas pernas.
— Sei lá. Grudou em mim igual chiclete e não solta mais. Shi. Sai. Shoo. Shoo.
— Parece que ele gosta de você.— Peter diz rindo.
— Que maravilha. Vou largar esse menino em qualquer lugar.
— Não pode. O protocolo está sendo para quem achar um menor de idade ficar com ele até que os pais apareçam.— Natasha diz me olhando e rindo.
— Droga.
[...]
Já faz duas horas que estou atrás de Steve. Nada. Ele não estava no hospital, nem entre os não identificados. Também não foi para o necrotério, já que Natasha está lá. A cada vez que ela me liga, meu coração dispara, e eu só consigo pensar que o perdi. Mas então ela diz que não teve nenhuma notícia dele, e está ligando para saber como estou.
O pior de tudo é que só havia três lugares para se estar. No hospital, no necrotério ou nos escombros. Meu Steve. Não sei onde diabos ele está, e não posso fazer nada. Mas não quero pensar que ele esteja nas duas opções que não seja o hospital. Tem de haver uma terceira opção.
—Tô com fome.— Ouvi o tampinha dizer, sentado ao meu lado.
Ele não fala muito. Graças a Deus. Mas o ruim é que ele ainda não disse o nome, por isso só o chamo de tampinha.
Me levanto e vou caminhando até a lanchonete do hospital, com ele atrás de mim segurando minha calça.
—Quer comer o que, Tampinha?
Ele aponta para um pedaço de pizza na vitrine e então peço para ele.
—E então, Tampinha? Vai me falar algo sobre você? Você tava com quem?
— Socinho.— Ele diz em um sussurro.
— Como assim, sozinho?— Pergunto sem acreditar. Ele não deveria ter mais do que três anos. Como poderia estar sozinho?
Ele continua calado. Como vou me livrar desse moleque se ele não me diz nada sobre ele?
Ele parecia cansado, mas eu não podia sair dali, e nem ele. Alguém teria de vir buscar ele uma hora. Né?!
Ele pega o pedaço de pizza com as mãos e começa a comer de uma vez. Nossa. Ele tá com muita fome mesmo.
—Ei, Tampinha. Calma. Assim vai acabar se engasgando. Come mais devagar.— Digo e ele começa a comer com mais calma.
—Quelo mais.— Ele diz quando acaba de comer. E compro mais um pedaço para ele.
Quando ele termina de comer, voltamos para a sala de espera. Vou até a lista de pacientes, colada na parede, e que é atualizada de cinco em cinco minutos. Nada de Steve.
Como só há uma cadeira vaga, me sento e coloco o Tampinha no meu colo. Ele esfrega os olhos,e boceja, em seguida se aninha mais a meu peito, e acaba dormindo.
Meu meu celular vibrar em meu bolso, e meu coração dispara. O pego com cuidado para não acordar o garoto, mas o número que aparece no visor não é de Natasha. É um número desconhecido.
Talvez seja Steve.
Atendo o celular, esperançoso.
— Steve?— Perguntou ao atender.
—"Não fala o meu nome. Não deixa ninguém perceber que você está falando comigo."— Essa voz... Bucky.

Notas finais
Beijo Tocky. E então? O que vocês tem a dizer sobre isso? Comentarios minha gente. Cadê a galera animada do começo da fic??? Agradeço do fundo do meu frio e cruel coração todos aqueles que ainda comentam, mas sei que há muito mais pessoas lendo.