Conforme as horas iam passando, Chin e Derek nunca deixaram o lado de Penelope. Ela precisava ficar na UTI para garantir que nada de ruim aconteceria com ela.

Chin ainda reproduzia as imagens na sua mente. Ela estava em uma posição de morte no chão, com rosas espalhadas no chão. Isso o fez ter vontade vomitar.

— Está tudo bem? – Derek perguntou. – Desculpe te assustar.

— Só estou pensando. – Chin respondeu. – Ainda posso ver ela naquele chão.

— Eu não quero saber. – Derek pegou a mão dela na sua. – Ainda dói saber que quase a perdermos.

— Mas nós não. – Chin estava orgulho de si mesmo. – Eu sei que não senti pena em matar aquele merda.

— Eu não esperaria menos de você. – Derek confessou. – E eu sei que isso me torna uma pessoa horrível, mas ele mereceu.

— Foram horas horríveis. – Chin traço a bochecha de Penelope com o dedo. – Eu só preciso sentir que não a perdemos.

— Ela tem isso, né? – Derek sorriu. – De fazer as pessoas sentirem medo de perder ela.

— É por isso que você quer casar com ela? – Chin o olhava com admiração. – Perdi a Malia em um caso da Five 0. Eu matei o assassino, mas não me senti melhor com isso.

— Ainda dói. – Derek era perfilador antes de tudo. – Eu sei como é perder alguém que se ama. Pen levou um tiro alguns anos atrás. Eu não sei, meu coração havia parado quando a vi.

— Eu tenho uma coisa. – Chin puxou uma caixa de veludo. – Era de Malia. Dei a ela na primeira vez. Pouco antes de nos separarmos a primeira vez. Ela gostaria que isso fosse para alguém tão pura de coração quanto ela.

Derek abriu a caixa e sorriu. Era o anel de Malia. Ele entendeu o porquê Chin deu a ele.

Ele queria que Penelope sempre se lembrasse da Five 0.

— Obrigado. – Derek o agradeceu com um sorriso. – É perfeito.

2 anos depois...

Faziam dois anos desde que a situação toda aconteceu no Hawaii. Eles nunca perderam contatos com a equipe. Nem quando Chin foi transferido para São Francisco para começar a nova força tarefa.

Penelope e Derek se casaram em Waikiki com a presença da equipe da BAU e da Five 0 um ano atrás. E eles estavam tão felizes.

Isso só multiplicou quando Penelope que esperava dois meninos. Depois de comparar nomes eles chegaram a dois nomes especiais.

Steve Spencer Morgan e Daniel David Morgan-Garcia.

A medida que o tempo de gravidez de Penelope evoluía, os dois rapazes vieram passar suas férias no continente. Danny trouxe Grace com ele para conhecer Garcia.

Eles ficaram com ela na casa que dividia com Derek. Ela estava de oito meses.

A equipe estava na Califórnia atrás de um psicopata e as dores dela estavam começando a preocupar. Ela ficou em casa com seus “guardas” por ordens do médico.

Levantando da cadeira, ela dobrou no chão em um grito. Olhando para baixo ela viu agua e sabia muito bem o que aconteceu. Sua bolsa acabara de romper.

Steve estava conversando com Danny sobre o restaurante que eles queriam abrir quando ouviu o grito de dor vinda sala. Largando os ovos que estava fazendo, ele correu para ela.

— Penelope. – Ele a fez olhar para ele. – O que está errado?

— Minha bolsa. – Ela gesticulou para baixo. – Eu acho que estou em trabalho de parto.

— Danny! – Steve chamou o amigo. – Precisamos levar ela ao hospital.

Descendo com a bolsa do bebê em suas mãos, Danny ajudou Steve a levantar Penelope do chão com cuidado. Eles não falaram uma palavra sobre Danny saber o que fazer.

A colocando no carro, Steve pegou a direção da SUV enquanto Danno foi atrás com Penelope. Ele estava calmo com a situação. Dois filhos deram a ele experiência suficiente para saber o que fazer.

Steve acelerou tudo o que podia com a sirene até o hospital e pela primeira vez, Danny sentiu que isso era bom.

— Relaxe, ok? – Danny ajudou Penelope. – Respire e inspire.

— Derek. – Ela ficou com medo. – Eu preciso de Derek.

— Ele saiu de lá hoje de manhã. – Steve falou da frente. – Eu liguei avisando que você não se sentia bem. E sinto muito se for errado.

— Obrigado. – Ela gemeu quando outra contração passou por ela. – Eu tenho dois bebês prontos para nascer e tenho medo de não aguentar.

— Derek me mandou uma mensagem. – Steve a fez relaxar. – Ele está no caminho para o hospital direto do aeroporto.

— Ouch! – Ela gemeu de novo. – Elas estão vindo rápidas.

— Quanto em quanto tempo? – Danny sabia como funcionava. – Vamos Pen. Relaxe.

— Dez em dez. – Ela respirou. – Eles estão ficando cada vez mais difíceis.

— Deus. – Steve se virou. – Temos um problema.

A frente deles, no caminho para a maternidade havia um acidente.

— Ei! – Seve buzinou. – Precisamos assar por favor. Há uma mulher em trabalho de parto aqui.

— Sinto muito senhor. – O guarda viu Penelope. – Vai demorar no máximo uma hora.

— Não temos uma hora! – Steve gritou. – Ela está em trabalho de parto.

— Steve! – Danny gritou. – Temos um problema!

— Oh, droga! – Steve olhou para trás e suspirou. – Não vai dar tempo de um helicóptero chegar. Peça essa droga de helicóptero. Mas acho que é hora de empurrar Penelope.

— Certo. – O guarda correu para a viatura. – Precisamos de um helicóptero agora. Uma mulher está tendo um bebê!

— Dois bebês! – Derek gritou no meio dos carros. – Baby Girl, estou aqui.

— Derek. – Ela disse, no meio de uma contração. – Você não estava indo para o hospital?

— Fiquei preso também. – Derek confessou. – Ok Danny, eu vou assumir.

Danno mudou para perto de Steve. Ambos se olharam. As piores situações de bombas não ajudaram Steve nesse momento.

— Ok. – Ele respirou fundo. – Você precisa empurrar com toda a força.

— Ahhh! – Penelope fez força. – Dói demais.

— Eu sei, Baby Girl. – Derek a acalmou. – Eu sei, mas você precisa ser forte.

— Vamos mais uma Penelope. – Danno a animou. – Vá!

— Ahhh! – Ela gemeu e sentiu algo rasgado. – Nãããoo.

Um choro de bebê ecoou pelo entorno e ela sabia que um bebê havia nascido. Os outros motoristas, sairiam de seus carros e olhavam curiosos para a cena.

— Garanta que o bebê esteja bem. – Steve passou o bebê para Danno. – Pronta para o segundo?

— Sim! – Steve nem precisou pedir. – Ahhh.

Em poucos minutos o último dos bebês nasceu. Um helicóptero sobrevoou o lugar e os paramédicos acomodaram Penelope, Derek e os bebês e partiram para o hospital.

Steve e Danny olhavam com admiração para o que acabaram de fazer.

Penelope descansava no hospital enquanto Steve e Danny estava no bercinho ao seu lado. Os homônimos ainda não sabiam sobre a homenagem.

Quando McGarrett e Willians chegaram ao hospital, eles procuraram seus amigos.

— Já conhecem os meninos? – Derek os chamou com o dedo. – Daniel E Steve.

— São lindos. – Steve respondeu. – E tem nomes lindos.

Ambos riram. Eles ficaram felizes em serem escolhidos como padrinhos dos meninos.

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