Notas iniciais
Voltei, meus amores. Não demorei dessa vez. Em primeiro lugar quero agradecer a recomendação do gostoso do Matheus. Beijinhos da amiga mais linda q vc tem, Ma. Em segundo quero dizer que eu esperava mais comentários, pela quantidade de gente que está lendo. Por favor, comentem. Digam o que estão acham. Dêem sugestões. Falem qualquer merda, só ajudem. Titia ama vocês, e vamos ao capítulo agora.

BUCKY

Steve não precisou me acordar na segunda de manhã. Eu mal havia dormido de tanta ansiedade. Finalmente eu havia conseguido um emprego, e eu realmente queria que tudo desse certo. Precisava dar tudo certo.
Steve estava me ajudando tanto, e eu precisava retribuir. Eu precisava mostrar para ele que eu não era um aproveitador, e que eu estava realmente disposto a ter uma vida descente.
Acordei por volta das cinco e fiquei me revirando na cama até ouvir o barulho do chuveiro, vindo do banheiro no quarto de Steve.
Me levantei, indo até o outro banheiro que havia no apartamento, ao lado do meu quarto.
Mesmo a água estando do jeito que gosto, e o banho estando ótimo, não demorei muito. Saí do banheiro, voltando para o quarto e vestindo a roupa que havia ficado sobre a cadeira.
Na noite passada Steve havia me ajudado a escolher que roupas eu usaria no meu primeiro dia. Não era algo muito formal, mas também não muito casual.
Prendi metade do meu cabelo em um rabo de cavalo. Ele já estava quase batendo no ombro, mas ainda sim eu não queria corta-lo. Gosto dele assim.
Saio do quarto, e vou para a cozinha, vendo Steve tirando alguns biscoitos do forno.
— Que gracinha, você cozinha.— Digo, me sentando à mesa.
—É. Fiz um curso de culinária por dois anos. E um de moda por três, e me formei em relações públicas.
— Nossa. Você definitivamente não tem um cérebro. Mas com certeza cozinha bem.— Digo sentindo o cheiro maravilhoso.
— Café?— Ele pergunta, rindo, e fazendo menção de me servir, e concordo com a cabeça, sem parar de olha-lo.
Steve é tão bonito. Seus olhos azuis, seus cabelos dourados, sua leve franja, caindo sobre sua testa, seu sorriso perfeito...
— Nervoso?— Ele pergunta tirando os biscoitos do forno e os colocando em uma travessa de vidro sobre a mesa.
— Um pouco.— Confesso pegando um biscoito e levando à boca.
Steve realmente era um ótimo cozinheiro. Aquilo estava incrível, e o café estava muito bom também.
Eu gostava de morar ali com Steve, e gostava de Steve. Era engraçado como a vida que eu tinha a três dias atrás, agora parecesse outra vida distante.
Saímos às sete e meia. Steve havia pego seu carro ontem na oficina, enquanto íamos ao shopping. Era um carro caro, mas não um carro de luxo, como garanto que aquele amigo de Steve, Tony, usava.
— Hey, vai ficar tudo bem.— Steve fiz enquanto dirige e coloca sua mão sobre a minha, e sinto um arrepio percorrer meu corpo.
Eu estava visivelmente nervoso, e todas de três mil e sete coisas que poderiam dar errado se passavam pela minha cabeça enquanto eu involuntariamente batia meus dedos no painel do carro.
—E se eu fizer alguma besteira?— Pergunto um pouco apreensivo.
— Não vai.— Ele garante com um sorriso.
— Mas e se eu fizer?— Insisto. Eu queria saber o que aconteceria.
— Eu estarei lá. Se você cometer um erro, eu irei te ajudar a concertar.— Ele sorri amistoso para mim, o que confesso ter me acalmado bastante, então sorrio de volta.
Ele entra no estacionamento da empresa, que fica no subsolo e para em uma vaga, próxima ao elevador, com o nome Rogers. Por um segundo me esqueci de que esse era seu sobrenome.
— Vai ficar tudo bem, okay? Eu estarei junto, e você se sairá muito bem.— Ele diz apertando levemente minha mão.
Então eu a viro e seguro na sua. A seguro firme, descarregando um pouco da minha tensão. Ele me acalmava. Aquele olhos azuis como o mar do Caribe me acalmava. Aquele sorriso radiante de acalmava.
— Vamos?— Ele pergunta depois de um tempo, mas não de forma autoritária, ou apressada.
Ele estava verificando se eu estava pronto. Seu tom dizia claramente que se eu quisesse esperar mais um pouco não havia problema.
— Vamos.— Respondo, soltando a mão dele lentamente e saindo do carro.
Steve desce do carro, dando a volta até mim e ajeitando minha camisa.
Subimos pelo elevador junto com umas cinco pessoas. É incrível como uma das mulheres que está ali dá um olhar de lado a cada três segundo. Aquilo já estava começando a me incomodar, mas as portas se abriram e ela saiu do elevador, junto com todas as outras pessoas que estavam ali.
— Vigésimo segundo andar?— Pergunto quando ele aperta o botão do elevador, achando muito alto o antepenúltimo andar.
— Minha sala fica lá. Todos que fazem parte do conselho tem suas salas lá, com exceção de Howard. Ele tem o vigésimo terceiro inteiro como sala dele.
—Uau.— Falo surpreso.
Aquele prédio era enorme, tanto em altura quanto em largura, e ter um andar só para si parecia algo exagerado, até mesmo para um CEO.
Quando o elevador parou, uma mulher de uns vinte e poucos anos caminhou até nós.
— Bom dia, Sr. Rogers.— Ela disse animada estendendo um café.
— Bom dia.— Ele fala, em um tom que evidenciava a estranheza dele com aquela situação, e pegou o café das mãos da garota.
— Sou Sophia.— Ela fala e ele continua olhando de forma que perguntava quem ela era.—O senhor me contratou. Como sua nova secretaria.
— Ah sim.— Ele colocou a mão na cabeça, parecendo se lembrar de algo importante.— Você fez a entrevista. Me desculpe, acabei esquecendo.
— Tudo bem.— Ela disse com um sorriso cordial.
Espera, quer dizer que agora ele não precisava mais de mim? Eu não seria mais contratado?
Olhei para Steve, esperando que ele olhasse para mim, e me respondesse tudo aquilo.
— Tudo bem, Sophia. Obrigado pelo café.— Ele disse e ela continua de pé à sua frente.
Ela o olhava quase babando, e aquilo já estava começando a me irritar. O pior é que não era só ela. Desde a hora que chegamos, todas as mulheres dali pareciam ficar babando em Steve sem nenhum pudor.
Eu sabia que só nos conhecidos a um fim de semana, mas parecia tanto tempo, e foi como se eu sempre o conhecesse. Eu tinha esse sentimento dentro de mim. Estava até me assustando. Eu queria gritar para todos ali que ele é meu.
Sim, eu sei, isso é ciúmes. É, eu assumo, estou com ciúmes. E daí?
Somos despertados pelo som do elevador parando atrás de nós, e então aquela voz.
— Steve, é tão bom te ver. Eu...— Tony Stark começou a falar, olhando para Steve, mas então eu me virei.
Ele olhou para mim, e parecia que havia levado um soco na cara. Ele parecia sem chão. Seu rosto perdeu a cor, e sua reação era de puro espanto.
Sua expressão deve ter durado dois segundos, três no máximo, então ele deu um sorriso cínico, me olhando com superioridade.
—O que ele faz aqui?— Ele perguntou calmo, mas visivelmente incomodado.
— Bucky é meu novo assistente.— Steve falou tranquilamente.
Ele parecia ter um pouco de cautela na voz, mas não o suficiente para se rebaixar a ponto de fazer o que Tony mandasse.
— Ele o que?— Tony pergunta, parecendo não acreditar.
Mantenho meu queixo erguido. Eu não gostava da forma como ele me olhava. Como se ele fosse melhor do que eu. Como se ele fosse o rei.
Tá legal que ele era o príncipe daquele reino, e eu... Bom... A dama de companhia da princesa seria uma metáfora que cairia bem. Estava metáfora, mas a única em que consegui pensar.
—É meu assistente.— Steve repetiu.
— Eu fiz uma seleção de candidatos. Currículos excelentes, e todos muito bem organizados, assim como você gosta.— Ele falava de forma tão convicta que eu estaria mentindo se dissesse que não fiquei com medo de Steve aceitar os candidatos dele.
— Eu já escolhi meu assistente, Tony.— Ele diz convicto e Tony parece realmente tentado a me jogar pela janela.
Eu iria virar só uma geleia se caísse de tão alto.
— Qual o seu problema comigo?— Perguntei, falando pela primeira vez desde que havíamos saído do elevador.
Eu sabia qual era a resposta. Estava estampada na face de Tony Stark. Mas eu queria que ele falasse. Eu sabia que ele era o tipo de homem que não diria aquilo em voz alta, no meio de toda a empresa.
— Eu não vou com a sua cara.— Ele falou calmo, dando o sorriso cínico dele ao final da constatação. Aquele sorriso parecia ser necessário para ele em quase tudo o que ele falava.
— Pequeno detalhe: não é para você que vou trabalhar, então você não é obrigado a ir com a minha cara. Então se você não tem nenhum motivo concreto para que eu não esteja aqui, pode por favor parar de encher o saco?— Falei, já sem paciência.
Era realmente impressionante como aquele homem conseguia tirar toda a minha calma.
— Steve, ele não pode falar assim comigo. É um empregado.— Tony falou, parecendo me fuzilar com os olhos.
— Tony, chega. Para de bancar o garotinho mimado. Eu já fiz minha escolha.
" Eu já fiz minha escolha. "
Aquelas palavras ecoaram em nossas cabeças. Estavam ali, no ar. Tão cheias de significado, tão cheias de razões. Tão complicadas, e tão simples.
"Eu já fiz minha escolha."
Tony parecia ter levado um soco no estômago, e eu parecia que estava tendo um surto espontâneo de adrenalina.
— Vamos.— Ele diz para mim sem me olhar, ou sem olhar para Tony, e começa a caminha, e eu o sigo.
Puta merda. Eu havia sido sua escolha?

Notas finais
Tony com ciúmes é uma coisa muito fofa, ou não. Steve e Bucky começando a ter algo. Que bonitinho. O próximo capítulo será bem interessante, e será aí que a relação dos dois irá tomar partida. Não esqueçam de comentar, e se possível favoritar e recomendar. Beijos da Titia Mi, e até o próximo.