Harry e Gina Depois De Hogwarts
9 Always 2
Notas iniciais
POV Gina:
Estávamos a família inteira em mais um almoço de domingo, quer dizer, eu acho que eles estavam almoçando, pois eu não conseguia.
Com meu barrigão de 9 meses estava sentada ao lado de Harry e de meu pai. Tentava comer, mas estava inquieta, me remexia, procurava uma posição confortável, prendia meu cabelo, soltava meu cabelo, massageava meu pescoço... nada adiantava, continuava com a mesma inquietação. Mamãe falou que é normal no final da gravidez não conseguir ficar parada, isso me irritava. Harry, mamãe, papai, todos na verdade, me observavam em minha luta interna.
Soltei meus talheres com um pouco de violência, bufando, e me apoiei na mesa, para mais uma vez me levantar. Acho que já tinha feito isso umas duas vezes, me levantava e ficava andando um pouco pelo jardim, para ver se James parava quieto.
Nesse momento papai estava passando por trás de minha cadeira, provavelmente levando algum prato para cozinha. Quando terminei de me levantar e dei o primeiro passo para o jardim, senti.
Meus joelhos falharam e coloquei minha mão automaticamente em minha barriga. Senti as mãos de meu pai me segurando, foi então que senti a primeira pontada.
–Ah! –gritei entres os dentes antes de respirar profundamente.
–Gina...
–Ah! –dessa vez o grito foi maior, me deixei cair na cadeira.
Não sei se disse que iria nascer ou se não disse, só sei que a bagunça começou. Foi um bando de gente levantando, gritando e, principalmente Harry, ficando desesperado.
Não conseguia distinguir o que estava acontecendo, estava com os olhos cerrados pela dor. Harry parecendo sair do transe me pegou no colo e me levou para o carro.
Acho que ele me falava coisas para me acalmar, mas sinceramente? Eu queria mandá-lo calar a boca e ir mais rápido.
Papai entrou no banco do passageiro, Harry no motorista e mamãe atrás comigo. Estava com a cabeça em seu colo, enquanto ela me acariciava e falava coisas tentando me acalmar. Adivinha? Não deu certo. As dores começaram a ficar piores e com intervalos menores, tentava respirar direito enquanto apertava com força o acento do carro.
Nem percebi quando o carro parou, só me toquei quando Harry abriu minha porta e me pegou pelo colo novamente. Segundos depois entrei na sala de parto.
POV Harry:
Andava de um lado para o outro na sala de espera, se tivesse unhas elas já estariam em outro lugar, meu estomago girava, rodopiava, estava quase vomitando ali mesmo, sem falar que estava suando igual a um condenado.
–Cara, eu acho que o St.Mungus não quer um buraco no chão.
Rony foi quem me tirou de meus devaneios.
–Uhum. –respondi, continuando a andar.
–Harry, não adianta nada ficar nervoso agora, sente-se. –falou Hermione.
–É, claro. –respondi nem prestando atenção.
Então senti um toque em minha mão que me fez voltar para o mundo, olhei em sua direção e vi Sra.Weasley me olhando com um sorriso singelo, tentando me passar alguma calma.
–Harry –ela começou com uma voz tranquila. – está tudo bem você estar nervoso, todos nós estamos querido, mas tente se acalmar, isso pode durar horas.
Não sabia se me sentia mais calmo com o conforto de minha segunda mãe ou se ficava ainda mais nervoso com a ideia do parto poder durar tanto. Optei pela primeira opção e me sentei, mesmo não conseguindo parar quieto.
Meu menino ia nascer, minha mulher estava lá, sofrendo sei lá quanto, e eu estava aqui parado, sem fazer nada. É claro que me ofereci para acompanhar Gina, mas ela disse que não, vá entender as mulheres.
Nesses últimos meses Gina estava tão frágil, me dava até medo. Os enjoos e os vômitos já haviam acabado faz tempo, mas mesmo assim ela continuava com tontura e pernas fracas, sem falar que Gina tem um corpo muito pequeno, fazendo que ela ficasse mais incomodada ainda.Tinha que carregá-la e ajudá-la a todo momento, mas o pior mesmo era a sensação que ela poderia quebrar a qualquer mínimo movimento. E agora lá estava ela, fazendo o maior esforço de toda sua vida.
O relógio já deveria ter dado duas voltas desde que chegamos ao hospital quando o silêncio foi quebrado novamente.
–Sabe Harry, eu entendo. –começou Sr.Weasley. –E acredite, você está se saindo melhor do que eu, desmaiei todas as 6 vezes.
Seu comentário foi seguido por risadas, menos por mim, que apenas dei um sorriso nervoso.
Logo a tensão havia voltado, mas pelo menos eu me distraí pensando em meu sogro desmaiando.
Ainda estava pensando nessa cena quando o curandeiro se aproximou, todos pulamos de nossos lugares.
–Bom, primeiramente gostaria de dizer que é uma honra conhecê-lo Sr.Potter.
Ok, meu filho poderia ter nascido e o cara estava falando isso. Respira, Harry.
–E tenho o prazer de falar que seu filho nasceu e está tudo bem, com ele e sua mulher. –continuou.
Foi como se eu peso saísse de mim e, finalmente, pudesse respirar novamente.
–Quem entrará primeiro? –ele perguntou.
Olhei em volta para as pessoas presentes.
–Vá você primeiro, querido. –disse Sra.Weasley.
–Não. –respondi. –Quero todos vocês lá, vocês são os avós e os padrinhos, tenho certeza que Gina também gostaria disso.
Eles nem esperaram eu dizer duas vezes e já estavam caminhando junto a mim.
Conseguia ouvir meu coração enquanto caminhava em direção a porta onde minha mulher e filho estavam, meus pés pareciam chumbo.
POV Gina:
Estava completamente esgotada, achava que ia apagar a qualquer momento, mas queria ver Harry, e acima de tudo, queria ver meu filho, colocá-lo em meus braços.
Isso aconteceu no exato momento em que minha família entrou, a curandeira colocou-o em meus braços enquanto Harry se aproximava cauteloso, ele se sentou ao meu lado silenciosamente enquanto víamos nosso filho.
Ele era parecido com Harry, mas tinha alguns de meu traços, seus cabelos eram pretos e rebeldes, assim como os de meu marido, mas quando ele abriu os olhos percebi que ele tinha uma cor de mel escura, uma mistura de meus olhos com de Harry, tendendo mais ao meu.
–Oi filhão, tudo bem? –Harry perguntou.
James fez alguns barulhos engraçados, o que arrancou risada de todos. Percebi que todos ali, minha família, tinham lágrimas nos olhos, inclusive eu.
Me sentia tão completa e tão apaixonada pelo embrulho em meus braços.
James foi passando pelos outros, então Harry olhou em meus olhos antes de me beijar apaixonadamente.
–Eu te amo.
–Também te amo.
Ficamos nos acariciando um pouco enquanto nosso bebê passava, até chegar em Harry, que segurou-o como se fosse quebrá-lo, mas com paixão em seus olhos. Admirei a cena por alguns segundos até meus pais se aproximaram.
–Oi, filha. –disse minha mãe dando-me um beijo na testa.
–Oi, mãe. –disse seguido de um bocejo.
–Está tudo bem? –perguntou meu pai segurando minha mão.
–Está, só estou cansada.
Minha mãe deu uma pequena risada.
–Sei como é. –falou.
–Nossa mãe, não sei como você aguentou 6 vezes!
Ela riu novamente.
–Foi amor, Gina. Se pode aguentar tudo com amor.
Sorri para ela, incapacitada de desenvolver o assunto.
Eles se despediram e meu pai sussurrou um “descanse” para mim, apenas sorri de volta.
Voltei-me para meu marido que continuava babando.
–Harry. –chamei-o fazendo-o desgrudar os olhos de nosso pacotinho.
–Oi, amor. –ele acariciou minha face.
Fechei os olhos sentindo seu carinho. Bocejei.
–Eu to com sono. –falei. –Posso dormir?
Ele riu de minha pergunta.
–Claro, ruivinha. Descanse.
Sorri fechando os olhos.
–Vamos estar aqui. –disse Harry baixinho.
–Sempre. –completou.
Ri internamente com a semelhança de uma cena já vivida.
Então cai no sono, me sentindo mais feliz do que nunca.
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