Heart Challenges
22 Que os jogos comecem
Notas iniciais
STEVE
Entro no restaurante e digo quem estou procurando ao metre na entrada, logo ele me mostra Loki e mais dois homens, então caminho até eles.
— Steve?— Ele parece surpreso em me ver ali, afinal, em uma reunião como essa se espera o CEO da empresa, não o assistente dele.
Exato, agora sou assistente de Tony. Eu e Pepper. Ele achou melhor assim, e eu também. Afinal ele precisa de ainda mais ajuda agora, sem falar que eu sempre cuido de boa parte das coisas dele.
— Loki. Olá. — Ele me dá um curto abraço, em seguida comprimento os dois homens que também se levantaram para me receber.
O restaurante toca uma música calma e suave. O barulho da água caindo na cascata no centro do local é realmente relaxante.
Por esses e outros motivos gosto tanto deste restaurante. Quando Loki disse que o almoço seria aqui, não teve como não me alegrar.
Me sento ao lado do meu "primo" e peço meu almoço, assim como todos ali.
— Eu pensei que quem nos faria companhia era o dono das Indústrias Stark.— Um dos homens fala, levando sua taça de vinho à boca.
— Ele já tinha um compromisso. O almoço foi marcado de última hora.— Respondo.
—Oh. Eu não sabia de compromisso. Deveria ter me informado antes. Me desculpe, Steve.— Loki pede de forma cordial.
— Está tudo bem. Não se preocupe.— Digo para tranquiliza-lo. Seria bom ocupar a cabeça enquanto estiver acontecendo... O julgamento.
—E então teremos que negociar com o assistente?—O homem ruivo ri em deboche.
Agradeci mentalmente por Tony não estar ali. Ele não costumava aceitar muito bem uma pessoa rebaixando outra. Ou talvez ele fosse assim só quando alguém fazia isso comigo.
— Steve é um dos sócios e principal acionista das Indústrias Stark. Sem falar que é muito mais que o braço direito de Tony Stark.— Loki diz em minha defesa, com certo amargor na voz. Obviamente consequência de sermos amigos, e aquele homem ter falado de tal modo. Mal da família Stark, sempre tão protetores.
— Peço desculpas. —O homem diz um pouco constrangido.
— Tudo bem. — Digo vendo meu telefone tocar, e o nome de Tony no visor.— Só um instante.
Me levanto, e vou até um canto mais afastado.
—"Oi. Como estão as coisa?"— Tony pergunta quando atendo.
— Bem. Aconteceu algo?
—"Não. Só liguei para ouvir sua voz. Estou saindo da empresa agora. Te ligo quando chegar lá. Eu te amo."
— Eu também te amo.— Falo e então desligamos.
Tony tinha essa mania. Ele ligava toda hora para saber se eu estava bem. Depois do incidente no dia seguinte a minha separação com Bucky, ele estava ainda mais atento a mim.
Me sento de volta à mesa, e então a conversa volta para os negócios. Eu mentiria se dissesse que estou prestando atenção. Minha mente está longe. Rondando o tribunal onde Bucky está sentado e sendo julgado. Talvez ele seja inocente. Talvez ele não tenha culpa. Mas ainda assim teria mentido para mim.
Só desperto de meus pensamentos quando ouço Loki falar meu nome. Olho ele e estão todos com suas taças em mãos. Pego a minha.
— Um brinde a nossa nova sociedade.— Loki diz, e então levantamos nossas taças.
Levo a minha a boca, mas antes que eu possa terminar meu primeiro gole, meu celular toca outra vez.
O pego, imaginando ser Tony, mas o número na tela a desconhecido.
— Steve Rogers falando.— Atendo ali mesmo, se me distanciar.
— Sr. Rogers. Aqui é do hospital St. Louise. O seu número está como contato de emergência do senhor... Anthony Stark.— Uma mulher diz e sinto meu sangue gelar, e o ar parar de correr em meus pulmões.
Milhares de coisas passam pela minha cabeça para o que possa ter acontecido com ele. Tony é tudo o que tenho agora, e não posso perde-lo.
Me levanto desesperado e saio sem falar com ninguém ali. Posso ouvir a voz de Loki me chamando, mas continuo andando sem me virar para trás. Eu preciso vê-lo. Preciso saber se está bem. Faço sinal para um táxi parar e entro nele. Digo ao motorista meu destino, e que tenho pressa.
Não demora dez minutos e já chegamos no lugar. Pago o homem, entro desesperado, e vou uma a recepção.
— Anthony Stark.— Digo e então a mulher ali aponta para os leitos do pronto Socorro, e então o vejo.
Tony está meio deitado, meio sentado sobre uma maca. Seu braço está engessado, e há um curativo em sua bochecha, e outro em sua testa, e uma enorme marca roxa em seu peito.
— Tony.— Digo aliviado por ele não ter se ferido gravemente e o abraço.
— Hey. Vai com calma aí, Hulk. Eu tô todo quebrado.— Ele diz afagando meu cabelo e então o solto.
—O que aconteceu?— Pergunto preocupado.
— Os freios falharam. Um carro bateu então mim, meu carro capotou até bater em um poste. O poste passa bem, já meu pobre carrinho deu perda total.
— Como assim "os freios falharam"?— Pergunto nervoso, acariciando sua bochecha.
— Se eu soubesse que era só sofrer um acidente para ganhar tanta preocupação e carinho seu, eu teria batido com o carro antes.— Ele diz, dando um sorriso galanteador e dou um tapa no braço bom dele.
— Não fala isso nem brincando.
—Ai. Vem cá. Volta a fazer carinho que eu tava gostando mais.— Ele diz e me puxa para um beijo, e então sinto a necessidade dele no beijo. Um beijo desesperado.
— Tony... — Olho para ele e vejo que parece preocupado com algo.
— Era para você estar no carro. Era pra você...
— Hey. Para. Eu estou bem. Estamos bem.— Digo acariciando seu rosto.
— Vamos para casa.— Ele diz fazendo menção de se levantar.
— Você já ganhou alta?
— Ganhei. Uns seis minutos antes de você chegar.
Olho para ele, duvidando, e ele me puxa, me fazendo cair sentado ao seu lado, e me beija.
— Vamos para casa?
— Vamos para casa. — Respondo, me levantando, contudo, quando o faço sinto minha cabeça rodar e uma ancia de vômito.
Vejo o mundo a minha volta rodar, quando de repente sinto os braços fortes de Tony me seguraram. Só então percebo que minhas pernas não conseguem me sustentar.
— Steve...
— Eu preciso vomitar.— Digo, e ele faz menção de dizer algo, mas antes que ele consiga, me inclino para frente e vomito no chão, ao lado da maca.
Minha cabeça ainda gira, e só me dou por mim quando estou deitado na maca, antes de Tony, vomitando em um balde, e com dois médicos ao meu lado.
Tendo me conter, contudo não consigo evitar que tudo o que há em meu estômago vá para o balde.
Há um gosto ruim em minha boca como ácido, todavia, não só o ácido vindo do meu estômago, e... Espuma?!
Está tudo escuro, mas ainda assim escuto a voz de Tony me chamando ao longe.
Sinto algo na curva do meu braço. Uma agulha. Logo sinto meu corpo ficar leve e perco os sentidos.
[...]
Minha cabeça dói, e meu nariz queima um pouco. Ouço o barulho das máquinas ao meu lado, e então abro os olhos.
O quarto é iluminado por uma fraca luz vinda do corredor. Me sinto fraco, e quando tento mexer meu braço, sinto uma leve dor pela agulha em minha veia. Soro.
Tony está sentado ao meu lado. Ele está dormindo ao meu lado, em uma cadeira, enquanto segura minha mão.
Alcanço o celular de Tony em seu colo, com cuidado para não acorda-lo, e vejo que são 2:45 da madrugada.
O que diabos aconteceu comigo? Vejo meu prontuário ao lado da minha cama. O pego e leio.
VENENO?! Como assim eu fui envenenado?
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