Sempre.

Max pensou nessa palavra pelo resto da semana naquele tempo. Por que estava pensando no sempre? Se o próprio “sempre” não existia? Max na verdade tinha a famosa resposta para isso. Bem, não era uma resposta, era...um pensamento. Sua família estava de mudança, mas a mesma não queria deixar sua amada cidade e sua amada melhor amiga Chloe Price.

Lembrou-se de todos os momentos com a melhor amiga, de todas as risadas, brincando de piratas e sempre dizendo que iriam ser melhores amigas pra sempre. Que iriam brincar pra sempre. Que iriam dominar o mundo sendo piratas, sempre.

Mas, todas essas memórias e todos esses “sempre” surgiram em uma noite. Duas noites antes da menina de 13 anos viajar. A mesma se revirava na cama, sem sono, com todas essas memórias da infância invadindo seu cérebro. O pensamento de nunca mais poder ver a melhor amiga de novo era perturbador.

Vanessa Caufield e Ryan Caufield também se sentiam tristes pela mudança, mas os mesmos estavam com planos na cabeça de mudar de vida. Arcadia Bay era uma cidade muito pequena e eles queriam crescer o seu mundo e a própria vida de Max, mesmo com ela não aceitando sair da cidade.

Seattle, a cidade grande, onde seus sonhos irão se realizar...dizia Vanessa a filha jovem de 13 anos. Maxine com tristeza, balançava a cabeça num tom positivo, disfarçando sua dor que sentia por dentro. A menina já havia cansado de pedir aos pais para ficar, mas nada mudava a mente deles.

O primeiro suor escorreu em sua testa naquela noite calorenta. Uma mariposa marrom batia na janela de seu quarto, até que percebeu a entrada logo abaixo de si mesmo, entrando no quarto de Maxine.

A menina encarou a mariposa, seguindo seus passos pelo quarto escuro da mesma. E então, foi pega de surpresa pelo seu sono repentino, adormecendo. Todos seus pensamentos anteriores foram transformados em sonho na sua cabeça se acumulando em várias cenas com a palavra “sempre”. Mas então...algo estranho aconteceu no seu sonho.

Max, eu sempre estarei com você. Max ouviu na escuridão de seu pesadelo, alguma voz parecida com a de Chloe. Mas também ouviu chuva, raios...tempestade.

Não se esqueça de mim. Era a Chloe falando mais uma vez, num tom choroso.

Sempre. Max ouviu a própria voz sussurrando essa palavra.

Nunca. Ouviu-se novamente, com uma voz levemente tremula.

Desejaria poder ver o que ocorria no sonho, mas tudo que via era escuridão. E então, pula de sua cama, com febre e suando. Seus batimentos cardíacos disparados.

O canto de sua cama está molhado e então, percebe a janela de seu quarto ainda aberta, com a chuva entrando nela, grossa. Olhou seu relógio que estava em cima de uma gaveta ao lado de sua cama, podendo ver as horas: 4HRS.

Fechou a janela de seu quarto para evitar que a chuva entrasse novamente, agora, se encolhendo no cobertor e observando a chuva e seu barulho, esperando cair no sono novamente.