Harry e Eu
3 Minha namorada Merlin & Meus pais e eu
Notas iniciais
Minha namorada Merlin:
No começo do outono, conheci uma garota totalmente louca das ideias, pela qual só me interessei pelos enormes seios que tem e pelo fato de ela ser descendente direta de algum Rei escocês, acho que estou virando fanático nisso. Nós se curtimos, saímos bastante, conversamos, quer dizer, quase conversamos, pois temos linguagens diferentes, é algo como A e B. Porém, fomos se entendendo com o passar do tempo. Charlotte de primeira aprovou Merlin, ao qual tem minha idade e um nome exótico para alguém que vive nessa cidade pequena.
Merlin tem 0% do meu interesse em sua inteligência, mas vence porque sabe cozinhar um macarrão dos Deuses e eu sou viciado em massa. Menina bonita, delicada, com o corpo esbelto e cabelos que vão até sua cintura. Loira natural, com a pele bronzeada de quem vive na praia e não tem mais o que fazer. Gostei dela e ela se apaixonou por mim, um grande erro que poderia cometer, pois, infelizmente ou felizmente só estou me divertindo.
Ela me pediu em namoro e sem pensar muito disse que sim. Vamos ver até onde eu aguento essa menina com cabeça de vento e corpo chamativo, o lado bom é que ganhei pontos com Charlotte.
Merlin cuida de mim, conta histórias e me diz como estou bonito quase todos os dias. Ela não se incomoda com meu senso de humor grotesco e nem com essa fama de galinha que adquiri. Acho meio insano me pedir em namoro sabendo que tenho essa fama peculiar. Mas, ela diz que me quer só para si e isso já basta... Pronto! Virei propriedade de Merlin, já pode carimbar a assinatura dela em minha testa.
Não vou mentir que estou gostando de sua companhia, mas nada que me faça achar que é para se casar. Ainda tenho muito que conhecer e não planejo me casar com a primeira que aparecer. Coitada... Tenta me fazer se apaixonar e juro que não estou me negando desse cuidar, vou ficar até não mais aguentar.
Meus pais e eu:
Não estava planejando contar um pouco mais profundo da minha vida familiar, contudo, seria injusto com meus pais não ter seus devidos reconhecimentos em minha história. Meu pai chama-se Edmundo e apesar de seu nome esquisito é um cara bem formal e trabalhador. Ele sempre quis me ter, desejava ter um filho homem que o ajudasse nos trabalhos braçais da obra onde trabalha. Sim, meu pai trabalha com obra. Simples, porém um trabalho digno de um homem de família. O que ele errou foi achar que eu iria querer trabalhar com ele. Juro que até tentei servir a obra e a esse ambiente másculo, porém, não curto ficar trabalhando carregando peso de sol a sol, desculpe pai.
Minha mãe é uma cozinheira de mãos cheias e uma costureira também, logo quando viemos morar no palácio ficou encarregada de criar vestidos para Charlotte e de escolher cozinheiras boas, já que continha conhecimento sobre tal assunto. Mas, com o tempo ela foi se criando e conseguiu um espaço para ter sua própria loja de roupas e costuras, hoje em dia é dona de uma marca chamada “LIZZ”, onde são criados vestidos de bailes, vestimentas formais e chapeis que você só vê gente velha e rica usando. Não vou negar que minha mãe, ao qual esqueci de mencionar que se chama Lizz, tem talento para a coisa. Ela é uma pessoa muito simpática e bem criativa.
Ambos estão na casa dos 50 e poucos anos e mesmo assim aturam um casamento sem graça e sem muita expectativa. Chegaram naquela fase onde você só é casado para dizer que um dia amou alguém de verdade. Ambos quase não se veem e eu não sei qual foi a ultima vez em que vi os dois darem um selinho. Entretanto, a vida dos dois está perfeita desse jeito, afinal, seus filhos estão crescidos e agora é só sentar e esperar ter netos para dizer que estão satisfeitos 100% com a vida.
Minha irmã é a filha favorita dos dois e eu sou o filho mais mimado por minha mãe. Meu pai hoje em dia não dá muita "trela" para mim, já que não segui seu caminho de “guerreiro braçal”, mas, não ligo. Tenho dezoito anos e já sei muito bem que não preciso encher ego de pai para se sentir melhor.
Por enquanto é isso que tenho a contar sobre minha vida familiar.
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