[HIATUS]Explicit
3 The Balcony
Notas iniciais
A festa estava chata. Aquilo era o que mais me incomodava. Estava no meio do Salão do St. Regis conversando com um cara de aproximadamente 20 que pelo diálogo aparentava ser virgem e ter dado apenas dois beijos na vida quando uma senhora gorda me puxou pelo braço e me levou ao banheiro.
Ela me empurrou para dentro de uma das cabines e me deu um vestido tomara que caia roxo curto e saltos quinze pretos para que eu ficasse mais de acordo com a festa, afinal, uma mulher sozinha numa festa chique usando um sobretudo era estupidamente estranho. Suspirei profundamente e me vesti, e quando saí a mulher apenas disse uma de “nessa idade eu tinha um corpinho igual ao seu...”. Saí do banheiro e logo após o mesmo garoto virgem me chamou para dançar.
Nada poderia dar mais errado. Adam tinha me pedido apenas uma coisa: estar lá às 16h, e agora já eram 20h e nada de eu aparecer no apartamento de Dylan Hall. Eu seria demitida e perderia toda a minha credibilidade apenas porque sempre que tentava sair daquela maldita festa que acontecia no salão do St. Regis alguém me puxava para um grupo de conversa. Simplesmente maravilhoso.
Quando a dança acabou, o garoto me olhou, meio constrangido.
— Go-gostaria de be-beber alguma coisa, se-senhorita? — perguntou. Ou ele era gago ou aquilo era apenas mais uma prova de que ele nunca tinha falado com uma mulher que não fosse sua mãe, tia, irmã, avó, professora ou mãe de algum amigo.
Olhei para o salão e percebi que o garçom com bebidas estava dignamente posicionado na puta que pariu, então, dando um sorriso caloroso, concordei com a cabeça e pedi que ele trouxesse para mim um copo de vodka. Ele demoraria dois motivos: possivelmente o garçom em questão tinha apenas champagne, e mesmo que tivesse vodka, duvidava seriamente que ele fosse dar algo alcoólico para aquele garoto que se passaria facilmente por um menino de quinze anos.
Aproveitei seu distanciamento e saí de onde estava, indo para perto de uma das enormes janelas. Fiquei um pouco recostada na parede, olhando para as saídas cheias de pessoas, o que significava que tentar escapar não daria certo. No dia seguinte eu seria despedida, mas não espancada, já que Adam não faria isso enquanto queria conquistar Shirley.
Suspirei profundamente e ajeitei minha postura, pronta para tentar uma última vez escapar e implorar que Dylan esquecesse meu atraso quando nada mais nada menos do que um homem digno de ser capa da Rolling Stones entrou em meu campo de visão. O homem tinha cabelos loiros em um corte rente a cabeça, mas os fios estavam “rebeldes” e começavam a sair do corte. Os olhos eram verdes marcantes e pareciam donos de uma experiência “inadequada” à sua idade, que devia ser de mais ou menos uns vinte e sete anos. Dava para perceber a barba que começava a crescer novamente enquanto ele se aproximava com um sorriso torto, e realmente não me surpreenderia caso eu estivesse sorrindo de volta. Seu terno estava aberto e a camisa estava meio amassada, e a gravata um pouco frouxa.
Duvidei seriamente que por baixo do colarinho não havia uma marca de batom e quando ele ficou a aproximadamente meio metro de mim, senti sua mão em meu cotovelo. O puxão foi tão suave e rápido que só percebi que ele havia me arrastado para fora do salão quando inspirei o ar fresco da noite e vi-o fechar as cortinas finas e esvoaçantes da sacada.
Enquanto eu aproveitava rapidamente para olhar o trânsito cinco andares abaixo de nós, não percebi — ou fingi que não percebi — a aproximação do homem. O loiro se aproximou de mim e colou seu copo ao meu, apoiando-me na mureta enquanto passava as mãos firmemente por minha cintura, como se quisesse ter certeza de que eu não cairia.
— Pensei ter dito para vir vestida com uma lingerie provocante e com orelhas de gato. —falou, a voz grossa assumindo um tom levemente irritado.
Ao ouvir aquilo, franzi o cenho, sem entender direito. Dylan havia me pedido para aparecer vestida assim, mas o que ele faria no salão de festas? E como me reconheceria como sendo a garota que ele pedira? Aquilo só podia ser um mal entendido.
— Como estou irritado — ele começou. —, faremos aqui mesmo. — completou. Abri a boca para gesticular um “Desculpe, Sr.Hall”, já que aquilo era uma puta confirmação de quem ele era, quando senti seus lábios quentes tocando meu pescoço, deixando leves chupões por onde passavam. Então, como minha boca estava aberta, de cara pequenos gemidos escaparam com a mísera provocação.
Dylan deu um sorriso mínimo, descendo as mãos de minha cintura até minha bunda, apertando-a com certa força. Mordi os lábios, sentindo-o abrir o zíper do vestido, arrancando o mesmo de meu corpo, deixando-me nua já que eu fora obrigada a retirar a lingerie que ele havia pedido para poder colocar o tomara que caia. Não achava ruim ficar nua logo de cara, afinal, mostrar meu corpo era minha profissão, mas eu mostrava apenas a para quem me contratava, não para quem bem entendesse passar na sacada como naquela ocasião. A única coisa que impedia quem estava no salão de ver a cena eram as cortinas, mas ainda assim as mesmas deixavam transparecer nossas sombras e balançavam com a mais leve brisa, além de que qualquer um podia entrar quando bem entendesse.
Enquanto preocupava-me com o “pequeno problema” de sermos pegos, ele desceu os lábios de meu pescoço, passando-os por minha clavícula e peito até chegar a meu seio direito, onde ele mordeu meu mamilo sem pudor algum. Aquilo me arrancou um gemido mais alto, e tampei minha boca com as mãos, ouvindo alguém dentro do salão perguntar o que tinha sido aquilo. Mesmo percebendo que eu me preocupava com algum flagrante, Dylan continuou a chupar meu seio e a mordiscá-lo, como se fosse um fetiche seu. Uma de suas mãos ainda segurava minha bunda com firmeza, enquanto a outra ele parou na entrada de minha vagina, apertando meu clitóris levemente inchado com a crescente excitação.
Arqueei as costas, ainda sem fazer nada, tentando captar se ele era dominante ou um daqueles que gostava de uma mulher com iniciativa, mas tudo indicava que ele era o machão que mandava no que acontecia e que tudo o que eu deveria fazer por hora era gemer e demonstrar o que ele provocava em meu corpo — o que não era pouca coisa.
Depois de morder meu mamilo mais uma e outra vez, Dylan inverteu nossas posições, encostando-se na mureta enquanto me deixava com as costas coladas em seu abdômen. Levantou uma de minhas pernas, segurando-a firmemente pela coxa e logo enfiou um dedo em mim, dando de bandeja a qualquer um que entrasse uma visão completa de meu corpo, porém, resumi-me a pensar “Apenas um mísero dedo?” enquanto mordia os lábios com um pouco mais de força e dava gemidos abafados, sentindo meus mamilos enrijecerem e meu corpo ficar completamente arrepiado por seus toques e pelo frio.
Quando ele se acostumou com a posição um pouco mais difícil de manobrar, Dylan introduziu mais dois dedos em minha vagina já úmida, movendo-os rapidamente enquanto erguia mais minha perna. Aquilo arrancou gemidos um pouco mais altos de mim, enquanto meu cérebro não parava de repetir para mim que “três dedos era o número ideial de dedos para a preparação correta para uma vagina receber um pênis e que devido a isso ele estava demorando demais para me foder com força do jeito que eu ansiava”.
Como se ele captasse a mensagem se que eu estava impaciente para ter um pau dentro de mim, Dylan retirou os dedos, mas ao invés de me dar o alívio de me penetrar logo, ele passou os dedos melados em meu seio para depois começar a brincar com ele. Aquilo me fez trincar os dentes e sentir meu corpo latejar de excitação como era de costume.
Dylan sorriu com minha reação, e, levando os lábios ao pé de minha orelha, sussurrou como seria legal que alguém entrasse e nos visse fazendo coisas indecentes — aos olhos do telespectador, claro, já que aquilo era natural para nós —, como por exemplo seu pênis entrando e saindo lentamente de minha vagina. “Aproveitando” a citação da mesma, ele passou os dedos novamente por ela, mas desta vez apenas massageava os lábios, fazendo com que minha cabeça girasse e eu deixasse mais gemidos ansiosos e necessitados por sexo escapassem. Ele começou a rodear o dedo por minha entrada, enquanto pressionava seu pênis meio ereto contra minha bunda, como se fosse traçar meu ânus a qualquer momento.
Aquelas provocações já estavam me deixando louca, e estava morrendo de ansiedade de ver seu membro de fazer-lhe um boquete daqueles, mas no ritmo que as coisas iam, aquilo só aconteceria se eu pedisse, e como no momento ele me foder era prioridade, deixaria aquilo para depois como uma “despedida”, então, em meio a um gemido fraco, sussurrei:
— Sr. Hall... Por favor, pare de me provocar e me foda logo. — pedi. — Essa espera por seu pau está me matando...
— Oh, que gatinha bem treinada. — ele sorriu. Após isso, Dylan me soltou, fazendo com que eu ficasse apoiada na mureta, novamente de costas para ele. — Empine a bunda e não ouse conter um gemido se quer, se não. — a frase foi “completada” quando ele tirou o cinto da calça e dobrou-o, deixando claro como água que caso eu não gemesse minha bunda sofreria. A ideia me pareceu tentadora por um momento para provar como era sadomasoquismo, mas decidi que o momento de experimentar não era aquele.
De qualquer jeito, a imposição da punição caso eu não gemesse deixou-me ainda mais repleta de luxúria, pois sim, eu tinha uma atração sexual enorme por homens que não aguentavam ser contrariados na cama.
Concordei com a cabeça e empinei a bunda para ele, apertando a mureta enquanto meus joelhos tremiam um pouco de ansiedade para receber seu pênis dentro de mim. Dylan abriu mais minhas pernas com a mão, descendo o zíper da calça, retirando seu pau grosso com veias saltadas por causa da excitação. Aquilo sim é que era homem premiado.
Do bolso, ele tirou um pacote de camisinha que abriu com a boca. Como se fosse uma última provocação antes de entrar, ele vestiu a camisinha lentamente, fazendo com que eu observasse atentamente como se fosse o filme de investigação do século. Voltei a olhar para a frente quando ele terminou de colocar a camisinha e finalmente senti a cabecinha de seu pau roçar em minha entrada, e por fim ele começou a me penetrar.
Mas acabou por aí, pois meu maldito despertador tocou.
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