Harry e Gina Depois De Hogwarts
10 Ossos do ofício
Notas iniciais
POV Gina:
–Harry –arfei- não podemos, mamãe –fiz uma pausa por não conseguir segurar meu gemido -Logo estará aqui para deixar James. –gemi novamente.
Harry estava me beijando em uma hora, e em outra nós já estávamos na cama com algumas peças de roupas e eu não conseguindo me contralar.
–Não. É. Minha. Culpa. Você. Ser. Tão. Linda. –disse ele pausadamente dando beijos em meu pescoço.
–Mas... –arfei e mordi meus lábios quando ele desceu sua boca para meus seios. –Ah, Dane-se!
O virei na cama de modo que eu ficasse em cima e comecei a beijá-lo.
Ding Dong.
Paramos estáticos no lugar, sim, nossa campainha havia tocado. Relutante saí de cima de Harry, o que o fez bufar, e pus meu roupão tentando me recompor. Desci as escadas de nossa casa ainda tentando me acalmar e abri a porta.
Do outro lado estava minha mãe com meu filho de quatro meses em seus braços, James tinha passado o dia na Tôca com os avós. Tinha a plena consciência que mamãe percebeu pela minha cara o que eu estava fazendo, o que me fez ficar mais vermelha. Tudo bem, eu tinha certeza que minha mãe sabia que eu fazia esse tipo de coisa, afinal eu tenho um filho, mas uma coisa é imaginar, ou simplesmente saber, outra coisa é ver a ponto de se tornar real.
Ela deu um pequeno sorriso malicioso. Ta aí um lado que eu via muito pouco e minha mãe.
–Olá, Gina. –disse voltando ao seu estado maternal.
–Olá, mamãe. –beijei-a tentando agir normalmente.
–Oi, filho.
Nesse momento tudo em minha cabeça pareceu sem importância, peguei meu filho em meus braços, ele deu uma risada que me fez encher de felicidade, é realmente estranho como isso pode acontecer quando se é mãe.
James tinha ficado relativamente grande, e quando mais tempo passava mais ele se provava ser parecido (fisicamente) tanto comigo, quanto com Harry. Já psicologicamente ele, mesmo tendo apenas aquilo de vida, já se provava um inteiro sobrinho dos gêmeos e filho de um dos marotos.
–Foi tudo bem, mamãe? –perguntei enquanto James brincava com meu cabelo.
–Foi tudo ótimo, Gina. Cada vez seu pai fica mais apaixonado por ele. –respondeu acariciando meu filho.
Antes que pudéssemos falar mais alguma coisa fomos interrompidas por passos descendo as escadas. Harry estava todo desarrumado, com o cabelo emaranhado e com sinais de... bem, você sabe.
–Quem era, Gina? –perguntou ainda não avistando minha mãe. –Ah! Olá Sra.Weasley! –ele ficou envergonhado igual a mim.
Fiquei imaginando que agora a situação de mamãe seria envergonhosa, Harry sempre fora como um filho para ela, então na sua mente eram como se irmãos... Urg! Não! Que nojo!
Mamãe disfarçou bem e agiu normalmente, conversamos um pouco e chegou a hora de ela ir embora, se despediu de James mesmo parecendo não querer largá-lo e foi embora.
Olhei para Harry e sem palavras começamos a rir histericamente da confusão, paramos quando James começou a chorar.
–Ei, amigão. –disse Harry pegando-o de meu colo. –Tá tudo bem, shhhhh. –completou ninando nosso filho.
–Harry, temos que dar banho nele. –ele já estava de saída. –E você vai aprender a dar banho nele, sim senhor. –disse repreendedora.
Harry bufou.
–Mas Gin... Você sabe que eu não levo jeito para essas coisas. Tenho medo de machucá-lo. –respondeu com um olhar de súplica forçado.
–Harry, você salvou o mundo e fez coisas que poucos bruxos teriam corajem, tipo me salvar da câmera secreta, e agora você me vem falar que tem medo de dar banho em seu filho? –coloquei a mão na cintura.
–É. –respondeu. –Não sei porque, mas tenha mais medo do que isso do que quando tive que enfrentar a morte. –fez cara de meigo.
Dei uma leve risada.
–Vamos lá, amor. –disse empurrando-o em direção ao andar de cima. –Eu te ajudo, te prometo que nada irá acontecer.
Ainda relutante ele aceitou e subiu as escadas.
Tivemos um ótimo tempo, nos divertimos com nosso pequeno, e no fim, Harry nem se preocupara com nada. Ao fim do banho James simplesmente caiu no sono, e era isso que eu e Harry queríamos fazer, com certeza.
Dei mais uma olhada para meu filho em seu berço, dei-lhe um beijo e sai junto ao meu marido.
Nos deitamos e nos aconchegamos um ao outro, nem tendo a capacidade de cogitar a ideia de terminar o que estávamos fazendo mais cedo, talvez amanha. Amanha. Bufei. Amanha Harry teria uma missão, não queria que ele fosse...
POV Harry:
–Harry, por favor, não vá... –suplicou Gina.
Bufei.
–Gina, você sabe que eu tenho que ir.
Estava na porta de nossa casa, com minha mala em minhas mãos e pronto para partir em minha missão, mas Gina não deixava, ela tem que aprender a entender o meu trabalho.
–Mas...
–Mas que saco, Gina! –gritei e me arrependi no mesmo momento quando a vi encolher. –Olha, me desculpe. –tentei abraçá-la mas ela se esquivou.
Isso doeu em meu coração.
–Ótimo! –gritei novamente. –Estou indo então! –peguei meu filho. –Tchau, filhão.
Dei um beijo em James antes de bater a porta e ouvir Gina chorar.
POV Gina:
Estava na Tôca após a briga minha e de Harry, tinha vontade de chorar, mas primeiro deixei James com meu pai na cozinha brincando, depois fui para a sala onde minha mãe estava sentada no sofá.
Só fiquei olhando-a por um tempo enquanto ela devolvia o olhar, e me entendendo como sempre ela bateu em seu colo, gesto para eu me deitar ali. Nem hesitei, deitei no sofá com a cabeça em suas pernas e quando percebi já estava derramando lágrimas e soltando soluços.
Mostrando mais uma vez o quanto me conhecia ela não falou nada, só ficou lá, me confortando até que eu me acalmasse, quando isso finalmente aconteceu ela abriu a boca:
–O que aconteceu, meu amor? –perguntou ainda me fazendo carinho.
Respirei fundo e soltei.
–É o Harry mãe, parece que ele não entende que toda vez que ele sai para uma missão me lembra quando ele foi caçar Horcruxes. –fiz uma pausa. -E eu sei que você percebeu, mesmo não querendo, o quanto eu sofri, eu sei que depois daquele momento todos aqui em casa já sabiam o que eu sentia por Harry, que no fundo, eu passaria o resto de minha vida com ele... Mas isso não é o ponto. –balancei a cabeça. –O ponto é: O quanto vai durar nossas vidas se ele continuar a se arriscar desse jeito?
Esperei um pouco, mas mamãe não me falou nada, então abri a boca para continuar, mas ela me deteve:
–Gina, primeiro você tem que parar um pouco e pensar: Harry já é bem grande, e mesmo quando não era enfrentou coisas piores do que essas missões... –Ia argumentar, mas ela não deixou. –E você também tem que entender, você ficou furiosa quando Harry falou que não queria que você jogasse de novo por causa de James... Mas enfim, você ficou brava e depois, o que aconteceu? –perguntou.
Puxei o ar novamente.
–Aí ele gritou comigo. –suspirei. –Depois ele se arrependeu e tentou me abraçar, mas eu não deixei, aí ele saiu batendo a porta.
Nesse momento já estava chorando tudo novamente.
–Eu sei que não é o fim do mundo, e que de alguma forma eu e ele voltaremos a ficar bem, mas eu não sei o que acontece comigo. –solucei. –Uma simples briga já me quebra, um simples choro de James então... já me deprime inteira... Não sei o que está acontecendo comigo mãe.
Ela me pegou pelos ombros e me fez sentar. Ela estava me olhando preocupada, e finalmente eu senti o quanto grata eu tinha que ser por tê-la como minha mãe.
–Talvez... –ela começou, mas parou e balançou a cabeça, eu franzi o cenho. –Não, esqueça. –ela suspirou. –Gina, é totalmente compreensível isso pelo o que você está passando, é simplesmente amor de mais. –ela deu uma pequena risada como se estivesse lembrando de algo. –Olhe, quando Harry voltar converse com ele, e comece a confiar mais também. –disse.
Me joguei em seus braços como não fazia desde que era bem pequena, quando ela era meu porto-seguro, e acho que agora ela voltou a ser. Percebi que ela sentiu isso e me apertou com todas as forças em seus braços, assim como fazia quando eu era pequena.
–Obrigada, mãe. –falei quando paramos de nos abraçar. –Sabe uma coisa que eu não entendo? Como você entende tanto os homens? –perguntei com cara de dúvida.
Ela riu.
–Bem, filha, você aprende certas coisas quando cria 6 deles... Na verdade 7, não podemos nos esquecer de seu pai. –ela completou.
Nós duas rimos. Eu sequei minhas lágrimas e fui brincar com meu amor, meu filho.
POV Gina:
Haviam se passado cinco dias desde que Harry e Rony (sim, ele tinha ido junto) saíram para a missão, eu James e Hermione estávamos dormindo na Tôca, acho que isso nos ajudava a não ficarmos tão solitários, nos acalmava.
Mas por um ponto eu nunca tinha visto Hermione tão frágil em toda minha vida, ela até passava mal às vezes, o que deixava mamãe morrendo de preocupação. Falando em preocupação, era isso que estávamos sentindo, a missão estava demorando mais do que o previsto, já era para eles terem voltado.
Estávamos na sala no final de tarde em volta da lareira, Hermione estava brincando com James e eu estava só obsevando, mamãe estava tricotando e papai estava vendo algumas coisas do trabalho.
Já deviam ser nove horas da noite quando ouvimos algum barulho no jardim, dois segundos depois entrou um Rony todo atrapalhado, suado e bagunçado pela porta, mas foi quando ele abriu a boca que o meu mundo caiu:
–Harry desapareceu.
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