Heart Attack

18 It feels so good


Notas iniciais
Olha quem voltou sexta feira como o prometido? Esse é o penúltimo capitulo em meus amores, tá acabando :(

Já estava quase anoitecendo.

Eu corri pelo parque, limpei o meu quarto, lavei os banheiros, arrumei o armário de suprimentos, passei a tarde inteira fazendo qualquer coisa que impedisse minha mente de vagar até Dimitri e Tasha.

Eu estava consideravelmente mais calma, mas aquele russo ainda me devia muitas explicações e um tratamento psicológico, pois eu tinha certeza que a cena daquela vaca em cima da boca do meu namorado iria me causar pesadelos.

Dimitri já havia me ligado inúmeras vezes, mas eu recusei todas as ligações. Estar mais calma não significa que a vontade de joga-lo de um prédio sumiu completamente e agora o que eu mais queria e precisava era de um banho quente, meu corpo estava exausto e eu estava fedendo. Me levantei do sofá com a lentidão de uma pessoa idosa e pude ouvir minha coluna estralando, comecei a caminhar calmamente em direção as escadas quando escutei a campainha tocar.

De alguma forma eu tinha certeza que era o meu namorado do outro lado da porta, mas eu não queria e não iria falar com ele agora então apenas continuei o meu caminho, subi as escadas e entrei em meu quarto fechando a porta e abafando assim o som da campainha, abri as janelas para que o ar lá dentro circulasse um pouco e fui em direção ao banheiro.

...

Trinta minutos mais tarde eu estava de banho tomado, trajando um pijama rosa curtíssimo e pantufas nos pés, estava saindo do banheiro calmamente quando levei um susto ao dar de cara com Dimitri.

—Meu Deus, você quer me matar? –Eu estava ofegante e com a mão apertando fortemente o peito, afinal meu coração parecia uma britadeira. Eu não esperava encontrar alguém no meu quarto, muito menos ele. A casa estava trancada, afinal de contas por onde ele entrou? –De onde você saiu? A casa tá trancada.

Dimitri parecia acanhado, mas ao mesmo tempo decidido a falar comigo. Ele deu dois passos em minha direção, mas parou assim que viu meu olhar dizendo claramente “fique onde está”.

—Pela janela, eu te liguei, mas você não atendeu então eu vim aqui e fiquei tocando a campainha por quase dez minutos e você não abriu a porta daí eu tive que tomar medidas drásticas. Acho que agora já é mais tarde, vamos conversar. –Soltei um bufo irritado e revirei os olhos. –Acho que não atender as suas ligações e não abrir a porta são mensagens claras de que não quero conversar com você. –Dimitri voltou a se aproximar de mim, só que mais cautelosamente dessa vez. –Roza, por favor. Você tem que me ouvir.

Senti meus ombros caindo e apenas concordei com a cabeça, me afastei dele e fui em direção a minha escrivaninha enquanto ele voltava a se sentar na minha cama, nós estávamos em lados opostos do meu quarto, mas eu preferia assim já que não confiava em mim mesma quando estava perto dele. Dimitri parecia nervoso e apreensivo e eu já estava ficando irritada novamente.

—Anda, fala logo antes que eu desista de te escutar.

—Roza, a Tasha me mandou uma mensagem me pedindo pra encontra-la naquela sala e eu fui ver do que ela precisava, quando cheguei lá ela estava chorando desolada, disse que tinha brigado com os pais dela novamente e que ninguém no mundo gostava dela, eu nunca vi uma pessoa tão triste na minha vida e ela é minha amiga, o que você queria que eu fizesse? Eu precisava consola-la. –Revirei os olhos e fingi desinteresse. –Hum e a melhor maneira que você encontrou pra consola-la foi beijando ela? –Dimitri passou a mão direita pelos cabelos em um sinal claro de nervosismo. –É claro que não, eu já te disso isso. Eu a abracei e disse que tudo ia ficar bem, mas acho que no momento de fragilidade ela confundiu as coisas e em um segundo ela estava me beijando, eu fiquei sem ação, mas quase que imediatamente eu me afastei dela e quando eu ia explicar pra ela que as coisas não eram desse jeito eu vi você parada lá. Depois que você foi embora eu voltei pra sala e ela estava chorando mais ainda, ela me pediu desculpas e disse que não deveria ter feito aquilo, ela tá arrependida Rose.

Eu acreditava nele, sabia que ele não estava mentindo pra mim, mas Dimitri era tão inocente que chegava a ser idiota às vezes, eu respirei fundo uma, duas, dez vezes. Juro que tentei me acalmar, mas não deu.

Calmamente me virei de costas pra ele e observei a minha escrivaninha, peguei o meu porta lápis de cerâmica e tirei tudo de dentro dele, escutei Dimitri se levantando e segurei o objeto com mais firmeza. Ainda de costas pra ele, resolvi falar algo antes que ele se aproximasse.

—Posso te fazer só uma pergunta?

—É claro.

—VOCÊ É BURRO? –Me virei rapidamente e joguei o porta lápis na direção dele, Dimitri conseguiu se desviar por poucos centímetros e o objeto se despedaçou na parede. O russo me olhava assustado. –Rose, o que?

—Não é possível que você seja cego desse jeito, ela não tá arrependida, ela não sente muito, ela é uma cobra peçonhenta, falsa e nojenta e quer você pra ela, porque ela me odeia e quer me ver pelas costas. Ela não é boazinha, ela não quer ser sua amiga, será que EU FUI CLARA? –Sim, eu gritei a ultima parte e depois respirei fundo, me sentia bem melhor agora.

—Rose, eu sei que vocês se odeiam e talvez você até esteja certa, mas ela realmente não tá bem, tem alguma coisa de muito errado com ela e ninguém tá percebendo. Mas não é sobre a Tasha que eu quero falar, é sobre nós dois. Tá mais calma ou ainda vai querer me fazer de alvo? –Não consegui segurar o sorriso de canto e ele pareceu relaxar. –Sim, estou mais calma.

Dimitri se aproximou lentamente de mim e passou os braços pela minha cintura, fiquei tensa no começo, mas acabei relaxando em seus braços e escutei o seu suspiro aliviado. Abracei o russo pela cintura e ele beijou a minha cabeça. –Sabe Roza, eu realmente fiquei com medo de você quando jogou aquele vaso. –Eu apenas ri e dei um leve beliscão na sua cintura. –Sorte a sua ter conseguido desviar a tempo, era pra ter acertado a sua cabeça.

Meu namorado deu uma sonora gargalhada e se afastou um pouco do meu copo pra poder me olhar.

—Então, estou perdoado? –Fiz uma cara de pensativa, mas acabei sorrindo e passando os braços em volta do seu pescoço. –Sim, mas se isso voltar a acontecer eu vou jogar a escrivaninha na sua cabeça e você vai morrer, daí eu te ressuscito só pra poder jogar ela na sua cabeça de novo. Estamos entendidos? –Dimitri se aproximou ainda mais e me sentou na escrivaninha, cruzei as pernas em torno da sua cintura e senti o aperto em minhas costas aumentar. –Sim senhora.

Dimitri desceu os lábios sobre os meus e nos beijamos lentamente por um bom tempo, mas logo as coisas começaram a esquentar, os toques ficaram mais exigentes, as línguas ficaram mais afoitas, senti os meus seios ficando entumecidos e o volume da calça de Dimitri contra as minhas coxas.

Colei ainda mais o meu corpo ao dele e comecei a subir a sua camiseta lentamente enquanto arranhava cada pedaço de pele que surgia, logo o tecido se encontrava no chão e eu salivava diante do tanquinho maravilhoso do meu namorado. Voltamos a nos beijar e Dimitri sem nos tirar da posição em que estávamos me levantou e nos deitou na minha cama, ele se apoiava sobre os braços pra não deixar que o peso dele me esmagasse, mas mesmo assim eu sentia cada pedaço do seu corpo contra o meu e isso era maravilhoso.

O russo beijava o meu pescoço enquanto eu arranhava as suas costas, tinha certeza que aquilo deixaria marcas, em nós dois. Gemi alto e cravei as minhas unhas em seus ombros quando ele mordeu com vontade o meu pescoço, passando a língua para aliviar a marca momentos depois.

Dimitri levantou a cabeça e olhou pra mim, em seus olhos eu podia ver a pergunta, ele queria saber se eu tinha certeza, apenas sorri pra ele e acenei levemente, meu namorado entendeu o recado e suas mãos desceram pra barra da minha blusinha de pijama, arqueei o corpo e ela logo estava fora do meu corpo, eu não estava usando sutiã então senti meu rosto ficando vermelho de vergonha quando vi Dimitri olhando pros meus seios fixamente.

—Você é linda Roza! –Eu apenas o puxei pelo pescoço e comecei a distribuir beijos por ali, Dimitri gemia baixinho e eu não estava muito diferente, ele passava as mãos delicadamente pelos meus seios e eu já estava ficando louca.

Nossas roupas foram sumindo aos poucos e quando nada mais nos separava, vi Dimitri estendendo a mão até a sua carteira e tirando de lá o pacote luminoso, respirei fundo e sorri, isso estava realmente acontecendo.

Dimitri foi o mais carinhoso possível e ficou um bom tempo dando suaves beijos pelo meu rosto enquanto esperava eu me acostumar com a sensação, não era uma coisa confortável, ainda mais com o tamanho do meu namorado, mas não era nem de longe tão horrível quanto eu já tinha escutado.

Algum tempo depois, eu voltei a cruzar as pernas em volta da cintura dele em um claro sinal pra que ele começasse a se mover, Dimitri entendeu o recado e começou a estocar lentamente, aos poucos o desconforto foi dando lugar a uma sensação boa, na verdade a uma sensação ótima, quando dei por mim já estava gritando pra ele ir mais rápido.

Algum tempo demais atingimos o orgasmo juntos e eu juro que pude ver o meu quarto brilhando, como se estivesse acontecendo à explosão de uma supernova bem ali dentro.

Ficamos algum tempo regularizando as nossas respirações e logo Dimitri se levantou e foi ao banheiro descartar o preservativo, rapidamente ele estava de volta se deitando ao meu lado e me puxando pra ficar com a cabeça deitada em seu peito. Passamos um bom tempo assim, apenas sentindo as batidas do coração um do outro.

—Roza, você tá bem? Eu te machuquei? –Sorri diante da sua preocupação e entrelacei nossas mãos. –Não, foi incrível. Obrigada por ter sido tão carinhoso comigo. –Mesmo sem olha-lo eu sabia que Dimitri estava sorrindo. –Eu te amo. –Apoiei a cabeça no seu peito e olhei em seus olhos. –Eu também te amo meu amor.

Olhei para o relógio e vi que já se passavam das sete horas da noite.

—E agora eu acho que você tem que ir embora, a menos que queira que a minha mãe nos pegue assim. Ela disse que o turno dela terminava às sete e meia. –Dimitri olhou pra mim com os olhos arregalados e se levantou rapidamente, eu ri do seu desespero, mas apenas me levantei com o lençol em volta de mim e fui em direção ao banheiro, tomei uma ducha rápida só pra tirar o suor do corpo e voltei pro quarto vestida novamente com o meu pijama rosa.

Dimitri já estava completamente vestido e parecia estar me esperando, assim que me viu se levantou rapidamente e me pegou no colo. –Vamos descer porque eu tenho que ir embora. –Ele deu um beijo estalado nos meus lábios e saiu do quarto, comecei a rir diante da cena. –Sabe camarada, eu sei andar. –Dimitri ainda me carregava no colo enquanto descia as escadas e não parecia querer me soltar. –Eu sei, mas gosto de te carregar. –Eu é que não iria reclamar né? Apenas deitei minha cabeça em seus ombros e esperei até chegarmos à porta.

Desci do seu colo e lhe dei um beijo demorado, eu estava com uma leve ardência entre as pernas, mas isso não era importante, nada mais era importante além do fato de que eu havia acabado de ter a minha primeira vez com o cara que eu amava.

—Tchau Roza, até amanhã. –Dimitri me deu mais um beijo bem demorado e eu abri a porta de uma vez, minha mãe poderia chegar a qualquer momento. –Tchau camarada, sonhe comigo. –Dimitri sorriu e apenas confirmou com a cabeça, me deu mais um selinho a foi embora.

Eu fechei a porta e me joguei no sofá mesmo, meu rosto já estava ficando dolorido de tanto sorrir, mas eu não conseguia parar, estava me sentindo extremamente feliz. Tasha não ia conseguir nos separar, eu não ia acreditar em nenhuma armação dela.

Eu estava convicta de que não deixaria Tasha estragar a minha relação, embora no meu íntimo algo me dissesse que ela era capaz de mais do que somente uma simples armação.

Meus pensamentos foram interrompidos quando escutei a campainha tocar. Será que Dimitri tinha esquecido alguma coisa? Me levantei num pulo e corri pra abrir a porta.

—Oi Rose.

—Tasha, abaixa a arma!

Notas finais
Eu disse que muitas emoções iriam rolar no final da fic né?? Pois então kkkkkkkkkkkkkkk... Leitores fantasmas, a fic tá acabando então podem aparecer viu? E aos meus leitores queridos, o que acham de fazer essa autora feliz e recomendar a fic em? Me deem esse presente, eu ficaria extremamente feliz se alguém recomendasse a minha fanfic nessa reta final... Até o próximo capituloooo. Beijoooooooos!!!!