Heart Challenges
8 Intimidade
Notas iniciais
STEVE
Eu definitivamente precisava começar a pensar antes de falar. Com simples cinco palavras poderiam fazer tanto efeito? E COMO EU DISSE AQUILO?
Bom... Talvez eu já tenha escolhido. Se não tivesse, não teria ido contra Tony e contratado Bucky. A questão era: Bucky também gosta de min?
Só nos conhecíamos a um final de semana, mas parecia tanto tempo. Pareciamos ter vivido tantas coisas juntos. E agora estávamos ali, e talvez alguns sinais indicassem que sim, ele gostava de mim, mas eu não tinha certeza, e não tinha coragem para tentar ter certeza.
Bucky não perguntou o que aquelas palavras significavam, mas estava visivelmente sofrendo o impacto delas.
Eu e minha boca grande. Agora Tony me odeia, e talvez Bucky não falasse mais comigo.
Havia uma cafeteira em minha sala, então assim que entramos joguei o café que havia ganhado fora, pois já estava frio, reabasteci meu copo, e comecei a tomar o café em grandes goles. Aquilo me acalmava um pouco.
— Isso daí não tá quente demais pra você tomar assim, não?— Bucky perguntou, se sentando na cadeira à minha frente.
Isso era bom, ele estava falando comigo, normalmente.
— Eu gosto assim.— Digo bebendo mais um gole e ligando meu computador.
— Você ainda tem uma língua aí?
—É claro que eu tenho.— Digo rindo.
— Duvido. Deve ter derretido. Porra, tô vendo a fumaça do café daqui. Você é louco. Isso deve estar derretendo seu sistema digestório.
Não sei se estou rindo do que ele diz, ou da cara que ele faz.
— Meu sistema digestório está legal. Relaxa.
— O que tenho de fazer? Não quero que seu amigo playboy entre aqui e arrume um motivo concreto.— Ele disse, adquirindo uma postura perfeitamente ereta na cadeira.
— Sua mesa é aquela.— Aponto para a mesa do outro lado da parede de vidro.
Era como se fosse uma sala menor, só que tinha conecção direta com a minha, e se podia ver tudo, e dependendo do tom de voz usado, ouvir também.
— Está bem. E... O que eu faço?
— Não sou o único na relações públicas aqui. Meu trabalho é mais específico. Eu cuido das entrevistas, reportagens e coletivas de imprensa sobre as Indústrias Stark envolvendo o Tony.
— Espera, então você trabalha para o Tony, o que significa que eu trabalho para o Tony.— Ele diz parecendo leve preocupado.
— Hey, relaxa. Você não trabalha para o Tony, trabalha pra mim.— Sorrio para ele e ele retribuiu.
Seria impossível eu não ficar corado com tal ato. Seu sorriso é incrível.
[...]
Eu não havia visto Tony durante o dia todo. Havia tentado ligar para ele, contudo ele se recusava a atender.
Tony era mimado, e acostumado a ter de tudo. Eu entendo que não sou só mais uma coisa que ele deseja por luxúria, mas ainda assim eu esperava que ele entendesse com o tempo. Todavia parece impossível.
— STEVE.— Bucky gritou e bati o pé no freio, enquanto os carros passavam na nossa frente buzinando.
Eu dei re no carro, saindo de cima da faixa de pedestres. Sério? Eu realmente não havia visto o semáforo ficar vermelho?!
— Tá tudo bem?— Ele perguntou tocando meu ombro e confirmei com a cabeça.
— Só estava pensando em algumas coisas.— Respondo, olhando para o semáforo, e ficando atento.
— Como me matar?— Ele diz.
Os carros que passavam vinham da direita, o que significava que se houvesse uma batida, seria do lado dele.
— Desculpa.— Peço, abaixando a cabeça.
— Larga de ser dramático. Eu estou brincando.— Ele diz sorrindo e sorrio de volta.
Chegamos em casa cerca de cinco minutos depois. Nos trocamos e fui preparar o jantar.
Eu gostava de cozinhar, e de inventar pratos. E era bom ter alguém para experimenta-los.
— Você deveria ter se tornado chefe culinário mesmo.— Bucky falou tirando os pratos da mesa depois que terminamos de comer.
—É, mas eu prefiro não ir para o profissional. Gosto de poder fazer isso só como um hobby.— Falo, ajudando ele a colocar a louça na pia.
Quando Bucky se vira, dá de cara comigo, ficando a poucos centímetros do meu rosto.
Olho para seus lábios, finos e rosados. Como eu os queria ter colocados nos meus. Como eu os...
Bucky havia feito. A distância entre nossos lábios é nula, agora. Ele havia acabado com a distância, colando seus lábios nos meus, e eu sentia aquele arrepio, e todo aquele calor percorrer meu corpo.
Aos poucos ele começou a colocar sua língua em minha boca. Bucky é quem controlava o beijo. E que beijo. Seu beijo era diferente que qualquer outro que eu já tivesse dado. Era delicado, e ao mesmo tempo selvagem. Ele sabia o que estava fazendo, e aquilo era maravilhoso. Eu me sentia nas nuvens, até que nos separamos. Precisávamos de ar.
Bucky estava vermelho, e sua respiração era pesada, e descompassada.
— Eu... Uau.— Ele falou e sorriu. Seu encantador sorriso, e sorri de volta.
—Uau.— Repeti.
Ambos sabíamos que aquela noite não seria só um beijo. Era evidente. Aquele beijo havia acendido um fogo enorme dentro de nós, e sabíamos qual era a única forma de apaga-lo.
Colei nossos lábios novamente, em um beijo desesperado. Contudo dessa vez ele me puxou pela cintura, grudando nossos corpos com intensidade, e me abraçando forte. Eu coloquei uma mão em seu pescoço, segurando firme sua cabeça, controlando o beijo, enquanto minha outra mão dançava em suas costas em um ritmo aleatório, contudo, cheio de sincronia.
Ele parou o beijo, nos dando ar, e desceu para meu pescoço, dando-lhe total atenção. O beijava, chupava e dava leves mordidas.
— Quarto.— Sussurrei em seu ouvido, ofegante.
Ele concordou com a cabeça, pegando em minha mão e me guiando até o quarto, onde ele fechou a porta quando entramos.
Eu me senti mais seguro com a porta fechada. Com mais privacidade, mesmo estando sozinhos.
Bucky tirou minha camisa, e me deitou na cama, em seguida tirou a sua. Ele se deitou sobre mim, e voltou sua atenção ao meu pescoço, enquanto eu fechei os olhos, me entregando ao prazer.
Senti um arrepio quando ele começou a passar sua língua quente e úmida por meus mamilos, e deu leves mordidas, me fazendo gemer, e me deixando louco.
— Bucky... Vai direito ao ponto.— Peço, sentindo meu corpo queimar de desejo.
— Calma loirinho.— Ele diz, enfiando seus dedos por meus fios dourados e me beija.— Temos a noite toda.
— Não temos não. Amanhã temos que acordar c...— Sou interrompido por outro beijo.
— Só relaxa, Steve. — Ele pede, voltando a fazer seu caminho úmido por meu abdômen.
Senti quando sua língua chegou a minha virilha, e então ele puxou a calça de moletom que eu usava para baixo, a tirando.
Todo o meu corpo se arrepiou quando Bucky passou sua língua pelo meu membro, por cima do pano fino da cueca que eu ainda usava. Ele então puxou a cueca para baixo, revelando meu membro ereto e pulsando.
Bucky sorriu para mim e ainda me olhando colocou até a metade na boca, me fazendo agarrar os lençóis e dar um gemido de pura luxúria.
Ele chupava com tanta maestria que eu já estava ficando louco. A atenção que ele dava para aquela região do meu corpo era incrível. Suas unhas curtas arranhavam minhas coxas, e sua língua cuidava de experimentar cada centímetro do meu membro.
Bucky se levantou por um segundo, e eu sabia o que ele queria.
— Segunda gaveta.— Apontei para o criado mudo ao lado da cama e ele foi até lá.
Eu estava amando. Meu corpo todo queimava, e eu o queria. Meu corpo gritava e implorava por ele.
Bucky retornou para a cama com um pequeno pote, e voltou a me chupar. Eu gemia. É só o que eu conseguia fazer, gemer. Ele sabia o que fazia, e aquilo estava incrível. Foi então que senti seus dedos gelados e molhados entrando em mim. Dei um gemido mais profundo, fechando os meus olhos, mas antes de fechar o vi sorrindo de satisfação.
Bucky engolida meu membro enquanto movimentava dois dedos dentro de mim, intercalando entre o vai-e-vem, e os movimentos de tesoura.
Foi então que ele parou. Parou com tudo, com seus dedos, com o trabalho que fazia com a boca, e me olhou. Ele parecia louco de desejo, encarava meu corpo.
Mas não só encarava. Ele parecia admirar, e não era um olhar selvagem e dominador. Era um olhar como se necessidade daquilo. Como se aquilo fosse sua prioridade.
Bucky passou o lubrificante em seu membro, sobre a camisinha que ele já havia posto, e se deitou sobre mim. Eu podia sentir seu membro entre minhas nadégas. Ele se posicionava, mas parecia um pouco receoso.
—O que foi?— Pergunto, o abraçando pela cintura.
— Nada. Tá tudo bem.— Ele diz e me beija.
Um beijo terno, e carinhoso, então sinto seu membro entrar em mim, e o aperto, sentindo um pouco de dor.
Bucky para, e fica olhando em meus olhos. Ele acaricia meu rosto, e me beija, enquanto se mantém parado dentro de mim, esperando meu corpo se acostumar com o dele ali.
Ele me olha nos olhos, e então faço um leve movimento com a cabeça, indicando que ele já pode começar. E ele começa. Bucky começa se movimentando dentro de mim de forma lenta e cuidadosa.
Não demorou muito para que eu começasse a rebolar de baixo dele, e logo nosso ritmo se tornou constante. Não muito lento, não muito rápido. Na medida. Na nossa medida.
Bucky beijava meu pescoço, e me segurava forte pelos quadris. Os espasmos de prazer eram fortes. Eu não queria gozar. Não queria que acabasse logo, por outro lado eu já não aguentava mais.
Meu membro estava ali, prensado e esquecido entre nossos corpos, e foi assim que me derramei em prazer, sujando ambos com meu líquido.
Bucky não aguentou muito mais, e chegou ao seu ápice em seguida, se derramando dentro de mim.
Tentávamos normalizar nossa respiração. Bucky estava deitado sobre mim, exausto, e eu o abraçava forte. Não queria que nos separássemos. Eu queria ficar ali com ele. Aproveitar aquele momento.
Bucky então beijou minha orelha, que estava ao lado de seu rosto. Ele estava realmente exausto, até mais do que eu.
— Acho que precisamos de um banho.— Digo, me sentindo um pouco melecado demais.
Eu não aguentaria dormir suado e todo sujo de esperma daquele jeito.
— Uhum.— Bucky murmura em meu ouvido
Deito-o na cama ao meu lado e vejo que ele já está com os olhos fechados. Ele definitivamente não iria tomar banho.
Aproveito que ele ainda está meio acordado para tirar a colcha da cama, já que está estava molhada de suor e de sêmen.
A jogo no chão, amanhã levo para para a lavanderia. Bucky ainda usa a camisinha, e já está dormindo, então a tiro e a levo para o banheiro e a jogo no lixo. Em seguida me enfio sob o chuveiro.
A água não está tão quente já que estou com calor. Acho melhor não lavar meu cabelo.
Eu ainda sinto o efeito do seu corpo no meu. Eu não conseguia acreditar o quão bom tudo aquilo havia sido.
Saio do banheiro e visto só uma cueca boxer, em seguida pego o edredom, o estendendo na cama e cobrindo Bucky.
Entro de baixo do edredom, me deitando ao lado de Bucky, colando nossos corpos.
Ele não estava mais suado, e o frio que fazia poderia explicar isso. Bucky dormia tranquilamente, e um leve sorriso persistia em seus lábios. Ele era lindo.
O beijei com delicadeza, em seguida me ajeito em seu peito, deitando minha cabeça no abdômen bem definido, então Bucky me abraça. Ele me envolve em seus braços, e me sinto tão protegido. Tão seguro. Aquilo é maravilhoso.
Fecho meus olhos, e tudo o que consigo pensar era em como essa noite está sendo perfeita. E o quanto estou apaixonado por esse homem.
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