Heart Challenges

9 Conversa Conturbada


Notas iniciais
Olá meu queridos. Eu deveria ter postado esse capítulo ontem, mas três coisas atrapalharam. A primeira foi que eu estava surtando com o novo trailer de Guerra Civil. A segunda foi que eu tive uns pequenos problemas de relacionamento com alguém muito importante para mim. E a terceira foi culpa do meu amigo/vizinho Matheus. Matem ele, não eu. Agradeço aos elogios do capítulo passado, é mais uma vez vou reclamar de uns certos adorados fantasminha que não comentam. "Mas Mi, eu não tenho o que falar" Fala qualquer coisa meu filho. Também quero dizer que recebi algumas críticas um pouco negativas (Do Matheus, matem ele) que me deixou chateada, e que realmente me fizeram pensar em desistir. Então por favor, comentem, porque eu quero ter certeza de que estão gostando, e se não estão, digam qual o problema.

BUCKY

Eu senti o corpo de Steve. Antes mesmo de acordar, eu o senti ali, deitado sobre mim, em meus braços, e involuntariamente eu sorri.
Ainda de olhos fechados, eu beijava seus cabelos dourados. O calor de seu corpo contra o meu. Aquilo era maravilhoso. Eu não consigo descrever o quanto tudo aquilo era incrível.
Eu me lembrava da noite anterior. Antes mesmo de acordar. Foi a primeira coisa que veio em minha cabeça, e a melhor.
Eu não posso negar que sinto algo por Steve.
Puxei o ar, sentindo o cheiro vindo dos cabelos dele. Steve. Esse era o cheiro. Era o cheiro dele ali. Não de shampoos caros, ou sabonetes importados. Era só o cheiro dele. Tão natural.
Olhei para o relógio ao lado da cama e vi que já se passava das seis e meia.
Já havia passado da hora que Steve costumava acordar. Sei que ele não gostaria nenhum pouco se eu o deixasse dormir demais. Ele odeia atrasos.
Comecei a passar minha mão por suas costas enquanto depositava beijos em seus cabelos para que ele acordasse.
Ele se separa um pouco de mim. Não muito, só o suficiente para me olhar nos olhos. Steve sorria, e parecia tão feliz quanto eu.
— Acho que acordamos um pouco mais tarde.— Falo sorrindo e ele pareceu despertar, e olhou para o relógio ao meu lado.
— Nossa. É melhor levantarmos, ou iremos nos atrasar.— Steve diz, fazendo menção de se levantar, e o abraço mais forte.
—É só compramos algo e comermos no caminho.— Digo acariciando seu cabelo.
Eu acho que estou apaixonado. Nunca senti isso antes, não dessa forma. Steve era tão fofo, e lindo, e meu coração parecia ficar a mil por hora quando ele me dá aquele sorriso perfeito dele.
— Okay.— Ele diz, voltando a se deitar em meu peito e aspira meu cheiro, dando um leve gemido de satisfação em seguida.
—É melhor irmos tomar banho.— Digo passando minha mão pelo seu corpo.
Eu poderia ter ido para a minha cama na noite passada. Poderia ter tomado um banho assim como ele fez, mas eu não quis. Eu queria dormir ali com ele, sentindo seu cheiro. Ainda sentindo o cheiro de sexo impregnado no meu corpo.
—É. Nós temos.— Ele diz passando sua mão pelo meu peito, até achar minha cicatriz, pouco acima do meu ombro, e passar seu dedo sobre ela delicadamente.—O que aconteceu?
— Eu pulei de uma árvore uma vez, quando eu era pequeno. Havia um fio enrolado no meu braço, bem aqui.— Mostro o lugar onde a cicatriz está.—O fio acabou ficando preso na árvore, e então fez um corte feio. Eu quase fiquei sem meu braço.
—E por que não reparei nela na noite passada?— Sua voz era calma, e meio sonolenta.
— Porque você estava ocupado demais tendo orgasmos.— Digo e o tiro de cima de mim delicadamente.— Temos de nos arrumar.
Dou um beijo nele e me levanto da cama, caminhando até a porta.
— Pode tomar banho aqui, se quiser.— Ele diz, se sentando na cama.
— Acho melhor eu tomar banho de lá mesmo, ou então iremos nos atrasar mesmo.
Vou para meu quarto e separo uma roupa. Vou para o banheiro e ligo o chuveiro na água morna. É impossível não pensar na noite passada. Nos gemidos de Steve, em suas mãos pelo meu corpo. Em seu gosto. Seu corpo.
Saio do banho me vestindo e vou para a cozinha, onde Steve já está sentado à mesa tomando café.
— Pensei que fossemos comer no caminho.— Digo, me sentando à sua frente.
— Fiz torradas. É rápido e fácil.—Ele diz pegando uma e levando à boca.
— Tem suco?
— Na geladeira.— Ele diz fazendo menção de se levantar, mas sou mais rápido, indo até ele e lhe dando um beijo.
— Eu pego, não precisa levantar.— Digo e ele se senta de volta.
[...]
É meu segundo dia naquela empresa, e novamente a garota não tira seus olhos de Steven.
Aquilo já estava me irritando, e ainda estávamos no quinto andar. Para completar, hoje não é só a de ontem, há também mais duas.
Aquilo já havia dado para mim. Abraço Steve pela cintura, o puxando para mais perto de mim e deito minha cabeça em seu ombro.
Elas parecem não acreditar no que estão vendo. Suas caras são tão engraçadas que sou obrigado a morder o interior da minha boca para não rir delas.
Duas delas descem antes de chegarmos ao nosso andar, mas a morena continua ali. Ela realmente não parece acreditar, então não resisto. Beijo Steve.
Confesso que eu adoro provocar, e parte desse beijo é com esse intuito, contudo outra parte estava louca para fazer isso. Eu estava louco para beija-lo. Seus beijos são viciantes.
Quando o elevador para, me separo dele, antes de as portas se abrirem.
— Você é louco.— Ele sussurra em meu ouvido, achado graça da situação.
—E é isso que você ama em mim.— Sussurro de volta.
— Não só isso. — Ele diz, e então as portas se abrem.
Eu percebi seu tom de voz, carregado de malícia. Sabia à que ele se referia. Eu estava sorrindo radiante, e rindo da forma com que ele havia falado, e Steve também sorria para mim, e foi então que nossos sorrisos desapareceram.
Tony estava ali, parado na nossa frente, com uma postura impecável e a cara de quem havia bebido mais do que deveria no final de semana.
— Steve, podemos conversar?— Ele pergunta sério.
Não gosto desse homem. Já não gostava antes, e agora que estou com Steve, muito menos.
— Claro.— Steve diz e se vira para mim.— Te encontro na minha sala.
Tenho vontade de beija-lo, mas sei que aqui não é lugar para isso. A cena no elevador já foi mais do que suficiente.
Vejo Steve caminhar atrás de Tony para a sala dele, então vou para a sala de Steve.
Eu já sabia mais ou menos o que fazer. Ver horários, avaliar reportes, nada muito complicado. Steve parecia ficar com o mais complicado.

Já havia se passado meia hora quando Steve entrou na sala. Ele não tinha mais o sorriso radiante de mais cedo. Estava sério. Ele simplesmente se sentou em sua cadeira.
Me levanto e caminho até ele, parando atrás de sua cadeira e começando uma massagem em seus ombros.
— Quer conversar?— Pergunto me inclinando para frente e encostando meu rosto no seu, de lado, ainda continuando a massagem.
— Não.— Ele diz, parecendo um pouco abatido e segura minha mão.
Aquele não era o Steve alegre que eu conheci. O meu Steve era diferente, tão fofo, e sempre alegre e otimista. Tony havia dito algo que havia mexido seriamente com ele.
Será que aquele infeliz havia descoberto coisas sobre mim e contado tudo?
Um frio percorre minha espinha.
Mas se ele tivesse contado, talvez Steve não estivesse tão próximo de mim. Steve não parecia bravo, ou triste comigo.
Solto o ar, percebendo que eu estava prendendo a respiração. Está tudo bem, ele não sabe.
Beijo sua bochecha, dando a volta na cadeira e me sentando em seu colo, e então o beijo.
Steve retribui o beijo, mas não parece muito animado, então paro. Ele cola nossas testas, e acaricia meu cabelo.
Já está um pouco grande, mas eu não tenho vontade de cortar.
Steve passa a mão pelos fios, olhando em meus olhos. Seus olhos azuis estão marejados, e ele parece usar todas as suas forças para não chorar.
Eu não posso força-lo a contar o que aconteceu. É uma decisão dele, e eu respeito isso.
O abraço, encontrando sua cabeça em meu peito, como se o desse permissão para chorar, e ele o faz. Sinto suas lágrimas em minha camisa, e o tremer de seu corpo a casa soluço.
Minha vontade é de sair dessa sala e quebrar a cara de Tony Stark. Eu não sei o que aquele desgraçado fez, mas para Steve estar assim, boa coisa não foi.
Demora cerca de treze minutos até que Steve para totalmente de chorar e se solte de mim. Ele me dá um fraco sorriso, e isso me faz ficar com menos raiva, e mais feliz. Limpo suas lágrimas e o beijo.
— Quer alguma coisa?— Pergunto acariciando seu cabelo.
— Vamos terminar o que temos para hoje, e vamos para casa.— Ele diz baixo, quase em um sussurro.
— Okay.
[...]
Talvez eu devesse perguntar o que houve, mas eu me sentia intrometido demais insistindo.
Steve estava em seu quarto, e eu estava na cozinha, em uma tentativa falha de preparar o jantar.
Droga, eu não sei o que estou fazendo. Sei que a água está fervendo com o macarrão, e que vou usar um pacote de molho pronto que achei.
Ouço alguém bater na porta. O chuveiro está ligado, o que significará que Steve está no banho, então eu terei de abrir.
Por favor, que não seja o Stark. Não estou afim de voltar pra cadeira por sair no braço com um playboyzinho mimado.
Abro a porta e vejo uma senhora de uns setenta anos. Os cabelos grisalhos soltos, emoldurado seu rosto claro e enrugado, e ela veste um vestido azul marinho. Meu Deus, que velhinha fofa. Da até vontade de apertar.
— Olá. — Ela diz simpática com um sorriso.
—Oi. Posso ajudar?— Pergunto.
— Sou a Sra. Clark.— Ela diz estendendo a mão, e a pego.
Sabe aquelas senhoras fofas que que te servem chá e biscoito, e te dão conselhos, e te fazem se sentir em casa? MEUS DEUSES. EU QUERO SER AMIGO DESSA VELHA.
— Bucky Barnes.— Me apresento com um enorme sorriso.
— Sou vizinha do Sr. Rogers. Moro no apartamento do lado.— Ela diz com um sorriso amistoso.— Eu queria pedir emprestado um pouco de erva doce. É que estou com umas amigas, e não tenho como fazer chá.
—Ah, claro. Entre. — Digo dando espaço.
Steve havia comentado comigo que a vizinha do lado , Elizabeth Clark, vivia pedindo coisas, e que ele não se importava em dar o que ela pedia.
— Você é tão bonito.— Ela diz com uma voz doce.
— Obrigado.— Agradeço, um pouco constrangido.
— Você é amigo do senhor Sr. Rogers?
Pego a erva doce, e começo a colocar um pouco em um potinho vazio que estava ali.
—É. Estou morando aqui com ele um tempo.
— Você é muito educado. Um amor de pessoa. É daqui mesmo?
— Não, eu nasci e cresci no Brooklin.— Digo entregando a vasilha à ela.
— Brooklin. Minha irmã é de lá.
— BUCKY, VOCÊ COLOCOU O LUBRIFICANTE ONDE? PODE DEIXAR. JÁ ACHEI.— Steve grita do quarto, provavelmente não sabendo que não estamos a sós.
Olho para a Sra. Clark envergonhado. Meu rosto fica violentamente corado, e a olho, esperando sua reação. Então ela sorri e dá uma risada.
— Não precisa ficar com vergonha, querido. Todos fazemos sexo.— Ela diz sorrindo e sorrio de volta.— Vou indo. Minhas amigas me esperam. Você é um amor.
A Sra. Clark aperta minhas bochechas e sai do apartamento. Como alguém pode não gostar dela? Ela é um amor.
Pra que será que Steve quer o lubrificante. Faço menção de ir para o quarto, contudo ouço um telefone tocar, e vejo que é o de dele. Eu não deveria atender, contudo, quando vejo quem é, não resisto, e atendo.—"Steve, só me escuta. Sei que acabamos discutindo mais cedo, mas eu queria muito que você me escutasse. Eu te amo Steve, não me interessa o que esse qualquer falou para você, só... Me dá uma chance. Larga ele, Steve. Você sabe que fomos feitos um para o outro. Deu certo uma vez. Você só surtou um pouco por estar descobrindo sua sexualidade daquela vez, mas você sabe que pode dar certo, e aquele beijo hoje só provou isso ainda mais. Steve. Pelo amor de Deus, diga alguma coisa."

Notas finais
Sei que Tony não está tendo tanta participação assim, a não ser empacar o relacionamento do Steve e do Bucky, mas isso é temporário. A história será dividida em três partes, e ele terá mais participação a partir da segunda parte. Por hora é melosidades entre Steve e Bucky. Mas aguardem. Por favor. Pelo amor de todos os deuses do Olimpo, comentem. Me digam o que estão achando. Me digam o que posso fazer. Estão aceitando sugestões. Beijos, e até o próximo capítulo.