Notas iniciais
Não sei se irão gostar, mas obrigado quem ler. ^^
Em um dia sábado de sol, perto do final do dia, em uma cidade linda e calma como Chicago, Illinóis, nos Estados Unidos, Evellyn, resolveu andar pela cidade a esmo como faz todos os sábados para refletir, espairecer-se, pôr os pensamentos em ordem. Uma moça de 20 anos, de cabelos longos, pretos, com 1,70 de altura. Era humilde, apaixonada por ficção, contos sobrenaturais e coisas antigas. Ela era muito conhecida na cidade. Andava sorridente, cumprimentando a todos, gentil e doce como sempre, pensando na vida, em seus futuros planos, e no quanto é grata pelo que Deus teve feito em sua vida. Seu bom humor era inabalável. Enquanto andava devagar, acabou chutando por acaso um objeto, brilhante, que cabia perfeitamente na palma de sua mão. Ao pegá-lo, observou curiosamente os detalhes e as escritas em alto relevo no colar. Eram escritas antigas, podendo-se dizer que estavam escritas em uma língua morta, o latim. O colar parecia ser comum, mas na verdade, era o contrário, muito especial e importante e era exatamente ela que deveria ter pego, porém, ela não tinha ciência disto e muito menos pensaria isso. O colar era como um pentagrama, uma estrela de 5 pontas com um símbolo em cada uma das pontas, dentro de uma esfera, cuja tal, era a parte que estava as escritas. Simplesmente pegou-o e colocou no bolso, sorriu e continuou andando. Na rua de sua casa, resolveu ir à casa de seu melhor amigo, Daniel Raymond, que morava duas quadras antes da sua, e foi então que na rua deserta, somente o vento balançando as folhas das árvores, parou por um momento, desligou-se do mundo e teve a primeira visão de muitas outras que teria no futuro. Seus olhos brilharam uma vez, emitindo uma luz azul na íris de seu olho. Em sua visão, ela encontrava-se sozinha, no escuro, em uma rua deserta, sendo cercada por 6 homens de preto até que uma luz branca saiu dela... e foi quando acordou e voltou pra realidade. Perplexa, sem ter o que pensar, ficou ali, estupefata, parada por um instante tentando entender o que de fato aconteceu. Com uma expressão de medo e de dúvida, continuou andando em direção à casa de seu amigo. Ela disse em pensamento que não contaria isso a ninguém, nem mesmo a seus pais ou seu melhor amigo. Chegando no portão da casa de Daniel...
– (Palmas) Daaaaan! (Palmas) – gritou ela pelo lado de fora da casa.
– Quem será que está batendo a essa hora... Eveh! Oii! Entre aí, o portão está aberto. Quanto tempo a gente não se fala– respondeu ele sorrindo.
– (Risos) é verdade. Tenho andado um pouco ocupada, sabe? Mas e aí, tudo bem com você? – perguntou ela na porta.
– Ah ata, sim, sim, estou bem. Acordei agora, não liga pra cara de sono (risos). – respondeu Daniel bocejando.
Ao entrar na casa, os dois se abraçaram e ele a convidou para tomar ou comer algo. Evellyn sempre foi uma moça de bom coração, dava-se bem com todos ao seu redor, e ainda mais com Daniel, seu melhor amigo. Os dois conversaram por horas e horas, contando o que aconteceu na vida do outro... Evellyn, de repente, no momento de silêncio entre os dois, retira do bolso com uma expressão de felicidade no rosto, o colar que encontrou jogado no chão e mostra-o a Daniel. Ele ficou em dúvida o que era, sabendo um pouco de latim, ficou um pouco surpreso ao olha-lo e ficando ainda mais perplexo ao conseguir uma tradução aproximada das escritas em latim. Pensando consigo mesmo, tentando formar uma frase, mas infelizmente não conseguiu. Evellyn ficou esperando ele dizer algo e pediu para traduzir para ela ao menos o que ele entendeu. E acabou deixando-a ainda mais curiosa sobre a origem do objeto.
– Então, segundo as palavras aqui, eu consegui entender palavra por palavra, formar a frase eu não consegui totalmente, até porque estou começando agora latim, mas a tradução seria algo mais ou menos assim:
“trevas, escuridão, poder da alma, expulsar, inferno, graça divina.” – Disse ele com uma expressão de dúvida no rosto.
– Nossa, entendi nada mas realmente é estranho e curioso, mas gostei (risos). Você sabe que gosto desses tipos de coisas. Que tipo de pessoa será que tinha isso!? Me lembra aqueles amuletos de bruxaria (risos), que horror. Vou perguntar para o padre da igreja, talvez ele saiba algo– comentou ela.
Horas se passaram, Evellyn olhou no relógio da sala as horas e viu que estava ficando tarde e levantou-se, para ir embora. Daniel disse a ela para ficar mais um pouco mas ela não hesitou e disse que não podia, pois seus pais estavam à espera dela para ir à igreja. Seus pais eram bem ortodoxos em relação a religião. Sempre iam a igreja semanalmente, as vezes até 2 vezes na semana. Evellyn, desde os 13 anos, começou a se aproximar mais da palavra de Deus, da igreja, e tornou-se uma moça devota, crente da palavra de Deus. Às vezes fazia alguns trabalhos beneficentes quando sobrava-lhe algum tempo. Na igreja que frequentava, era comum alguém conhece-la. Além do mais, sua família era muito amiga do padre. Evellyn tinha ido a igreja com o colar no pescoço, o que encontrou no chão, e no final da missa, foi falar com o padre Fagner, o que achava e conversar sobre. Assim que acabou a celebração, foi até o padre e de longe já o chamava “Padre Fagner!!”. Abraçaram-se e cumprimentaram-se. Ele perguntou a ela, em que podia ajuda-la, se ela estava com algum problema. Ela disse que não era nada demais, que simplesmente queria tirar uma dúvida.
– Padre, o senhor sabe que no cristianismo, existem diversas escrituras em latim, passagens, rituais e tudo mais, né? – Disse ela.
– Sim, minha filha, sei. – Ele respondeu.
– Então, andando pela cidade, de tarde, como faço todos os sábados, eu encontrei esse colar. – Comenta ela enquanto tira-o de dentro da camiseta. Eu fui mostrar para o meu amigo e ele disse que essas escritas estão em latim, porém, ele não conseguiu traduzir muito bem. O senhor consegue entender do que se trata? – perguntou ela.
– Deixe-me ver. – Disse o padre enquanto ela tirava o colar do pescoço. Nossa! Isso é algo bem raro! Segundo a tradução, e analisando ele, o símbolo, a estrela, diria que isso é algo muito especial, pois é um objeto de proteção contra o mal, sendo capaz também de expulsá-lo. Uma vez estudei sobre isso e se eu não me engano, são uma das obras feitas por arcanjos. – Comentou ele enquanto olhava o colar com uma expressão de surpresa.
– Arcanjos? Como assim? E por que seria feito por um arcanjo? Pode me dizer a tradução? – perguntou ela curiosa.
– Então, faz anos que eu estudei sobre isso. Arcanjos são os primeiros anjos, os mais poderosos, líderes dos anjos, o braço direito de Deus, estão no topo da hierarquia celestial. E nesse tipo objeto, é necessário que de alguma forma, impregne parte do poder da graça do arcanjo para torná-lo poderoso e de caráter de proteção. Posso dizer a tradução sim.
“Trevas, escuridão, com o poder da alma e da graça divina, expulso-os para o inferno”. – respondeu ele sorrindo. Era só isso? Desculpe, Evellyn, estou com um pouco de atraso. Tenho que fazer outra celebração. – disse o padre.
– Nossa, estou surpresa e sem ter o que pensar. Você me deixou mais curiosa (risos). Era só isso sim. Muito obrigada e boa noite, padre. – respondeu Evellyn sorrindo.
Era impossível não perceber, mas a cada vez que descobria algo sobre o colar, Evellyn ficava mais intrigada e interessada nele. Colocando o de volta no pescoço, ela virou-se para frente, e tinha um homem, olhando para ela no canto da igreja, mas ela não havia visto ele, pois de certa forma, estava invisível para ela. Indo em direção a porta da igreja ela sai e vai para casa sozinha, pois tinha avisado seus pais que falaria com o padre alguns minutos e que eles poderiam ir embora. Indo para casa, numa rua à meia luz, chegou no portão da casa, abriu-o, virou-se para fechá-lo e olhou de relance para o outro lado da rua, e mal percebeu que tinha um homem do outro lado a observando, no escuro, ao lado da árvore. Quando virou-se em direção a porta, seu coração acelerou e depois que percebeu que alguém a estava olhando. Ao entrar na casa, olhou pela janela para ver se a pessoa ainda estava lá, e não estava. E pensou consigo mesma “Será que estou ficando louca?” “Isso aqui está mexendo comigo” (risos). Sua mãe a observa olhando pela janela e pergunta o que ela estava olhando, logo em seguida, ela respondeu claramente e rápido que não era nada. Disse a mãe dela que não queria jantar e subiu direto para seu quarto. Chegando lá, foi pesquisar em seu notebook mais coisas sobre arcanjos e amuletos de proteção. Ficou horas até que encontrou algo que realmente lhe interessou. Evellyn encontrou uma informação que dizia o seguinte:
“Em pleno século XXI, o que estamos hoje, Deus vai escolher uma pessoa para cumprir uma missão celestial. Um de seus servos e braço direito, o arcanjo Rafael, será o protetor do escolhido ou da escolhida até que o mesmo possa concluir a missão imposta pelo seu senhor em segurança.” Depois de ler essa informação, foi tomar uma xícara de leite, escovou seus dentes, tomou um banho e foi dormir, pois já estava tarde, eram 4 da manhã, e Evellyn precisava acordar as 7.
Notas finais
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