Heart Challenges
14 Piscina
Notas iniciais
BUCKY
— PUTA QUE PARIU, NÃO SABE BATER?— Tony pega a toalha que está pendurada e a enrola na cintura.
Não pude deixar de dar uma leve admirada no belo corpo de Tony. Ele realmente tinha um físico espetacular, e um membro...
—O que diabos você tá fazendo aqui?— Pergunto indignado, sem conseguir acreditar.
O que ele estava fazendo ali? Era pra ser minha semana de férias com Steve. SEM O TONY.
— Estava terminando meu banho, até um louco tarado entrar sem bater.
— Eu estou me referindo à aqui. Rússia. Moscow. Casa da Natasha.
— Oh Wesley Safadão, Natasha também é minha amiga, seu tapado.
— Quem é Wesley Safadão?
—É um cantor brasileiro... Ah, pesquisa. Não sou Wikipedia.
— Por que tá aqui?
— Não é da sua conta.
Ele passa por mim, saindo do banheiro e tenho vontade de socar o espelho, mas não o faço. Aquele espelho parece mais caro que minhas roupas. Na verdade tudo naquela casa parecia mais caro do que minhas roupas, e olha que minhas roupas são bem caras.
Ouço a porta do quarto ao lado se fechar e volto para o meu. Quando abro a porta, Steve ainda está deitado, mas já acordado.
— Por que não me disse que Tony também estaria aqui?— Pergunto fechando a porta e cruzando os braços.
— Porque ele não virá.— Steve diz calmamente, se sentando.
— Então quem era o homem pelado no banheiro? Eu posso jurar que é seu irmãozinho adotivo.
— Você viu o Tony pelado?— Steve pergunta sem acreditar.
— Não muda de assunto.
— Eu não sabia. Okay? Estou tão surpreso quanto você. Bom... Nem tanto.— Ele me olha e começa a rir.
— Por que tá rindo?
— Porque posso imaginar a sua cara ao entrar no banheiro e ver ele pelado.
— Eu vou te mostrar como que você fica rindo das pessoas.
Subo em cima dele e começo a beija-lo.
[...]
— Tony não é uma pessoa ruim.— Natasha fala enquanto colocamos algumas coisas no carrinho.
Estávamos em um mercado, comprando coisas para o almoço. Ela havia chamado só a mim para ir, o que me deixou um pouco inseguro por deixar Steve sozinho com Tony. Não totalmente sozinhos, já que Peter, e aqueles gêmeos estranhos, haviam ficado na casa também.
— Ele só não usa muito bem o cérebro as vezes, mas tem um coração ali.
— Por que está falando sobre isso comigo?— Pergunto, pegando um refrigerante de laranja que Steve adora.
— Porque você odeia ele. Bucky, Tony pode ter defeitos, mas ele ainda é o melhor amigo do Steve.
— Ele é louco no Steve.
—E o Steve é louco em você. Só tenta. Pelo Steve. Ele está sofrendo muito com essa briga de vocês.
Ela tinha razão. E eu odiava ver Steve daquele jeito.
— Legal sua corrente. Steve também tem uma parecida. Algo em especial?
— Tem um significado importante para nós dois.— Digo sorrindo e pegando no pequeno círculo de metal com símbolo da banda. Os dois leões rugindo; os dois anjos; o cangaceiro acima do círculo central; e a ave acima de todos, só não sei se é uma águia ou uma fênix.
— Qual é a historia com Peter?— Pergunto me lembrando do garoto.
— Steve o encontrou em New York quando Peter tinha treze anos. Os pais dele haviam morrido em um acidente, e então Steve o trouxe para cá quando veio morar aqui. É como um filho para ele. Peter se interessou bastante pela carreira de modelo, e então ele começou a trabalhar com a gente. Quando Steve teve de voltar para casa, Peter preferiu ficar e continuar com a carreira. Steve vem muito vê-lo.
—E os gêmeos?
— Você percebeu que Tony fica diferente com eles, né?!— Ela pregunta e balanço a cabeça que sim.
— Tony os achou depois de um incidente em que alguns dos armamentos da sua empresa foram roubados. A vila onde moravam foi totalmente destruída, eles foram os únicos sobreviventes. Tony os vê como filhos.
É, talvez Tony não fosse alguém tão ruim assim.
Era incrível a diferença dos olhares de quando eu estava com Steve, dos de quando eu estou com Natasha. As pessoas não nos encaravam como se estivéssemos vestido uma roupa feita de carne. Com Natasha ninguém nos olhava. Parecia que nem estávamos ali.
— Steve comentou sobre um inconveniente quando chegaram.— Natasha comenta quando entramos no carro.
— Eu já havia ouvido falar do preconceito na Rússia em relação a homossexualidade.— Digo quando ela da a partida no carro.
— Lamento que tenham passado por isso. É realmente algo que desprezo muito.
Quando chegamos de volta na enorme casa, todos estão na piscina, que se encontra em uma sala de vidro com aquecedores.
Steve está deitado em uma cadeira de praia enquanto Tony está na piscina com Piedro, Wanda e Peter, brincando com uma bola.
— Há algumas bermudas de banho no vestiário.— Natasha diz, colocando as bebidas no freezer.
Deixo as sacolas sobre o balcão ao seu lado e vou até lá. Abro a segunda gaveta, onde há várias bermudas dobradas dentro da gaveta, aparentemente nunca usadas, já que todas ainda portavam as etiquetas.
Pego uma preta e a visto. Dobro minha roupa e coloco junto às de Steve, que também estão ali.
Saio do vestido e vou até onde Steve está, e me sento entre suas pernas, me deitando sobre seu tronco.
— Privet, lyubov'.— Ele diz me abraçando pela cintura e beijando meu cabelos.
Droga, odeio quando ele começa a falar em outra língua. Faço uma nota metal de que devo fazer algumas aulas de russo.
— Que?
— Eu disse "Oi amor".— Ele responde, acariciando meu abdômen nu.
—Ah. Oi.— Digo sorrindo.— Tá com sede? Trouxe aquele refrigerante que você adora.
— Hummm.— Ele da um gemido de satisfação me abraçando mais forte e sorrio ainda mais.
Seus braços são tão confiáveis. Eu gosto tanto de ficar assim com ele. Steve é perfeito em tudo, e me encanta tanto.
— Vou buscar para você.— Digo me levantando.
Vou até o balcão, onde Natasha prepara algumas bebidas. Pego a garrafa de refrigerante dentro do freezer e coloco um pouco do líquido da garrafa em um copo e levo até Steve, em seguida me sento entre suas pernas novamente.
—O que foi, Steve? Tá evitando o álcool?— Tony pergunta da piscina, e Wanda aproveita de sua distração para jogar a bola com força nele, o fazendo se desequilibrar e desaparecer na água, voltando para a superfície logo em seguida.
Os três garotos riem enquanto Tony pega a bola rindo e tenta acertar Wanda, falhando. Bons reflexos.
— Estou evitando a bebida.— Steve responde.
— Algum motivo em especial?— Ele pergunta, dessa vez conseguindo pegar a bola no ar antes de acerta-lo.
— Não. Só estou procurando beber menos.— Ele diz naturalmente.
— Preciso ir.— Peter diz saindo da piscina.
— Por que?— Tony pergunta sem entender e o olhamos com curiosidade.
— Tenho um encontro.— Ele responde baixo, corando violentamente.
— Que bonitinho. Quem é a felizarda?— Tony pergunta dando um tapa na cabeça de Piedro quando este começa a rir.
— Uma atriz do Teatro Yohritz.— Ele diz, já abrindo a porta de volta para a casa.
— Boa sorte.— Steve deseja e Peter sorri para ele.
— Hey, Bucky. Por que não vem jogar com a gente?— Tony pergunta, segurando a bola e olhando para mim.
Isso é sério? Talvez ele esteja armando, mas acho que ele não faria nada na frente de Steve. Tony realmente parece outra pessoa ali. Me lembro do que Natasha me falou no mercado e opto por dar uma chance a ele.
Olho para Steve e ele sorri em aprovação. Ele parece feliz em ver que demos uma trégua.
Dou um beijo nele e me levanto, pulando na água.
—E como iremos dividir?— Piedro pergunta, nadando até o lado de Tony.
— Eu fico com Bucky.— Wanda diz com seu inglês carregado de sotaque russo.
O sotaque dela é mais forte que o de Piedro, mas consigo entender claramente o que ela diz.
— Ótimo. Vamos lá. Bucky, sabe jogar queimado?— Tony pergunta chegando a ponta da piscina.
— Claro que sei.— Respondo chegando na outra ponta.
— Ótimo.— Ele diz olhando para Natasha e piscando para ela.— Essa vitória irei deixar à você, minha cara.
Natasha está sentada ao lado de Steve e eles nos observam enquanto fazem comentários baixos.
Steve sorri para mim e me manda um beijo. Mando outro de volta e me viro a tempo de ver a bola vindo em minha direção e me desvio dela, a fazendo bater no resistente vidro a dois metros atrás de mim e voltar.
É possível ver a neve cair do lado de fora no maravilhoso cenário montanhoso. Essa é realmente uma vista maravilhosa.
Pego a bola e jogo em Tony, quase o acertando, mas Piedro pega a bola, ouço meu nome ser dito por Steve e o olho no mesmo instante. Grande erro.
A bola me acerta com força na testa, fazendo minha cabeça ir para trás e sinto o impacto em algo duro. A beirada da piscina.
Minha visão fica turva enquanto ouço Steve me chamar. Tudo o que consigo ver é Tony nadando rápido até mim, meio embaçado. Minha visão vai escurecendo até tudo se apagar.
Fale com o autor