Heart Challenges
17 Banheira
Notas iniciais
BUCKY
— Olá. Em que posso ajudar?—A bela moça de cabelos loiros muito bem emoldurados, caindo em cascatas, me pergunta quando entro na joalheria.
Era um lugar discreto, contudo refinado. As paredes azuis turquesa com branco, e muito bem iluminadas, davam um ar calmo ao estabelecimento.
— Há uma encomenda... Em meu nome. Bucky Barnes.— Digo e ela parece confusa.
— Perdão...
— James Buchanan Barnes.— Corrijo e então ela sorri.
A mulher vai até atrás do balcão e pega algo dentro do que imagino ser um cofre. Uma pequena caixa preta de veludo, e me entrega. Quando abro vejo um anel.
Diferente dos modelos quase idênticos de Steve e Tony, nos quais reparei assim que saí do quarto de Howard Stark três dias atrás, o meu era totalmente liso, com exceção da grande pedra preta em cima, rodeada por diamantes. Uma ônix.
— Mais alguma coisa?—A mulher pergunta me olhando.
— Sim. Meu namorado vai fazer aniversário na semana que vem, e não sei o que dar a ele.
—E de que ele gosta?
— Ele não é muito extravagante. Pensei em algo mais discreto.
—Um relógio? Um anel?— Ela pergunta me olhando e pegando algumas coisas sob o balcão de vidro.
Vejo uma fina corrente de ouro com uma pedra de lápis lazuli em formato de uma águia. Era a cara de Steve. Ele amava azul, e águias.
— Pode pegar esse para mim?
A mulher o pega e o segura em suas mãos com delicadeza. Era lindo, e não pude deixar de imaginar o quanto ficaria sexy no pescoço de Steve.
[...]
Eu mentiria se dissesse que não era desconfortável estar em uma festa em que os únicos que eu conhecia era o aniversariante e o meu rival. Mas fiquei feliz quando Natasha ligou dizendo que ela viria para o aniversário dele, e traria Peter, Wanda e Piedro.
Peter era um garoto maravilhoso. Ele exalava alegria por onde passava, talvez porque fosse o mais novo. Ele tem dezessete, enquanto Wanda e Piedro tem seus vinte e um.
Piedro já não me animava muito. Não porque ele quase me matou com uma bola, mas porque ele me lembrava muito o jeito Tony Stark de ser. E por falar no herdeiro Stark, passei o último mês tentando descobrir se havia sido uma ilusão, ou sonho, ou se realmente havia acontecido.
Me lembro de nosso último dia em Moscow, quando Piedro me acertou com a bola e eu estava quase inconsciente, eu o vi vindo em minha direção. O vi nadando tão rápido, e parecia tão desesperado. Ele havia conseguido chegar até mim antes de Steve. Me lembro de ele me pegar em seus braços, e seus olhos. Ele parecia preocupado. Tão preocupado. Mas quando chegamos, eu quase não o vi. Primeiro toda a história da morte do pai dele. O velório, o luto. Depois do enterro, praticamente não o vi. Tony corria de um lado para outro. Viagens, ligações, investigações. Ele estava louco atrás de quem havia conseguido entrar no sistema da empresa e pego um dos projetos de armamento.
Steve havia me dito que Tony tinha certeza ter sido alguém de dentro, pois só assim para conseguir passar pelos códigos de segurança e etc.
É nessas horas que agradeço por não saberem meu passado. Howard estava certo. O fato de Tony não saber meu verdadeiro nome dificultou muito sua busca. Eu deveria contar meu nome para Steve, mas não antes de ter coragem de contar a razão de eu ter mofado por oito anos na cadeia.
— As vezes acho que você se afogou, ou se dissolveu na água.— Ouço Steve dizer ao meu lado, e então abro os olhos.
— Não te ouvi entrar. — Digo me sentando na banheira.
— Eu percebi, já que estou aqui te admirando deve fazer uns oito minutos.
Ele está sentado sobre a tampa no vaso sanitário, me olhando com cara de bobo apaixonado. Meu bobo apaixonado. Ele veste apenas um roupão azul turquesa.
— Que falta de privacidade.— Digo com falsa indignação e ele ri.
— Não resisti.
— Notícias sobre Tony?— Pergunto sem perceber.
— Ele disse que irá vir hoje.— Steve se limita a dizer a vai até a banheira. — Sabia que também tenho de tomar banho para minha festa de aniversário?
— Me desculpa. Já estou saindo.— Digo me dando conta que fiquei tempo demais ali.
— Não. Não saia. Quero tomar banho com você.— Steve diz, tirando seu roupão e revelando seu corpo nu.
Por Odin, como eu amo esse corpo.
Steve sorri para mim e entra na banheira, se sentando sobre meu quadril.
Como é maravilhoso ter ele ali, em meus braços. Seu corpo nu em minhas mãos. Seu abdômen muito bem definido a poucos centímetros da minha boca. Seu membro semi ereto, roçando em minha barriga. Meu pau sendo prensado por suas nadegas firmes e bem avantajadas.
Ele sorri para mim tão encantadoramente, e eu só quero estar com ele. Cuidar dele. Eu estou perdidamente apaixonado.
— Vai ficar só me olhando com essa carinha triste? O que foi?— Steve pergunta, acariciando meu rosto com carinho e então fecho os olhos, aproveitando sua carícia.
— Eu só estou pensando...— Abro meus olhos. — Eu não posso te perder.
— Você não vai. Eu estou aqui, do seu lado, e sempre estarei.— Ele diz e me beija.
O abraço, intensificando ainda mais o beijo. Seu corpo está frio, comparado com o meu que está cozinhando na água quente faz algum tempo.
Steve começa a mexer ser quadril de forma lenta e sensual, me provocando ainda mais.
Ah como eu o quero. Como ele me faz feliz. E como ele me deixa com um puta tesão.
—O que foi com você? Parece estranho.— Ele fala, parando de distribuir beijos pelo meu pescoço e me olhando.
— Eu não sei. Estou com um mau pressentimento.— Digo me perdendo no azul dos seus olhos.
— Tá tudo bem. Okay? Vem cá. Quero meu presente de aniversário.— Ele diz me beijando e voltando a passar suas mãos pelo meu corpo.
Posso sentir meu membro pulsando sob seu corpo. Steve se levanta o pouco e pega em meu membro, o colocando em sua entrada.
— Sem camisinha?— Pergunto, acariciando seu rosto.
— Por mim tudo bem, mas se quiser eu vou lá pegar.— Ele fala com naturalidade e então dou um sorriso para ele.
Seguro em sua cintura e começo a abaixar seu corpo. Steve fecha os olhos, dando um leve gemido. Sinto seu corpo acolher o meu aos poucos, e meu corpo tem espasmos de prazer.
Steve é tão apertado que as vezes tenho medo de machuca-lo. Seu corpo esmaga meu membro, me arrancando alguns gemidos precoces, enquanto ainda estamos parados.
Ambos damos leves gemidos, mas por razões diferentes. Sei que ele está sentindo um pouco de dor por estamos usando só a água como lubrificante. Mas é uma consequência natural.
Não demora muito a ele começa com os movimentos lentos, me fazendo gemer.
— Eu te amo.— Ele sussurra em meu ouvido enquanto intensifica os movimentos.
— Eu também te amo.— Digo e ele começa a gemer meu nome alto, sem nenhum pudor.
Não demora muito para que eu me goze dentro dele, enchendo ele com meu esperma.
Seguro o membro de Steve e começo a movimentar minha mão, o fazendo chegar em seu ápice e gozar sobre minha barriga.
Seus olhos azuis contêm um brilho maravilhoso. Eu daria tudo para vê-lo feliz assim todo o tempo.
Quando saímos da banheira, vou até o closet e pego a caixa vermelha com um laço, que eu havia escondido.
—O que é isso?— Steve pergunta com um sorriso.
— Seu presente de aniversário.— Digo entregando a caixa a ele.
Seus olhos parecem se iluminar quando ele abre a caixa.
— Meu amor. É lindo.— Ele diz a em seguida me beija.
Pego a fina corrente e coloco em seu pescoço, dando um beijo em sua nuca assim que abotoo o feicho.
[...]
A festa íntima de Steve não foi tão animada. O clima de luto ainda estava presente. Tony estava sentado em um canto com os gêmeos. Ele sorria, mas tinha grandes olheiras, e parecia extremamente cansado, e eu sei que ele está.
Peter me conta animado como foi o desfile da semana passada, e eu tento prestar atenção, mas eu estou tão alheio a tudo, e ao mesmo tempo prestando atenção em tudo.
Vejo o momento em que Tony atende o telefone e se levanta rapidamente. Ele olha para Steve e para mim, e entendo o que significa. Devemos segui-lo.
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