Notas iniciais
Acabei agoraaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Meu paizinho Poseidon preciso fazer o oito!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Espero que gostem, até lá embaixo!

Já faz dois dias que a Thalia tinha viajado para o Canadá, e desde que chegamos de LA tudo foi meio corrido e não conversamos muito. Na segunda ela teve que fazer um monte de coisas e só falei com ela de noite. Na terça eu fui levar a Thalia no aeroporto com a Sra. Grace — que chorou por um tempão e eu fiquei meio que nossa, sua filha vai ficar fora por quatro dias e meio, não por dois anos — e desde então estou enfiada no meu quarto. Lendo. Ou vendo filmes. Ou lendo.

Na verdade, eu já li todos os livros que comprei com o vale presente da tia Nancy. Quando estou com fome eu vou até a cafeteria perto daqui, mas como eu ando com muita preguiça, mal tiro meu pijama. Eu estava vendo um filme muito tedioso quando a May entra no meu quarto e diz para eu ir pra algum lugar porque a minha tia já tinha ligado pra ela umas quinhentas vezes mandando ela me expulsar do meu quarto.

E eu, com muita preguiça — mas muuuuuuuita mesmo — tirei o pijama, coloquei um short, uma blusa e um tênis, peguei meu celular, meu fone, o primeiro livro que eu vi na estante e minha carteira e fui pra cafeteria. Esse era o único lugar que eu poderia ficar ‘’em paz’’ e também fora de casa.

Na maior lentidão caminhei até lá e quando entrei sentei numa mesa bem lá no fundo isolada do barulho onde eu poderia ler e tomar o café — que eu não gostava mas engolia mesmo assim — que eu iria pedir.

Depois de uma meia hora o copo de café ainda estava ali me encarando e eu já estava quase na metade do livro que eu já tinha lido no mínimo umas três vezes, mas que era legal.

De repente eu vi uma cabeleira ruiva entrando na porta e eu quase tomei um susto quando vi quem estava atrás dela. A primeira coisa que pensei foi que aquela poodle ruiva estava me perseguindo e depois que eu era muito sortuda e azarada ao mesmo tempo, porque eu tinha encontrado o garoto que eu passei as últimas duas semanas pensando mas que eu deveria estar tão feia que — se ele me notasse, claro — iria tomar um susto.

Eu acho que fiquei um pouco branca. Se a Thalia estivesse aqui ela com certeza iria fazer alguma gracinha do tipo “ nossa, mais branca do que já é? Impossível”. Mas aí eu lembrei que ele era amigo da Thalia, então provavelmente eles iriam se falar e tal e eu ficaria plantada que nem um pimentão prestando atenção na conversa.

Mas eu fiquei branca não por pensar nisso mas porquê a primeira coisa para que Percy olhou estava sentada no fundo da sala, toda desmanzelada, com um livro na mão e um copo de café na mesa. Ou seja, ele olhou para mim.

Logo que ele me viu ele deu aquele sorrisinho dele. Ai meus deusesssssss! Por que ele faz isso?????? Eu fiquei completamente sem reação, então acho que a mesma cara de tonta o ficou encarando por uns trinta segundos até descongelar. Eu só queria entrar debaixo da mesa e ficar lá por um bom tempo, mas nãoooooooooo, eu tinha que fazer alguma coisa, então apenas dei um sorriso e acenei.

Então era isso? Ele se lembrava de mim?

Quando eu, idiota, burra e tonta fui dar um pequeno — e estabanado — aceno para Percy, a merda do meu cotovelo bateu no copo de café que quase, QUASE caiu em cima do meu livro. Eu tinha molhado praticamente metade da mesa com aquela porcaria de café e aceno. Eu acho que esse garoto estava de brincadeira comigo porque na hora que eu aprontei essa obra prima ele deu aquele sorrisinho DE NOVO! Mas ainda bem que se virou para a namorada — acho que era a tal da... como é mesmo o nome dela? Rochelle.. Rachelle... Rachel! Isso mesmo, Rachel —que, como sempre, estava no telefone.

Sorte que tinha uma garçonete ali que foi limpar minha pequena grande bagunça.

Não que eu tenha espionado Percy o tempo todo, mas depois disso eles se sentaram em uma mesa na mesma fileira da minha do lado da janela. E adivinha QUEM sentou bem de frente pra mim me deixando mais nervosa ainda? ISSO MESMO AQUELE PERCY QUE FICA SORRINDO SEM PARAR E FAZENDO MEU CORAÇÃO PARAR DE BATER!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Por mais que eu tentava me concentrar na leitura, aqueles olhos verdes intensos dele ficavam me encarando e aquele safado — isso mesmo S-A-F-A-D-O — fazia questão de sorrir a cada vez que eu olhava pra conferir se ele estava me encarando. Deu vontade de ir lá perguntar se ele tinha algum problema, já que não desgrudava os olhos de mim.

Eu já tava ficando nervosa quando a namorada dele se levantou e foi ao banheiro. Assim, de novo, ele se esticou na cadeira com aquela pose de modelo dele e ficou em encarando por uma eternidade.

Na tentativa de não ficar hipnotizada naqueles olhinhos verdes dele eu coloquei o livro bem na minha cara e fiquei assim por uns dez minutos. Quando eu decidi abaixar o livro eu quase tomei um susto: ele e a poodle ruiva não estavam mais ali. Eu só vi um vulto de cabelo vermelho passando pela porta e percebi que eles estavam indo embora.

Sabe, não querendo dar uma de espiã nem nada mas eu decidi segui-los. Eu peguei meu livro e meu celular, deixei a gorjeta em cima da mesa e saí correndo.

Lá fora eu vi Percy abrindo a porta de uma Mercedes — sei lá eu o modelo que aquele carro era —para a tal da Rachel entrar. Eu acharia até acharia isso fofo, mas só se fosse para mim que ele abrisse a porta. Ã? Perai, esquece isso. Depois eu o vi entrando no lado do motorista e arrancando com o carro rua acima.

É, parece que talvez eu só o encontraria de novo na escola segunda-feira...

***

Essa noite eu tive um sonho — ou pesadelo, sei lá — bem estranho. Eu sonhei que eu estava em uma sala escura e que do nada todas as luzes se acenderam e uma garota ruiva começou a jogar copos e mais copos de café em mim. O mais estranho é que eu não conseguia ver a cara de ninguém... só ouvia as risadas ao fundo.

Mas ainda bem que eu acordei e isso acabou. Aliás, eu acordei meio tarde, quase onze horas. Acho que foi porque eu fui ‘’brincar’’ com as coisas de arquiteta que ganhei do meu pai no domingo.

Enfim, depois do almoço eu falei pra May que eu iria sair e chegar um pouco, hã... tarde.

— Nossa senhora! Menina, por acaso você está bem? Aconteceu alguma coisa? Porque se aconteceu você pode tratar me falar. Ontem mesmo você não queria nem sair de casa!

— Não, May. Não é nada, pode ficar tranquila, é só que... — falei a primeira coisa que veio na minha cabeça — eu quero tomar um ar fresco! — Nossa, Annabeth! Parabéns, essa foi a pior desculpa que você já deu, pensei.

— Sei... tá bom, se sua tia ligar eu falo pra ela. Pode ir, só tenha juízo. — a May falou me olhando meio desconfiada. É, eu não ia mesmo conseguir enganá-la...

— Ah... claro. Até depois e obrigada! — Dei um aceno e saí dali o mais rápido possível apertando o botão do elevador umas cinco mil quatrocentas e setenta e três vezes.

Eu só tinha pegado vinte dólares e meu livro. Só depois que já estava quase chegando na cafeteria vi que tinha esquecido meu celular.

No caminho eu vi uma barraquinha onde nós podíamos alugar bicicletas. Como fazia tempo que eu não andava em uma, fiquei com vontade e resolvi alugar uma por três horas, ou seja, teria que devolvê-la às seis. Isso me custou seis dólares, pelo menos chegaria e voltaria mais rápido.

Foi legal andar de bicicleta, mas o motivo por eu estar indo de novo à cafeteria era tentar encontrar o Percy. É isso mesmo. Ontem a noite eu fiquei pensando naquele sorriso dele e na necessidade de vê-lo de novo. Pois é, acho que eu estava com alguma doença.

Quando eu cheguei, sentei na mesma mesa de ontem — só que hoje, avá — abri meu livro e comecei a relê-lo. Depois de meia hora pedi um capuccino ao invés de um café, para evitar pesadelos.

Depois de um tempo eu já estava cansada de esperar por ele. É, acho que ontem eu tinha dado sorte mesmo.

Quando eu estava me levantando para ir embora eu vi uma pessoa. Mas infelizmente não era ele. Era uma menina. Eu a reconheci de cara. Ela estava numa das fotos do mural da Thalia. Ela era a que tinha cabelos caramelo e beijava o menino magricela de cabelos bagunçados e cacheados. Só que eu não sabia seu nome, a Thalia não tinha me falado.

Prestei atenção na conversa — apesar de saber que era falta de educação, não resisti.

Ela pediu um maço de cigarros, mas o cara que estava no caixa não quis vender pois ela não tinha identidade. Era ilegal vender essas coisas para menores. Ela devia ter a idade do Percy e da Thalia, 16, já que era da sala deles. A menos que ela era repetente, mas acho que não.

Ela saiu brava dali e eu fui logo atrás pois eu já estava cansada de ficar sentada esperando por alguém que eu nem conhecia direito. Nossa, como eu era idiota.

Mas quando saí eu quase tive um infarto do coração: estacionado em frente à cafeteria estava uma caminhonete e o Percy — ISSO MESMO, O PERCY — estava no banco do passageiro e a menina entrou bem no lado do motorista.

Eu era muito burra, queria vê-lo mas não queria ser vista. Eu era idiota demais. Nada saia como o planejado e quando eu o via eu sentia uma coisa diferente e... boa. Mas meso assim, eu não sei se aguentaria vê-lo sorrindo pra mim de novo, apesar de esse ser o motivo pelo qual eu tinha feito tudo isso. Agora eu tinha certeza: eu estava com uma doença. E séria.

Eu subi logo na bicicleta e saí em disparada quando algo se choca contra meu corpo.

Sinto minha cabeça bater no chão com força e a imagem ficar toda borrada. A última coisa que vejo são dois olhos verde mar olhando bem próximos ao meu rosto antes de desmaiar.

Notas finais
TAN TAN TAN....................... O que acharam do final??????? Surpreendente, talvez. Pois é, não ia ser assim mas saiu, ops! Já falei que sou meio imprudente quando to escrevendo? Então disse agora. A festa tá chegandoooooooooo, tuts tuts. Espero que tenham gostado, pretendo postar o oito amanhã, agora até eu me deixei curiosa............. isso é possível? Não sei, só sei que eu tenho que dormir se não minha mãe me mata. Beijosssssssssssssssssssssss
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.