Hazy

3 A despedida


3 horas se passaram desde o momento em que Rafael retornou ao céu. Evellyn já havia andado em círculos e círculos várias vezes, mas não conseguiu sair da floresta, pois era imensa. Rafael, voltou lá, ferido, com sangue em seu sobretudo, assim que Evellyn gritou seu nome...

— Rafaeeeeel!

— Estou aqui.

— Qual é o seu problema, cara!?

— Eu estou cansada de esperar. E você simplesmente some? Seu anjo babaca.

— Oh meu... você está ferido! Que sangue é esse?

— Eu estava em uma batalha no céu. Infelizmente, muitos de nós, temos que lutar para conseguir a paz e a ordem na nossa casa, e, às vezes, isso implica punir e matar alguns de nossos próprios irmãos...

— Irei te levar à sua mãe, para se despedir e para pegar algumas vestes.

Rafael observou a aflição e tristeza nos olhos dela, aproximou-se dela em silêncio, tocou em sua testa e a teletransportou para a frente da casa dela. Evellyn ficou abismada pois nunca havia passado por uma experiência como aquela. Abriu o portão e entrou em casa.

— Mãe? Pai?

— Filha!!! Você sumiu, fiquei preocupada, procurei por horas e horas você, por todo canto. Tive que vi...

– Calma, mãe! É uma longa história, precisamos conversar. Mas antes preciso pegar minhas coisas.

Evellyn pegou uma mala antiga, de tecido, meio antiga, na despensa. Subiu para o seu quarto, pegou algumas coisas que precisaria. Abriu seu guarda roupa, pegou algumas roupas, e outros pertences. Antes de sair do quarto, com a mala cheia, deu uma última olhada e fechou a porta. Desceu para a sala, sua mãe a esperava aflita. Então as duas sentaram-se no sofá da casa, e Evellyn explicou tudo, desde a igreja, que um anjo apareceu, salvou a vida das pessoas lá, e que veio por ela, até sua missão. A mãe de Evellyn, que era crente, muito evangélica, acreditou em cada palavra que sua filha havia lhe dito. Ela contou que foi escolhida por Deus porque tinha uma missão para cumprir... Sua mãe, observou a mala, o rumo da conversa, ficou triste e cabisbaixa pois já havia entendido aonde chegaria.

— Mãe, eu acho que você já entendeu... Deus é está muito acima de nós, e sabe que devemos fazer a vontade dele...

— Sim, filha, eu sei. Eu entendo. Só lamento por ter que te perder.

— Você não está me perdendo, tudo isso é complicado, mas eu não tenho outra escolha. Cabe a mim cumprir a missão. Tentarei voltar quando tudo estiver terminado. Explique tudo para o papai, e diz que o amo.

— Está bem filha, mas se cuide, estarei sempre orando por você. Eu te amo.

— Também te amo.

Evellyn chorou enquanto saia de sua casa. Sua mãe, levantou-se rapidamente do sofá, abriu a porta e chamou pelo seu nome, mas Evellyn já não estava mais lá, pois Rafael havia levado ela para uma cabana no interior de Minnesota. Rafael estava pronto para esclarecer o que ela ainda não estava entendendo. Os dois apareceram em frente a uma velha cabana de madeira, com sinais em latins “invisíveis” por toda a cabana. Eram símbolos de feitiços de proteção, sejam para torna-la “invisível” de possíveis seres e criaturas que pudessem vir atrás de Evellyn ou protege-la de magia negra.

— Onde estamos? Que lugar é esse? – Perguntou Evellyn olhando ao seu redor.

— Este lugar é o mais apropriado que encontrei. Eu observei essa cabana por dias, percebi que está abandonada e resolvi tomar posse.

— Terei que ficar nessa espelunca?

— Temporariamente. – Respondeu Rafael enquanto olhava ao seu redor com olhar de dúvida.

— Vamos, entre logo, não é seguro ficar aqui fora, logo irá escurecer, e tenho coisas a te dizer...