Notas iniciais
Genteeeeeeeeee demorou mas tá aí. Eu já estou de férias então agora eu JURO PELO RIO ESTIGE que eu vou postar os capítulos mais rápidos. Esse cap. ficou um pouco (talvez muito) grande. Daqui para fente a fic vai ficar agitada hehehe. SE PUDER LEIAM AS NOTAS LÁ EMBAIXO, OBRIGADA.

Mal posso acreditar que tenho 16 anos. Eu lembro que quando era menor me pegava pensando algo do tipo “ah, como será que é ter 16 anos?”. Eu também lembro que eu não via a hora de eu chegar nessa idade.

16 anos pode parecer pouca coisa, mas já é um começo para mim. E o melhor de tudo é estar completando 16 anos em um lugar incrível com uma amiga, quer dizer, irmã, maravilhosa do seu lado.

Faz pouco tempo que eu e Thalia nos conhecemos mas esses últimos dois dias foram os melhores da minha vida.

E, agora voltando para NY, tenho certeza que essa mudança é uma das melhores coisas que já me aconteceram.

[[FLASHBACK ON]]

Assim que entrei em casa depois de chegar da rua com Thalia, tia Nancy estava no telefone com alguém. Acenei para ela e fui para meu quarto largar minha bolsa e tirar meus sapatos. Ela logo me grita e continua falando ao telefone.

— Sim, está tudo bem. Alías, Annabeth acabou de chegar, um momento— diz ela fazendo uma pausa — Annieeeeeeeeeeeeee vem cá, tem alguém aqui querendo falar com você.

— Já to indo, perai! — Tiro meus sapatos às pressas e logo vou para a sala —Tô aqui.

— Querida, é o seu pai no telefone. Ele... ele quer te contar um negócio, toma — ela diz me entregando o telefone e dando um sorrisinho. No começo acho tudo um pouco estranho mas depois me lembro que mais cedo meu pai tinha me falado que ligaria para me contar “novidades imperdíveis”.

— Alô, pai? — digo tentando disfarçar minha ansiedade.

— Annabeth, o quê você pensa que estava fazendo na rua uma hora dessas?

— Hum... eu tinha saído com a Thalia, aquela garota que eu te falei hoje mais cedo. Ela tá me mostrando tudo por aqui, e ela é bem legal.

— Só estou brincando, Annie. Bom, mas não foi para isso que eu liguei. Lembra que eu te disse hoje mais cedo que ia te dar umas novidades? Então, é por isso.

— E quais são, pai? — pergunto um pouco ansiosa.

— Você já vai saber mas antes eu gostaria de te perguntar uma coisa. Filha você precisa de alguma coisa? Bom, sei que sua tia trabalha muito e... — eu o corto antes dele terminar o que estava dizendo.

— Pai...

— Você fica a empregada a maior parte do tempo. Aliás, ela te trata bem? Porque você sabe como algumas são ranzinzas e não quero que você passe fome ... — ele continua a falar me ignorando.

— Pai...

— Você pode me ligar quando precisar, eu já te disse isso. E, se você quiser voltar, eu e Cristine estaremos...

— PAI EU ESTOU BEM!!!!!!! AQUI ESTÁ TUDO CERTO E NÃO TENHO NENHUM PROBLEMA COM A MAY. AGORA SERÁ QUE O SENHOR PODE ME CONTAR AS NOVIDADES, QUE FORAM O MOTIVO PELO SENHOR TER LIGADO?

— Tudo bem, tudo bem... Vamos lá. É o seguinte filha, você está ficando mais velha e responsável e eu queria dizer que sinto muito orgulho de você, e se sua mãe estivesse aqui também sentiria... Por isso eu já enviei por correio duas passagens de avião para você passar seu final de semana em Los Angeles. Espero que goste.

...

O telefone ficou mudo por uns dois minutos, até minha tia Nancy tirá-lo da minha mão e minha ficha começar a cair.

Eu vou pra Los Angeles? EU VOU PRA LOS ANGELES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! E NO MEU ANIVERSÁRIO DE 16 ANOS!!!!!!!!!!! Isso só podia ser um sonho.

— Alô, Frederick? Acho que ela ficou um pouco, ã... chocada — disse tia Nancy voltando a falar com meu pai. — Espera, acho que ela ta voltando ao normal — ela olha para mim — Querida, pegue aqui, isso —ela me entrega o telefone e continua — fale com seu pai antes que ele tenha um ataque.

— Pai isso é MARAVILHOSO! Eu sempre quis ir para Los Angeles e, ah! Obrigada pai esse presente é a melhor coisa que eu poderia ganhar! Sério, não precisava se preocupar!!!!!!!! Na verdade, precisava sim, estou doida pra ir, obrigada!!!! — mando um beijinho para ele pelo telefone.

— Que bom que gostou, fico feliz em saber. Só espero que você aproveite, Annie. Você não é mais aquela menininha que ensinei a andar de bicicleta, você está se tornando uma mulher e cada dia mais independente. — Senti a saudade na voz dele — Aliás, eu enviei duas passagens, que, no caso, eram para Nancy e você, mas como ela não vai poder ir por questões médicas...

Eu quase engasguei. Quase.

— Ã? Epa, pera, o quê? Tia Nancy você está bem? — digo tirando o telefone da orelha, e ela me responde apenas com um sinal positivo.

— Desculpa pai, pode continuar.

— Tudo bem. Então, como eu ia dizendo, sua tia não vai poder ir e eu não gostaria de te ver indo para o outro lado do país sozinha. Se você quiser pode dar a passagem para alguém, mas é melhor a pessoa ser de confiança. E com esse ‘’de confiança’’ quero dizer que é melhor que seja uma menina, e não um rapaz. Entendeu?

— Si-sim pai. Claro, eu não tenho mais nenhum namor... — parei a frase bem no meio e ele percebeu meu desconforto, então logo mudou de assunto.

— Sei. Annie, é bom você descansar e pensar bem na pessoa que irá convidar e vá dormir, já está tarde.

— Ah pai, não são nem dez horas, você acha que eu durmo THALIA!!!!!

— O que? Tarde?

— Não pai, a Thalia! Eu vou chamar a Thalia. Pai, tenho que desligar, preciso contar as novidades pra ela, tá? Mil beijos, muito obrigada de novo. Manda um beijo pra Cristine. Eu te amo.

— Tudo bem, também te amo filha. Estou com saudades, te amo minha menina.

Desliguei o telefone e dei um abraço na tia Nancy, que pareceu meio atordoada no começo mas depois retribuiu. Eu fui logo para o corredor e toquei a campainha do apartamento da Thalia umas quinhentas mil vezes e bati na porta até minha mão latejar, até que ela abriu.

— Que é? Olha, eu tava ouvindo meus...

Eu a cortei antes de ela terminar a frase e gritei tão alto que o prédio inteiro poderia ter escutado.

— NÓS VAMOS PRA LOS ANGELES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! — Dei um abraço na Thalia que quase caiu para trás com o susto.

— Que? Annabeth, você tá bem? Bebeu alguma coisa que não devia?

— Não Thalia, é isso mesmo. NÓS vamos pra Los Angeles, isso é, se você aceitar...

— Pera, entra e me explica isso direito.

Depois de ir para o quarto da Thalia e explicar toda história, ela quase furou meus tímpanos quando deu um berro gritando um belo MAS É CLARO QUE SIMMMMMMMMMMMMMM, mas eu não a culpo, já que eu praticamente fiz a mesma coisa.

E, nessa noite eu mal consegui dormir de tanta ansiedade.

Só depois tive que lidar com os chiliques da Thalia querendo saber se não tinha outro jeito de irmos pra lá sem ser de avião, já que ela tem medo de altura. Mas, no final, tudo deu certo, ou quase certo...

***

Quando embarcamos na sexta feira para nosso final de semana em LA, minhas pernas estavam bambas e eu fiquei a viagem toda acordada. A Thalia dormiu assim que entrou no avião, pois como ela tem medo de altura, tomou calmante e pregou os olhos.

Saímos três da tarde e chegamos às oito no nosso hotel e ele era fantástico. Pena que não iríamos ficar muito tempo nele pois tínhamos uma Los Angeles inteira para aproveitar.

Tomamos um banho quente e logo nos arrumamos para sair. A gente acabou indo pra um restaurante mexicano depois de andarmos por umas avenidas. Comemos e pegamos um taxi que nos levou para Bervely Hills. Vimos umas casas fantásticas eu tirei um monte de fotos, estava apaixonada pela arquitetura daquelas mansões maravilhosas.

A Thalia disse que tudo aquilo era perda de tempo, que ela queria ir para Hollywood na calçada da fama logo, mas eu disse para deixarmos isso para amanhã de dia e que a gente já tava cansada por causa da viagem e tal.

Depois de isso, pegamos outro taxi que nos deixou na porta do nosso hotel. Eu tomei outro banho, coloquei um pijama e logo dormi, mas a Thalia fez questão de me acordar a meia noite em ponto dizendo que eu já tinha 16.

— ANNABEEEEEEETH! — chacoalha, chacoalha.

— THALIA EU VOU TE MATAR, EU TAVA NUM SONO TÃO...

— VOCÊ JÁ TEM 16!!!!!!!!!!!

— O QUE??????????? AHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O resto você já deve imaginar: pulamos pelo quarto do hotel que nem duas malucas comemorando que eu já tinha 16. Puxa, ainda bem que os quartos tinham isolamento acústico, se não estaríamos fritas por acordar os outros hóspedes.

Acabamos dormindo umas duas horas depois, mas acordei cedo com o sol californiano brilhando. Dessa vez foi minha vez de acordar a Thalia, que por sinal tem um sono de pedra. Eu tive que jogar um pouco de água no braço dela pra ela acordar. Devia ter jogado na cara, assim ela não teria enrolado um ano pra levantar.

Eu coloquei logo um shorts, uma blusa, um tênis, amarrei um agasalho na cintura e peguei meus óculos de sol. A Thalia fez a mesma coisa, só que a única cor que ela usou foi preto.

Depois de tomarmos café da manha fomos pra Hollywood, se não a Thalia ia enfartar. Tirei foto na calçada da fama com a estrela de alguns famosos que consegui, porque lá tava muuuuuito lotado, parecia um formigueiro.

Comemos cachorro quente de almoço e depois continuamos a andar por LA. No final da tarde fomos ver o “HOLLYWOOD” na montanha. Cara, aquilo era mesmo fantástico.

Lá conhecemos duas meninas, a Katelyn e a Nicole, que disseram para as chamarmos de Kat e Nick. Elas estão hospedadas em um hotel em frente ao nosso. Thalia acabou contando para elas que hoje é meu aniversário e elas nos chamaram para uma festa que o amigo do primo da Nick vai dar. Parece que vai ser legal, até porque eu vou estar numa festa no meu aniversário.

Nós quatro andamos a tarde toda juntas e agora já é de noite. Estou terminando de me arrumar para essa tal festa aí. Agora, pensando bem, não sei se é uma boa ideia. Quer dizer, a Kat e a Nick são garotas boas — eu espero — mas acabamos de nos conhecer e não parece certo já irmos na festa de pessoas que nem conhecemos direito...

Quando eu falei isso pra Thalia ela quase me matou, disse que eu sou muito preocupada, que eu penso em tudo e blá blá blá. Decidi deixar a preocupação de lado e ir pra essa tal festa aí, mas minha consciência dizia que era pra eu tomar cuidado.

Fomos para o hotel para nos prepararmos para festa. Eu decidi vestir um vestido preto liso com aberturas no colarinho, ele não era muito longo, mas também não era curto demais, era na medida certa. Deixei meu cabelo preso em um rabo de cavalo, peguei um blazer preto para colocar por cima se eu sentisse frio e vesti um salto preto. Passei lápis e rímel para destacar um pouco meus olhos cinzentos, um gloss labial e peguei uma carteira para colocar o celular.

Fui ver se a Thalia precisava de ajuda e ela mal tinha se vestido. Por fim, ela acabou colocando — graças aos deuses — um vestido que não era preto. Eu até achei meio estranho, já que ela decidiu usar vermelho.

— Thalia. Eu to até com medo, acho que vai acontecer um terremoto ou coisa do tipo.

— Ã? — ela perguntou confusa.

— Thalia, deixa eu te explicar bem, não sei se você percebeu mas você ta usando vermelho ao invés de preto. Isso é um milagre porque eu nunca te vi usar nada preto durante essas duas semanas que eu te conheço.

— Ah, cala a boca e me ajuda aqui — ela fez cara de brava e me pediu ajuda — não to conseguindo fechar o zíper.

Então, eu ajudei Thalia a terminar de se vestir e, insistindo muito, consegui fazer com que ela passasse um batom vermelho e usasse salto.

Olha, não quero me gabar, mas a gente tava bonita. Ah, tava.

Depois disso encontramos a Kat e a Nick na frente do nosso hotel. A Kat tava com o cabelo cacheado todo solto e usava um vestido bem curto e branco tomara que caia com um salto azul escuro. A Nick estava com o cabelo solto também mas o vestido dela tinha alças e era de um azul clarinho assim como o salto branco que ela usava.

Um carro estava nos esperando — era um amigo da Nick que veio nos buscar. Entramos no carro e demorou uns vinte minutos até ele chegar numa boate que seria a festa.

As meninas estavam todas animadas, mas eu tava mais preocupada do que ansiosa. Sei lá, aquilo não parecia certo.

Fui arrastada do carro pela Thalia que quis entrar correndo pra aproveitar a festa ao máximo, já que essa era nossa última noite em LA, já que iríamos embora amanhã a tarde.

Tinha muita gente lá. Muita gente mesmo. Tipo, MUITA. A pista de dança tava lotada, todo mundo lá tava espremido, parecia um formigueiro. A boate tinha pouca iluminação, mas o que permitia a gente a enxergar eram as luzes neon da pista. Outra coisa que estava me incomodando um pouco era a musica altona. Tava muito alta, mas muito mesmo... Não duvidaria se saísse dali surda.

A Thalia queria logo ir pra pista de dança mas eu me recusei a ir e fiquei sentada em uma mesa vendo a Thalia ir falar com o DJ pra mandar ele colocar um rock pesado, mas parece que ele recusou porque ela voltou toda irritada e xingando.

Eu falei que ia pegar uma bebida pra nós e mandei ela ficar ali guardando a mesa mas adivinha o que aconteceu? Ela fez o OPOSTO do que eu falei. Quando eu voltei ela tinha sumido e dois meninos estavam na nossa mesa, quer dizer na mesa que eu tinha pegado.

Então eu, burra, saí andando com as duas bebidas na mão e quando finalmente achei a Thalia adivinha o que aconteceu? Se você disse que não tinha mais nenhuma bebida no copo você acertou. Sabe, não que eu tenha bebido tudo, mas como eu fui empurrada pra lá e pra cá naquela multidão, a bebida agora estava toda no chão.

— Annabeth, onde você tava? Eu tava te procurando que nem doida! Aliás, olha quem eu conheci — ela disse animada apontando para um garoto e uma garota, mas eu devo ter feito uma cara muito confusa porque ela já foi logo me explicando quem eles eram — ai, esses são os filhos mais novos do Bon Jovi!

— Ah ta... Muito prazer. — dei um sorrisinho e me virei para a Thalia dando a ela um dos copos vazios — pera um pouco, que história é essa de você ter me procurado a festa toda? Eu é que to rondando que nem barata tonta atrás de você. Sinto muito mas sua bebida agora está em algum lugar desse lindo chão.

— Annabeth, relax. Eu já bebi três desses e eles são ótimos, agora vamos curtir porque isso aqui tá demais.

— QUE? COMO ASSIM VOCÊ JÁ BEBEU TRÊS DESSES COPOS? — Eu falei meio preocupada pois a Thalia nem tem idade suficiente pra beber tanto assim.

— Como eu ia dizendo, ai Annabeth, relaxa e curte uma vez na sua vida!

Então ela pegou meu braço e me arrastou pra pista de dança à força.

— Thalia me largaaaaaaaaaaaa!!!

— Não, vamos dançar, além do mais eu amo essa música e hoje é seu aniversário.

Eu acho que eu tava um pouco inconsciente por causa da musica alta que afetou meu cérebro porque eu não lembro de mais nada a partir daí. Eu sei que a gente dançou até tarde e foi até que legal. Mas eu bebi dois copos daquele negócio que eles estavam servindo e acho que isso também contribuiu para o meu esquecimento.

Depois de um tempo eu ouvi uma gritaria e parece que tava tendo briga ali. Depois a gritaria começou a aumentar e um monte de gente que tava na pista também começou a gritar. Eu só peguei o braço da Thalia e puxei ela o mais rápido que eu pude. A gente saiu dali e vimos a Nick. Ela disse que era melhor a gente ir embora pois uns dez caras se envolveram em uma briga e a polícia ia chegar e o tal Mark, o aniversariante, não queria menores na festa pois podia dar rolo, já que estavam dando álcool para qualquer pessoa.

Aí eu lembrei que nem ver esse Mark eu tinha visto. A gente resolveu sair dali bem rápido, pois não queríamos problemas. Eu preferi ir a pé para o hotel pois a essa hora não era muito seguro pegar qualquer táxi. Sei lá o que tinha dado em mim porque também não é seguro andar na rua a essa hora.

A Thalia tava um pouco mal, ela tinha bebido demais. Acho que ela vomitou umas três vezes durante todo o caminho.

Ela disse que quando eu ficasse bêbada pela primeira vez também ia ser assim mas eu garanti a ela que isso nunca aconteceria porque eu nunca iria ficar bêbada e ela riu da minha cara.

Quando chegamos no hotel era beeeeeem tarde, tipo umas três e meia da madrugada. Eu estava morta e a Thalia foi direto para a cama dela, nem colocou pijama, só tirou o salto e dormiu até o dia seguinte. Eu fiz a mesma coisa só que escovei os dentes e coloquei pijama.

Quando acordei já eram quase MEIO DIA. Nosso voo estava marcado para as três horas então tínhamos pouco tempo em LA. Eu acordei a Thalia e logo fomos para a rua comer alguma coisa porque a gente tava com muita fome.

Depois voltamos para o hotel e arrumamos nossas coisas. Fomos direto para o aeroporto e embarcamos. E aqui estou eu, no avião com a Thalia roncando do meu lado.

[[FLASHBACK OFF]]

Não consegui parar de pensar no dia em que cheguei aqui. Como me senti e quem vi. Não queria me iludir, mas tive um pouco de esperança de ver o... Percy de novo no aeroporto. Mas, quando chegamos a tia Nancy estava nos esperando e fomos direto para casa. É, eu acabei não vendo ele...

No carro, a tia Nancy disse que a mãe da Thalia, a Sra. Grace, tinha feito um jantar para nós, que a propósito estava ótimo. Só que depois de jantar ela também contou que a Thalia logo ia viajar por uns dias para ficar com o pai dela no Canadá antes que as aulas começassem. Fiquei um pouco — talvez muito — aliviada porque ela disse que a Thalia estaria aqui para o primeiro dia de aula e seria ótimo não estar sozinha na escola nova no primeiro dia de aula. Acho que ela vai viajar na terça e volta no sábado, uma coisa assim.

Depois de agradecer a Sra. Grace pelo jantar e me despedir da Thalia, fomos logo para o apê e a tia Nancy me deu um presente, quer dizer, mais um. Ela me deu um vestido muito bonito e mais um vale presente para eu gastar na livraria que fica aqui perto. Eu a abracei e ela disse que sentia muito orgulho de mim, que agora e era uma mulher e mais um monte de coisas.

Então, eu tomei um bom banho quente e quando saí do banho a tia Nancy estava falando com meu pai e ele queria conversar comigo. Ele me disse um monte de coisas que os pais dizem quando as filhas fazem 16 anos. Eu o agradeci pela viagem e disse que ela foi o melhor presente que eu poderia ter ganhado e que a Thalia também tinha amado. Ele então me mandou abrir o armário e eu, meio desconfiada, perguntei o por quê e logo minha ficha caiu.

Quando eu abri o meu guarda roupas tinha em um espaço uma mesinha de arquiteta! Eu surtei. Desde pequena sonho em ser arquiteta e ter uma coisa dessas para desenhar. Comecei a gritar de emoção e ele e a tia Nancy falaram pra eu fechar o bico pois já era tarde e os vizinhos iriam reclamar. Fiquei agradecendo meu pai por uns dez minutos até ele dizer que tinha que dormir e me mandou também.

Depois que meu pai desligou eu lembrei de Luke. Ele sempre me ligava nos meus aniversários e me fazia surpresas. Sabe, acho que ele me esqueceu de vez. E eu decidi fazer o mesmo. Dalí para a frente eu nunca mais iria pronunciar o nome daquele cretino do Luk... do Você-Sabe-Qu... não, assim parece que é outra pessoa. Tá, eu nunca mais ia pronunciar o nome daquele cara.

Então, caí no sono vendo um filme que nem sei o nome.

Notas finais
Oi de novo pessoaaaaaaaaal, como eu disse eu já estou de férias então agora os capítulos vão ser postados MUITO mais rápido. Bom, a primeira coisa: essa festa NÃO é a da sinopse. Quando Percabeth vai aparecer? A resposta é no capítulo 7, ou seja no próximo. ME AGUARDEMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM. Pessoal outra coisa que eu queriam esclarecer: o aniversário da Annie é dia 12 de julho, mas se eu colocasse nessa data a fic ia demorar demais, então decidi antecipar pra agosto. Espero que tenham gostado, beijooooooooooooossssssss