Heart Challenges

5 Afogando as magoas


Notas iniciais
Hello, little readers, Aqui estou eu de volta, e modestia parte, esse capitulo ficou incrivelmente maravilhoso. Foi ótimo escreve-lo, e na minha opinião ficou realmente muito engraçado. Espero que gostem, e agradeço á Drik Novak pelo comentário maravilhoso no ultimo capitulo, e também agradeço as favoritações. Espero que gostem do capitulo, e boa leitura.

TONY

Eu não podia aceitar naquilo. Steve não podia estar tendo um caso. Não havia nem dois meses que ele havia se mudado. Não havia nem dois meses que ele havia decidido que precisava pensar. Agora eu chego na casa dele, e o encontro com um... Militar. Eu conhecia milhares de longe. Eu lidava com eles boa parte do meu dia. E aquele cara com ele definitivamente era um.

Eu pensei em pegar o avião e ir para o México. Talvez tivesse sido melhor dar aquela droga de palestra sobre "como a venda de armamentos tem ajudado milhares de pessoas", e toda essa baboseira. Mas ao invés disso fui para casa, entrei no banheiro, e me afundei na banheira com água quente.

A cena daquele homem ali, só de toalha, no meio da sala de Steve, não saia da minha cabeça. Como Steve poderia estar com alguém? Eu me sentia traído. Me sentia rejeitado. Isso era horrível. Puta que pariu, com isso é horrível.

Peguei meu celular e enviei uma mensagem para Pepper, falando para ela ligar para as pessoas de sempre, pois eu faria uma festa.

Talvez eu devesse ligar para Steve. Seria uma boa ideia chamar ele e seu novo "amiguinho", e fazer com que aquele cara ficasse constrangido, e deixasse Steve. Era um ótimo plano. Mas optei por exclui-los da minha festa. Eu não daria esse gostinho a ele de ir em uma festa na Mansão de Tony Stark.
[...]

Quando o relógio deu meia noite minha casa estava cheia de gente, luzes e bebidas.

Confesso que eu estava exagerando um pouco nos coquetéis, mas era o que eu queria. Era por isso que eu costumava dar as festas. Para que eu pudesse beber sem me preocupar em como cheguei em casa depois.

Eu já havia perdido a conta de quantas pessoas havia beijado. Não só homens, mulheres também. Peitos são peitos, não é algo ao qual você pode simplesmente rejeitar. Eu sempre tive atração pelos dois gêneros, mesmo meu coração pertencendo só a um homem.

Provavelmente esse homem estava nesse exato momento brincando de "Drink me", só que sem um vampiro estranho tentando separa-los.

Porra, por que fui lembrar desse filme? O cara pede o outro em casamento. Será que Steve vai pedir aquele cara em casamento? Porra. Eles serão um daqueles casais fofos. Vão ter dois filhos e um cachorro, e aqueles pestinhas vão pular no meu sofá e me chamar de "titio" enquanto aquela cara bebe minha cerveja belga.

Argh.

Balancei a cabeça, afastando o pensamento.

Ignoro o fato de haverem duas mulheres se matando por algum motivo qualquer do meu lado e aproveito a confusão para sair dali sem quem ninguém me veja. Dirijo por umas duas horas até chegar em um bar saindo da cidade.

O lugar não era sofisticado, contudo era um lugar arrumado, e muito bem organizado. Haviam alguns caras fortes e barbudos sentados em praticamente todos os bancos do balcão, só restando um no meio deles.
— Com licença.— Digo só por dizer e me sento.

Eles ficam me encarando, e confesso que aquilo me assusta um pouco. Eles poderiam me quebrar ao meio. Eles poderiam arrancar minha linda pele, comer minha carne igual zumbis e depois iriam usar meus ossos como palito de dente. Ou fariam costeletas assadas. Espetinho de Tony.
— Você.— Um deles falou para mim e quase cai da cadeira.

Não que eu estivesse com medo. Eu não sinto medo. Mas puta que pariu, como alguém poderia ser tão grande?
— Sim?— Pergunto calmo e levanto uma sobrancelha.

Ele fica me encarando por um bom tempo, se aproximando de mim e fungando na minha frente, com aquele bafo de sardinha podre. E aquilo estava realmente me incomodando, até que ele começa a rir. Rir? Por que ele está rindo? E está rindo alto, e todos começam a rir também.

Puta que pariu, ele ria muito, então comecei a rir também. E aquilo era até legal, até que todos paramos de rir ao mesmo tempo.
— Você vai me matar?— Pergunto naturalmente.
— Depende, você é legal?— Ele diz sério.
— GARÇOM, TRAGA MAIS BEBIDA PARA MIM E MEUS AMIGOS AQUI. BEBIDA A VONTADE PARA TODOS.— Grito e olho para ele.

Eu deveria parecer um calouro tentando agradar os veteranos, mas não era isso que estava acontecendo. Eu só queria beber com alguém, e aqueles caras estavam ali, e eu tinha dinheiro. Então por que não?
—É. Você é legal.— Ele falou, me dando um tapa forte nas costas e começou a rir de novo, e comecei a rir também.

De que estávamos achando graça mesmo?

Depois de alguns poucos vinte copos já estávamos dançando no meio do bar. Tocava uma música da Bonnie Tyler que um deles havia escolhido e cantávamos juntos, usando a garrafa como microfone.
—"Isn't there a white knight upon a fiery steed? Late at night I toss and turn and dream of what I need. I need a hero. I'm holding out for a hero 'til the end of the night." (Não há um cavaleiro de branco sobre um um cavalo de fogo? À noite eu me remexo e sonho com o que eu preciso.
Preciso de um herói. Espero por um herói até o fim da noite.) — Cantávamos, segurando a garrafa juntos, em alto e bom tom.

Peguei a garrafa e bebi mais um longo gole. Eu não sabia que bebida era aquela, não conseguia ler o rótulo na garrafa, só sabia que era bastante forte.

Jack, um dos caras, desmaiou, desabando no chão com um forte estrondo que acho ter tremido toda a cidade, levando algumas cadeiras e um cara que trabalhava no bar consigo para o chão.
—" He's gotta be strong. And he's gotta be fast. And he's gotta be fresh from the fight. I need a hero. I'm holding out for a hero 'til the morning light " (Ele tem que ser forte. E ele tem que ser rápido. E ele tem que ter acabado de sair da luta. Eu preciso de um herói. Espero por um herói até a luz do da manhã)—Continuamos cantando enquanto o garçom magricela tentava tirar seu braço de debaixo do corpo gordo e grande de Jack.

Puta que pariu, acho que o cara nem estava mais sentindo o braço. Mas isso não era problema meu, eu só tinha dois problemas.
— MAIS UMA GARRAFA.— Gritei, resolvendo o primeiro problema.
— Eu escolho a música agora.— Bratt falou, indo até a máquina que não consigo lembrar o nome.
Ah, aquela máquina antiga de músicas, que toca discos antigos. E foi assim que Bratt resolveu meu segundo problema.
— Cindy Lauper?— O homem grande e ruivo que não lembro o nome perguntou, parecendo não gostar muito.
— Cala a boca e não reclama. Não vou ouvir Madonna de novo.— Bratt falou meio enrolado pela bebida.
— Mas a última não foi da Madonna.— Um outro moreno fala e eu concordo com a cabeça, mesmo gostando de Cindy Lauper.
— Mas a antepenúltima foi.—Bratt retruca.
— Tá, vamos cantar.— Digo bebendo mais um longo gole.

Começamos a cantar, até que percebi que a música era uma música de friendzone. Droga, com tantas músicas ele tinha de colocar logo aquela?
—" If you're lost you can look. And you will find me, time after time. If you fall I will catch you. I'll be waiting, time after time." (Se você estiver perdido você pode procurar. E vai me encontrar, hora após hora. Se você cair, eu vou te segurar. Estarei esperando, hora após hora.) — Cantamos juntos e não pude evitar de as lágrimas começarem a escorrer.

Droga, por que justo aquela música? Eu chorava muito, então os caras viram, e pararam de catar.
— Eu falei pra não colocar essa desgraça de música, seu retardado.—O ruivo falou e parecia estar chorando também.
— Desculpa.— Bratt diz e tira a música.
— Calma amigo, senta aqui.— Crowen diz, com a voz abalada, me sentando em uma cadeira e ele, Bratt e o ruivo ficam em torno de mim, me consolando.
— Calminha. Conta pra gente, quem é ele?— Bratt pergunta, assoando o nariz na camiseta do garçom que acaba de conseguir se levantar.
— Crescemos juntos. Eu sou apaixonado por ele desde que tínhamos dezesseis anos.— Digo chorando, falando sobre aquilo com alguém pela primeira vez.
— Calma Ronny, conta pra gente, o que ele fez? Ele é hetero? Não gosta de você?— Crowen perguntou, me dando tapinhas nas costas.
— É Tony, e ele só me vê como um amigo. Como o irmão dele.
— Mas isso pode mudar, Jonny. Você não pode desistir.—O ruivo fala me dando mais cachaça.
— Tony. E hoje de manhã, quando fui no apartamento dele, tinha um cara só de toalha pedindo roupas emprestadas para ele.— Choro mais, me lembrando da cena.— Não sei a quanto tempo estão tendo esse caso. Ele nem me conta mais as coisas.
— Eu sinto muito. Você deveria lutar por ele, se você o ama de verdade, você tem que correr atrás, Conny. Vc tem que ser forte, e lutar até o fim.— Bratt falou.
— Você está certo. Eu vou atrás dele agora.— Digo me levantando bruscamente da cadeira.

Péssima idéia. Sinto tudo girar a minha volta, e de repetente, tudo escurece.

Notas finais
Tony bebado cantando "I need a hero", melhor parte. Bom, espero que tenham gostado, e please, não deixem de comentar. Comentários levantam minha alto estima, e me faz postar mais rápido. Sujestões também são em aceitas. Beijos, e até o próximo capitulo.