Quando Steve percebeu que não conseguiria achar Gabriel Waincroft sozinho, ele resolveu apelar para uma ajuda. Pegando um cartãozinho que Joe White deu a ele antes de ir embora, ele discou um número de Washington.

Pelo que Joe lhe contou, a garota era maravilhosa em localizar suspeitos. Ela era analista técnica do FBI em quântico. Jerry havia mencionado que seu codinome no mundo hacker era Black Queen, o que ele achava que era uma garota gótica, com roupas pretas...

— Fale e seja reconhecido, mero mortal. – Penelope atendeu ao telefone sem verificar o número. – Alô?

Steve riu baixinho. Ele já gostou da saudação diferente que recebeu da garota.

— Eh.... Meu nome é Steve McGarrett. – Ele tentou não rir de novo. – Eu ganhei seu número de um amigo.

— Eu não quero um encontro. – Penelope disse secamente. – Eu já tenho namorado.

— Eu lidero a Five 0, senhorita. – Ele consertou. – Joe White me deu seu número.

— Oh! – Penelope riu. – Sim, eu o conheço.

— Eu preciso de sua ajuda, por favor. – Steve começou. – Ele me disse que é a melhor nesse ramo. Temos um analista aqui, porém nem ele consegue.

— Eu posso fazer daqui. – Penelope pegou seu notebook. – Se precisar.

— Você pode vir para o Hawaii? – Steve torceu que sim. – Eu preciso de uma ajuda para um servidor anti hackers e preciso que você supervisione.

— Preciso de autorização. – Pen começou a digitar. – Do agente Hotchner. Talvez você fale com ele.

— Perfeito. – Steve sorriu. – Poderia me passar o número?

— Já está no seu e-mail. – Ela disse. – Te vejo em breve.

Penelope desconectou a linha e Steve viu Danny a sua frente, o olhando com uma cara de pensativo.

— Deixe-me adivinhar. – Danno pegou uma das canetas. – Ela disse não?

— Não. – Steve ainda olhava o e-mail com confusão. – Não foi isso.

— Então por que a cara de aneurisma? – Danno provocou o amigo. – Está olhando para seu computador como se tivesse com medo de usar.

— Eu não disse a ela meu email. – Steve estava impressionado. – Ela descobriu sozinha.

— Uau. – Danno ficou impressionado também. – Uma garota descobriu seu email apenas em um clique? Acho que vou trocar as minhas senhas.

— Quando Joe me contou sobre ela eu não acreditei no início. – Steve estava fascinado. – Mas vendo isso, Uau.

— Então? – Chin apareceu na porta. – Ela vem?

— Vou falar com o chefe dele. – Steve respondeu. – Pedindo um empréstimo de duas ou três semanas no máximo.

— E ela é realmente boa? – Chin não duvidava. – Gabriel é paranoico com segurança.

— Bem. – Steve sorriu abertamente. – Ela descobriu meu e-mail sozinha.

— Maravilha. – Chin estava confiante. — Precisamos pegar esse cachorro.

Washington. D.C

— Garcia! Morgan! – Hotch gritou. – Na minha sala agora.

Os dois se olharam ansiosos. Hotch sabia que eles estavam namorando há dois meses, mas esse chamado parecia que eles estavam em algum problema.

Os dois se sentaram na frente o chefe da unidade, nervosos.

— A força tarefa Five 0 pediu sua ajuda para caçar alguém. – Hotch olhou direto para Penelope. – O comandante McGarrett pediu sua ajuda para caçar Gabriel Waincroft.

— Sim senhor. – Penelope contou. – Ele tinha meu número que Joe White deu a ele.

— E você está bem com isso? – Hotch perguntou. – Serão quatro semanas.

— Preciso de um tempo de folga e a equipe poderia usar também. – Penelope teve a ideia. – Afinal temos folgas acumuladas o suficiente.

— Certo. – Hotch havia pensado nisso também. – Então leve Morgan com você.

— Eu iria pedir isso, Hotch. – Derek deu um sorriso malicioso para Penelope. – Prometo me comportar.

— Ok. – Hotch suspirou. – Mas tirem um tempo para ir à praia também.

— Ok, Boss man. – Pen bateu os cílios. – Pronto para ir ao Hawaii com essa deusa?

— Mais do que pronto, Baby Girl. – Ele tentou não beijar ela. – Eu vou adorar.

— Ok. – Hotch estava prestes a rir. – Vão para um quarto ao menos.

Os dois saíram e fizeram suas malas para o Hawaii. Morgan havia parado em uma loja e comprado um maio belíssimo para Penelope usar na praia.

Hawaii...

Quatro dias depois...

Steve, Joe e Danny foram receber Penelope e Derek no aeroporto. Danno estava curioso para conhecer a técnica que Steve lhe falou.

Ele esperava alguém vestida de preto, cabelo escuro e maquiagem gótica completa, porém a mulher que ele viu era mais parecida com um anjo.

— É ela? – Danno estava babando em Penelope. – Tem certeza?

— Sim. – Joe sorriu. – Ela foi recrutada pelo FBI depois de hackear uma empresa de cosméticos. Black Queen era apenas um codinome.

— E o que houve com ela nesse meio tempo? – Danny não conseguia desviar os olhares da mulher e do home ao seu lado. – Digo, ela melhorou para melhor.

— Ela trabalha para a BAU do FBI. – Joe respondeu. – Pegando bandidos atrás de computadores.

— Vai ser um trunfo para a gente. – Steve parecia orgulhoso. – E o homem ao seu lado?

— Derek Morgan. – Joe respondeu. – Atual namorado dela. Depois que o ex dela começou a ficar violento com ela, Penelope o chutou de lado e começou a namorar com ele.

— Penelope... – Danno ficou apaixonado pelo nome. – Que nome lindo.

— Sim. – Penelope teve que concordar. – Assim como Daniel.

Danny corou. Era um elogio maravilhoso e puro.

— Penelope. – Ela apertou a mão de Danny. – E você deve ser Steve.

— Prazer. – Ele apertou a mão dela de volta. – Você deve ser Derek Morgan.

— Prazer. – Ele apertou a mão dos homens. — Senhor White, Detetive.

— Me chame de Danny. – Danno corrigiu. — Obrigado por vir.

— Imagina. – Ela girou para Derek. – Podemos ir ao hotel antes ou quer que eu me teletransporte para a sede da Five 0?

— Vamos conhecer o resto do pessoal. – Steve pediu. – E depois levo vocês ao Hilton.

Eles sorriam. Penelope se sentou ao lado de Derek e adormeceu por alguns minutos. Os três homens restantes viram como era a troca de carinho entre os dois.

Chin, Kono, Lou e Jerry esperavam ansiosos. Até Eric veio para conhecer Penelope.

Quando o elevador abriu e a loira curvilínea saiu de dentro, todos olharam para ele. Jerry suava de nervosismo. Ele conhecia todo o trabalho dela e as coisas maravilhosas. Era seu sonho sendo realizado.

Kono ficou impressionada com as cores vibrantes que ela usava em seu vestido. O cabelo loiro e os lábios vermelhos dela. Ela corou com essa linha de pensamento.

Chin sabia que ela veio aqui para instalar os servidores a prova de Hackers, mas não podia deixar de sorrir pelos enfeites no cabelo dela. Era como um borrão de cor num mundo de dor. E se ela podia ajudar a pegar Gabriel, ele ficaria feliz.

Lou pensou em Samantha e como sua filha adoraria conhecer Penelope. Eram duas garotas afinal. Ele sabia que Pen poderia dar uma ajuda nos pesadelos de Samantha. E talvez conselhos sobre segurança online.

Eric pensou em como seria ter uma garota assim com ele. Ela era curvilínea, sexy e sabia que o homem com a mão na cintura dela possessivamente era seu namorado. E ele não queria perder os dentes tentando algo.

— Pessoal. – Steve apresentou Penelope. – Penelope Garcia e Derek Morgan. Eles são do FBI. A senhorita Garcia veio ajudar a instalar os servidores novos.

— Ela também foi hacker por vários anos. – Joe tomou a frente. – Com Gabriel Waincroft precisamos combater fogo com fogo. E como ela é hacker, tudo o que ela faz agora é legalizado e aprovado, ela vai instalar códigos e passes para buscar por qualquer movimento desse cretino.

— Precisamos de ajuda. – Chin ofereceu a mão. – Chin Ho Kelly.

— Prazer. – Ela sorriu. – Vocês devem ser Kono Kalakaua, Lou Grover, Eric Russo e Jerry Ortega. É um prazer conhecer todos. Eu ficaria por aqui, porém enquanto Derek leva as malas para o hotel, eu vou começar a instalar os códigos.

— Posso ajudar. – Jerry falou. – Se você quiser.

— Claro. – Penelope pegou a bolsa do notebook dela. – Pronto para um combate Jerry?

— Com certeza. – Ele sorriu. – Podemos conversar sobre seu passado hacker?

— Você sabe sobre meu passado hacker? – Penelope estava impressionada. – Eu adoraria conversar sobre isso.

— Maravilha. – Jerry sorriu e olhou para Steve. – Obrigado chefe.

— Esses dois vão ser amigos rápido. – Danno disse com sarcasmo. – Muitos papos sobre Hackers.

— Eles vão ser amigos. – Derek concordou. – Eu vou ao hotel colocar as malas.

O dia passou voando. Penelope e Jerry conversaram sobre tudo um pouco. Desde conspirações a códigos de programas.

A primeira noite no Hawaii foi mágica. Derek a levou para caminhar na praia e eles fizeram amor sob as estrelas em uma praia deserta.

Se passaram mais uma semana e as coisas começaram a ficar estranhas para Penelope. Ela poderia jurar que alguém a estava observando de longe. Então quando ela entrou em uma cabine algo a pegou por trás e um pano com clorofórmio foi pressionado nela.

O agressor era extremamente forte e ela não pode lutar. O sedativo entrou nela e Penelope ficou à mercê do homem. A arrastando para fora por uma porta adjacente, ele a colocou no carro e arrancou e lá.

Steve e Derek estranharam a demora de Penelope. Eles estavam almoçando com ela, na reunião sobre os programas que ela ainda precisaria instalar.

Entrando no banheiro, Derek viu o celular dela caído no chão e a porta adjacente aberta. Penelope havia sido levada.

Steve ligou para Danny e avisou sobre o sequestro. Eles sabiam quem tinha sido.