Os dois continuaram se encarando, parados, esperando a ação um do outro, ambos estavam envergonhados, sem saber o que dizer, ou fazer. Clara sempre gostou de Harry, e ficar amiga dele fora a primeira coisa que veio quando o conheceu, poderia ficar perto do garoto sempre que pudesse. Mas viu que aquilo não estava certo, e tentou esconder de si mesma os sentimentos que tinha pelo garoto. No aniversário tentou, mas não conseguiu, quando recebeu aquele abraço, tudo o que queria era beijá-lo, apertá-lo o máximo que podia. Fazia 2 anos, apenas, 2 anos que estava com ele e Lucas. Sempre fora alegre, brincando com ambos, mostrando afeto a ambos, mas esse ponto a que eles chegaram, fora longe demais. Lucas brigando com Vívia por ser próximo de Harry, e ela retomando seus sentimentos pelo garoto justo quando vira Eva sair do quarto do garoto, pouco tempo depois de ele ter saído.

Estava tudo errado.

Os dois arfavam, queriam ambos se jogarem um contra o outro. Nunca pensou que seu sentimento fosse recíproco, que ele também gostava dela. Pensou que viveria junto dele, mas que nunca chegaria onde estavam. E apesar de tudo aquilo ser errado, de ela querer, mas não querer ele por causa de Lucas, que ela sabia que havia algo entre os dois.

Ela o beijou.

O lábio de ambos se encontraram, lentamente desfrutando do momento, mais como um selinho, e depois de separados, os dois juntaram-se novamente, com Harry, dessa vez, a beijando. Não era mais apenas um selinho, agora seus lábios estavam completamente juntos, a língua de ambos trocavam saliva entre si. Clara segurava e apertava os cabelos escuros de Harry, enquanto ele a apertava contra seus braços. Ela tirou suas mãos do cabelo do garoto, e enquanto cambaleavam para a cama, Clara tirava a blusa dele, arfando contra sua boca, louca para dar-lhe outro beijo.

Os dois caíram sobre o objeto macio. A blusa de Harry fora jogada, agora ele que tirava-lhe a blusa de seu pijama. Clara levantou seus braços e deixou que a blusa fosse tirada e jogada para qualquer lugar de seu quarto. Os dois continuaram, não queriam parar ali. Clara sentoi-se sobre a virilha de Harry, sentindo o membro já excitado do garoto, e em seguida levou seus lábios novamente aos dele. Enquanto sua língua movia-se sobre a dele, ele tirava o seu sutiã, lentamente, e, ao tirá-lo agarrou-os, fazendo com que a garota gemesse a cada toque em seus mamilos.

Os dois pararam e se olharam por alguns segundos, ambos demonstrando dúvida, loucos para continuarem, mas sem saberem se deviam ir além. Ficaram arfando e olhando um para o outro, Clara ainda sentada sobre a virilha de Harry, e o garoto ainda deitado, olhando-a. Ambos não conseguiram, e continuaram.

Harry levantou-se, segurando Clara pela cintura e jogando-a na cama. Ele soltava vários beijos no pescoço da garota enquanto apertava levemente seus seios. Ele foi descendo, chegando a seu ombro. Harry abriu o botão de sua calça, e rapidamente a tirou, ficando apenas de samba-canção. Continuou com os beijos, enfim chegando nos seios da garota. Sua língua rodeava os mamilos duros e excitados de Clara, que gemia e empurrava a cabeça dele mais para baixo. O garoto desceu a calça do pijama, e em seguida tirou a lingerie da garota. A garota suspirou, e segurou fortemente os cabelos do garoto. Nunca imaginou que faria aquilo com Harry.

Logo em seguida, ele tirara sua cueca samba-canção. Ele corou, e a garota preferiu não olhar. Lentamente ela o sentiu cada vez mais dentro de seu corpo. Não era seguro, e sabia muito bem disso, mas ela insistiu em continuar. O garoto começou com movimentos lentos, beijando a garota enquanto o mesmo estava dentro dela.

— E-Eu quero mais… – sussurrou ela. — Mais, mais.

O garoto aceitou o pedido da garota, acelerando ainda mais os movimentos.

— Aah.

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— Eu vou perguntar mais uma vez: Você matou meu pai? – Johnny apontava a arma para Tássio, que continuava parado e sorrindo para o garoto.

— Você viu algum acerto em Harry quando eu lhe dei a oportunidade de se reencontrar com seu irmão? – perguntou Tássio, Johnny não respondera. — Harry é um garoto rebelde, provavelmente, afinal, nunca o vi pessoalmente. Não se importa com o futuro, ele pensa apenas no agora. Ele nem mesmo liga para a mãe! E você Johnny…

Tássio deu um passo, fazendo com que Johnny recuasse e continuasse a apontar a arma para o homem.

— Você foi o grande acerto! O grande acerto de Vívia! Nós tivemos você, e olhe onde você está hoje! No topo da nossa fodida cadeia alimentar! Por que reclamar de algo que não faria diferença na sua vida? De algo que apenas mudaria o seu caminho! Eu duvido que você conseguisse alcançar o que alcançou hoje se ainda morasse com o idiota do Rafael. Essa casa, o dinheiro, terreno, tudo seu! E meu. Então, por que não abaixa essa arma, filho?

— Mamãe disse que você matou meu pai.

— Aaah! Vívia! Aquela mulher é louca! Você não sabe o que ela faria para virar você contra mim! A falta de um pau na vida dela a torna louca! Me ver com Madeleine a deixou ainda mais perturbada.

— M-Mas, você não respondeu. Você n-não respondeu… – Johnny estava assustado, suas mãos tremiam, e temiam dar um tiro em seu pai biológico.

— O que? O que eu não respondi? – Tássio estava perdendo a paciência.

— Você não me disse se matou meu pai! DIGA! – gritou ele.

Tássio cerrou os dentes, seu sorriso havia sumido. Havia cansado de brincar com Johnny, havia cansado de tentar convencê-lo. Ele levou sua mão ao seu cabelo escuro e despenteado, e depois de pensar bem, começou a dar várias risadas. Johnny cessou suas lágrimas e passou a segurar a arma apenas com uma das mãos, olhando seriamente para o homem.

— Di -

— Eu matei aquele puto! MATEI! MATEI! – soltou ele, aos gritos. — Eu matei, e se pudesse, o mataria de novo! – Tássio suspirou. — Não era isso que você queria ouvir, garoto? Está feito! Agora pode subir e ir chorar no seu quarto. Vá, vá.

Tássio ouviu a mulher gritar, e sentiu, no mesmo momento, algo raspar em seu braço, que agora sangrava levemente. Johnny havia atirado. O homem não acreditou que o garoto fosse fazer aquilo. Viu um próximo tiro chegando, e rapidamente pegou a torradeira que estava no fogão e jogou contra Johnny, que se abaixou, tentando desviar da panela quente. Lilian havia fugido e deixado o homem só.

— Eu não acredito que você teve a coragem de atirar no seu pai, garoto! – Tássio mexeu em uma das gavetas, e pegou uma faca, grande e cheia de dentes.

Johnny apontou a arma novamente, soltando outro tiro, mas Tássio havia se abaixado e se protegido atrás da bancada. O homem levantou-se, e, no mesmo momento, lançou seu braço forte para frente, o facão fora lançado, sem remorso algum, contra seu filho. Johnny não teve tempo para escapar, e o facão acabara o atingindo no ombro direito. O garoto gritou e caiu no chão, mas não soltara a pistola. Ele tentou arrancar a faca de seu ombro, mas era como se ela tivesse criado raízes e estivesse ligada a ele, a cada puxão, a dor era ainda maior. Ele não notara Tássio se aproximando, e quando o viu, já próximo, soltou outro tiro. Não acertara novamente. Johnny agora se afastava a cada passo dado pelo homem.

— Como você ousou tentar me matar, hein, garoto? Vai ficar preso. E, se possível, eu vou lhe matar, pouco a pouco.

Sangue escorria por sua blusa e sujava o tapete e o chão de sua casa. Ele arfava tentando escapar, e puxar, a faca do ombro. Ele foi encurralado na parede branca, Tássio se aproximou o bastante, ajoelhou-se, e encarou o garoto.

— Você tem o meu orgulho por tentar tal coisa, Johnny, e essa ação, foi realmente parecida com algo a qual eu faria.

Johnny lançou seu braço que segurava a arma, contra o rosto de Tássio. Ele conseguiu atingir o rosto do homem, que após receber o golpe, segurara o cabelo loiro do garoto, e tacara a cabeça dele contra a parede.

— Você – a cabeça de Johnny chocou-se novamente contra a parede. — Vai ter que aprender – após o terceiro choque, sangue começou a escorrer por seu pescoço, sujando seu cabelo, e a parede branca. — A se comportar a partir de hoje.

Tássio levantou-se, chutou o garoto, e em seguida, chutara a arma que ainda estava entre os dedos de Johnny para longe. Andava para a escada, quando um grande estouro quebrou a porta de vidro que levava à piscina da casa, ouviu o som de metal encontrando-se com carne, e líquido se espalhando por todo o lugar. Ele olhou para a porta, e viu Lilian, a prostituta que pensava que havia fugido, segurando uma escopeta, que provavelmente encontrara na pequena cabana de Tássio no meio da floresta. Ele virou-se para trás e viu Johnny, o garoto segurava o facão pelo qual havia sido atingido, e acabara levando o tiro de Lilian. A faca caíra no chão e o garoto fora lançado aos degraus.

Tássio olhou furioso para a mulher, que sorria, e pedia que a agradecesse. O homem caminhou até seu filho, pegou o facão a qual estava no chão, e lançou contra a mulher, atingido-a cabeça.

— Hei, hei! Escute, você vai ficar bem, não vai morrer – o homem tirava o cabelo loiro dos olhos do garoto, que inspirava e expirava descontroladamente. — Eu vou chamar uma ambulância, logo, logo eles chegam – Tássio começou a apertar a ferida no ombro, e o tiro no estômago que o garoto levara. — Fique apertando.

O homem pegou um telefone e voltou rapidamente até o garoto.

— Uma ambulância, por favor! Meu filho, ele… ele levou um tiro! – o homem fingia desespero, mas apenas estava com medo, medo de perder seu único filho.

A mulher enfim encontrara o carro de Madeleine, ela estacionou e correu o mais rápido possível até a casa. Ao chegar na moradia, viu a porta aberta, e entrara, com medo de algo tivesse acontecido. O que vira a fez ficar nervosa, assustada. Queria chorar, mas não haviam mais lágrimas para caírem, não depois de tudo pelo que passara. Viu um homem nu, desesperado, apertando os ferimentos de um garoto, quase morto, nos degraus da escada. Havia uma mulher morta, com algo cravado em sua cabeça, e uma parede quebrada e suja de sangue. Olhou para o tapete em que pisava, também havia sangue.

— O-O que…