Heart Challenges
30 Suspeitas, brigas e pendrive.
Notas iniciais
TONY
Meu pai confiava no Bucky. Por isso deu uma chave à ele. Se meu pai confiava nele, então ele realmente merecia, o que não foi Bucky quem matou meu pai. Mas quem foi? De repente tantas coisas fazem sentido. Bucky nunca teve como fazer nada daquilo, e nem faria. No entanto tem uma pessoa que poderia. Alguém que tinha total acesso a empresa. Alguém que teria interesse na herança da empresa. Alguém que soubesse da existência dos anéis. Alguém em quem confiei.
Quando desço do carro o vejo. O homem em que me traiu e traiu meu pai.
— Tony, por que não me avisou que o velório seria hoje?— Loki pergunta, de pé nas escadas da entrada da empresa, com os braços cruzados.
Não penso duas vezes antes de pular em cima dele, e começar a socar sua cara. Ele os matou. Ele quase nos matou. Tudo de ruim que está acontecendo nas nossas vidas é por culpa dele.
— QUE PORRA. PARA COM ISSO SEU PSICÓTICO SÁDICO.—Ele grita, tentando me parar, e me empurrar de cima dele.
— EU VOU TE MATAR, SEU DESGRAÇADO.— Grito de volta, dando um soco em sua cara.
— ME SOLTA. TIRE SUAS MÃOS DE MIM.
Sinto braços fortes me rodearem, e me puxarem, me tirando de cima dele.
— Tony. O que você está fazendo? Para.— Steve diz, se colocando na minha frente.
— Foi ele. Ele fez tudo isso. ELE MATOU MEU PAI. MATOU O ISAAC. E MATOU O BUCKY.
—É. Eu fiz tudo isso. E também sou o Batman. E SOU O DARTH VADER TAMBÉM. Ficou maluco Anthony? Esqueceu quem eu sou? Sou seu primo. Seu irmão. Sua família. Acha que eu seria capaz dessas coisas?
— Me diz você. Por que tudo aponta pra você, SEU DESGRAÇADO.
— NÃO. TUDO APONTA PRO SEU AMORZINHO QUE TÁ MORTO. VOCÊ É NOJENTO, ANTHONY. EU VI O QUE VOCÊ ESTAVA FAZENDO ONTEM A NOITE NO SEU ESCRITO.
Olho para ele sem reação. Não sei o que dizer. Não sei o que fazer. Como ele sabe disso?
— ELE TÁ MORTO. E MESMO SE NÃO TIVESSE. PUTA QUE PARIU, ELE É O EX DO SEU ATUAL NAMORADO. É UM ASSASSINO NOJENTO.
— CALA A BOCA.— Me solto dos seguranças e dou um soco na cara de Loki.— CALA A MERDA DA SUA BOCA. NÃO OUSE FALAR ASSIM DELE. VOCÊ NÃO O CONHECE. VOCÊ NÃO SABE NADA SOBRE ELE.
— CHEGA. SERÁ QUE DÁ PRA VOCÊS SEPARAREM ELES?— Steve grita e então sinto o segurança que me segura me puxar para dentro da empresa, assim como o outro faz com Loki, no entanto logo somos separados, e vejo que estou sendo levado para a minha antiga sala no vigésimo segundo andar. — ME SOLTA. TIRA AS MÃOS DE MIM.— Grito, empurrando o homem, logo que chegamos a minha sala.
—Que merda foi aquela Anthony? Você ficou maluco?—Steve pergunta entrando logo atrás de mim.
—Foi ele, Steve. Meu amor, pensa comigo.— Digo, indo até ele e segurando seu rosto.
— Tony, é o Loki. Ele pode ser muitas coisas, mas assassino? Duvido muito.
— EU TENHO CERTEZA.— Grito.
— IGUAL TEM CERTEZA DE QUE BUCKY ESTÁ VIVO? CHEGA TONY. Vai pra casa, toma um banho, e arruma suas malas.
— Steve...
— Eu vou falar com ele. Okay?
— Stev...
— Okay Tony?— Ele pergunta mais uma vez.
— Okay, Steve.
— Eu te amo. Não faz besteira, por favor.— Ele pede, e então me beija.
— Eu também te amo.— Digo e então observo Steve sair da sala.
—PORRA.—Dou um chute na cadeira, com raiva.
— Senhor Stark, por favor, se acalme.—O segurança diz.
Espera. Conheço essa voz. De onde conheço essa voz? Olho para o homem e então me lembro dele. Naquela festa de aniversário do meu pai, onde eu estava muito puto com o Steve e o Bucky, então fui beber com uns cara que estavam lá.
— Burton? Clint Burton?—Pergunto, surpreso.
— Sim, senhor.— Ele diz surpreso por eu me lembrar do nome dele.
—Ah amigo. Como é bom te ver.— Abraço ele.
Sempre me perguntei o que foi feito daqueles caras legais que beberam comigo. Também me pergunto sobre os motoqueiros do bar naquela noite.
—Ah. É bom te ver também, senhor.— Ele diz.
— Já disse que é Tony. Pode me chamar de Tony.
— Me sinto mais confortável chamando de senhor.
—CHAMA DE TONY, DESGRAÇA.
—Ah, tudo bem, Tony.
————
STEVE
— EU JÁ DISSE. EU NÃO FIZ NADA.— Loki grita, de pé a minha frente.
— Então por que Tony está te acusando?—Pergunto, o encarando.
—E eu sei? Porra Steve. Ele é minha família. Você é minha família. Eu amava o tio Howard como se fosse meu pai, pois ele foi o mais próximo que tive de um. Eu tenho tudo de que preciso. Dinheiro? Eu tenho aos montes. Um projeto que nem sei sobre o que se trata? Usa a cabeça Steve, por que eu faria tudo isso? Com qual intuito? Por que eu mataria uma criança inocente? Acha mesmo que eu seria capaz disso? De matar alguém?
— Eu não sei, tá? Está tudo tão confuso. Eu não sei o que pensar. Não sei em quem acreditar. Todos são suspeitos.
— Todos são suspeitos. Mas para Tony não sou só um suspeito.
—Não foi o Bucky.
—Eu sei. Me desculpe. Falei tudo aquilo por impulso. Mas também não fui eu. Olha Steve, o que estou dizendo é que dessa vez sou inocente. Eu não mandei matar ninguém, e não estou atrás do projeto que seu pai fez, seja lá qual for.— Loki diz, sério.
—E como sei que posso confiar em você?— Pergunto.
— Olha Steve, eu sou sua família. Cara, crescemos juntos. E agora você diz que não sabe se pode confiar em mim? Fala sério. Quer saber? Tá legal, vai lá. Investiga. Faz o rolo que vocês quiserem. Eu não vou sair da cidade, vou estar na minha casa esperando a autorização de vocês pra ir embora de vez.— Ele diz com raiva.
Loki me dá as costas e caminha em direção à porta.
— Loki...—O chamo e ele me olha.—O que você quis dizer sobre o Tony com aquilo tudo?
— Ele estava no escritório dele ontem, vendo umas fotos do Bucky enquanto batia uma e gemia o nome dele.
Fico sem palavras. Loki sai da sala, batendo a porta, e fico lá, parado, sem saber o que fazer.
————
TONY
Saio da empresa com raiva. Eu tenho certeza que foi o Loki, e não me importa o que Steve tem a dizer sobre isso.
Entro no meu carro com raiva. Eu sempre deixo um carro meu aqui para caso de emergência. E é legal que sempre tem meu nome nas placas. Mas isso não ver ao caso.
Que? Eu posso. Eu sou Tony Stark. Eu posso.
— Que demora. Achei que tinha morrido lá dentro.— Bucky diz, surgindo não-sei-de-onde, atrás de mim, e então grito alto de susto. — Cala a boca. Tá maluco?
— Você tá vivo.—Falo, surpreso. Uma coisa é ter suspeitas, outra é estar vendo ele aqui, na minha frente.
—E você tá caçando jeito de me matarem de vez, gritando desse jeito.—Ele diz, tirando o casaco e se sentando direito no banco de trás.
—Oh meu Deus. VOCÊ TÁ VIVO.
Me jogo para trás, em seus braços, o abraçando apertado.
—É claro que tô vivo. Por que não estaria vivo? Eu sou eu.— Ele diz, me abraçando de volta.
— Você foi dado como morto. Acharam corpos na casa onde a gente tava. Carbonizados. Eu cremei um corpo. Na verdade, três corpos. Mas ainda bem que não era o seu. Amélia e Isaac...?
— Amélia está bem. Ela foi embora. Disse que não queria se envolver nisso tudo. Isaac... Sinto muito. — Ele diz e abaixa a cabeça.
— Eu sabia que era ele. Não tava tão queimado quanto os outros corpos, mas eu tinha esperanças de que ele estivesse bem.
— Será que dá pra gente sair daqui antes que alguém me veja e eu fique morto de verdade?— Ele pergunta.
— Okay.— Digo e acelero, saindo de lá.—O que você tá fazendo?—
Pergunto vendo ele tirar a própria calça.
— Isaac me deu um pendrive. Algo me diz que é importante, mas eles iam tirar tudo o que eu tinha, então escondi no único lugar que não poderiam achar.
—O que?— Olho para trás e vejo ele enfiando três dedos no seu ânus.—Ah. Que nojo, Bucky.
— Você teria alguma ideia melhor?
— Engolir?
— Não. Você morreria engasgado, e se não morresse, seu ácido estomacal iria destruir o pendrive. Agora não enche o saco, e me deixa eu me concentrar.
— Eca. Só... Eca. Mas e o anel? Estou vendo ele no seu dedo. Tirou do cu também?
—Não. Tirei dos dedos recém cortados de uma puta loira.—Ele responde e o olho assustado.
—Meus dedos. A que ponto cheguei.
— Cala a boca e para o carro.— Ele diz.
—O que?
— Para logo, Tony.
Viro o carro, entrando em um beco e paro. Olho para ele, sentado no meio do banco, com as pernas abertas e...
TONY. ISSO NÃO É HORA DE FICAR EXCITADO.
— Me ajuda.— Ele pede.
—O que?
— Você coloca a mão, e pega.
— Tá maluco? Não vou enfiar minha mão em você.
— Você tá morrendo de tesão aí. Ou acha que não tô vendo.
—Ei. — Digo, colocando minha mão por cima do meu membro, tentando inutilmente esconder o evidente.— Tem uma diferença entre querer meu pau aí, do que colocar a minha mão.
— Tem gente que curte.
—E você curte uma mão inteira se mexendo dentro de você?— Pergunto.
— Sabe o que eu não curto? Um pendrive dentro de mim me cutucando e me beliscando por dentro. Tô nessa por sua culpa, e esse pendrive é pra você, então ajuda.
— VÃO TRANSAR EM OUTRO LUGAR.— Alguém grita e joga uma pedra no carro. NO MEU CARRO. DESGRAÇADO.
— Droga.— Digo, e estalo meus dedos.
[...]
— Da próxima vez, vê se esconde em outro lugar.
— Você reclama, mas não é seu cu que foi arrombado. Acho que nunca mais vai voltar ao tamanho normal.— Ele choraminga.
Bucky está deitado no banco do passageiro, com a bunda pra cima. Claro, agora ele está de cueca. Já eu estou do lado de fora, lavando minhas mãos, porque ter metade do meu braço dentro dele não foi uma experiência que eu ache muito higiênica, ou queira repetir.
— Cadê o Steve?— Ele pergunta.
— Ficou na empresa. Acho que com o Loki. Aquele traidor. Foi ele, Bucky. Loki fez tudo aquilo. Ele está atrás dos anéis. Os anéis...
— São as chaves para o projeto Júpiter. Mas não foi o Loki, Tony.
—O que?— Pergunto surpreso.
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