Notas iniciais
Bom... O que dizer? Talvez, onde está o problema com a fic? As visualizações caíram, os comentarios... Nem vou falar da queda de sete/oito para dois/três comentarios por capitulo. Favoritos congelados. Recomendações, congeladas. Então por favor, me digam. A história está ruim? Alguém tem alguma sugestão?

TONY

—O QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ FAZENDO?— Pergunto na varanda da minha casa enquanto desço os poucos degraus a passos firmes.
— Nossa Toninho. Você está uma gracinha só de cueca.— Loki fala, encostado no carro dele e sorrindo para mim.
Sobre seu carro há uma sirene piscando, e emitindo um barulho ensurdecedor. Vou quebrar essa coisa na cabeça do Loki se ele não parar de me encarar assim. Eu sei que sou gostoso, não preciso dele me olhando assim.
— Desliga essa merda. O que é isso?— Pergunto bravo e então ele sorri ainda mais.
— Evita congestionamento, e ajuda à acordar primos chatos.— Ele responde, provocativo.
— Eu vou te bater.
— Olha a agressão.
Loki para de falar, e olha para cima, sigo seu olhar para ver o que é tão interessante. Steve está atrás do vidro da janela, vestindo só uma samba canção e nos olhando. É evidente que ele não está em seus melhores dias, e gozando de plena saúde.
— Nossa. Ele não parece bem, contudo ainda está no ponto.— Loki fala de forma insinuante, e isso é o suficiente para que eu tire um de meus chinelos do pé e taque nele.
—Ow.— Ele protesta ao receber o objeto em cheio em seu peito.
— Para de olhar o meu homem.— Digo com raiva.
— Seu, é?! — Ele pergunta e dá uma risada, e então fico extremamente tentado a jogar o vaso de flores ao meu lado.
— Estamos juntos. Steve é MEU namorado. — Digo com raiva.
— Por favor, Anthony. Ele ainda é louco no soldadinho. Me diz uma coisa? Vocês já transaram?
— Vai pro inferno, Loki. Isso não é da sua conta.— Digo já nervoso.
Aquilo realmente não era da conta de ninguém, e ele já está me irritando mais que o normal.
— Por que você não é bom igual o soldadinho. Ou é por que você ter medo de ele ficar gritando pelo nome dele? Bucky. Ah Bucky. Bucky.— Ele afina a voz e fingi estar gemendo enquanto chama o nome daquele infeliz desgraçado.
Chega. Cansei.
Saio da entrada, dando a volta pelo lado esquerdo da casa.
— Qual é, Tony? Volta aqui.— Loki me chama, todavia o ignoro.
Vou até onde meus dois rottweilers estão presos às coleiras e os solto.
— Pega bebês. Café da manhã, vindo direto da Noruega.— Digo e eles correm para onde Loki está, que por sua vez sai correndo, entrando em seu carro.
— ANTHONY, SEU DESGRAÇADO. ISSO VAI TER VOLTA. — Ele grita, dando partida no carro.
O ignorou e entro em casa. Subo para meu quarto tranquilamente.
—O que Loki queria?— Steve pergunta ajeitando sua gravata. Posso ver o anel de pedra azul cintilar em seu dedo anelar direito.
Meus deuses. Como ele fica gostoso de terno. Eu seria capaz de rasgar tudo isso e jogar ele na cama sem pudor algum.
— Nos acordar. Atrapalhar. Encher o saco. Acabar com meu dia. O mesmo de sempre.— Respondo entrando no closet e me vestindo.
Pego uma camisa social preta, e coloco um terno risca de giz por cima, e uma calça social toda preta.

Entro no carro com Steve e ele logo liga o som. Está tocando uma música do cd de Steve. Não sei o nome, mas ainda assim canto com ele. O trânsito não parecia tão movimentado como costumava ser.
— Go throw your arrows. Hit her heart. If they don't react. Love who loves you back.— Steve canta entrando no ritmo da música.
— Qual são os nossos planos para hoje?— Pergunto, me concentrando no trânsito.
Ele para de cantar e por canto de olho posso ver ele pegar o celular e olhar a agenda.
— Passar a manhã sintetizando os projetos lucrativos do último mês; Uma reunião para assinar a parceria entre nossa empresa e a Louse Mary. Depois temos meia hora de almoço antes de irmos para o julgamento.
Olho para ele. Steve está mexendo no celular, parecendo organizar algumas coisas em nossa agenda.
— Você não precisa ir...
— Eu sei. Quero que me deixe no aeroporto quando estiver indo. Peter está vindo passar uns dias conosco.— Ele diz sem tirar os olhos do celular.
— Tudo bem. Steve.—O Chamo.
— Sim?— Ele me olha e então o beijo.
— Feliz aniversário de amizade.— Digo e então ele sorri.
— Feliz aniversário de amizade.
Todo ano comemoramos nosso aniversário de amizade. Nos tornamos amigos na terceira série, no dia primeiro de setembro de 1991. Eu entrei no vestiário mais cedo. Eu nunca chegava mais cedo para a aula de natação, mas por algum motivo, nesse dia eu cheguei.
Quando entrei no vestiário, vi Brian e sua turma enfiar o garotinho tímido e loiro da nossa turma de baixo da água fervendo. Eu podia ver a fumaça subindo, e os gritos do garoto. Eles riam enquanto chamavam ele de viadinho, e de bichinha.
Eu não me aguentei. Puxei Brian pelo pescoço, o jogando para trás, e dei um soco bem no meio do nariz dele, que caiu de cabeça na pia, fazendo um corte considerável. Empurrei os outros garotos e trouxe o loirinho para fora do chuveiro. Para meus braços. Me lembro de querer gritar de dor com a temperatura da água quando senti ela tocar a pele dos meus braços.
O garotinho miúdo, e extremamente branco, estava agora muito vermelho e bastante quente. Ele me abraçava com força enquanto chorava. A raiva me consumia. Eu o soltei e bati nos garotos. Principalmente em Brian. Bati até que alguém me tirasse de cima dele. Bati tanto que ele ficou uma semana no hospital depois daquilo.
Depois daquele dia todos zoavam Brian por ter ficado com o nariz torto, e eu fazia questão de dar um susto nele toda vez que ele se quer ousasse olhar torto para Steve.
Naquele dia eu jurei que ninguém mais iria machucar aquele menino frágil. Eu o protegeria. Eu sempre o protegeria.
— Tony. — Volto ao presente, vendo Steve em minha frente, passando sua mão a frente dos meus meus olhos.
Se reparar bem, os braços de Steve ainda tinham uma leve marca da queimadura. Atualmente quase não vista. Coberta pelos pelos loiros de seu braço. Steve não reparava. Ele costumava ver o lado bom das coisas, e durante todos esses anos, sempre procuramos ver que aquele foi o dia que nos aproximou.
— Tony, você está me ouvindo?
—Ah. Desculpa. Algum problema?
— Não vamos poder almoçar juntos. Loki marcou uma reunião durante o almoço. Eu irei no seu lugar, ou você irá se atrasar para o julgamento.
— Eu te deixo lá.— Digo me levantando.
— Claro que não. Você vai para a reunião com a Louse Mary fechar o contrato, e depois irá para o tribunal. Eu pego um táxi, ou um carro da empresa. — Ele vem até mim e me beija, passando sua língua sobre meus lábios, contudo, antes que eu possa corresponder, ele se distancia e sai da sala.
— Eu te amo, loirinho.— Digo quando ele abre a porta.
— Também te amo, playboyzinho.— Ele diz, então sai.
Olho para o computador. Para meu papel de parede.
Steve está montado em minhas costas enquanto enfia um picolé de morango na minha boca. No fundo posso ver a roda gigante e alguns outros brinquedos do parque. Steve tinha uma cicatriz bem leve na bacia feita naquele dia, logo depois da foto.
Eu queria ir no trem fantasma, mas ele estava com medo, então discutimos e eu saí andando com raiva na frente. Ele veio atras de mim, e acabou tropeçando e quando caiu, passou a bacia na quina de ferro de uma barraquinha. Voltei correndo. Sangrava muito, e eu tive tanto medo. Fiquei me sentindo culpado por uma semana.
Me lembro daquela cicatriz e de muitas outras. Me lembro e conheço cada uma das marcas no corpo de Steve. Eu o conheço melhor do que qualquer um.


Vou para minha reunião com os representantes da Louse Mary e
assino os contratos de parceira. Depois peço para Pepper pedir meu almoço enquanto caminho de volta para minha sala.
Como no meu escritório mesmo, revisando alguns extratos bancários para já adiantar o trabalho que parecia nunca acabar. Não agora que sou o dono de tudo. Isso dá trabalho.
Quando vejo já está na hora de ir para o tribunal.
Vou até o estacionamento e pego meu carro. O trajeto é um pouco longe, por isso saí uma hora antes de começar o julgamento daquele infeliz.
Eu era necessário lá, já que sou eu quem está com uma ação judicial contra ele.
Quando vejo meu primeiro semáforo vermelho, depois de quase dez minutos, piso no freio, no entanto nada acontece. Piso novamente repetidas vezes, mas é inútil, o carro não diminuiu nada em sua velocidade.
Meu carro segue, atravessando o cruzamento. Fecho meus olhos com força, esperando algo se chocar contra meu Audi R8, e então o sinto. O forte impacto contra meu carro meu carro me faz capotar umas três vezes, e então tudo se apaga.

Notas finais
A música tocada no capitulo é Love who loves you back, da banda Tokio Hotel. Conheceram um pouco do passado de nossos queridos Tony e Steve. Please, comentem.