Hate Everything About You

10 Perda - Parte II - Fúria


Amaess se surpreendeu ao acordar e se ver sozinho no quarto. Foi até a porta, mas ao tentar abri-la, descobriu que estava trancada. "Óbvio que ele não te daria uma chance de escapar..." Pensou, se sentando na cama e abraçando os joelhos. "O que será que ele irá fazer?" Se perguntou, quando a porta foi destrancada e Nádia entrou no quarto segurando uma pequena bandeja de comida. O garoto suspirou de alívio — se agarrou, com todas as forças, ao fato de Nádia tê-lo alertado sobre Belinda, para manter viva a esperança de que ela não fosse traí-lo da mesma forma que a outra mulher.

– Nádia! – Exclamou, ao que a jovem levou o indicador aos lábios.

– Apenas coma, eu irei te tirar daqui, mas precisa comer algo antes. – Falou.

– Mas... – A humana interrompeu.

– Coma. – Disse, de forma firme. O garoto hesitou — depois do incidente com Belinda, ficara difícil confiar em alguém. Ainda assim, era Nádia... Nádia, que apesar de todos os perigos o ajudara desde os primeiros momentos... que havia ajudado Claitae a escapar... não havia palavras para descrever o quanto aquela garota havia feito, de forma que Amaess apenas confiou nela e obedeceu.

– Alvina está cuidando de sua irmã. – Disse ela, omitindo a preocupação da pequena para que Amaess não se desesperasse. – Se tudo der certo, vamos poder tirá-la da cidade hoje a noite... se der errado, amanhã. Vocês dois irão em veículos diferentes, e se encontrarão na fronteira com Riromyr. Lá tem um porto fluvial e várias estradas, então poderão escolher para onde vão...– Explicou, enquanto o garoto terminava de comer. Amaess colocou o prato no criado mudo.

– Obrigado Nádia... mesmo... eu te devo tanto... – Disse o garoto, vermelho.

– Eu estou fazendo apenas o que eu posso. Eu imaginei que ele estivesse deixando você sem comer... – Falou a jovem.

– Acredite, isso é o de menos... – Lamentou o elfo. – Mas... pelo menos, graças a você, minha irmã está livre desse inferno... eu... lhe devo até mesmo minha vida por isso...

– Não fale assim Amaess... – Disse Nádia, abraçando o garoto. – Eu apenas fiz o que eu julguei certo... apenas... o que eu gostaria que alguém fizesse por mim se eu estivesse nessa situação...

– Ainda assim Nádia... – Falou Amaess, se afastando e olhando nos olhos úmidos da garota. – Você não sabe o quanto você me salvou...

– Amaess... – Nádia fechou os olhos, deixando seus lábios tocarem os do garoto. Porém, o elfo a afastou — depois de tudo que Quarfein havia feito consigo, sentia-se não apenas inseguro, não poderia aceitar o risco de que Quarfein ferisse Nádia.

– Eu não posso... – Disse. – Ele... eu... não quero correr o risco de te ferir...

– Amaess, eu não — Nádia se viu interrompida por uma voz vindo da porta.

– Estou interrompendo algo? – Indagou Quarfein. O sangue dos dois jovens gelou, de forma que Amaess se colocou na frente de Nádia.

– Não é- O drow agarrou o garoto pelos cabelos, puxando-os para trás, e então voltou a atenção para Nádia.

– E você, nunca te ensinaram a não se meter onde não é chamada? – Disse, ignorando enquanto Amaess se debatia, desesperado. – Eu tolerei sua interferência em relação a garota, porque para mim ela não tem nenhuma importância. Mas meta-se onde não deve de novo e eu não irei pensar duas vezes antes de lhe matar.

Um par de lágrimas escorreu dos olhos de Nádia — aquela situação a desesperou não pela ameaça de Quarfein, que segurava Amaess firmemente contra si, mas sim pela possibilidade dela ter tornado as coisas ainda piores para o elfo. Impaciente, porém não deixando aquilo passar despercebido, Quarfein puxou ainda mais os cabelos de Amaess, fazendo um gemido sufocado deixar os lábios do mesmo.

– Ande, se não quiser piorar tudo ainda mais. – Disse. – Aproveite que tem a cópia da chave e tranque a porta.

Lágrimas escorreram dos olhos da garota, ao que Amaess tentava se soltar, impossibilitado de dizer algo com clareza devido a forma como o drow puxava seus cabelos para trás. Temendo piorar a situação, a garota obedeceu, ainda que se amaldiçoando miseravelmente por dentro. Quarfein não esperou o som da chave na fechadura para empurrar Amaess para o banheiro.

– Parece que eu não deixei as coisas claras o bastante. – Disse, trancando a porta atrás de si e prensando o elfo contra a parede. – Afinal, você parecia estar bem entretido com aquela meretriz humana.

– Não! Não é isso! – Protestou o garoto. As mãos de Quarfein deslizaram pelos quadris de Amaess, fazendo-o se encolher.

– Não se finja de inocente. Você chegou a tocá-la desse jeito? – Disse, agarrando os punhos do garoto. – Com essas suas mãos, e com esses lábios? Já se esqueceu de que pertence a mim?

– E-eu não- O drow atingiu o garoto com um tapa no rosto, impedindo-o de continuar. Antes que o elfo pudesse fazer algo, Quarfein o segurava com o tronco apoiado na pia.

– Olhe para você. Olhe a forma como você mal pode se defender. – Disse Quarfein, pressionando o elfo contra si e obrigando-o a olhar seu reflexo no espelho. O som de um zíper sendo aberto fez Amaess se encolher.

– Por favor... não... – Suplicou o garoto, tentando segurar suas calças enquanto o drow as puxava para baixo. Quarfein as puxou com mais força, arrancando-as. Amaess se debatia, tentando se soltar, mas o drow simplesmente aumentava a força com que o segurava. – Ao me- Ahh!!

Sem aviso prévio, o garoto teve seu corpo novamente invadido. Quarfein forçou os ombros do mesmo contra a pia, e ergueu-lhe o rosto pelos fios dourados.

– Vê? – Sussurrou. – Eu estou dentro de você agora. Você é meu, nada do que faça irá mudar isso. – Disse, se movendo de forma profunda e forçando a velocidade. A mão do drow que estava no ombro do garoto subiu para seu queixo, e ele soltou os cabelos do garoto, a fim de deixar a mão que estava livre deslizar pelas coxas do mesmo e então subir pelo corpo do elfo, parando nos mamilos do garoto, e então fazendo pequenos círculos. Amaess tentava inutilmente não gemer, mas era em vão. O garoto se sentia despedaçado ao ver, no espelho, o outro fazer consigo o que bem entendia, explorando cada centímetro de seu corpo — era como estar dentro de um pesadelo, e ao mesmo tempo ver a si mesmo sendo assolado por aquele terror sem poder fazer nada. As lágrimas escapavam de seus olhos, ao que o drow interrompia qualquer pedido por clemência que o garoto tentava emitir. – Por que não para de abafar sua voz e geme um pouco mais alto? Alto o bastante para aquela vadia ouvir e saber o que estamos fazendo?

– N-não... aah! – Amaess estremeceu, ao que Quarfein começou a estocá-lo com mais força. – Agh!

A fim de poder por mais velocidade e força em seus movimentos, Quarfein pressionou o elfo contra a parede, estocando-o de forma violenta. Amaess podia sentir algo quente escorrendo por entre suas pernas, e tendo em vista a dor que estava sentindo, não tinha dúvidas de que era sangue.

– Vamos, grite. Por que não aproveita e grita por socorro? Para que aquela garota volte aqui e te veja desse jeito? – Disse Quarfein, deixando suas mãos deslizarem peito do garoto. Amaess se encolheu quando os dedos do drow começaram a deslizar pelos seus mamilos, fazendo pequenos círculos. A raiva que Quarfein sentia pelo que vira — Nádia tão próxima de Amaess, beijando-o — a raiva que sentia por aquilo agora era descontada de todas as formas nas quais conseguia pensar. – Ou você quer que eu lhe dê alguma motivação? Eu posso começar a te cortar ou algo do tipo...

– Mate-me... – Suplicou Amaess, em meio a gemidos que misturavam dor e prazer. Era como se Quarfein quisesse se marcar no corpo do garoto, para que este nunca mais esquecesse "a quem pertencia".

– Lhe matar? Acho que não foi bem isso que você quis dizer... – Disse Quarfein, deixando sua mão deslizar até a parte mais intima do elfo e se fechar em torno dela, apertando enquanto seus movimentos acompanhavam o ritmo das estocadas, fazendo com que Amaess não mais conseguisse conter a altura de sua voz. O drow o forçou a encarar seu reflexo no espelho, pressionando o órgão de Amaess pouco antes de preencher o interior do garoto.

– Olhe só para você. Você me pertence. Sempre me pertencerá. – Falou, deixando o corpo do elfo desmoronar no chão. O garoto caiu de joelhos, e então tombou para o lado, devastado.

Ofegante, o elfo olhou para seu órgão, ainda ereto. Aquilo era humilhante. Quarfein voltou com uma corda e um pedaço de linha. O elfo apenas abaixou o olhar, se encolhendo.

– Me mate... eu imploro... – Suplicou, soluçando.

– Você não parecia interessado em morrer quando estava com aquela praga. – Disse Quarfein, erguendo o garoto pelos cabelos. Amaess fechou os olhos, tremendo. O drow o atingiu com um soco no rosto, voltando a deixá-lo cair no chão. A despeito do fato de que Amaess mal reagia, Quarfein agarrou-lhe os braços, amarrando as mãos do jovem para trás, e então o virou de frente para si, ignorando a expressão aterrorizada do elfo e amarrando a linha em torno da parte mais sensível do corpo do garoto.

– P-por- ah! – Um chute no estômago. O elfo se encolheu, soluçando, e sentiu o pé do drow pressionando sua cabeça contra o chão. – Dói!

– Cala a boca! – Exclamou Quarfein, sem pensar no que estava fazendo. – Se você disser mais uma palavra, eu vou atrás daquela vadia e mato ela na sua frente.

O sangue de Amaess gelou. Um pequeno gemido de dor deixou seus lábios, ao que o garoto ofegava, incapaz de se livrar da sensação indesejável de calor que assolava seu corpo — apesar de que, mesmo que Quarfein não o tivesse amarrado, Amaess simplesmente não saberia como fazê-lo.

O drow o largou no chão frio do banheiro, deitando-se na cama. Amaess apenas se encolheu, tentando reduzir a dor ao não pensar nela. Alguns minutos se passaram, mas pareceram horas.

"Você acabou de cometer um erro terrível... você ao menos tem noção do quão cruel foi o que você fez?" Disse uma voz vindo de dentro do drow. Quarfein cobriu a cabeça com o travesseiro por alguns minutos, mas era inútil — nada adiantava quando se tentava fugir da voz de sua própria consciência. Irritado, o drow jogou o travesseiro no chão, indo até Amaess.

Apesar do frio, o garoto suava, se encolhendo em meio à dor. Quarfein se abaixou perto do elfo, mas o garoto sequer ergueu o olhar, tremendo.

– Amaess... – Murmurou, só então parando para pensar na dor que acabara de causar ao jovem. Amaess não disse nada, temendo a ameaça que o outro lhe fizera. – Esqueça o que eu disse... – Falou o drow.

– C-chega... por favor... chega... – Implorou o elfo, com um fio de voz. – Eu não agüento mais...

Suspirando, Quarfein desamarrou a linha em volta do órgão do garoto, puxando-o para seu colo. "Merda... o que foi que eu fiz?" Pensou o jovem, deixando suas mãos deslizarem pelos fios dourados de Amaess.

– Eu– O drow se viu interrompido.

– Por favor... termine logo... de me matar...– Implorou o elfo. Quarfein ficou sem ter o que dizer diante daquelas palavras. Ainda assim, podia notar a respiração entrecortada do garoto, devido ao estado inacabado em que o deixara. Ignorando as palavras do mesmo, Quarfein puxou os cabelos de Amaess para trás, sem por muita força, e então começou a, lentamente, beijar o pescoço do outro, descendo e parando no peito, e então voltando a subir, enquanto suas mãos deslizavam pelo órgão do jovem. O elfo fechou os olhos, soluçando e tentando se soltar.

Era inútil. Amaess sentiu o próprio sêmen jorrando em seu tronco, e então, sua visão escureceu até que não fosse possível ver nada além da escuridão.