Half of My Heart

4 Capítulo 4: Parte I


Notas iniciais
Bem, espero que vocês estejam a gostar da minha fic. :) Demorei um pouco mais a postar porque a minha inspiração de vez em quando prega-me partidas destas xD Continuem a acompanhar e a comentar! :)

Entramos no armazém e eu vou em direcção à mesa onde faço a “magia” de que o Oliver tanto fala. Enquanto ponho o sistema operacional, pouso a minha carteira e o tiro o meu casaco deixando-os em cima da mesa.

Sento-me na minha cadeira, começo a mexer nos computadores e deparo-me com o Oliver sentado ao meu lado, a tentar perceber o que eu estava a fazer, em busca de alguma pista, que nos leve ao paradeiro da Thea.

– Felicity, alguma novidade? – Pergunta Oliver ansioso.

– Oliver, calma, ainda agora comecei, tenho a certeza que vamos encontrar algo. – Respondo tentando mantê-lo calmo. – A última vez que o Roy a viu foi no clube certo? Estou a tentar rastrear o gps do telemóvel dela para saber o último local onde ficou activado. – Continuou sem lhe dar tempo para responder. – E também estou à procura nas imagens das câmaras de trânsito tentando encontrar o carro dela em algum local.– Olho para o Oliver e vejo a sua expressão de preocupação – Vamos encontrá-la Oliver, tenho a certeza.

Ver o empenho da Felicity em ajudar-me dá-me certezas que vou encontrar a Thea. Tenho confiança nela, confiava-lhe a minha vida se ela dependesse disso, e sei que juntos, vamos trazer a minha irmã de volta a casa, sã e salva.

– Oliver? – Sou despertado dos meus pensamentos pela voz da Felicity a chamar por mim. – Onde está o Dig? – Ouço-a perguntar –

– Felicity, hoje, somos só nós os dois. – Respondo. – Depois do que se passou na Rússia achei que o Diggle precisava de algum descanso.

– Hum, está bem então. Só nós os dois. Acho que é uma boa opção. – Responde Felicity – Oh, não que eu não goste de ter o Dig entre nós… Quer dizer, não entre nós dessa maneira… – Felicity faz uma pausa — Mas na equipa, a trabalhar connosco. – Diz tentando recompor-se da sua atrapalhação.

Ver a Felicity atrapalhada é algo que me deixa sempre um sorriso no rosto. Esta forma de dizer tudo o que lhe vem à cabeça sem pensar, é tão característico dela, principalmente quando está comigo, que já considero isto uma coisa só nossa. Algo que nós partilhamos aqui, no armazém, mas também lá fora, quando eu sou apenas o Oliver.

– Oliver! Anda cá, acho que descobri alguma coisa! – Chamo o Oliver, que já não estava sentado ao meu lado, e sim a andar de um lado para o outro do armazém, impaciente. – A última vez que o gps da Thea esteve activo, foi aqui – digo apontando para um ponto vermelho a piscar na tela do computador – parece que é um armazém fora do Glades.

– Felicity, envia-me as coordenadas para o telemóvel e vai-me dando indicações. – Diz Oliver que já vai em direcção à porta – Obrigado! E não saias daqui até eu voltar. – Acaba, saindo porta fora.

Para onde queria ele que eu fosse? Será que já se esqueceu que é de madrugada e que tem que me dar boleia? Claro que não vou a lado nenhum. Aliás, nem podia mesmo que quisesse, uma vez que vou servir de gps ao Oliver.

– Consegues ouvir-me? – Pergunto – Oliver?

– Sim Felicity, estou a ouvir-te perfeitamente. – Responde Oliver do outro lado. – Para onde tenho que ir?

Ele já tinha saído há uns minutos e agora era eu quem o guiava pelas ruas da cidade.

– Estás a ver esses semáforos aí à frente? Depois de os passares tens que virar na primeira rua à direita. Após passares essa rua, segue em frente e vira na segunda rua à esquerda. Aí vais encontrar o armazém de que te falei. – Respondo ao Oliver esperando que ele tenha percebido tudo o que eu disse.

– Obrigado Felicity. Já te volto a ligar. – E do outro lado ouço o acelerar da mota de Oliver e a chamada termina.

Depois do Oliver desligar, levanto-me da minha mesa e começo a percorrer o armazém. Como o Roy pediu ajuda ao Oliver, ele não foi vestido de Arqueiro procurar a Thea, e quando dou por mim, estou a olhar para o fato que esta no armário guardado a imaginar como seria se algum dia fosse eu a despir o fato ao Oliver.

Sou despertada das minhas divagações loucas quando o meu telemóvel toca. A esta hora só pode ser o Oliver a dar-me notícias por causa da Thea.

– Estou? Oliver? – Digo mal atendo a chamada – Está tudo bem? – Pergunto.

– Felicity. Está tudo bem, mas preciso da tua ajuda. – Diz Oliver do outro lado da linha. – A Thea está aqui. O carro está parado na entrada. Eu tentei entrar pela porta da frente mas ela está rodeada de seguranças – continua – a porta das traseiras tem alarme e está fechada com um daqueles códigos que só tu me podes ajudar a descobrir. Consegues ajudar-me fazendo a tua magia? – Termina Oliver.

– Sim Oliver, claro que te consigo ajudar. Aproxima-te da porta das traseiras e tenta abrir a caixa do código sem dares muito nas vistas. – Respondo dirigindo-me directamente para a mesa de onde a pouco me tinha levantado. – Já está? – Ouço Oliver responder afirmativamente do outro lado. – Muito bem, agora só preciso que ligues o teu telemóvel ao alarme para eu conseguir ter acesso à informação deste lado. – A chamada continua activa e mal o Oliver liga o telemóvel ao aparelho, consigo aceder à informação que ele me pediu.

– Como corre isso Felicity? – Pergunto ouvindo do outro lado o som do teclado do computador a funcionar. –

– Só mais uns minutos Oliver. Está quase. – Respondo. – YES! – Exclamo quando consigo aceder ao código. – Já está Oliver, neste momento já tens o caminho desimpedido, podes entrar e ir resgatar a tua irmã.–Afirmo – Até já. E boa sorte.

– Felicity, és a minha salvadora sabias? Obrigado! Até já. – Diz Oliver entrando no armazém onde estava a sua irmã, ouvindo a porta a fechar-se atrás de si.

E a chamada termina.

Ao percorrer aquele longo corredor, em direcção a uma sala mal iluminada, Oliver pensa como é que a Felicity reagiria se soubesse que ela não o salva apenas quando tem problemas informáticos e precisa que ela sirva de hacker, mas também quando ele entra naquele mundo obscuro que existe na sua mente e que o persegue sem lhe dar descanso.

Quando ele entra nesse mundo, onde parece não haver fim, é o sorriso de Felicity, as lembranças das conversas entre eles e das suas coloridas e divertidas roupas, que o conseguem trazer de volta à terra, tirando-o dos seus pesadelos.

Ando alguns metros pelo corredor sem encontrar nenhum problema. Mas cada vez que me aproximo mais da porta, vão aparecendo seguranças. Vim desarmado, sem a minha roupa de Arqueiro porque isso iria ser muito suspeito quando resgatasse a Thea.

Consigo livrar-me de dois seguranças sem que os restantes ficassem alerta. Afasto as armas das suas mãos, para que eles não as alcancem, e pego numa delas de forma a proteger-me. Nunca gostei muito de armas de fogo, mas nesta altura, é a melhor solução que encontro.

Continuo o meu caminho em direcção à porta determinado a salvar a minha irmã, custe o que custasse. A porta está protegida por dois seguranças armados, e do lado de dentro consigo ouvir os gritos de Thea.

– SOCORROOOOOOOOOO! ALGUÉM ME AJUDE! – É o que ouço do outro lado, tendo a certeza que é a voz de Thea.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo! Ele está dividido em duas partes, brevemente publico a segunda! :D Continuem a acompanhar e a comentar! Obrigada! :) E sugestões são sempre bem-vindas! :D XoXo, Sandy