Gêmeas

72 Shiu! Minha MÃE TÁ Parindo


Thalia bocejava surpresa do senhor Batata deixar que ela e Nico voltassem para a sala. Agora o nome batata estava rabiscado no cantinho da lousa e o homem explicava algo que a Grace tentava entender, mas parecia muito complexo para seu ser.

A menina olhou para a mesa, sorrindo de canto quando notou que ambos tinham seus braços cruzados e suas mãos estavam a centímetros de distância um do outro. Mordeu o lábio inferior e fixou os olhos no quadro, mexendo a mão e sentindo a pele dele, e o olhar pesar no local, quando começou a acariciar ali.

Ele esticou o dedo hesitante, deixando que os dedos se enlaçassem de uma forma estranha, enquanto ela afagava a pele sem o olhar, como se nem notasse o que estava fazendo. Mas seu sorriso de canto a entregava, o que o fez sorrir.

A porta abriu de supetão calando o professor de imediato, que arregalou os olhos encarando o local. Todos os alunos se calaram e alguns (Thalia e Nico) pularam na cadeira.

— THALIA! CORRE VIADA! VEM! — Percy gritou em desespero, a fazendo piscar perdida e começar a arrumar seu material.

— Senhor Jackson do qu...

— SHIIIIUUUU! MINHA MÃE TÁ PARINDO ME DEIXA BUSCAR MINHA PRIMA SENHOR BATATA! — ele gritou se entregando que ele que tinha escrito no quadro, mas ele pouco se fodeu, tinha coisas maiores em sua mente.

A Grace saiu da sala e foi segurada pelo braço antes mesmo de tentar se virar para fechar a porta atrás de si e saiu pulando para não cair e tentar correr atrás do melhor amigo que a levava sem o menor senso de que ela quase foi de cara no chão.

— Percy! Percy! PERCY! — Thalia gritou o vendo parar e arregalar os olhos, em busca de motivos para ela o estar fazendo parar. — Por que tá me levando?

— Eu não vou conseguir dirigir e você é minha melhor amiga, é minha prima e é uma das poucas pessoas que sabe que minha mãe tá grávida — ele respondeu apressado — podemos ir?

— Me dá a chave — pediu e ele tirou a chave do carro e entregou para a garota que assentiu.

— Vamos!

E logo eles estavam correndo que nem loucos, aonde toda vez que alguém ia parar eles Percy gritava que a mãe estava parindo e continuava correndo. Thalia amou estar no volante novamente, a velocidade acima do permitido e ela cortando qualquer carro no caminho e competindo com os sinais de trânsito para ver quem era mais rápido, eles fecharem ou ela passar? Ela normalmente ganhava.

O carro parou perfeitamente seguro em uma vaga do hospital, mas o Jackson mal esperando o veiculo parar para abrir a porta e sair correndo em direção a porta do hospital.

A Grace negou em reprovação, suspirando. Igualzinho quando Tyson nasceu. Saiu do carro e andando com calma depois de trancar o automóvel devidamente, achando Poseidon segurando o filho e o pequeno Tyson com os olhos arregalados observando o mais velho que tentava a todo custo passar.

— Por que você não está lá dentro, tio? — Thalia questionou calma, pegando seu bebê no colo desprevenido o fazendo arregalar os olhos.

— Porque eu não sou o pai, então né... — ele deu de ombros, realmente não se importava de Paul estar lá com a ex esposa, apenas queria a garantia de que ela estava bem, assim como o bebê.

— Ah... não? — questionou confusa, apertando seu priminho que gritou animado e a apertou também.

— PERSEU JACKSON, ACALMA! — Poseidon gritou, vendo o menino encolher e parar finalmente.

— Ok, parei! — respirou fundo olhando o irmão todo marcado de batom — Ei, Ella não vai ficar com ciúmes de tantos beijos na cara do namoradinho? — questionou tocando no nariz do garoto de sete anos que tinha sua primeira crush e um namorinho de mão dadas na hora do lanche.

— PARA! — Tyson reclamou corando e enfiando o rosto no peitoral da Grace que arregalou os olhos.

— Huuuum, meu bebê tá namorandoooo! — Thalia entrou na brincadeira, balançando o primo que se encolheu mais.

— PARAAA! — reclamou fazendo birra, a voz manhosa, arrancando a risada dos adolescentes e do adulto presente.

— Conta pra prima Thalia como você pediu a Ella em namoro filho — Poseidon incentivou, sorrindo ao vê-lo negar com o rosto escondido.

— Vai me deixar curiosa? É assim? Esconde as coisas da prima? — Thalia disse como se tivesse chateada.

— Eu fiz um desenho — ele respondeu baixo e manhoso, não gostando nada da chantagem emocional. — Ela comeu ele, disse que é pra ficar junto do coração dela.

A Grace boquiabriu-se e olhou para Poseidon preocupada com a saúde da namoradinha do primo, o tio fez pouco caso, sinalizando com a mão que ela não deveria se preocupar a mãe da menina já estava informada.

— E aí? O que aconteceu depois? — questionou e ele se encolheu mais.

— Ela me deu a...mão — disse envergonhado — depois ela passou mal por ter comido uma folha cheia de canetinha e giz de cera e a tia levou ela para vomitar.

— Ah... que...amorzinho?! — respondeu perdida em como deveria agir com tal.

— Estamos juntos a três dias — anunciou por fim, aquilo bastava de informação.

— Tem planos para o futuro? — questionou brincalhona.

— O final feliz é a escolha dela — comentou a olhando agora — mas eu acho estranho, é muito misterioso, o que acontece depois do final feliz?

— Eu deixo essa pergunta pro seu pai responder — a Grace jogou a bomba pro tio que a olhou indignado.

— Mais tarde na hora de dormir eu te conto — Poseidon sorriu nervoso.

— Eu posso dormir agora — Tyson rebateu, animado para saber finalmente o que Ella estava planejando para o futuro deles, apesar que esses três dias tinham sido maravilhosos, mas ouviu dizer que era apenas o começo, o que esperar do final?

— E perder sua irmãzinha? Não! Vai ficar acordado, nem com sono você tá — Poseidon tentou sua melhor saída sorrindo para o filho que deu de ombros e se encolheu no colo da prima.

— Senhor Jackson? — um médico chamou a atenção, fazendo Poseidon de imediato segurar o filho mais velho o puxando para trás.

— Sim? — questionou, vendo o filho esticar os braços tentando pegar o médico.

O homem deu um passo para trás, arregalando os olhos com a atitude do adolescente.

— Sua espo...

— Ex — Poseidon cortou, afinal já estava em outro relacionamento, tinha que deixar claro as coisas.

— Ex esposa acabou de dar a luz, ela e o bebê estão bem e já podem receber visitas, estão aguardando...

— QUAL QUARTO?! — Percy se soltou por míseros segundos quase matando tanto o pai quanto o médico do coração. Mas ele pisou no cadarço e foi pro chão, então ficou tudo certo.

— 24C — respondeu assustado.

— Obrigado, desculpe por isso! — Poseidon puxou o filho pela orelha o fazendo ir junto dele até o quarto da mãe do garoto.

— Aí! Pai! Tá doendo! Pai! Pai! — Percy foi assim até lá.

Thalia negou em reprovação e foi mais atrás seguindo pai e filho até o quarto da que havia dado à luz.