Notas iniciais
Olá meus lindos e lindas de plantão. Dessa vez fui rápida, agradem a insistência da minha dupla de pé no saco. Quero agradecer em primeiro ao Matt e a Lana pela recomendações maravilhosas, beijos meus lindos. Também agradeço pelos comentários do capítulo passado que foram maravilhosos, e me incentivaram a postar mais rápido também. E por último agradeço ao lindo do Matheus Amorim, que além de meu vizinho, e leitor é meu migucho, e me ajudou a editar esse capítulo (desculpa dele pra ler antes de todos. Mas tá valendo) Esse foi uma capítulo super legal de se escrever, e espero que gostem.

STEVE

O policial havia demorado um bom tempo para ir embora. Eu realmente não podia acreditar que a senhora Clark havia sido capaz de prestar queixa sobre Tony.
Agora havia um policial na minha porta me dizendo que eu deveria tentar controlar meu "irmão", pois naquele prédio haviam muitos idosos e pessoas doentes.
Eu não pude deixar de ficar nervoso por Bucky. Ele tinha uma ficha criminal, e poderia estar sendo procurado. Eu não sabia. Confesso que quando me deparei com um policial ali, meu primeiro pensamento foi de que Tony o havia denunciado.
Só agora eu me lembro de que Tony não sabe nada sobre Bucky, nem mesmo seu nome, nem seu passado recente comigo, muito menos o passado obscuro de Bucky.
Quando fechei a porta e me virei para Bucky, ele parecia assustado, mas eu sabia que ele estaria. Então decidi ter aquela conversa. Se eu iria ajudar-lo, precisava saber da verdade.
— Bucky, precisamos conversar.— Digo, me sentando à sua frente.
— Olha, eu não vou falar sobre meu passado.— Ele diz, já se colocando na defensiva.
Era magnífico como ele passava de cara entrosado, extrovertido e engraçado para alguém que parecia de esconder dentro de uma caixa preta impenetrável.
— Eu não quero saber o porquê você foi preso, ou sobre como era antes, quero saber quem você é agora. Quero saber se há motivos para que eu me arrependa de estar te ajudando.
— Quer saber se alguém vai vir atrás de mim? Não. Carl não quer me ver nunca mais, me bateu por diversão, e o seu celular foi o único roubo que cometi na vida. Foi porquê eu precisava do dinheiro. Então a única pessoa que pode vir atrás de mim, está na minha frente nesse exato momento.
— Tudo bem.— Digo servindo café para nós e bebendo um grande gole.
— Steve, eu realmente quero uma vida descente.— Bucky fala colocando sua não em cima da mesa.
— Então me deixe te ajudar.— Digo colocando minha mão sobre a sua, e o vejo corar levemente.
— Como?— Ele pergunta, seguro, puxando sua mão de forma delicada.
Eu não me magoei com o ato. Eu errei. Fui muito ousado fazendo aquele contato que parecia ser algo tão íntimo.
— Posso te arrumar um emprego. Você pode morar aqui até ter dinheiro para ter sua casa. Eu posso te ajudar, Bucky.
— Um emprego? Eu tentei Steve. Eu...
— Meu assistente.— Digo, o interrompendo.
— Seu assistente?— Ele pergunta sem entender.
—É, meu assistente. Eu cuido das relações públicas das Indústrias Stark.
— Indústrias Stark?
—É, uma multinacional milionária fundada pelo meu pai adotivo, Howard Stark. Ela tem como principal foco a produção de armas.— Digo bebendo mais um grande gole de café.
— Perai. Seu pai é dono de uma multinacional milionária?— Ele pergunta parecendo achar graça.— Então você é o herdeiro do Império das armas?
— Não. Ele não é bem meu pai. É pai do meu melhor amigo, e é Tony quem vai herdar a empresa da família dele.— Explico.
Eu não tinha direito algum sobre as Indústrias Stark, e nem queria ter.
Riquezas e luxos não me atraíam como faziam com Tony, e ele era o verdadeiro herdeiro. Aquilo era dele, era a família dele, o negócio dele.
— Espera. Tony? O cara que veio aqui mais cedo?— Ele pergunta e confirmo com a cabeça, o que faz com que ele dê uma risada alta e sonora.— Interessante.
— Bucky, o que está armando?
— Nada.— Ele responde naturalmente e arqueio uma sobrancelha.— Sério. Steve, só achei graça. Eu percebi que o cara era um playboy, só não sabia que era desse nível. Mas você tá falando sério? Seu assistente? Mas eu nem tenho experiência com isso daí.
— Estou falando sério, e você não precisa de experiência, posso te ajudar.— Ele sorri para mim, e toma um gole de seu café.
Seu sorriso é tão bonito. Eu não deveria ficar pensando nisso, mas fico. Seu sorriso, seus olhos.
Para Steve. Você tem que se concentrar com o que será do seu relacionamento com Tony.
Falando em Tony, o que será que havia acontecido? Como será que ele estava? Eu ligaria para ele mais tarde.
[...]
O fim de semana passou bem rápido. Eu tentei ligar para Tony no sábado, devo ter ligado umas cinquenta e três vezes, mas ele não atendeu nenhuma.
Saí com o Bucky no domingo, fomos ao shopping e comprei algumas roupas para ele. Aquilo não foi fácil já que o que ele tinha em mente não era o correto para o cargo que ele teria na empresa. Sem falar que eu deveria esconder de todos ali quem Bucky realmente era. Algo me dizia que se Tony descobrisse, as coisas não ficariam nada boas.
Bucky não gostou muito do fato de eu estar comprando coisas para ele, então eu disse que como ele trabalharia para mim, eu descontaria do salário dele depois. Isso o deixou aliviado, e o fez aceitar melhor aquilo tudo. Mas é claro que eu não faria isso. Eu estava comprando porque queria comprar, eu queria fazer isso por ele.
— Não entendo para que comprar tanta coisa em lojas caras. E que marca é essa que você comprou tanto dela?— Ele diz, pegando uma camisa azul marinho e olhando a logo no peito.— Black Window.
—É minha grife.— Falo naturalmente.
— VOCÊ TEM UNS GRIFE?— Ele grita, sorrindo, e dou uma risada de sua expressão.— Puta que pariu, como assim?
— Na verdade é de uma amiga. Crescemos juntos, ela é uma das minhas melhores amigas, até namoramos uma época...
— Pera, você é gay. Como assim namorou uma mulher?
—Eu estava tendo certeza. Éramos melhores amigos, então decidimos tentar. Obviamente vimos que somos melhores como amigos do que como namorados.
—E então montaram uma grife juntos?
— Ela era boa no que fazia, e eu tinha o dinheiro. Era um ótimo investimento, então por que não? E deu certo.
—É, também, duzentos dólares em uma camisa é um puta roubo.— Ele diz olhando a etiqueta e tiro as sacolas das mãos dele antes que ele veja que essa não é uma das peças mais caras.
— Para mim é um lucro.— Dou uma risada e ele ri também, surpreso.
—E o que você faz com todo o lucro? Aquele seu apartamento não é tão caro assim. Você não tem um carro de luxo, e nem está torrando dinheiro em boates e festas.
— Eu tenho um grande lucro na empresa, então o dinheiro da grife fica entre doações, e patrocinar um jovem modelo que gosto muito. Eu o ajudei muito.
—Que gracinha. É o tipo de cara que tem fé em restaurar a humanidade. Agora sei porque está me ajudando.— Ele diz apertando minha bochecha e rio.
—E você não tem?
—É claro que tenho. Mas em dias como esses, fica difícil acreditar que a humanidade pode ser salva.— Ele diz com um olhar distante.
— Tudo há salvação. Todos merecem uma segunda chance.— Digo colocando minha mão em seu ombro. — E você sabe muito bem que não é só por isso que estou te ajudando.
— Claro que não. Você me acha sexy.— Ele diz, sensual, e dou uma risada da cara que ele faz.
— E quem não acharia?— Digo o segurando pelos ombros e o virando para uma parede feita de espelho, ao nosso lado.
— Nossa. — Ele diz parecendo até impressionado.— Tô parecendo um riquinho.— Ele diz dando um sorriso tímido.
— Essa roupas realmente lhe caíram bem.— Digo.
—É, a única coisa mais fina que usei na vida, foi meu uniforme, quando estava no exército, e o terno, no enterro dos meus pais.— Ele diz parecendo abalado.
— Não quer me contar?
— Não. Não hoje.— Ele diz, e dá um sorriso em seguida.— Vamos loirinho, acho que já está ficando tarde.
— Está bem.— Falo, e continuamos caminhando, até que ele diminuiu os passos, olhando em uma vitrine de uma loja de rock.
— Quer entrar?— Pergunto sorrindo.
— Não precisa.— Ele diz de imediato, percebendo que não havia sido tão discreto.
—Ah, vem. Talvez você goste de alguma coisa.— Digo o puxando para dentro.
Bucky olhava as coisas com atenção.
Ele parecia procurar alguma camiseta em particular, enquanto isso fiquei olhando algumas correntes com os símbolos de algumas bandas como pingentes.
Peguei uma do Guns N' Roses. Eu gostava daquela banda. Eu pensei em leva-lá, mas melhor não. Não costumava usar aquele tipo de acessório, até que Bucky veio até mim e a pegou das minhas mãos.
— Achou o que queria?— Pergunto, olhando para ele.
— Não. Parece que acabou. O cara disse que talvez possa chegar mais na quinta.— Ele falou parecendo levemente abalado.
— Podemos voltar aqui na quinta, então.— Falo sorrindo e ele coloca a corrente em meu pescoço.
—Ah não. Eu só estava olhando.— Digo quando ele prende o feicho, e olha para mim, avaliando como ficou.
— Tá legal. Vai dizer que não curte?— Ele pergunta, levantando uma sobrancelha.
— Não é algo que eu usaria, Bucky.— Digo, levando minhas mãos para tirar e ele me impede.
— Eu ouvi November Rain, Don't Cry e Civil War no caminho para cá, então não venha com desculpas. Você gosta desta banda, então por que não usar?— Ele me encara, vendo que sua justificativa não havia me convencido, mas havia me deixado na dúvida. Um progresso.
— Vamos fazer assim, então.— Ele disse.— Você fica com essa, como se fosse um presente meu, e me escolhe uma, já que você gosta tanto de comprar coisas para mim.
Ele sorri, e eu sorrio de volta, pegando uma corrente que tinha como pingente o símbolo da banda Queen e colocando em seu pescoço.
— Pronto, agora paga o cara logo porque tô morrendo de fome.— Ele diz, e dou uma risada.
Depois de sairmos da loja, fomos para a praça de alimentação do shopping. Bucky preferiu um hambúrguer, enquanto pedi uma porção de sushi em um restaurante japonês.
— Agora que descobri que você é podre de rico, e que o dinheiro dessas roupas vai acabar voltando para você de qualquer jeito, não estou mais com tantas dó de te fazer gastar dinheiro comigo.— Ele diz rindo e rio junto.
Na verdade só metade das roupas eram da Black Window. Mas eu não me importava. Eu realmente não ligava para todo aquele dinheiro.
Olho para Bucky, e vejo que ele fez uma grande bagunça com o hambúrguer, e que sua boca está toda suja de molho. Sem conseguir me controlar começo a rir.
— Que é?— Ele pergunta rindo também, mas sem entender.
Pego um guardanapo e me inclino sobre a mesa, limpando sua boca com cuidado, e nossos olhos acabam se cruzando, então sorrimos.
— Acho melhor irmos.— Digo olhando em meu relógio e vendo que já se passa das onze.— Temos que trabalhar amanhã.
— Okay.— Ele diz, sorrindo para mim.— Vamos para casa.
Ele disse aquelas três palavras, mesmo que fossem comuns, me deu um frio na barriga, e um certo calor no coração.
Droga. Eu estava completamente apaixonado por ele...

Notas finais
Então é isso gente linda do meu coração. Espero que tenham gostado, não esqueçam de comentar, e eu também ficaria muito grata de favoritassem e recomendassem. Beijo para todos, e amo muito. Lembrando que respondo a todos os comentários, então comentem, por favor.