Heart Challenges

29 Ninguém toca no meu anel.


Notas iniciais
E aí gente fina? GENTE, MUITO OBRIGADA PELOS COMENTÁRIOS, Beijinhos e titia ama vocês. E estamos entrando na parte três da Fic. Lagrimas? Talvez sim, talvez não. Por que? Por que não sei que tamanho essa parte vai ficar, e talvez também não seja a ultima. Eu ainda não decidi. E para a alegria do povo, quem narra hoje é...


PARTE 03


O amor.
O que dizer sobre ele?
Como saber que ele está ali?
Como sentir?
Como agir?
É possível amar mais de uma pessoa?
É possível viver assim?
O amor é como um quebra-cabeça velho.
Confuso, e sempre falta uma peça.


BUCKY

— EU JÁ DISSE QUE NÃO SEI.— Sinto meu cérebro fritando. Meus ouvidos doem, e posso sentir o sangue escorrer. Meu corpo parece uma gelatina agora, e tenho que fazer o possível para me manter consciente.

— Eu vou perguntar pela última vez. Onde está a chave do projeto Júpiter?— Essa voz já está me irritando.

— Enfia a mão no meu cu e vê se tá lá.— Digo fraco, com um sorriso cínico.

— Quem sabe se eu enfiar um ferro fervendo lá, você me diz onde está a porra da chave do projeto Júpiter.

— QUE MERDA. EU JÁ DISSE QUE NÃO SEI DO QUE VOCÊ TÁ FALANDO.— Grito e então recebo outra descarga elétrica no meu corpo.

Demoro algum tempo para voltar a plena consciência. Não cheguei a desmaiar. Só não conseguia me mexer, ou pensar direito.

Chaves. Que Chaves? Eu não sei de nenhuma...

Um estalo ecoa pela sala é meu rosto queima com o tapa que levei. Mas algo mais dói. O anel na mão dela. Espera. Meu anel. O anel que o senhor Stark me deu.

Por que ela está com o meu anel?

Ah é. Ela o pegou de mim, e disse algo sobre eu não merecer uma joia tão bonita.

Chaves? Eu não sei de nenhuma chave. Ou eu sei? Por que acho que sei? Lembra Bucky.

PORRA.

Sinto as correntes elétricas pelo meu corpo, fritarem meus nêutrons. Dói. Dói muito, e eu sei que estou gritando, mas não sou capaz de ouvir minha voz. Meus ouvidos sangram, e tem algo que escorre até minha boca. É metálico. Acho que é sangue também.

— CADÊ AS CHAVES?

Chaves? Mas eu não sei de nenhuma chave. Ou sei?

Pensa Bucky. Pensa.

Mas é difícil pensar assim. Dói demais. Eu não consigo pensar. Eu quero voltar pra casa. Quero voltar pro meu Steve, e até pro Tony. Gosto do Tony.

Uma vez li em um jornal sobre poliamor. É quando se ama mais de uma pessoa. Será que amo os dois? Eu sei que amo o Steve. Steve. Meu loirinho fofo e altruísta. Sinto falta dele. Das carícias. Do beijo. Eu amo tanto o beijo do meu loirinho.

Há quanto tempo eu tô aqui? Onde eu tô mesmo?

Sinto outro tapa.

QUE DESGRAÇA DE ANEL.

Ele me machuca.

Espera. Anel? Chaves? PUTA QUE PARIU.

PUTA DESGRAÇADA. ELA TÁ COM O MEU ANEL.

— Matem ele. É inútil. Depois vão atrás daqueles dois. Os idiotas nem desconfiam de quem está os traindo. Vão cair direitinho na armadilha.

Agatha dá as costas, fazendo seus saltos altos ecooarem pelo cômodo escuro, e seus dois cachorrinhos a seguem.

Vadia desgraçada.

Impulsiono a cadeira para trás, me fazendo cair e a cadeira de madeira se quebrar. Idiotas.

Me solto das cordas.

Que povo idiota. Ou eu que sou idiota e não fiz isso antes?

Quando me levanto, me arrependo de o ter feito tão rápido. Tudo começa a rodar, e rodar e rodar. Sou obrigado a me apoiar na parede para não voltar pro chão.

A porta se abre, revelando os dois brutamontes vindo na minha direção.
Desgraçados. Ninguém vai tocar no meu loirinho. E nem naquele moreno playboy.

O primeiro tenta me dar um soco, no entanto seguro seu punho, torço seu braço, o fazendo se abaixar, então dou uma joelhada na sua cara, fazendo o nariz pingar bastante sangue, e o desgraçado cai no chão.

O segundo homem vem pra cima de mim com uma arma de choque.

Uma arma de choque? Isso é sério? Esses caras são os bandidos ou seguranças do shopping?

Desvio dele e lhe dou um chute certeiro no saco, o fazendo cair no chão com dor.
— Seu viado.— Ele murmura com dor.
— Eu sei.— Coloco minha mão por baixo do queixo e mando um beijinho e dou uma piscadinha para ele.

Eu sei, é mais a cara do Tony fazer isso do que a minha. Mas acho que ele quebraria minha cara se eu contasse essa história e não tivesse feito isso.

Em seguida dou um chute na cara dele e vejo o sangue jorrar na parede.

É. Isso deve ter quebrado a mandíbula dele.

Vejo uma adaga presa ao seu cinto, e a pego.

Saio do cômodo e vejo um longo corredor com luzes oscilantes. Corro pelo corredor, até que uma voz abafada atrás de uma porta me faz parar.

Tento abrir a porta, mas está trancada, então tomo impulso e dou um chute com força, arrombando ela.

E lá está ela. Minha doce irmãzinha. Pendurada de cabeça para baixo, com os braços presos e uma mordaça na boca.

Vou até ela e tiro a mordaça.

— Caralho. Puta que pariu. Por que demorou tanto? Tava achando que ia ter que esperar o Esquadrão Suicida pra me salvar. Cacete. Tava fazendo o que? Tomando chá com os guardas?

— Amélia, minha querida. Acha mesmo que um bando de violões dos quadrinhos iriam se juntar pra te salvar?— Pergunto pegando a adaga e começando a cortar a corta em seus pulsos.

—Não custa sonhar. A Harley é tão gostosa. Eu pegava.

— Amélia, você pega qualquer uma com peitos grandes e pouca roupa.

— Por que tá falando meu nome antes de cada frase?

Solto seus braços e vou até a corta que prende seus pés, que passa por cima de um ferro no teto, e está amarrada em um cano na parede, e a corto.

— Vamos sair daqui logo.— Ela diz, se levantando do chão.

— Preciso pegar meu anel.— Digo, voltando ao corredor e indo pelos caminhos que sei que Agatha passou, graças ao seu perfume doce horrível e enjoativo.

— Tá zuando, né?!

— Não. Eu preciso daquele anel de volta.

Continuo meio correndo, meio andando, até que entro em uma sala e a porta se trava.
— Achou mesmo que sairia daqui? Isso é um labirinto, e você precisa da digital certa para poder sair.— Agatha diz, nos olhando com um sorriso de deboche.

Seguro firme minha faca. Ela não está armada, ou já teria atirado.

—E o que nos impede de te matar depois arrancar seu dedo e dar o fora daqui?— Amélia pergunta.

— Porque se meu coração parar, todas as portas irão travar, e vocês não saíram daqui jamais.

Olho para sua mão apoiada sobre a mesa, com meu anel em seu dedo. O. MEU. ANEL.

— Tenho uma ideia melhor.— Digo e faço o movimento certeiro.

O grito de dor de Agatha preenche a pequena sala, enquanto minha adaga está entre o que restou da sua mão, e seus quatro dedos recém cortados.

—Belos dedos.— Amélia diz e pega o anelar, onde está meu anel. Ela o tira e me entrega.— Acho que isso é seu.

Pego o anel e ela vai até a porta e pressiona o dedo de Agatha onde é o leitor, e imediatamente a porta se abre.

Ninguém toca no meu meu anel. — Dou as costas para ela.

— EU VOU MATAR VOCÊ. TODOS VOCÊS. EU VOU ACABAR COM VOCÊS.— Agatha grita, jogada no chão.

—É. Boa sorte.— Digo e saio com Amélia.

[...]

—Você tem certeza?— Pergunto para Amélia.

Estamos em cima de um monte, e o vento bate forte, balançando nossos cabelos. Dá para ver que estamos em Los Angeles.

—Tenho. Não quero me meter nisso, Bucky. Eu te amo, mas ainda tenho um filho pra cuidar. Sei que você vai ficar bem.

—Eu mando noticias.— Digo e a abraço.

— Me faça o favor de fazer isso só quando tudo acabar.—Ela diz, se separando de mim.— E agora?

— Eu vou dar um jeito de ir para New York. Preciso achar Steve e Tony.

—Boa sorte. Você vai precisar.

Notas finais
E então meus amores? Sim, eu citei esquadrão suicida na fic. Por que? Porque estou muito louca pra assistir, só não sei se vou conseguir ver nos cinemas :,( Pra quem gosta de Teen wolf, estou escrevendo uma fic sobre.