Heart Challenges

10 Festa de aniversário - Parte 1


Notas iniciais
Olá amores. Eu voltei, não muito feliz, não muito bem. Mas aqui estou. Quero agradecer aos comentários, e gostaria de pedir que continuassem. Eu não tenho muito o que dizer hoje, então vamos logo ao capítulo.

BUCKY

Desligo o telefone, sem dizer nada. Então minhas suspeitas eram verdade, Tony era mesmo apaixonado por Steve. E pior, eles haviam se beijado. Steve o havia beijado depois da noite que tivemos juntos.
Como ele... Eu não posso acreditar que ele foi capaz disso. Eu pensei que tivesse sido especial. Eu... Mas claro que não foi. Por que teria sido, Bucky? Você foi só mais um na cama de um riquinho.
Que raiva. Como ele pode ter beijado aquele otário depois de tudo, e ainda me beijado em seguida. Eu estava lá consolando a traição dele.
Aquilo havia sido uma traição. Depois da noite passada, depois de tudo, havia sido selado um pacto silencioso entre nós.
— Bucky, a água está derramando.— Ele diz aparecendo na sala e correndo até o fogão e desligando o fogo.
Eu não o olhei. Não quero vê-lo. Não... Eu só não consigo acreditar.
O telefone toca novamente em minha mão.
Ele sabe. No instante em que ele me olha, ele percebe que sei.
Entrego o celular para ele e saio da sala, indo para o quarto de hóspedes em que estou dormindo, sem dizer nada.
Eu não tenho o que dizer. Nada que eu dissesse seria capaz de não amargar em minha boca.

— Bucky, por favor. Me deixa explicar.— Ele diz entrando no meu quarto depois de um tempo.
— Não precisa. Você não tem nada para explicar.— Digo, e minha voz sai mais fria que o planejado.
— Claro que eu tenho.
— Não, você não tem. Não temos nada para você me dever, fidelidade ou explicações, porque se tivéssemos, você não teria saído beijando qualquer um.
— Eu não beijei qualquer um.— Ele se defende, e fico com ainda mais raiva. Claro que Tony Stark não era qualquer um.
—É, você tem razão. Você não beijou qualquer um. Beijou um cara que é louco em você, e que me odeia. Muito melhor agora. Super reconfortante.— Digo irônico.
— Ele me beijou. Eu... Eu estaria mentindo se dissesse que não gosto dele. Mas estou com você. Bucky, eu gosto realmente de você. Sei que está com raiva, e com razão, mas me escuta, por favor.— Ele se aproxima de mim e toca meu rosto.
Minha vontade é de beija-lo. Eu queria que tudo fosse o conto de fadas que parecia ser hoje de manhã.
— Bucky, você é especial pra mim.
— Então por que fez isso?
— Eu já disse. Mas eu escolhi você. Acredita em mim, por favor.— Ele diz, então me beija.
De início não retribuo, mas logo se torna impossível não retribuir. Steve é incrível. Seu beijo é incrível. Suas carícias, seu cheiro. Tudo nele é incrível.
Ele não é assim. Não é um manipulador frio e calculista. Ele é doce, e amável. E ele está dizendo a verdade.
Começo a retribuir o beijo. Eu realmente não quero ficar brigado com ele.
[...]
Já faz cinco semanas que eu estou morando com Steve, e tirando a parte de ficarmos cada vez mais íntimos, as coisas continuam iguais.
O desgraçado do Tony Stark parece não se tocar que o Steve está namorando comigo, e continua a dar encima dele, e sempre que pode arruma um jeito de me alfinetar. Eu odeio aquele homem.
— Temos mesmo que ir?— Pergunto, com Steve atrás de mim ajustando minha camisa.
— Você sabe que sim. Ele é como um pai pra mim, Bucky.— Ele responde.
Estamos de frente para o espelho no quarto dele, que pega do teto até o chão.
— Troca. Acho que a azul vai ficar melhor.— Ele diz e me viro para ele sem acreditar.
— Steve, já troquei de camisa cinco vezes.
— Ele é como um pai para mim. Quero que gostem de você, e é o aniversário dele.
— Tá bom. Vamos vestir a azul.— Tiro a camisa cinza e coloco a azul.
Eu sei o quanto tudo isso é importante para Steve. De certa forma é sua família, e parando para pensar, já basta seu melhor amigo não gostando de mim.
— Você está tão lindo.— Steve diz, me abraçando por trás, e sorrio.
— Por você. Você é o único capaz de me fazer ir em uma festa dessas.— Digo, me admirando no espelho.
É incrível a capacidade que Steve tem de me deixar elegante, e ainda assim não perder a simplicidade que prefiro.

A Mansão Stark consegue ir além do que eu imaginava. O lugar é incrível, e ostenta riqueza, luxo e poder. Não há como negar.
Eu jamais pensei que um dia iria em um lugar como esse. Era incrivelmente grande. Ah se Steve soubesse do meu passado... Acho que ele jamais me traria a esse lugar. Ou poderia até trazer, mas se os Stark soubessem... Aí sim eu não chegaria nem perto nem se quer da empresa.
Quando descemos do carro, Steve passa seu braço pelo meu, e o segura com força contra seu corpo.
— Não seria uma coisa ruim as pessoas descobrirem a sexualidade do filho adotivo de Howard Stark?— Pergunto, quase sussurrando em seu ouvido, enquanto subimos as escadas de pedra na entrada da mansão.
— Não me importo que saibam ou não. Não me envergonho da minha sexualidade, e nem Howard.
—É. Diferente de Tony.— Digo, logo avistando meu tão adorado cunhadinho, agarrado ao braço com uma mulher de cabelos castanhos lisos.
— Tenta não provoca-lo essa noite, Bucky. Por favor.— Steve pede e concordo com a cabeça, compreensivo.
— Não sou eu quem começo.— Me defendo.
— Natasha me ligou.— Ele diz e demoro um tempo para me lembrar quem é Natasha.
—E o que ela queria?— Pergunto, mesmo sabendo que as ligações entre eles são frequentes. Mas para ele estar me falando, deve ser um assunto em especial.
— Irá haver um evento, na Rússia, na semana que vêm. É importante que eu esteja lá. E também quero que você vá. Então... Será nossa primeira viagem.— Ele diz sorrindo, radiante, e eu realmente não sei o que fazer.
Uma viagem, para a Rússia. Isso era no mínimo chocante. A única vez que eu havia saído do estado de New York, eu havia ido para a guerra e feito besteira.
— Relaxa. Vai ser divertido.— Ele diz e me dá um beijo na bochecha. Não há como não ficar mais tranquilo com ele ali.

Eu já estava tonto com a quantidade de vezes em que precisamos parar para Steve falar com alguém. Mas era até legal a parte em que ele me apresentava como seu namorado. Aquilo era realmente maravilhoso.
A casa era enorme, e eu estava mais ocupado prestando atenção na decoração e no tamanho da casa, que só percebi que eu deveria estar prestando atenção em Steve quando ele me chamou calmamente, e apertou meu braço um pouco mais forte junto ao seu.
Olhei para ele e em seguida para o homem na nossa frente. Porra. Era Howard Stark.
—É um prazer finalmente conhece-lo.— Ele diz cordial, estendendo a mão.
A pego e dou um sorriso sem jeito. Sei o quanto a aprovação desse homem é importante para Steve.
— Bucky Barnes. É um prazer conhece-lo, senhor.— Digo, e só então percebo o quanto estou nervoso.
Isso também é importante para mim. Eu gosto muito de Steve, e ter a aprovação de sua família é importante para mim. Droga, estou parecendo um adolescente.
— Steve me falou um pouco sobre você. Me parece um bom homem, Sr. Barnes.
— Pode me chamar de Bucky.— Me sinto um adolescente conhecendo o pai do namorado.
Isso é tão vergonhoso. Eu não deveria estar tão nervoso. É só uma apresentação.
— Claro que ele é um bom homem. É um patriota, não é mesmo, sargento Barnes?— Tony pergunta, em um tom evidentemente sarcástico.
Seu olhar, sua voz. Ele sabia. Ele sabe o que aconteceu no Afeganistão. Ele sabe...

Notas finais
Oh. Segredos do Bucky, mistérios. Primeira briga deles. Realmente não tô legal para discursos, então é isso. Comentem, favoritem e recomendem. Beijos, e até o próximo.