Notas iniciais
Oi docinhos. Aqui estou eu de volta. Sim, eu tinha esquecido que tinha de postar hoje, por isso estou postando só agora.

TONY

Acordo mais uma vez e vejo que ele não está ao meu lado. Para variar.
Me levanto e saio do quarto. Posso ouvir o barulho baixo da televisão, vindo da cozinha. Desço as escadas só de cueca, torcendo para nenhum dos empregados me ver.
Chego na cozinha, e lá está ele, com uma taça de vinho na mão, e aquela mulher loira de voz extremamente fina rindo na televisão.
— Hey. Vamos dormir.— Digo, com a voz embargada pelo sono.
— Não estou com sono.— Ele responde, olhando para a televisão enquanto assisti a um programa de culinária.
— Steve, são três e meia da manhã. Vamos dormir, por favor.— Peço me aproximando dele.
— Pode ir. Estou bem aqui.
— Você está bem aqui todas as noites. Você sempre diz que está bem aqui, assistindo essa loira fazer comentários idiotas sobre uma comida que ela jamais saberá como preparar. Já faz um mês, e eu só te vejo revirar na cama, até cansar e vir para cá e ficar ouvindo essa voz irritante dela.
— Não tem nada haver com ele.
— Me poupe, Steve Rogers.
— Que diferença faz?
— Eu me importo com você, Steve. Eu sei que está doendo, mas você tem que seguir em frente. Acabou. Ele é um desgraçado, e se tivermos sorte, vai passar um bom tempo em cana. Mais um bom tempo. — Entro na frente dele e desligo a televisão.
—Ei.— Ele reclama.
—Ei o caralho. Você vai voltar pra cama, nem que seja só para que eu possa dormir tendo a certeza de que você está bem e não fez nenhuma merda outra vez.
— Tony, eu não vou...— Antes que ele possa terminar de falar, o pego e o jogo sobre meu ombro como se fosse um saco de farinha.— Me coloca no chão.— Ele diz me dando socos nas costas, o que não dói quase nada.
— Não. Você vai voltar pra cama, e vamos dormir, e amanhã vamos para a empresa, e vai ser um dia maravilhoso.
Entro no quarto, fechando a porta com o pé e o deito na cama. Me deito ao seu lado e nos cubro, em seguida seguro sua mão.
— Vamos dormir. Por favor.— Peço.
— Okay.— Ele responde, forçando um sorriso e então fecho os olhos.

Não demora muito e acordo novamente, mas dessa vez ele está ali, virando de um lado para o outro enquanto chama o nome... Dele.
— Bucky, por favor. Bucky...
Assim como faço todas as noites, abraço Steve, e sussurro em seu ouvido que estou aqui.
Dói ter de fingir ser aquele desgraçado, mas é o único jeito de acalmar ele. Steve é a segunda pessoa mais importante na minha vida (vindo depois da minha mãe). Eu farei tudo para que ele esteja bem outra vez. Eu jurei para mim mesmo que sempre seria assim. Eu sempre vou cuidar dele.
————
UM MÊS ATRÁS.

Entro no beco e o vejo. Demorei cerca de três horas e meia para conseguir acha-lo, e lá está ele, dormindo deitado na calçada.
Vou até ele e o pego em meus braços. Steve não é muito pesado, e não seria conveniente acordar ele agora.
Seu corpo está quente e ele está suando frio. Eu poderia ter levado ele para um médico, mas eu sabia que não adiantaria de nada.
—O que aconteceu? Ele está bem?— Minha mãe pergunta quando entro em casa com Steve em meus braços.
— Sim. Ele só está dormindo.— Digo baixo para não acorda-lo, e o levo para cima, o colocando em minha cama.

— Eu não quero voltar para aquele apartamento. — Steve diz sentado em minha cama.
— Tudo bem. Você não precisa.
— Deixa eu ficar aqui com você.— Ele pede.
Eu já havia decidido que ele ficaria comigo. Não poderia deixar ele sozinho
—Vou buscar as suas coisas. — Dou um beijo em sua testa e saio.
Quando chego no apartamento, parece ainda pior do que quando fui procurar Steve ali. Havia vidros estilhados por todo o chão. Porta retratos, e muitas outras coisas espalhadas, mas o que me chamou atenção foi uma foto de Steve e Bucky no chão. O vidro do porta retrato estava quebrado, mas pelo jeito foi um pé que o quebrou. Bem que esse pé também poderia ter acertado as bolas daquele bastardo.
Pego algumas coisas que sei serem importantes para Steve e coloco em uma mala de mão. Não é muita coisa.
Quando as portas do elevador se abrem no primeiro andar, o vejo. O desgraçado está bem ali, na minha frente.
—O que faz aqui? Deveria estar preso.— Digo ríspido.
— Estou sob condicional até o julgamento. Vim ver o Steve.— Ele diz em um tom de voz carregado de culpa e dor, o que só me faz ter mais vontade de socar seus dentes perfeitos.
Seus olhos estão vermelhos, e sua respiração pesada, como se estivesse correndo. Falso.
— Steve está saindo do país. A essa altura já deve ter pego o avião.— Minto com um tom de indiferença.
Eu não irei permitir que esse homem chegue perto do meu Steve. Ele não vai machuca-lo mais do que já machucou.
Buc... James, abaixa a cabeça, olhando para os próprios sapatos.
Jogo as chaves do apartamento nele, que me olha sem entender.
— Pega a merda das suas coisas, e o que mais quiser, não me importa. E depois desaparece. Se eu te ver de novo, vou te bater até você ficar em coma.— Digo com raiva, saindo do elevador e batendo meu ombro no dele.
— Eu não fiz isso.— Ele diz em um sussurro.
Me viro para ele, fico a poucos centímetros de seu rosto e cuspo as palavras em sua cara.
—É bom que não tenha feito mesmo, porque se você foi o responsável por matar meu pai, eu te mato, Barnes. Eu mesmo te mato, com minhas mãos, de forma lenta e dolorosa. Você vai desejar jamais ter aceitado a ajuda de Steve. Mas mesmo que não tenha sido você a roubar os arquivos, quero que desapareça. Você não irá mais machuca-lo.— Digo me virando e caminhando.
— Me deixa falar com ele. Por favor...— Me viro de volta para ele e me aproximo com raiva.
— NÃO. VOCÊ NÃO VAI FALAR COM ELE. VOCÊ NÃO VAI CHEGAR PERTO DELE. VOCÊ MORREU PARA ELE, E SE TENTAR PROVAR O CONTRÁRIO, NÃO SERÁ SÓ PARA ELE QUE ESTARÁ MORTO.— Dou as costas e saio.
————
Acordo com o barulho de Steve no banheiro, vomitando. Me levanto meio tonto, indo até ele e me abaixando ao seu lado, e segurando seu corpo.
Ele está tão magro, e frágil. Tão diferente do Steve alegre de sempre.
— Hey, tá tudo bem. Eu estou aqui.— Digo ligando a torneira da pia. Molho minha mão e passo em seu rosto quando ele o levanta.
Ele se senta em meu colo, me abraça e deita sua cabeça na curva do meu pescoço.
O problema é que Steve não havia conseguido comer direito depois de tudo o que houve, o que fez com que sua imunidade caísse, e ele ficasse doente. Desde aquele dia, Steve parece estar só doente.
— Que horas são? Já temos que ir?— Ele pergunta sem levantar a cabeça.
— Não. Ainda são cinco e meia da manhã.
[...]
Acordo assustado com o barulho de sirenes. A primeira coisa que consigo pensar é que algo aconteceu com Steve e o socorro veio para uma emergência, mas quando me levanto em um pulo, o vejo ao meu lado, tão surpreso quanto eu.
Graças aos deuses. Ele está bem.
Mas então que diabos são essas sirenes na minha janela?

Notas finais
E então? Estou recebendo menos comentários. :'(. Tivemos uma pequena aparição do nosso lindo Bucky. Nosso Tony mostrando que vai proteger o Steve com unhas e dentes, e o Steve meio fraquinho. Mas as coisas vão melhorar. Beijos, e vocês já sabem o que fazer.