Heart Challenges

15 Herança - Parte 1


Notas iniciais
QUATRO. QUATRO COMENTÁRIOS. UMA PORRADA DE GENTE QUE COSTUMA COMENTAR, NÃO COMENTOU. EU TÔ COM RAIVA? NÃO, EU NÃO ESTOU COM RAIVA. Tô magoada . Isso é muito deprimente. Eu passo as madrugadas escrevendo, fico um tempão editando, tudo pra NÃO COMENTAREM. O ÚLTIMO CAPÍTULO TEVE ATÉ ONTEM 29 VISUALIZAÇÕES. E SÓ QUATRO COMENTÁRIOS. Amores da titia. Estou com problemas. Bloqueios criativos, e os comentários me ajudam. ENTÃO COMENTEM. Mais uma coisa, esse capítulo começa a introduzir a parte dois e três, que é onde entrará o mistério e a ação. Espero que gostem. Beijinhos.

STEVE

Tony deita Bucky na nossa cama enquanto me mantenho ao lado dele, muito preocupado. Natasha já havia ligado para um médico.
O sangue escorria por um corte na parte de trás da cabeça dele, e isso só servia para me deixar mais desesperado.
— Não coloca ele assim. Levanta mais ele. Ah meus deuses, tá sangrando muito. Tony, você precisa fazer algo.— Digo desesperado.
— Tira ele daqui.— Tony fala sério, pegando o kit de primeiros socorros no armário e voltando para o lado de Bucky.
—O que? Não. Não vou sair de perto dele.— Digo desesperado.
— Natasha.— Tony pede sem paciência.
— Ele tem razão, Steve. Você está muito nervoso. Vem comigo. Vai ficar tudo bem.— Ela diz segurando em meu braço.
— Eu não vou sair. Não me importa. Eu vou ficar aqui com ele.— Digo firme.
— Então cala a boca e para de me dizer o que fazer.— Ele pega uma gaze e a humidesse com um líquido em um vidrinho. Estou atordoado demais para conseguir ler o que é.
Tony passar a gaze pelo corte, o limpando, e então percebo que não está mais sangrando, e que o corte não é tão grande quanto parece.
— Parece que não vai precisar dar pontos.— Ele diz ao terminar de limpar.
— Mne ochen' zhal'. Eto byl neschastnyy sluchay, ya klyanus'. Ya ne rasschitali sily. Mne ochen' zhal'. Ya ... ( Me desculpa. Foi sem querer, eu juro. Eu não calculei a força. Me desculpa. Eu...)— Piedro fala, desesperadamente rápido.
— Está tudo bem, querido. Ele irá sobreviver. Fica tranquilo.— Tony diz, indo até Piedro e lhe dando um beijo na testa.
—É melhor vocês dois irem se arrumar. Irão abrir o desfile hoje.— Natasha diz, os levando até a porta do quarto.
Me sento ao lado de Bucky na cama e pego em sua mão. Ouço o telefone de Tony tocar e ele o atende.
Seu semblante calmo e sereno se transforma. Ele está sério, e preocupado.
— Está bem. Voltaremos hoje mesmo.— Ele diz e desliga o telefone, em seguida me olhando.
—O que houve?— Pergunto, preocupado.
— Meu pai teve uma parada cardíaca.
—O que?— Pergunto sem acreditar.
— Ele está no hospital, e parece não ter muito tempo. Temos de voltar. E para completar alguém entrou no sistema da empresa. Alguns arquivos foram roubados.
—O que?— Pergunto de novo. As notícias pareciam só piorar.
— Alguns projetos... Não temos tempo. Steve, ele terá de voltar assim.— Ele diz olhando para Bucky.
— Mas ele precisa de um médico.
— Prometo que haverá um médico esperando por nós quando aterrissarmos.
— Não vamos conseguir passagens tão em cima da hora.
— Quem precisa de passagem? Eu não tenho um avião particular pra ficar de enfeite.
[...]
Eu gostaria de ter me despedido de Peter, mas não tínhamos tempo. Não tivemos tempo nem de arrumar nossas malas direito. Natasha as iria matar para New York no dia seguinte.
Bucky havia acordado enquanto entrávamos no avião. Expliquei a situado para ele. Assim que entramos, Bucky praticamente sendo carregado, ele se sentou em uma das poltronas e voltou a dormir.
Deito a poltrona, me sentando na do lado. O cubro com um edredom bem grosso.
Bucky segura minha não com força. Ele tem medo de aviões, e mesmo no estado em que ele está, imagino que isso não tenha sido o suficiente para ignorar onde estamos.
Tony se senta à minha frente, do outro lado da pequena mesa. Ele fazia ligações enquanto mexia nervosamente no notebook sobre a mesa.
— Tony, fica calmo.
— Ficar calmo? Você se lembra o que aconteceu da última vez? Se lembra do estrago? Não posso deixar que aconteça outra vez.
—A culpa não foi sua.— Falo firme, colocando minha mão livre sobre a sua.
— Então por que me sinto tão culpado? Por que eu deixei que acontecesse? Deve ser esse o motivo. Eu prometi, Steve. Não vai acontecer novamente.— Ele diz sério, mas com a voz carregada de culpa e dor.
—Garotos, coloquem os cintos, vamos passar por uma tempestade.—O co-piloto fala, vindo até nós.
Prendo meu cinto enquanto Tony faz o mesmo, em seguida prendo o de Bucky. Não demora muito para o pequeno avião começar a balançar enquanto a chuva bate forte na janela.
— Steve...— Bucky me chama com a voz meio embargada.
— Eu estou aqui, cariño.— Deito mais minha poltrona, e o puxo para junto à mim, o abraçando.
— Sr. Stark, vou ter que pedir que desligar seus aparelhos eletrônicos.— O co-piloto diz.
Ele é um homem não muito alto, mas bem gordo, e de olhos bem escuros.
— Não enche.— Tony diz, ainda teclando desesperado.
— Desliga logo essa merda. Você vai matar a gente.— Bucky diz, agora mais acordado, e me abraçando com força.
— Eu não vou desligar porra nenhuma. Não vem mandar em mim.
— Você quer nos matar?
— Isso não vai matar ninguém.
O avião da uma chacoalhada e se inclina em um ângulo de setenta graus.
O computador de Tony desliza para fora da mesa enquanto o co-piloto desliza para cima de Tony, e vejo a boca aberta de Tony se encontrar com a enorme barriga do homem, o esmagando contra a janela.
Bucky grita do meu lado e me abraça mais forte, de forma que acho que ele irá quebrar meus ossos.
—Eu não quero morrer. Não agora que está tudo indo tão bem. Por favor, eu não quero morrer...— Ele diz desesperado enquanto meu corpo cai sobre o dele.
—Rala a rocá.— Tony diz enrolado por ter uma barriga enorme impedindo sua fala.
—A gente vai morrer.— Bucky choraminga e não consigo respirar por causa da força que ele está me abraçando.
Tony passa a mão pela mesa, pegando um bonequinho daqueles que grudam por pressão, que é a única coisa a se manter sobre a mesa, e joga em Bucky.
Ele diz algo que imagino ser "calado". A chuva ricocheteia forte nas janelas de vidro e o avião começa a sacudir ainda mais.
[...]
— Eu nunca mais subo em um avião.— Bucky diz, descendo as escadas do avião a passos firmes na minha frente.
— Isso é impossível.— Tony diz ao telefone, descendo logo atrás de mim.
— Amor, fica calmo. Estamos bem, foi só uma tempestade.— Digo o abraçando por trás e beijando sua bochecha.
— Depois vocês ficam de melação, temos que ir para o hospital.— Tony diz passando por nós e entrando no carro que o espera.
— Olá, Sr. Rogers.— Um médico diz nos recebendo.
— Nem vem. Estou ótimo. Tony está certo, não podemos ficar enrolando.— Bucky diz já me puxando para meu carro que nos espera.
— Bucky, você precisa...
— Depois, Steve.— Ele diz abrindo a porta do motorista para mim e entro.
Bucky da a volta e entra do outro lado, enquanto dou a partida no carro. Ele fica me olhando, vendo meu semblante de desaprovação. Ele deveria passar por um médico.
— Eu tô bem, amor.— Ele diz beijando minha bochecha.
— Eu gostaria de ter certeza disso.

Dirijo até o hospital onde Tony diz que Howard está enquanto, Bucky vasculha o que pode no sistema da empresa em meu notebook.
Chegamos no hospital junto à Tony. Descemos do carro e corremos para dentro atrás do meu melhor amigo.
Não sei para onde estamos indo, mas puxo Bucky pela mão enquanto sigo Tony.
Entramos no elevador e subimos até o quinto andar, em seguida caminhamos até o quarto 33.
Howard está deitado na cama, ligado à vários aparelhos enquanto Maria Stark está sentada ao seu lado, segurando sua mão.
— Achei que não chegariam mais.— Ele diz nos olhando.— Maria, Bucky, podem nos deixar a sós?
— Claro.— Eles respondem juntos.
Dou um beijo em Bucky antes de ele sair, e então ele vai e fecha a porta.
Tony se senta onde a mãe estava e segura em sua mão. Eu vou até o outro lado e me sento na beirada da cama, ao seu lado.
— Meus garotos. Vocês cresceram tanto. Eu os criei bem, e vocês aprenderam tudo o que ensinei, mas infelizmente se perderam.
— Pai...
— Eu não terminei, Anthony. Não tenho muito tempo, e o que direi aqui não poderá sair desse quarto. Vocês são meus herdeiros, mas acima de tudo, são meus filhos.— Ele da um tapa na cabeça de cada um de nós.
— Ai.— Nos queixamos.
— Largem de besteira. Vocês sempre foram amigos, e agora estão sempre brigando. Vocês costumavam cuidar um do outro. Anthony, o mundo não gira em torno de você. Steve, não escolha um lado da guerra, e sim escolha uma forma de trazer paz.
Concordamos com a cabeça e ele continua.
— Agora, vamos tratar de algo mais sério. Eu não tive um simples ataque. Eu fui envenenado.
—O que? — Pergunto sem acreditar.
É incrível a quantidade de vezes que estou fazendo essa pergunta hoje.
— Como?— Tony pergunta.
— Por que?
— Calados. Eu estou falando. Como eu dizia, eu fui envenenado. Alguém está atrás de algo bem valioso na empresa. — Ele diz e esperamos um tempo, para nos certificar de que podemos falar agora.
— Os arquivos roubados.— Tony conclui.
— Não só aquilo. Aqueles são projetos simples.— Ele enfia a mão embaixo de seu travesseiro e pega duas caixas pretas. Caixas de anéis.— Vocês devem proteger isso. É isso o que eles querem. Esses arquivos são a chave para uma terceira guerra mundial.
Howard entrega uma caixa a cada um, e quando a abrimos há...
— Um anel?— Tony pergunta sem entender.
— Não, menino burro. Dentro das pedras tem um chip com os dados necessários. Se juntar os chips, terá o projeto completo.
—Ahh.
Meu anel possui uma safira, enquanto o de Tony contém um rubi. Nos entreolhamos.
— Usem o tempo inteiro. Não se descuidem deles. Meninos, se isso cair nas mãos erradas...
— Vamos cuidar bem deles.— Tony diz, colocando sua mão sobre a do pai.
— Agora chamem Bucky. Quero falar com ele.— Howard diz e o olhamos sem entender.
O que ele tem a falar com Bucky? E pelo seu tom, era claro que ele queria uma conversa em particular.
—O que estão esperando? Vão logo.

Notas finais
E então, meus amores lindos? O que acharam? Gostaram? COMENTEM. Beijinhos e até o próximo.