Harry e Gina Depois De Hogwarts
8 Valentine's Day
Notas iniciais
POV Harry:
Estava na sala de minha casa apoiado no sofá esperando Gina descer. Iríamos para a Tôca comemorar o dia dos namorados, Sra.Weasley inventou isso de todos os casais se reunirem na lá sem as crianças, alguma coisa assim... Não que eu esteja reclamando, eu tenho a sensação que hoje seria bom.
Fui enxotado de meu próprio quarto no segundo que acabei de me arrumar, Gina queria me fazer uma surpresa, por isso não queria que eu ficasse. Já estava começando a ficar impaciente quando a vi descendo as escadas...
Se você me perguntasse quando eram dois mais dois naquele momento eu lhe responderia: Sorvete?
Meu cérebro parou mo momento que a pude ver completamente. Ela estava com aqueles longos cabelos ruivos soltos de um jeito maravilhoso, sua maquiagem era clara e deixava as suas sardas que eu tanto amava mais evidentes ainda, usava um vestido preto que deixava todas suas curvas delineadas sem evidenciar sua barriga de três para quatro meses, nós pés usava um salto pequeno e fechado, acho que chamavam de gladiador, bege. Ela estava simplesmente maravilhosa.
Acho que eu estava com cara de bobo, pois ela veio andando em minha direção com um sorrisinho sapeca, mordendo os lábios e colocou a mão em meu queixo.
–Feixe a boca querido, assim você terá que limpar o chão da sala depois. –me disse com uma voz sensual.
Minha resposta deve ter sido algo como: Ãhn...Dã? Ela riu suavemente ainda brincando comigo. Colou nossos corpos me fazendo sentir todas suas curvas. Pegou minhas mãos e colocou em suas coxas duras na parte que estava desnuda.
–Gosta do que vê Sr.Potter? –sussurrou em meu ouvido me fazendo arrepiar.
Soltei um misto de aprovação e gemido ao mesmo tempo. Merlim! Essa mulher me enlouquece!
–Que peninha. –ela se soltou abruptamente de mim. –Estamos atrasados! –disse indo em direção a porta.
Fiquei parado atônito tentando entender o que havia acontecido. Um dia eu ainda morro com Gina fazendo essas coisas.
–Você vem? –perguntou ela enfiando a cabeça de volta na casa com um olhar sapeca.
Ainda meio abobalhado forcei meus pés a desgrudarem do chão e a segui.
Chegamos ao carro. Mesmo a Tôca sendo no terreno seguinte, sempre saímos com ele. Abri a porta do passageiro, ela entrou com uma pequena dificuldade por causa de sua barriga, e me encaminhei ao acento do motorista.
Antes de dar a partida olhei para o banco de trás.
–Olha só o que temos aqui! –falei pegando o buquê de flores. –Que coincidência não? –brinquei estendendo a Gina o buquê de rosas laranjas.
–Harry! São lindas! Onde você as encontrou? –ela me perguntou antes de me beijar.
–Em lugar algum. –ri- Tive que fazer um pequeno feitiço para isso, e acredite, não foi nada fácil, quase que você ganha flores cinzas.
Ela riu.
–Ué, você sempre foi tão bom em feitiços quando queria me surpreender.
–É... na verdade...-comecei coçando a cabeça. –A Hermione meio que sempre me ajudava...
Ela me olhou com uma cara divertida.
–Bom saber. Vou me separar de você e me casar com Hermione então. –ela retrucou.
–Não! Por favor!-fiz tão de suplica. –Ai, só me sobrará o Ron.
Nós dois rimos.
–Vou pensar no seu caso. –ela me respondeu antes de aproximar nossos rostos e me beijar.
Me perdi em sua boca novamente, o efeito de Gina sobre mim era viciante. Ficamos o que me pareceu minutos ali, até que ela nos separou me fazendo protestar, ela riu.
–Vamos Harry, ainda precisamos ajudar a mamãe. –ela falou.
Com contragosto eu liguei o carro e comecei a dirigir.
POV Gina:
Antes mesmo de Harry estacionar o carro mamãe já estava correndo em nossa direção.
–Gina! Tudo bem com você querida? E com meu netinho? –perguntou colocando a mão em minha barriga.
Tive que rir internamente. É melhor rir do que chorar, não é?
–Está tudo bem mamãe, não se preocupe. –respondi lhe abraçando.
–Ah! Não me culpe Ginevra! Não desfavorecendo Angelina, Audrey e Fleur, mas isso é especial. Pense comigo: você estava dentro de mim, agora tem alguém dentro de você. –ela me repreendeu.
Ok, isso foi estranho.
–Tudo bem, mamãe. –acabei concordando para não prolongar o assunto- Agora, você teria algum vaso para eu deixar essas rosas? –perguntei indicando-as.
–Mas é claro que sim! –então ela se virou para Harry. –Harry querido, são lindas!
Ele simplesmente sorriu para ela. Então meu pai veio me cumprimentar.
–Você está linda, Gina. –disse ele me dando um beijo na testa.
–Obrigada papai. Agora deixe-me ir ajudar mamãe. –disse indo em direção a casa.
–Gina, espere. –disse meu pai segurando meu braço. –Tenha paciência com sua mãe, ela só se empolga demais.
Assenti e voltei ao meu caminho.
No fundo, eu realmente gostava de mamãe me fazendo essas coisas, mesmo que ela ficasse me controlando o tempo todo eu tinha que agradecer a família que eu tinha, onde o amor e o carinho eram tão palpáveis.
Cheguei na cozinha e comecei ajudar mamãe com a comida. Uma vez ou outra ela me proibia de fazer algo com alguma desculpa esfarrapada, mas eu só ria internamente, pois eu sabia que ela estava preocupada que qualquer coisa acontecesse.
Parecia que Harry e papai se dividiam em turno para vir nos paparicar. Harry uma vez quase me matou de susto chegando por trás. O clima estava maravilhoso. Os outros casais foram aparecendo (sem filhos) e todos percebiam que todos estavam igualmente felizes. Era dia dos namorados e todos estavam radiantes.
O almoço já havia ficado pronto, agora só estávamos esperando a hora certa. Todos estavam no jardim, rindo e conversando.
Eu estava em um pequeno grupo em pé com Harry, papai, mamãe, Ron e Hermione.
–Mas o ministro informou que tudo já estava normalizado, como isso aconteceu? –perguntou Harry a papai e Ron.
Eles estavam falando sobre qualquer coisa do trabalho enquanto eu, mamãe e Hermione nos encarávamos silenciosamente pensando qual seria a primeira a interromper o marido.
–Pois é. –respondeu Ron. –Mas parece que algo estava faltan...
–Ah! Por Melim, Ronald! –Hermione interrompeu. –Não vê que nós três estamos morrendo aqui?
Harry olhou para mim pedindo minha opinião.
–Pois é amor, não da pra falar de algo mais romântico, não? –falei pidonha.
–Tipo o que? Romilda Vane? –seu tom era brincalhão, mas eu lhe perfurei com o olhar.
–Cara, –Rony falou. –Corre!
Harry saiu disparado me fazendo rir. Levei meus pés até a altura de minhas mãos, tirei meus sapatos rapidamente e sai correndo.
–Gina! –minha mãe gritou. –Olha o bebê!
Mas eu já estava longe demais. Nesse momento já estavam todos nos observando, Harry estava correndo envolta da mesa, enquanto eu corria atrás e ria. Então finalmente eu cheguei perto o bastante de pulei em suas costas, ele segurou minhas coxas para eu não cair.
–Ó Céus! Derrotado por minha própria mulher! –gritou dramático.
–Não me subestime, Sr.Potter! –devolvi na mesma altura.
–Nunca, Sra.Potter!
Então eu desci pulando de suas costas enquanto todos, inclusive eu, riam. Eu estava me sentindo uma adolescente nos jardins de Hogwarts novamente. Então Harry se virou e me beijou me inclinando para trás. Ficamos alguns momentos assim até que eu percebi que todos nos continuavam nos observando, me separei de Harry e gritei por cima de seu ombro:
–Então né, gente? A privacidade ligou e falou que chegou um pouco atrasada, mas que vocês já podem usá-la!
Todos riram.
–Vamos lá, pessoal! Vou servir o almoço! –minha mãe gritou e todos foram pegar as coisas.
Depois que todas as coisas foram postas na mesa eu fui me servir. Era uma quantia consideravelmente grande, mas eu estava com muita fome.
Eu estava prestes a me sentar quando ouço Jorge:
–Ta alimentando um time de quadribol, maniha?
Fuzilei-o com o olhar. Ok, Gina respira.
–Jorge! –repreenderam mamãe e Angelina.
–Eu. Você. Duelo. –falou Harry erguendo sua varinha.
Eu sabia que ele estava brincando, por isso dei uma risadinha e me levantei.
–Deixe isso comigo, Harry. –disse pegando a minha em meu bolso.
–Mas Gina... –começou Harry.
–Nada disso! Se você realmente acha que vai me defender de tudo é melhor pedir divórcio, Potter. –brinquei dando-lhe palmadinhas nos ombros.
As pessoas riram.
–Vamos Jorge. –disse apontando na direção onde lutaríamos.
–Gina, o bebê pode...
Tudo ficou quieto. Nuvens taparam o céu perfeitamente claro a segundos antes, o frio me fez arrepiar completamente, então começou aquela sensação, a sensação que eu só sentia com...
–Dementadores! –Percy gritou.
Montes deles invadiram os terrenos em uma rapidez que eu nem tinha percebei quando. Vi as pessoas ao meu redor vacilarem com seus efeitos, eu estava vacilando. Eles estavam chegando perto demais.
Foi ai que Harry me puxou para que eu ficasse atrás dele, usando seu corpo como escudo.
–Mas vou te proteger disso. –ele murmurou.
– EXPECTO PATRONUM!
Seu grito ecoou. Então o maior patrono que eu já havia visto na minha vida, até mais poderoso do que o de Aberforth, irmão de Dumbledore, saiu da varinha de Harry, fazendo meus cabelos voarem para trás.
O que mais me surpreendeu não foi a força do feitiço, foi a forma do feitiço. Não era mais o cervo que eu estava tão acostumada a ver, era um cavalo. Era o meu patrono.
Com isso todos os dementadores saíram.Ficamos um momento em silencio.
–Eu acho que vou ter que avisar o ministério amanha. –papai o primeiro a falar.
Alguns responderam, outros permaneceram quietos, como eu.
–Gina, você está bem? James está... –Harry começou.
–Seu patrono. –interrompi-o saindo de meu estado atônito. –Seu patrono. –repeti. –Era igual ao meu. –minha voz estava baixa.
–Ah, é. –disse Harry envergonhado, como se tivesse acabo de notar. –Bem isso vem acontecendo a algum tempo, sempre varia entre o seu e o meu. Nunca sei qual vai ser. –disse coçando a cabeça.
Abri um sorriso radiante para Harry, seguido de outras pessoas, todos sabiam que um patrono só se transformava quando o sentimento era muito intenso.
Isso aliviou um pouco a tenção, mas todos comemos mais silenciosamente do que seria se não tivessem sido os dementadores. Pelo mesmo motivo, logo que as pessoas terminavam iam embora, sem mais cerimônias, assim como Harry e eu.
Chegamos em casa e subimos para nosso quarto no final do corredor, tomamos um banho para relaxar, Harry acabou primeiro e disse que ia descansar um pouco.
Resolvi fazer uma surpresa para Harry. Sai do banheiro sem nada, com as gotas d’água me contornando. Graças a Merlim minha barriga nem estava tão grande.
Harry estava deitado de barriga para baixo em nossa cama, andei silenciosamente até ela e deitei sobre suas costas, fazendo-o sentir que estava nua, o que fez seu corpo responder rapidamente.
–Gina... –foi um misto de aviso e de gemido.
Ri internamente. Soltei meu peso, dei beijos e pequenas mordidas em seu pescoço, subi um pouco e mordi seu lóbulo antes de sussurrar:
–Algo errado, meu amor?
Ele se arrepiou.
–Gina, eu não vou responder por mim... –ele falou já hipnotizado.
–Mas eu só estou dando um pequeno presente para meu marido nos dias dos namorados em troca de saber que seu patrono se transformou no meu, é algum crime? –perguntei sedutoramente enquanto arranhava suas costas.
–Eu posso machucá-la, posso machucar James... –disse engolindo a seco.
–Não seja bobo Harry, -respondi lhe dando beijos suaves nas costas que estavam desnudas. –é só não ir com muita força.
Ele ficou quieto. Podia ver seu cérebro em conflito.
Pus minha mão entre seu corpo e o colchão e desci minha mão, chegando em seu membro. Ao mínimo toque já senti a resposta, ele já tinha ficado excitado por minhas carícias. Apertei.
Foi ai que ele não agüentou e se virou, invertendo as posições.
–Foi você que pediu.
Foi o que ele disse antes de atacar minha boca.
Já estávamos ofegantes, suas mãos estavam em minhas coxas, apertando-as, enquanto sua boca estava em meu pescoço, devorando-o. Foi ai que ele subiu mais um pouco e começou a massagear minha intimidade, meu gritos já eram ouvidos.
–Harry! –gritei.
–Foi você que pediu, Gina. –disse ele tirando os seus restos de roupa.
Agora sim podia ver como ele tinha ficado excitado, gemi só de olhar.
Com um olhar sapeca e voltou para mim, foi me torturando, passando sua língua em todos os cantos. Passou pelo meu pescoço, foi para os meus seios, mas ao contrário do que eu pensava, não parou, continuou pela minha barriga e finalmente chegou.
Foi chupando devagar, me levando a loucura. Levou as mãos em meus seios, massageando-os, enquanto aumentava a ferocidade com sua boca. Ele chupava, lambia, apertava, tudo em um ritmo muito rápido. Já não estava agüentando mais, sentia que ia gozar, mas queria fazer isso com ele.
–Harry! –minha voz saiu esganiçada. –Vá logo, por favor!
Ele deu uma pequena risada, mas dirigiu sua boca à minha. Eu não via nada, só sentia. Ele foi penetrando devagar, me fazendo delirar mais ainda. Quando ele entrou por completo, começou a se movimentar. Percebia que ele estava cauteloso para não machucar o bebê, mas depois de um tempo encontramos o ritmo perfeito.
Ele se movimentava para cima e para baixo, girava, fazia de tudo. Nossos gemidos se misturavam no ar. Foi então que nossos corpos tremeram e a maior sensação de prazer me preencheu, prendi a respiração e senti que ele estava fazendo o mesmo.
Ele caiu do meu lado ofegante e suado. Ficamos um tempo assim, recuperando nossas respirações.
Ele me puxou para seus braços e puxou o cobertor sobre nós.
–Você está bem? –perguntou.
Assenti ainda com a respiração audível e garganta seca.
Foi ai que eu senti o chute, coloquei minha mão imediatamente na barriga, o que fez Harry se assustar.
–O que foi? Foi algo que fiz? –perguntou preocupado.
Simplesmente peguei sua mão e coloquei em minha barriga, fazendo-o sentir o chute seguinte. Ele abriu um sorriso.
–Oi garotão! –disse acariciando a minha barriga. –Desculpa ai, mas é que a mamãe é fogo!
Nós dois rimos. Ele subiu a cabeça e me beijou, um beijo calmo. Me deu um beijo no topo da cabeça antes de me aninhar em seus braços e colocar uma mão em minha barriga, como fazia todas as vezes que íamos dormir.
–Feliz dia dos namorados, meu amor.
–Feliz dia dos namorados, ruivinha.
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