Notas iniciais
Eu sei que deveria ter postado ontem, mas eu fiquei sem internet. Primeiro capitulo da segunda parte. CADÊ A GALERA STONY???? Bom, achei os dois primeiros capitulos um pouco chatos. Tá dificil escrever. Mas espero que gostem. E espero q me dêem ideias. Boa leitura.

PARTE 2

Houve uma época,
Em que te perder era meu maior temor.
E me imaginar sem você,
Era um horror.
Mas agora,
Tudo o que eu queria era te esquecer.
Tudo o que eu queria era
Que jamais tivesse existido
Eu e você.

—Steve

STEVE

Entro no meu apartamento e olho para tudo. Tudo naquele lugar me lembra ele. Cada centímetro.

Pego uma foto nossa sobre a estante e a jogo na parede, e assim começo a fazer com outros objetos.

—EU TE ODEIO. ODEIO POR TER ME ENGANO. ODEIO POR TER MENTIDO. ODEIO POR TER ME FEITO TE AMAR. ODEIO POR NÃO ESTAR SOFRENDO COMO EU. E EU ME ODEIO POR TER TE AMADO TANTO. SEU DESGRAÇADO.

Vasos decorativos, copos sobre o balcão, porta retratos. Tudo indo de encontro a parede ou ao chão. Tudo se estilhaçando. Tudo se tornando cacos, espalhados pelo chão. Tudo tão parecido como meu coração se encontra nesse exato momento.

Começo a descontar minha raiva nos móveis. Começo a chutar o sofá, o fazendo ir para trás até bater na parede, então continuo até não aguentar mais.

Agarro a corrente em meu pescoço, olhando para o pequeno círculo de metal, com as duas armas e as rosas entrelaçadas, e o nome da banda escrito.
— Armas e rosas.— Leio o nome na corrente, para em seguida puxa-la com força, fazendo a pequena corrente arrebentar e jogo o objeto na porta, que se abre em seguida.
Meu corpo gela. É ele. Só pode ser ele. Eu não quero vê-lo. Não quero ter se encarar ele.
— Meu querido, o que houve?—A Sra. Clark pergunta, me olhando de forma preocupada.

Não era para menos. Eu estava chorando e gritando feito louco, meus olhos estavam inchados e vermelhos, e meu apartamento destruído.

Abaixo a cabeça, olhando para a foto a meus pés. Balanço a cabeça que não.

Acabou. Mortos todos os sonhos que compartilhamos. Morta toda a glória que conquistamos. Me sinto perdido hoje e no nosso passado. Perdido no futuro que tínhamos. Perdido em tudo. Quem é o homem com quem dormi as últimas semanas?

A Sra. Clark me abraça e afaga meu cabelo.
—O coração dói, meu anjinho?— Ela pergunta como se soubesse o que tanto me machuca.
— Eu o amei. Eu o amo. Eu confiei nele. Fiz tudo por ele enquanto eu era só... Só mais um trabalho para ele.
— Foi o que ele disse?— Ela pergunta.
— Não precisou. Eu descobri tudo.

— Steve, o que ele disse?
— Eu não quero saber o que ele tem a dizer, eu só quero que ele desapareça. Eu só quero que tudo desapareça.
— Não pode desaparecer com o passado.— Ela diz me olhando.— Precisa tomar uma decisão. Ficar aqui quebrando tudo não muda nada. Se não pode mudar o passado, faça o que acha que deveria te feito. Antes tarde do que nunca.

E naquele momento, pela primeira vez desde que saí daquele prédio eu sabia o que fazer.

Saio correndo do apartamento. As ruas estão escuras, mas continuo correndo até me ver no lugar onde tudo aquilo havia começado. Foi então que entrei naquele beco, me joguei no chão e comecei a chorar.
E se eu não tivesse saído daquele jeito naquela noite? E se eu tivesse aceitado a ajuda de Tony? E se... E se... E se...
[...]

Eu podia ouvir vozes... Não. Uma voz. Alguém falava do lado de fora do quarto. Deveria estar ao telefone.

Eu me negava a abrir os olhos. Acordar não era algo que eu quisesse. Não queria ter que deixar aquela cama macia e quentinha. Não queria acordar. Não queria ver que tudo aquilo foi real. Ainda mais que eu podia sentir que fora daqueles cobertores grossos e acolhedores o frio era forte. Tive essa confirmação quando abri meus olhos e vi o moreno que eu tanto queria ver, vestido com casacos grandes e um moletom grosso.
Ele estava falando ao telefone com alguém, e parecia exausto, como se insistisse em tentar explicar algo para alguém que se recusava a entender.
Eu me mantenho o observando enquanto ele está de costas para mim, andando de um lado para o outro do corredor.
Me levanto da cama, sentindo minha cabeça doer.
—É melhor você ficar deitado.— Ele diz carinhosamente, vindo até mim e de forma involuntária dou um sorriso pela forma cuidadosa dele comigo.
— Eu estou bem.
— Por favor. Por mim.— Ele pede.
— Não me deixa sozinho. Não quero ficar sozinho.
— Eu estou aqui.— Ele me abraça, roçando sua barba por fazer em meu pescoço.
É tão bom estar em seus braços outra vez. Me sinto tão seguro.
— Sr. Stark, sua mãe está aqui.— Uma das empregadas diz, entrando no quarto.
— Diga para ela que já vou.— Tony diz, ainda me apertando contra seu peito.

Me lembro de quando eu tinha doze anos, e beijei um menino pela primeira vez. Uns garotos viram e começaram a me bater. Tony veio, e os tirou de cima de mim. Ele cuidou de mim. Ele sempre cuidou de mim.
— Eu não quero falar com ninguém. Não quero ver ninguém. Tony, por favor...
— Tudo bem, Steve. Eu vou falar com ela. Eu já volto. — Ele me da um beijo na testa e sai.

Ah se eu tivesse ficado com ele antes. Toda essa dor... Toda essa agonia... Tudo isso jamais teria existido.

Tony volta depois de um tempo e se senta em sua cama comigo. Me deito em seu colo enquanto ele acaricia meu cabelo.
— Você precisa comer alguma coisa.
— Não estou com fome.
— Eu sei, meu lindo, mas você precisa comer.
O abraço mais forte. É incrível a capacidade que Tony tem de me fazer me sentir seguro.

—Promete que não irá me deixar?

—Eu nunca vou te deixar. Quantas vezes terei que te dizer isso?

—Desculpa.

—Não se desculpe, loirinho. Agora vamos. Vamos comer. Mandei fazer aquela torta de frango que você gosta.

Tony me ajuda a levantar e vou com ele.

Notas finais
Vocês pensaram que era o Bucky que eu sei. Alguem aí te uma sensação de deja vu quando o Steve acordou? Me digam o que acharam amorecos. Beijinhos