Notas iniciais
Oi amores. Esse é o último capítulo da primeira parte. Bom... Sobre os comentários. O número caiu bastante. Tem algo de errado?? Bom. Espero que gostem, e me digam o que acharam

Segredos revelados.
Laços quebrados.
Não é possível reescrever o passado.
Não é possível apagar os pecados.
Eles irão voltar,
E nos matar...

—Bucky

STEVE

Aquela tensão me desesperava. Tony dizia terem achado pistas de quem havia roubado os projetos da empresa.
Estou de pé, entre Tony e Bucky. Esperamos atentamente o deteve terminar algo, e então ele caminha até nós.
—E então? O que tem a dizer?— Tony pergunta, ansioso como sempre.
— Sr. Stark, pelo que tudo indica, a transferência de arquivos foi feita por alguém aqui de dentro.—O detetive fala.
— O que te faz achar isso?— Tony pergunta.
— Não haveria como entrar no sistema sem ter no mínimo setenta porcento dos seis códigos. Sem falar que pelo que indica a transferência foi feita daqui de dentro.
— Na minha língua, Littler.— Tony pede, impaciente.
— Quem roubou os arquivos tinha quatro dos seis códigos. Ele tinha a chave para quatro dos seis portões que protegem os arquivos da empresa.
— Então quem fez isso foi alguém de alto nível.
Meu coração falha uma batida ao ouvir aquela voz. A quanto tempo não a escuto.
Me viro a tempo de ver o moreno passar pela porta de vidro. Sua elegância e compostura exatamente como me lembro.
— Loki.— Tony diz sorrindo e caminha até o primo, o abraçando.
—O que faz aqui?— Pergunto sorrindo, esquecendo-me de nossas atuais preocupações e dando atenção ao velho amigo.
— Eu saio por três meses e vocês deixam o mundo desabar. Sinto muito não ter podido vir para o enterro do tio Howard. Meus pêsames, Tony.
— Agradeço.— Tony diz, ainda com o braço passado pelos ombros de Loki.
— Quem é ele?— Loki pergunta e então me lembro de Bucky ao meu lado.
Por um segundo havia voltado há meses atrás, e me esquecido dele. Mas para minha imensa alegria, ele ainda estava ali. Como pude esquecer do homem que amo tanto?
— Esse é meu namorado. Bucky.— Digo o apresentando.
O detetive Littler aranha a garganta, nos chamando a atenção, e nos fazendo olhar para ele.
— Pode continuar.— Tony diz, voltando ao seu posto de antes.
— Como eu havia dito, alguém pegou os arquivos através de um dos servidores principais.
— Isso é impossível.— Digo, tomando a frente.—O número de pessoas com acesso à essas informações é bem restrito.
— Então isso facilitará nosso trabalho.— Ele responde.
—E tem como descobrir de qual computador foi feita a cópia dos arquivos?— Tony pergunta.
—É o que estamos tentando fazer, Sr. Stark.—O homem diz e volta para onde estão seus computadores.
Olho para Bucky e ele parece um pouco nervoso. Seguro em sua mão e dou um beijo em sua bochecha.
—O que foi, amor?— Pergunto o abraçando pela cintura.
— Eu preciso te contar algo.
— Claro.— Digo, apertando um pouco sua mão.— Vamos até a nossa sala.
— Steve. Depois vocês namoram. Um dos detetives do meu pai acabou de ligar. Ele está na minha antiga sala. É para irmos para lá.— Tony diz, guardando o celular no bolso do paletó.
— Agora? Bucky queria falar comigo.— Digo ainda segurando sua mão.
— Garanto que ele pode esperar. O detetive disse que é importante.— Tony diz e olho para Bucky, que me dá um leve sorriso.
— Então vamos.
— Não Steve. Ele disse só nós dois. Bucky vai ficar bem. Ele fica com os detetives.— Tony diz e sai pelas portas de vidro.
— Prometo não demorar amor.— Digo o abraçando pela cintura e o beijando.
A verdade é que desde que nos conhecemos, quase não nos separamos. Temos ficado juntos o tempo todo.
— Eu também te amo.— Ele diz e sorri para mim.
[...]
Quando cheguei na sala, Tony já estava sentado em uma das poltronas. Entro e fecho a porta atrás de mim, indo até o lado dele e me sentando.
— O que houve? Notícias de quem envenenou meu pai?— Tony pergunta esperançoso.
— Não senhor. Na verdade estou aqui, porque antes de morrer seu pai me mandou em uma investigação em particular. E com todo que está havendo aqui, acho que vocês devam saber o que descobri para ele.
Olho para Tony e ele me olha da mesma forma confusa.
— Diga então.— Falo.
Meu coração está acelerado, e algo grita dentro de mim me dizendo que não quero saber o que ele tem a dizer, mas ainda assim me mantenho ali. Talvez eu devesse ter ouvido Bucky primeiro. Ele parecia tão angustiado.
—É sobre o seu namorado, Sr. Rogers.—O detetive Brown fala, me despertando completamente de meus pensamentos.
O olho sem entender. O que ele tinha para falar sobre Bucky? Por que Howard havia investigado ele? Por que essa vontade enorme de correr dali?
— Bucky?— Pergunto sem acreditar. Talvez fosse um engano. Talvez ele estivesse confundido meu Bucky com alguém.
—O nome dele é James Buchanan Barnes. Bucky é só um apelido.
O olho sem reação. Não. Ele era Bucky. O nome dele é Bucky. Os documentos... Ele não mentiria sobre isso para mim. Ele não...
— Tá, ele não falou o nome completo. Nos chamou só por isso?— Tony pergunta com um pouco de tédio.
— Não, Sr. Stark. O Sr. Barnes foi preso há dez anos atrás. Passou oito anos na prisão de Locofis.
— Sabia disso?— Tony me pergunta, agora surpreso.
— Sim. Eu sabia.— Respondo.
—E o senhor sabe a razão, Sr. Rogers?
O olho um pouco perturbado ainda. Meu olhar é claro. Eu não faço a mínima ideia do porque de Bucky ter sido preso. Mas por que estava tudo sendo exposto assim? Essa era uma coisa íntima dele. Esse homem não tem o direito.
— Já basta. O que ele tiver para me dizer, ele dirá. Mas não saberei através de um detetive.— Digo me levantado com raiva e caminhando até a porta.
— Ele hackeava arquivos de grandes empresas.— Brown diz e paro no mesmo instante, ainda olhando para a porta, e sem acreditar.
—O que?— Escuto Tony dizer, incrédulo.
— James Buchanan Barnes era um hacker. Ele se envolvida com pessoas de alto cargo em empresas, a que lhe fosse mandada, e dava um jeito de roubar o que lhe pedissem.
As palavras ficam presas no ar. Não. Bucky não faria aquilo. Ele não... Não poderia. Não. Ele não é assim. Ele me ama. Ele... Eu...
Foi tudo uma mentira? Eu nunca signifiquei nada para ele?
Só me dou conta de onde estou quando o vejo. Bucky está onde eu o deixei. Sorrindo. Ele sorri para mim daquele jeito pelo qual me apaixonei, mas seu sorriso não demora a desaparecer.
Há lágrimas escorrendo livremente pelo meu rosto. Posso sentir meu sangue ferver dentro de mim e tudo parece estar em pedaços. Tudo. Nossa vida. Nosso mundo perfeito. Tudo estava destruído. Posso escutar os gritos de Tony, chamando meu nome pelas escadas atrás de mim.
— Amor, o que aconteceu?— Ele pergunta se aproximando de mim.
Minha não chega a doer quando ela se choca com força em seu maxilar. Bucky cai no chão, atónito.
Tudo parece rodar. O mundo parece ter parado durante uma fria e cortante nevasca, onde o chão é de gelo fino, e posso cair a qualquer momento.
— Steve.— Ouço Tony dizer e sinto seus braços me segurarem pela cintura.
— SEU DESGRAÇADO INFELIZ. EU TE AMEI. EU TE DEI TUDO. EU ME DEI POR COMPLETO PARA VOCÊ, SEU MERDA. ENQUANTO EU ERA SÓ MAIS UM TRABALHINHO PARA VOCÊ.— Grito descontroladamente enquanto sinto Tony me puxar para fora dali.
Bucky empalidece e parece parar de respirar. Ele me olha incrédulo, e lágrimas escorrem pelos seus olhos, mas não tanto quando escorrem pelos meus.
— Steve, você nunca foi um trabalho. Eu te amo. Eu não faço mais isso. Eu juro.— Ele diz se levantando e vindo até mim.— Meu amor.
— NÃO ME CHAMA ME CHAMA DE "MEU AMOR". Como espera que eu acredite em você se nem o seu nome eu sei? Você é um estranho, James Barnes.
— Não. Eu não uso meu nome desde que saí da cadeia. Eu não menti. Eu sou Bucky. Eu não sou aquele cara, Steve. Não mais. Você tem que acreditar em mim.
—Chamem a polícia.— Digo com um amargor na boca.— Eu não quero te ver nunca mais, Barnes. Vou deixar suas coisas na portaria do meu prédio, se precisar buscar.
Me solto dos braços de Tony e corro. Ouço eles me chamarem. Mas não paro. Não consigo parar de correr. Não sei para onde. Só vou indo. Minha visão está embaçada pelas lágrimas.
Frases ditas por ele começaram a dançar em minha memória.
"Meu coração bate por você."
Eu só quero desaparecer.
"Eu nunca me senti tão feliz como me sinto ao seu lado."
Eu só quero me afogar.
"Quando formos bem velhinhos, eu ainda vou acordar, olhar para o lado, e dizer o quarto sou feliz de estar com você"
Eu só quero que seja mentira.
"Eu te amo, Steve"
Eu só quero que a dor pare.

Notas finais
Isso foi tudo por hoje, espero que tenham gostado, não deixem de comentar, até a próxima