Notas iniciais
Ho hey Título de capítulo meio spoliador :v Mano, descobri que existem outras séries de Tenchi *0* Coisas iluminadas, agora eu estou vendo Tenchi in Tokyo e estou amando *0* Sério, é melhor que a original *0* E a Kiyone está mais diva *0* Amo a Kiyone *0* Já podem ler u-u

Eu não podia acreditar no que estava vendo. Era ele, finalmente, meu parceiro. Depois de um mês esperando, ele finalmente apareceu.

— S- Soluço?

Sim, o nome dele é esse mesmo, não é nenhum apelido. Ele veio do planeta Berk, onde é comum os pais colocarem nomes estranhos em seus filhos para espantar o mau olhar ou alguma outra coisa assim. Soluço é filho do ex-capitão responsável pelo meu quadrante, que morreu em combate há dois anos, e isso faz com que as pessoas o pressionem muito, ele tem que ser sempre o melhor da tropa, mas eu meio que não colaboro muito com ele. Lembra quando eu disse que todas as minhas missões foram um completo fracasso? Então, como o Soluço é o meu parceiro, as missões dele são as mesmas que as minhas... Bom, acho que já deu pra sacar, não é? Eu também não preciso ficar me insultando desse jeito. Eu não sou um fracasso que só estraga a vida dos outros, eu sou um pouco desajeitada, é só isso.

Mas... Será que foi por isso que ele demorou tanto para vir me buscar? Quer dizer, a localização é fácil e o percurso até a Terra leva em torno de três dias, então não tem desculpa. Talvez ninguém estivesse preocupado comigo e deixaram para me buscar quando estivessem sem mais nada para fazer. Não! Não pode ser isso! A polícia intergaláctica é muito séria e íntegra, eles jamais fariam uma coisa dessas.

— Não, eu sou só um clone dele. – Soluço respondeu ironicamente, com certeza é ele – Olha, a nave está lá fora. Entra nela logo porque nós precisamos voltar p... – o olhar dele correu por toda a sala, parando fixamente sobre Mérida

Vixi, agora eu estou mesmo ferrada.

— Anna – ele começou – Eu já vi o rosto dela em algum lugar, ela é quem eu estou achando que é?

— Bom, eu não sei. – tentei ser o mais neutra possível na resposta

Não poderia mentir para meu parceiro, isso seria traição e o trabalho na polícia intergaláctica exige total confiança um no outra. Eu não queria, por outro lado, entregar Mérida e deixá-la ser presa, não depois desse mês como colegas de quarto e de banheiro.

— Não sabe? – ele arqueou as sobrancelhas para mim

— É... Tipo, se você está pensando que ela é tal infratora que eu estava perseguindo quando caí aqui na Terra e que eu não a prendi porque acabei virando amiga dela, mesmo que ela me ache irritante e tal... Enfim, eu não faço nem ideia do que você está falando. Qual foi a pergunta?

— Anna, eu não acredito... – ele começou a gesticular como louco, isso é uma das coisas que ele faz quando fica bravo... Ah, mas que droga! Eu deixei o Soluço bravo! Já estou até vendo que ele vai ficar enchendo o saco do capitão para pedir para trocar de parceiro.

Pelo menos ele não me xingou, ao contrário de outra pessoa:

— Sua traidora! – Mérida gritou para mim

— Ei, eu não sou uma traidora! – protestei, colocando-me entre Soluço e ela – Porque eu não vou deixar você ser presa.

— Anna, isso é um caso de traição à polícia intergaláctica. – ele falou, sacando sua arma, começando com um calibre 22.

Ainda bem que eu sempre ando a minha por perto, eu não sou tão desprevenida assim. Não perdi tempo, saquei-a, usando o mesmo calibre que ele e o encarei:

— Soluço, me desculpe, mas eu não posso deixar que a leve.

Ele alterou para uma de calibre 32.

— E são duas contra um, quem vai sair perdendo é você. – Mérida confirmou, materializando seu arco e flecha.

Ele se preparou, estando pronto para atirar.

— Pode parar por aí! – Jack se jogou na nossa frente do nada

Ele tem demência?

— Qual é? Você ficou maluco? – Soluço questionou, agora apontando a arma para Jack

— Eu perdi meu PC da última vez que atiraram aqui em casa e o novo chegou ontem! Ninguém vai atirar aqui dentro!

— Vêm cá, vocês entendem o que ele está falando?

— Às vezes não. – Mérida disse por nós duas

— Se vocês quiserem resolver isso, resolvam lá fora, porque o dinheiro do meu avô não cresce em árvore e não vai dar pra eu comprar um PC toda vez que vocês decidirem tretar!

O Jack fica bem nervoso quando o PC é ameaçado.

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— E você vai mesmo voltar? – Mérida perguntou, enquanto eu pegava uma sacola para colocar meu uniforme

— Vou. – confirmei — Eu posso até ter ficado do seu lado, mas eu ainda sou policial.

— Nunca pensei que fosse dizer isso, mas obrigada por não ser uma traidora, afinal.

— Disponha amiga– ri

— Aí, eu também não te dei essa liberdade não. – agora sim parecia mais a velha Mérida que eu conheço — Mas eu poderia ter acabado com aquele seu parceiro em dois minutos.

— Se não fosse por Jack Frost e seu PC.

— Eu achei engraçado.

— Eu também. Acho que o Soluço não atirou por pena.

— Né? – ela começou a gargalhar – O que eu achei estranho foi o Senhor North.

— Senhor North? Por quê?

— Sei lá, ele estava tão calmo, só ficou no canto vendo tudo.

— Verdade! Eu nem tinha reparado...

— Grande novidade.

Joguei meu cap com intenção de acertá-la, mas ele acabou caindo no chão.

— Boa sorte pra melhorar a mira, oficial Anna. – Mérida piscou com o olho esquerdo para mim – Agora eu vou poder ir ao banheiro sem ninguém cantando no meu ouvido.

Ela pode até não admitir, porém, eu sei que ela vai sentir minha falta.

— E eu vou adorar poder cantar sem ninguém atirar uma escova de cabelo azul na minha cabeça.

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Entrei na nave após me despedir de todos, Soluço já estava pronto para partir.

Olhei para os presentes que estavam na sacola: Senhor North me deu um boneco de neve de pelúcia, eu vou chamá-lo de Olaf, e Jack me deu um pen-drive, no qual ele disse que tem todos os episódios de “Apenas um show” para eu assistir quando quiser. Mérida não precisou me dar nenhum presente; ela foi educada comigo hoje, isso vale mais do que qualquer coisa.

Decolamos, ele não disse uma palavra se quer. Será que ele estava se culpando por eu ter convencido a deixar Mérida na Terra? Ou será que ele está me culpando?

— Então... – decidi quebrar o silêncio (ele não pode me ignorar, né? Eu não suporto ser ignorada, eu sou meio traumatizada com isso) – Obrigada por você ter deixado a Mérida ficar na Terra.

— Não tem problema, desde que ela não saia de lá.

Ok, eu posso até não ter conseguido livrar totalmente a Mérida desse, mas, pra quem ia para uma cela, ficar “presa” na Terra com o Jack e o Senhor North é lucro.

— Ah, entendi.

— Tudo bem.

Silêncio mais uma vez.

A verdade é que tem uma coisa que eu quero perguntar a ele, só que eu... Eu tenho um pouco de medo do que o Soluço pode me responder. EI! Coragem, garota! Anna, você consegue! Você é a melhor! Vai lá, Anna! Vai lá! VAI LÁ!

— S- Soluço... – chamei

— O que foi?

Agora não tem mais volta, é melhor eu perguntar logo:

— Por que você demorou tanto para vir me buscar?

— Por que você quer saber disso?

Ele respondeu minha pergunta usando outra pergunta? Eu não me preparei psicologicamente para isso.

— Eu sei que a rastreamento é bem fácil de fazer e que demora poucos dias para chegar à Terra. – expliquei – Então por que vocês demoraram tanto? Vocês não me queriam mais?

— Anna, não é na...

— Eu sei que sou meio desastrada, mas eu também mereço respeito.

— Anna, você não me de...

— Eu sou tão policial quanto outro então por que vocês não vieram logo atrás de mim?

— VOCÊ TINHA MORRIDO! — eu... Eu tinha morrido? – Você ficou sem movimentação por muito tempo e por isso você foi dada como morta. – ele justificou – Mas há três dias você começou a se mover, então vim o mais rápido que pude.

— Espere aí! Como eu fiquei parada por tanto tempo? Eu não entrei em coma nem nada... – foi então que eu lembrei que o dispositivo de rastreamento fica no meu cap, que perdi no dia em que cheguei ao planeta e que Jack achou há três dias. – Ah, esquece. É que por um momento eu achei que vocês estivessem me abandonando.

— Anna, você é minha parceira e nunca se abandona seu parceiro.

— Mesmo que ele seja desastrado?

— Eu também era meio desastrado quando comecei, então não posso te julgar por isso.

Abri um sorriso.

— Obrigada.

Soluço sorriu de volta.

— Sempre às ordens.

Depois de explicadas as coisas, continuamos, em silêncio, o caminho até o quadrante de Arendelle.

Notas finais
E aí? Perdoem por não conseguir evitar de deixar um clima entre Soluço e Anna, é que eu shippo demais esses dois *u* São tão fofos *u* Beijinhos de luz :*