Heart Challenges
31 Azul Esverdeado.
Notas iniciais
TONY
— Você não pode estar falando sério. Não tem como ser...
— Eu vi. Eu olhei naqueles olhos verdes. Eu vi a frieza, Tony.
— Temos que falar com o Steve. Ele vai surtar.
— Precisamos ir. Agora.— Bucky diz.
— Antes preciso fazer uma coisa ou vou surtar.— Digo.
—O que?— Ele pergunta.
Me deito sobre ele e colo meus lábios no dele.
Bucky se assusta inicialmente, e fica totalmente imóvel. Começo a passar minha linguá sobre seus lábios, pedindo permissão com minha língua para entrar em sua boca, e depois de alguns segundos ele abre levemente os lábios, me dando passagem, e então começamos uma dança com nossas línguas, se tocando, chupando, acariciando.
Ele segura forte em meu quadril, e eu fico passando minha mão pelo seu cabelo.
Eu já disse que sou apaixonado nesse cabelo longo e castanho dele? Se não disse, estou dizendo. Eu amo esse cabelo.
— Acho que agora temos que ir.— Bucky diz, se separando de mim.
—É, nós temos.— Me sento direito em meu banco e ligo o carro.— Espera.
—O que?— Ele pergunta, me olhando.
— Seus olhos são azuis.— Digo, surpreso.
— São. Mas por que isso é importante justo agora?— Ele pergunta.
— Steve sempre te descreveu com olhos verdes. E cara. Seus olhos parecem ser verdes, mas são azuis.— Falo, meio impressionado.
—É. Se chama azul esverdeado.— Ele diz, como se fosse uma coisa óbvia.
— Vou fazer uma nota mental para me lembrar disso quando for descrever a cor dos seus olhos.
— Tony.
—O que?
— Liga o carro. Depois falamos sobre meus olhos azuis esverdeados.
— Okay.
Ligo o carro, e acelero.
Steve deve estar na empresa ainda, me esperando.
Entro com o carro no estacionamento subterrâneo a 100 Km/h e paro na minha vaga.
Eu sei, o cara tem que der muito foda pra fazer isso sem deixar nenhum arranhão no carro.
Bucky pega um casaco meu no banco de trás e o veste, colocando o capuz, e depois coloca seu boné, e quando ele vai abrir a porta do carro, o seguro. Pego meu óculos de sol da vogue que estou usando e coloco nele.
— Se perguntarem algo, você é meu segurança particular.
— Tony. Acho melhor eu esperar no carro.— Ele diz, tirando o óculos e me olhando.
— Por que?
— Eu já trabalhei aqui, lembra? Todos aqui me conhecem. Eu espero vocês aqui.
— Tá bom. Você tá certo. Não saia daqui.— Digo e saio do carro.
Quando dou três passos, volto, abro a porta e me sento no banco de novo.
—O que foi?— Ele pergunta sem entender, e então o beijo.
—É bom te der de volta. Vamos dar um jeito nessa merda toda.— Digo.
Pisco para ele e saio do carro.
Entro na empresa e começo a apertar o botão do elevador sem parar.
Quando as portas se abrem, vejo meu primo, com seus cabelos negros e lisos, soltos.
Nossa. Como não reparei o quão grande está o cabelo dele? Está quase na cintura. É. Ele é uma gracinha.
Ah se eu já não tivesse dois homens.
E também aquele cientista do aniversário do meu pai. Como é mesmo o nome...? Ben...? Bobby...? Billy...? Bruce...? BRUCE.
— Vai me bater de novo?— Loki pergunta, visivelmente magoado comigo, e Bruce nos olha, meio constrangido.
Acho que ele quer sair, mas estou bloqueando a porta.
— Não. Desculpa. Loki, me desculpa. Mas agora não tenho tempo. Preciso falar com o Steve.— Digo, entrando no elevador e já apertando o botão do andar que quero, e ele me olha, ainda dentro.
— Eu ia...— Bruce começa a dizer, mas se cala quando o olho de um jeito repressivo para ele.
— Steve já foi.— Loki diz.
— Foi pra onde?— Pergunto assustado.
— Como assim pra onde? Tony, é a semana de moda em Milão. Peter é o principal modelo da Black Widow esse ano. Steve não vai perder isso.— Loki fala me olhando como se eu fosse um retardado.
E eu sou. Sou um retardado por ter esquecido disso. Que grande merda eu fiz?
—O QUE?— Grito, batendo a mão com força no botão que trava o elevador.
— Tony. O que está acontecendo?— Loki pergunta, assustado.
— Não. Droga. Droga. Ele não... Ele vai morrer lá.— Digo desesperado.
— Calma. Calma. ANTHONY. SE CALMA.— Ele grita e paro para respirar.
— Que merda eu fiz, Loki? Que grande merda eu fiz?— Pergunto e coloco meu rosto entre as mãos.
As portas do elevador se abrem, e então vejo Clint Burton, segurando uma arma.
— Sr. Stark, está tudo bem?
— Não.— Falo desesperado.
O estalo alto ecoa pelo elevador, e sinto meu rosto arder.
— Para de chorar. Recomponha-se, e vamos atrás do Steve. Você é Anthony Stark. — Loki diz, e então olho para os três a minha volta.
Puxo Clint para dentro do elevador, e aperto o botão do subterrâneo.
— Senhor. O que está acontecendo?— Clint pregunta.
— Tony. Meu nome é Tony. Se me chamar de senhor mais uma vez, eu te bato com esse cassetete no seu cinto.— Falo.
Clint e Bruce me olham assustados, e Loki me olha como se eu fosse louco.
— Está bem, Tony. Seja lá o que irão fazer, vou com vocês.— Clint fala.
— Até se fosse um surubão?— Pergunto e ele fica vermelho.
Loki revira os olhos, e pega seu celular no bolso.
—É... Bom, acho que não sou necessário nessa busca de vocês.— Bruce fala.
Ah, esse jeitinho tímido dele é tão fofo que tenho vontade de quebrar o notebook dele na cara dele.
— Olha, você não precisa ir se não quise...
Antes que eu possa terminar de dizer as portas se abrem e o espelho do elevador se quebra.
Os barulhos de tiros ecoam pelo estacionamento.
Clint me joga contra um canto do elevador, onde as balas não acertam, e coloca o braço em minha frente. Loki puxa Bruce para o outro lado e me olha assustado.
— Bucky.— Digo e me inclino para frente para tentar vê-lo.
Clint me joga de volta para trás a tempo e outra bala acertar o espelho ao em vez da minha linda cabeça.
O espelho.
Olho pelo espelho e vejo vários policiais, de frente para nós, e Bucky, atrás de uma coluna, de costas, a poucos metros do elevador.
As portas do elevador começam a fechar.
Droga. Não. Não posso sair daqui sem ele.
Tiro meu sapato e coloco entre elas, fazendo elas se abrirem novamente.
— Bucky Barnes está vivo?— Bruce pergunta, incrédulo.
— Não, é o fantasma dele assombrando a empresa, e aqueles são caçadores sobrenaturais fingindo ser policiais, tipo os Winchester.— Digo.
— Isso não é hora de piadinha, Tony.— Loki fala, ríspido.
—E eu lá tenho culpa de ele ser burro? BUCKY.— Grito e ele nos olha rapidamente.
É impressão minha, ou vi um certo alívio em seu rosto?
— Sério isso? Vamos ajudar um fugitivo?— Clint pregunta.
— Ele é inocente.— Digo.
— Tony, no momento em que fizermos isso, seremos procurados também.— Loki diz, sério.
— Eu sempre quis ser fugitivo internacional. Vamos brincar de velozes e furiosos.
— Mas eles não fazem é só correr?— Clint pregunta.
— Só nos três primeiros filmes. — Falo como se fosse algo óbvio.
— Espera. Mas não roubamos um cofre.— Loki diz, pensativo.
— Mas o Brian ajudou o Dom, que era fugitivo.— Clint explica.
— Loki seria a Letty da história. O cabelo tá igualzinho.— Digo.
— Só eu estou preocupado com a troca de tiros que tá acontecendo aqui?— Bruce pergunta.
— O cabelo da Michelle Rodriguez é castanho escuro, não preto.— Loki diz.
— Pra mim é preto. O cabelo dela no filme é pret...— Começo a dizer, e sou interrompido por Bucky entrando no elevador e se espremendo do meu lado.
— Ainda não apertou o botão do elevador?— Ele pergunta, indignado.
— Eu não sei pra que andar a gente vai.— Me defendo.
— Você tá brincando comigo, né?!
— Gente. Acho que vamos todos em cana.— Bruce fala e então aperto o botão do vigésimo terceiro andar.
— Droga. Não quer ir.— Falo com raiva, apertando o botão sem parar.
—O cartão.— Clint diz.
—O que?— Pergunto.
— Tony, a Porra do cartão de acesso. RÁPIDO.— Loki grita e então pego o cartão no meu bolso.
— Merda.— Bucky diz e da um tiro para fora do elevador.
— POLICIAL FERIDO. POLICIAL FERIDO.— Escuto alguém gritar lá fora.
— Sério? Atirou em um policial?— Pergunto.
— PASSA LOGO O CARTÃO.— Os quatro gritam juntos e então passo o cartão.
— Ue. Por que não quer ir?— Pergunto sem entender.
Bruce então da um chute, jogando algo longe e vejo que era meu sapato.
As portas se fecham e então começamos a subir.
— Cadê o Steve?— Bucky pergunta.
— Foi para a semana de moda em Milão.— Respondo.
—O QUÊ?— Ele pergunta, com uma delicadeza de dar inveja.
— Nós vamos salvar ele. Okay? Salvamos você.— Digo e ele se cala.
Ficamos em silêncio, só escutando a música do elevador.
For Elise. Beethoven. Gosto dessa música. Meu pai gostava de música clássica, e não tive coragem de mexer na lista de músicas do elevador que ele escolheu a tantos anos atrás.
— Você tá sangrando.— Bruce fala e então olho para Bucky.
Vejo meu moletom cinza que ele está usando está manchado de sangue, na altura da cintura, e a mancha escura está crescendo ou é impressão minha?
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