Pov. Sasuke

Olho a luz que estava tão distante deixo um pequeno sorriso me escapar, mas nada mais me consolava sabia que estava marcando uma guerra com o mundo de baixo e de cima e poucos iram sobreviver.

­­— Que bom que sabe disso irmãozinho tolo. – viro— me, dando de cara com o Itachi.

— O que está fazendo aqui? – levanto— me rapidamente ficando em postura de ataque.

— Apenas um aviso. – o vejo dar um passo em minha direção, logo parando. – Você está colocando todos em perigo.

— Eu não me importo. – digo com a voz áspera.

— Você irá colocar o mundo em perigo por causa de uma humana!? — escuto a última palavra ser pronunciada com ódio.

— Vou e não me importa o que você diga.

— Você sabe como acaba a historia, vai deixar tudo se repetir?— sinto uma pontada no coração.

— Cala a boca. – o olho repreendendo— o.

— A jovem Sakura vai morrer. É o seu destino até o fim dos tempos, deixe— a pagar pelos seus pecados! Mas não, você sempre tem que se interromper e acaba, como sempre, sendo mandado pro inferno! — ele grita vindo para cima de mim.

— O problema é meu. – desvio do seu murro.

— Sabe como é doloroso para mim, lhe ver sendo torturado? – ele me olha com desprezo se afastando de mim.

— Eu não me importo! Por que está aqui?

— Apenas tentando lhe salvar. – vejo seu olhar se perder, mas logo volta com mais raiva ainda.

— Não preciso de salvação.

— você quem sabe. – e desaparece me deixando sozinho em meio a grandes dúvidas eternas.

Pov. Sakura

Abro a janela do meu quarto, dando de cara com a lua cheia. Respiro o aroma doce da floresta à noite, fecho meus olhos e me deixo guiar pelos meus sentimentos. É quando sinto seu abraço por trás, fazendo eu me arrepiar toda.

— O que você está fazendo aqui? – pergunto, ainda de costas para ele.

— Me deu vontade de vir. – se afasta, sentando— se na minha cama.

— Nada mudou.

— Ainda não, vem cá. – eu o olho com aquele lindo jeito possessivo.

— sempre possessivo? — sinto seu braço ser colocado ao redor minha cintura, me puxando para cima dele.

— pergunta errada. – ele murmura no meu ouvido, mordendo devagar a minha orelha.

— o que você está fazendo? – coloco a mão no seu cabelo e puxo devagar, o fazendo olhar nos meus olhos.

— Algo que devia ter feito há muito tempo.

Sinto seu lábio frio em contato com o meu, fazendo o perfeito contraste de quente e frio. Coloco minha mão na sua nuca para aproximar ainda mais o nosso contato, se isso é possível.

— Calma, flor de cerejeira. Se lembre de que ainda precisamos de ar. – ele murmura contra meus lábios.

— to pouco me importando com o ar, eu quero você. — puxo seu rosto novamente, iniciando outro beijo.

Mas novamente o ar faz com que nos separaremos, o fazendo colar seu lábio no meu pescoço mordendo e ora lambendo. Sinto uma excitação incrível tomar conta do meu corpo e o arqueio em direção ao seu. Suas mãos fortes puxam minha perna para cima do seu corpo, fazendo nossas intimidades se aproximarem de maneira deliciosa. Puxo a barra da sua blusa até finalmente a tirar, a jogando longe de nós. O vejo me olhar de maneira interrogativa, mas apenas sorrio em resposta às suas duvidas.

— Não acha que eu estou em desvantagem? – ele me pergunta com um sorriso safado no rosto.

— Será? – eu o vejo se sentando à minha frente.

— tenho certeza. – me puxou, fazendo eu me sentar no seu colo.

— então você tem que resolver isso, não acha? – pergunto em meio a risadas.

— tenho certeza. – suas mãos geladas vão até a minha blusa e a puxam para cima, a retirando.

— satisfeito? – eu pergunto, o vendo ficar sério.

— só irei ficar satisfeito quando você estiver nua na minha frente. – ele diz me olhando seriamente.

— então deixa eu resolver essa questão. – ajoelho— me na cama e retiro o short, apenas ficando de peças intimas na sua frente.

— bem melhor. – me abraça, me derrubando na cama e se colocando por cima de mim.

— não na minha expectativa. — coloco a mão na barra da sua calça.

— Rápido, eu resolvo isso. – ele se levanta e a tira, ficando apenas de Box preta na minha frente.

— Gostei da visão. – eu digo ajoelhada na cama.

— a sua é melhor. – ele diz ficando de frente pra mim.

— Sasu... – falamos ao mesmo tempo.

— Saku...

— fala Sasuke. — eu peço curiosa.

— não, fala primeiro. – ele diz sério.

— não, você fala. – digo sorrindo lindamente.

— Não, você falou primeiro, então...

— Sasuke!

— Quê?! Deixa de ser chata, menina. – se senta, me fazendo seguir seu gesto.

— Por favor? – lhe peço, fazendo carinha de cachorro que caiu da mudança.

— ta ok. – fecha seus olhos e respira fundo. – Sak... Sakura... eu...

— O que, Sasuke? – pergunto com o coração a mil.

— Sakura, eu...

Pov Hinata

Dou alguns passos para logo acabar escutando um graveto se quebrar atrás de mim. Fecho meus olhos para logo sentir seu coração batendo rápido, abro um sorriso levemente, olho ao meu redor e subo em uma árvore para apenas observar. É quando o vejo embaixo da minha árvore, me procurando em todos os lugares possíveis e impossíveis. Respiro fundo e pulo do seu lado, o fazendo pular de susto.

— Está louca? – ele me pergunta com a mão no coração.

— Não, apenas queria dar uma lição em um idiota que está me seguindo. – o olho e vejo seu sorriso .

— vamos ver quem vai dar uma lição em quem. – ele diz correndo rapidamente para meu lado.

— o que você está fazendo? – pergunto pulando para o outro lado.

— apenas lhe ensinando uma lição. – ele diz com um brilho estranho no olhar.

— Está louco? – desvio de mais um golpe dele.

— eu te quero, se isso é loucura pode me internar. – sinto meu coração acelerar me fazendo ficar distraída.

— Quê?! – quando dou por mim ele me abraçava.

— te peguei. – me empurra contra uma parede.

— me solta.

— Não tão cedo.

Meu coração acelera. Sua boca tinha um gosto bom.Coloco minha mão no seu rosto, aproximando mais nossos corpos, mas de repente ele se afasta e sorri para mim e, sem dizer nada, se afasta, deixando— me sem saber o que fazer ou falar.