Hawaii

2 Buscando por Penelope.


A foto de Penelope estava sob a mesa de Chin. Ele jurava que iria encontrar
Gabriel e mergulhar sua cabeça em um pote de ácido, só por machucar Penelope.

Ela havia chegado para ajudar a capturar Gabriel e ao invés disso, ele a havia capturado. Olhando para Derek, ele estava bastante abalado. Ele não sabia se Derek viveria depois de perder Penelope.

Chin sabia que ele afundaria como ele fez quando Malia fora assassinada. Não era algo que alguém devesse passar. Penelope era inocente, assim como Malia.

Levantando da cadeira, ele pode ver Jerry em um canto, triste. Eles se tornaram bastante amigos na última semana. Ele deixou suas lágrimas saírem.

Kono era outra que estava chateada. Ela havia trocado ideias sobre romance e maquiagem com Penelope e conversado sobre seus sentimentos sobre Adam.

Lou e Eric em silêncio. Eric tinha um respeito que ele nunca viu no jovem. Um pouco era medo de Derek o machucar se ele tocasse em Penelope. Lou não era muito claro sobre seus sentimentos.

Steve, Danny e Joe estavam no escritório em uma reunião particular.

Ele precisava de um pouco de ar. Ele se sentia sufocado nesse espaço.

— Chin! – Kono o chamou. – Onde você vai?

— Preciso de café. – Ele disse. – Preciso tirar essa sensação horrível.

— Não é sua culpa. – Ela abraçou o primo. – Você sabe disso.

— O que ele está fazendo com ela, Kono? – Chin começou a chorar. – Por que ele está fazendo isso?

Ela não tinha nenhuma resposta.

Local desconhecido...

Gabriel amarrou Penelope a uma poltrona e colocou uma venda nos olhos dela. Era como se fosse realmente uma prisioneira de guerra.

Lembrava um pouco de Spencer na situação Hankel.

Penelope acordou com a cabeça girando feito um pião. Tudo doía. Suas mãos estavam presas, assim como suas pernas. Ela percebeu a suavidade da venda em seus olhos e a dor em seu rosto.

Ele provavelmente a agrediu enquanto ela estava desmaiada.

— Parece que você acordou. – Ela ouviu Gabriel falar. – Ótimo. Agora vamos resolver esse problema.

Ela não sabia se dizia algo. Qualquer movimento a fazia se sentir enjoada. Ela não havia comido nada no que pareciam ser seis horas. Era o tempo que levava para ela sentir fome outra vez.

Qualquer coisa que ela fizesse, iria sair caro paro.

— Diga algo, senhorita Garcia. – Gabriel começou a massagear seus ombros. – Estou esperando gatinha.

— Eu não sei o que você quer que eu diga. – Penelope tentou não fazer a vontade do psicopata. – E eu não sei quem você acha que eu sou o que eu posso oferecer.

— Você trabalha para a Five 0 durante uma semana. – Gabriel passou o dedo por baixo da alça do vestido dela. – E não sabe quem sou eu. Ou o que eu quero.

— Por favor. – Penelope tentou se mover, mas Gabriel a segurou. – Apenas me deixe ir. Eu prometo que não conto para ninguém.

— Você não vai sair daqui doçura. – Ele beijou seu pescoço. – Eu preciso contatar seus amigos da Five 0 para negociar.

— Não me deixe aqui sozinha. – Ela sabia que era errado implorar. – Pelo menos tire a venda.

Gabriel riu e fechou a porta, sem uma resposta qualquer. Ela ficou sozinha e no escuro, ainda com a venda nos olhos.

Steve sentiu o celular vibrar. “Número desconhecido” piscou na identificação do telefone e ele sabia quem seria.

— Gente! – Ele gritou, reunindo o pessoal. – É ele ligando!

Chin correu para a frente e esperou que Steve desse a chance de ele negociar. Por enquanto, ele deixaria McGarrett convencer Gabriel a soltar Penelope.

— McGarrett. – Steve ouviu o tom ocupado. – Alô?

— Olá Steve. – Gabriel começou. – Bom ouvir sua voz.

— Onde ela está? – Steve estava nervoso. – Sabe que pode ter uma chance de viver se soltar ela.

— E desistir da minha única vantagem? – Gabriel estava ameaçador. – Acho que não. Só o que precisa saber é que ela está viva e praticamente inteira.

— Praticamente? – Derek sussurrou. – Filho da puta!

— O que quer dizer com isso? – Steve ficou com raiva. – O que você fez com ela?

— Dei umas porradas nela. – Ele riu maldoso. – Olho roxo naquela pela pálida dela. Acha que o namorado dela vai gostar dessa cor? Soube que ela pode ser interessante por baixo daquele vestido lindo dela.

— Seu filho da puta! – Derek gritou. – Deixe ela em paz.

— Oh! – Gabriel finalmente teve seu clímax. – Agente Morgan. Bom ouvir você.

— Eu vou te encontrar. – Derek jurou. – E vou bater muito em você.

— Onde Chin está? – Gabriel mudou de assunto. – Ainda está pensando em me pegar? Bem, tenho um trato. Dois de vocês vem até mim e um pode sair com Penelope.

— Qual a pegadinha? – Steve retomou o controle. – Com você sempre tem uma.

— Chin precisa estar aqui. – Gabriel respondeu. – E outro pode pegar Penelope. Ela vai estar viva, apenas não garanto por muito tempo.

— O que você fez? – Chin falou pela primeira vez. – O que fez com ela?

— Injetei uma neurotoxina nela. – Gabriel lembrou de todos os gritos. – Ela foi bem selvagem lutando contra meus homens.

Derek xingou Gabriel longe do telefone. Como perfilador ele sabia que isso só iria deixar ele mais motivado. E não era o que ele queria. Sentando em um banco do lado de fora do escritório, ele fechou os olhos e chorou.

Jerry e Eric logo estavam ao lado dele. Ambos foram obrigados a sair por medo de gritar. Nenhum deles disse uma palavra. Era tão surreal que eles esperavam que fosse ma brincadeira ou um pesadelo.

— Ela vai ficar bem. – Eric murmurou. – Ela é uma lutadora.

— Eu tenho medo, Eric. – Derek ainda não conseguiu parar as lágrimas. – Eu resolvi pedir ela em casamento na semana que vem, ao pôr do sol em Waikiki. Agora, eu não posso fazer isso.

— Falou com seu chefe? – Jerry perguntou, distraído. – Talvez eles possam ajudar.

— Vai levar a noite toda antes de eles chegarem aqui. – Derek respondeu. – O encontro vai ser antes disso.

Dentro do HQ da Five 0, Steve e Chin repassavam o plano. Gabriel deu a localização de um local afastado. Derek não poderia se envolver nesse resgate. Foram ordens de Gabriel e se não fossem cumpridas, Penelope seria morta.

— Steve vai levar Penelope para o carro e correr com ela para o hospital. – Chin passou com Lou e Kono. – Eu vou ficar por lá com Gabriel. Garantam que o hospital tenha a antitoxina pronta assim que ele chegar.

— Sabemos o que ele injetou nela? – Lou perguntou. – E o que reverte?

— A droga é uma betabloqueadora de batimentos. – Steve mostrou. – Ela bloqueia a respiração da pessoa, a levando para um estado de morte em vida. É como se a pessoa estivesse morta, porém ela ainda está viva.

— Isso significa que Penelope está nesse estado agora? – Danno sentiu um frio atravessar sua espinha. – Quanto tempo temos?

— Duas horas no máximo. – Steve pegou as chaves do SUV empestado. – Precisamos ir agora, Chin.

Ele se despiu dos seus amigos e colocou uma mão de apoio em Derek.

— Nós vamos trazer sua noiva. – Chin afirmou. –Apenas aguarde.

Derek apenas olhou e abaixou a cabeça. Os dois homens entraram no SUV e arrancaram para o armazém.

Penelope estava deitada no chão, tão parada que assustava quem via. Gabriel até jogou duas rosas ao redor dela.

As enfermeiras procuraram Glucagon para anular os efeitos da droga. Estava tudo pronto. Um helicóptero foi escondido há pelos menos 20 KM do local para Steve usar. Ele precisaria usar de qualquer maneira. Danny e Kono estariam por lá.

Quando Penelope instalou os sistemas para a Five 0 tornou os celulares deles também impenetráveis para Gabriel. Então, eles mandaram mensagens através de um programa seguro.

Joe seria o piloto do helicóptero. Eles precisariam de toda a ajuda. Lou ficou esperando no hospital. Era uma situação complicada.

Steve e Chin chegaram ao armazém vinte minutos depois. Eles sabiam que o que veriam seria difícil de apagar da mente.

Penelope deitada no chão, com rosas ao redor e Gabriel com uma arma na direção deles.

— Que bom que vocês chegaram. – Gabriel zombou. – Pode levar ela, McGarrett. Eu só quero o Chin aqui.

— Steve. – Chin o tirou de sua nevoa de dor. – Leve-a agora.

Ele guardou a arma e pegou Penelope em seus braços. A levando para fora, ele a colocou no SUV, amarrou o cinto de segurança e correu o mais rápido para o helicóptero.

Derek foi com Jerry e Eric para o hospital. Ele nunca achou que veria Pen em um de novo.

— Então, Chin. – Gabriel ainda manteve a arma para ele. – Finalmente vamos ter um final.

— Eu sempre respeitei sua irmã. – Chin começou. – Mas você, você sempre foi uma praga.

— Você dormiu com minha irmã! – Gabriel gritou. – Me fez ser preso por matar seu pai e outro cara.

— Você esperava um afago na cabeça e um bom menino? – Chin zombou. – Você acabou com sua vida quando se tornou chefe de cartel.

— Ah por favor! – Gabriel se sentou na cadeira. – Me poupe do discurso de merda.

— Você deveria maneirar suas palavras. – Chin estava nervoso. – Eu nunca desrespeitei sua irmã. Mas você só deu decepção a ela.

— Filho da puta! – Gabriel mirou a arma em Chin. – Você vai me pagar.

Dois tiros soaram no interior do armazém. Chin segurou o ombro ferido e viu Gabriel cair morto com um tiro na testa.

Pegando o celular, ele telefonou para uma ambulância e para Duke, contando sobre o que o ex cunhado fez.

Steve não podia voltar agora. Penelope precisava de ajuda antes de qualquer coisa nesse momento.

A colocando no helicóptero, com ajuda de Danny e Kono Joe levantou voo e foi em direção ao hospital. Ele segurava a mão de Penelope apenas para saber que ela estava ainda com eles.

Derek estava cansado de tudo o que estava acontecendo. A falta de notícias da mulher que roubou seu coração, era tudo muito complicado.

Ele ouviu o helicóptero voando em direção ao hospital e sabia que Penelope estava chegando. Houve uma onda de enfermeiras, preparando tudo o que precisava para trazer Penelope de volta.

Uma vez em terra, ela foi colocada na maca e o antídoto administrado em sua veia.

Ela foi levada para a sala de exame, com uma IV conectada em uma das mãos e oxigênio diretamente no nariz.

Agora com Gabriel fora do caminho e Penelope salva, eles poderiam finalmente começar uma família.