Gêmeas
22 Da próxima vez que nos beijarmos vai ser menos bruto
Notas iniciais
— VOCÊ FEZ O QUE? – Zeus parou de andar de um lado para o outro, para gritar com a filha.
— Uma tatuagem — Thalia tinha um tom de indiferença, ela já sabia que Zeus surtaria. Seu discurso estava pronto em sua mente.
— MENINA, VOCÊ É LOUCA? – O pai berrou.
— Puta merda, Zeus. Eu não usei seu dinheiro, pra que tudo isso? – A menina revirou os olhos e cruzou os braços.
— Não? – Zeus estreitou os olhos.
— Não, foi do meu nam...quer dizer, do Nico – Thalia se corrigiu e quase riu.
— Mas agora sua pele está marcada – Zeus continuou.
— Em um lugar escondido, onde ninguém pode ver – Thalia contradiz. – E outra, você nunca teria descoberto, então estou sendo madura e vindo falar pra você isso.
— Mas... – Zeus procurou argumentos, mas a filha tinha razão. – Tá.
Thalia sorriu minimamente e saiu da enorme casa, indo até a casa dos jovens.
— Nico? – A menina abriu a porta e observou Nico, que estava sem camisa e sentado no colchão. Tentando não encarar os músculos do menino, que faziam qualquer menina pirar.
Ele se virou pra ela.
— Que foi?
— Vamos dar banho no Cérbero? – Thalia sorriu e pegou uma das sacolas do pet shop, onde tinha shampoo e as coisinhas.
— Podemos tentar – Nico olhou para Cérbero, que roncava tranquilamente.
Thalia revirou os olhos e caçou uma roupa mais confortável para usar, se trocando ali mesmo. Estava acostumada a ver Nico ali e o resto do povo deveria estar dando, por que não estavam presentes.
— Você tem que parar com isso – Nico murmurou e chamou Cérbero.
— O que? De me trocar na sua frente? – A menina se virou confusa.
— De ser gostosa mesmo – o menino disse com medo de levar uma voadora.
— Obrigada – a morena riu e chamou Cérbero também – Bebe da mamis, vamos tomar banhooo??
Cérbero levantou a enorme cabeça e saltou, indo em direção a menina.
— Não me derruba – ela pediu antes que o cachorro saltasse sobre ela.
Ela riu e afagou sua cabeça.
— Vamos – Thalia segurou na mão de Nico e o puxou para fora, sendo seguida por Cérbero.
— Por que você tá fazendo isso? – Nico parou subitamente.
— O que? — Thalia arqueou a sobrancelha.
— Sempre pegando na minha mão e me deixando te abraçar – Nico estranhou as próprias palavras.
Thalia riu.
— Está reclamando?
— De jeito nenhum – o menino riu também e Thalia soltou sua mão, colocando a sacola de coisas no chão. – Vai buscar a mangueira.
Thalia pegou a mangueira que estava do outro lado do mundo e entregou para Nico.
— O que o casal vai fazer? – Annabeth caminhou até os dois e passou a mão em Cérbero. A garota já tinha se acostumado com o cachorro.
— Dar banho nele – Nico disse.
— Tentar – Thalia incrementou.
Annabeth riu.
— Boa sorte, estou ali, quero ver isso.
— Ótimo apoio – Thalia resmungou e Nico começou a molhar Cérbero, que tentou desviar da água para brincar. – Na na, sem brincadeiras agora.
Cérbero quase revirou os olhos. Ele sentou e fez uma cara tediosa, esperando Thalia passar o shampoo por ele, para ter sua vingança e se sacudir depois.
— Ai que lindo – Thalia começou a elogiar o cachorro, enquanto passava shampoo pelo corpo do mesmo.
Nico riu da cena, tentando não secar a bunda da Thalia.
— Molha ele, Nico – a menina chamou a atenção dele, que começou a molhar Cérbero e esfregar junto de Thalia. – Você é muito fofo.
— Eu sei – Nico respondeu.
— Não é você não louco, é o bebe – Thalia fez uma cara de ‘’dã’’ e Nico olhou ofendido para ela.
Em uma cena rápida, Thalia foi jogada ao chão por Cérbero.
— Vingança? Sério? – Thalia riu, enquanto Cérbero a lambia sua cara. – Nico, olha seu filho.
— Nem vem, Thals – o menino olhou para a mangueira e teve a brilhante ideia de molhar a ceninha.
Começou a jogar agua em Thalia e Cérbero. Na verdade, na Thalia. Porque o Cérbero correu para se secar.
— Nico, para – Thalia estava rindo, por que a cena era engraçada.
— Nop – Nico riu e continuou a molhar ela.
A menina se levantou.
— Me da um abraço? – Ela fez um bico.
— Sai daqui – Nico levantou os braços e largou a mangueira.
Thalia foi rápida e pegou a mangueira, começando a jogar água no menino, que começou a correr. Cérbero começou a correr atrás de Nico, virando uma brincadeira divertida de se assistir.
Até que a maluca da irmã do mal, resolveu pular nas costas do menino, enfiando a mangueira na cara dele, que se afogou com água. Cérbero vendo a brincadeira, resolveu pular nas costas de Thalia. Fazendo que todos caíssem no chão lindamente.
Annabeth gargalhava ao lado da Thayla, que tinha chegado a pouco tempo e estava observando os dois.
Thalia que estava em cima do menino rolou para o lado caindo no chão. Nico que não é nada bobo, pegou a mangueira e realizou a vingança em alguns segundos, subindo em cima da menina e colocando a mangueira na cara dela, que tentava se esquivar da água.
— Filho da puta, para – Thalia batia na água.
Nico tirou a mangueira da cara dela e começou a rir.
— Vingançaa – ele cantaroulou.
Cérbero pulou nas costas do menino, como se dissesse ''eeeee''. Fazendo Nico cair em cima da menina e lhe dar um selinho sem querer.
— Puta que pariu, você quebrou todos os meus dentes menino – Thalia colocou a mão sobre a boca, resmungando.
— Desculpa, da próxima vez que nos beijarmos de novo vai ser menos bruto – Nico sorriu e tentou se levantar, mas Cérbero – que ainda estava nas costas do menino-, pulou novamente, fazendo ele quase beijar a Grace de novo, só que dessa vez ela foi mais rápida e virou o rosto.
— Tá bom, Cérbero. Já entendi que você quer que eu fique aqui – o menino desistiu de tentar se levantar.
— Cérbero, que feio, não pode – Thalia brigou com o cachorro.
Cérbero fez uma carinha triste e olhou para Thalia, que se derreteu com o cachorro.
— Como brigar com esse animal gostosinho? – Thalia suplicou, olhando para Nico, que tinha os braços apoiados no chão ao lado da cabeça da menina, evitando ficar colado nela.
— Eu não entendo como você consegue brigar com essa pessoa gostosa aqui – Nico se referiu a si mesmo.
A menina desceu o olhar para o corpo dele e notou que ele estava sem camisa, tendo um mini ataque cardíaco, mas manteve a pose de séria mordendo o lábio inferior.
— Não.
Nico riu notando a mania da menina sempre que mentia.
— Não sei de onde você tirou essa ideia – a menina riu, tentando disfarçar a vontade de encarar o corpo do menino descadaramente.
— Ah, vai me dizer que você nunca me secou quando eu estava sem camisa? – Nico sorriu convencido.
— Nunca – Thalia respondeu convicta, mordendo a parte de dentro do lábio inferior.
Nico começou a rir, jogando a cabeça para trás.
— Grace, eu admito que te seco quando você se troca na minha frente, por que você não pode admitir isso?
— Porque eu não falo mentiras – a morena revirou os olhos, fazendo um bico.
Cérbero latiu e pulou das costas do menino, correndo na direção de Thayla que deu um mini sorriso e afagou lhe os pelos de sua cabeça.
Thalia empurrou Nico, que caiu no chão. Levantando e batendo na bunda, para limpar o shorts que deveria estar sujo.
— Ei, está sujo? – Thalia virou a bunda para o lado de Nico, que olhou pra ela com uma cara de ''você não está me perguntando isso né?''.
— Está – o menino deu de ombros.
— Onde? – Ela tentou se virar para ver o shorts, mas não conseguiu.
— Thalia, vai olhar no espelho. É uma tentação olhar para sua bunda e não poder te agarrar – o menino concluiu e só depois se tocou do que tinha dito. – Quer dizer…Ah foda-se.
Thalia evitou olhar para ele, por que ela sorria discretamente. Seu olhar foi para o povo que estava ali na porta da casa.
Jason estava com uma cara fechada, enquanto Thayla surtava e apontava para os dois, fazendo coraçõeszinhos com a mão e rindo atoa. Os meninos olhavam para Nico com uma cara tipo: ''Huumm safado''.
Nico levou uma das mãos para a cabeça e coçou a nuca, desviando o olhar.
Thalia começou a rir da situação toda.
— Vocês são muito…fofos – Piper gritou.
— Eu sei – Nico gritou de volta.
***
Thalia corria igual uma louca de Cérbero. Ela achou interessante a ideia de ajudar o cachorro a se secar de maneira natural, então estava correndo com ele para que isso acontecesse.
— Vem, Cérbero – a menina chamou e correu para longe do cachorro, fazendo ele a seguir com a língua para fora. – Você não me pega.
A garota desviou do cachorro, que ficou com cara de taxo, mas logo se recuperou e continuou a correr.
Nico se encostou na parede da casa, observando a menina correr. Por que ela tinha que ser tão linda? Pelo amor!
Thalia derrapou e quase foi ao chão.
— Não vale derrubar, você já me causou muito para um dia só – ela sorriu para o cachorro e pegou um brinquedo que tinha comprado para ele – Vai pegar – Thalia jogou a bola enorme para longe e Cérbero saiu pulando atrás.
Thalia encostou as mãos nos joelhos, respirando um pouco ofegante.
— Já cansou? – Nico perguntou e a garota levantou a cabeça, notando ele ali.
Ela deu um pequeno sorriso, mas logo fechou a cara.
— Vai se fuder, Di Ângelo.
— Estava babando no corpo dela de novo, Nico? – Connor surgiu na porta, seguido pelo povo curioso que estavam enfurnados dentro de casa.
— Muito engraçado, Connor – o menino revirou os olhos.
Nico teve uma ideia e sorriu, se lembrando que teria que conversar com Thalia.
Cérbero voltou correndo, só que dessa vez trouxe a bolinha até Piper que pegou desconfiada e jogou para o outro lado, fazendo Cérbero correr atrás novamente.
— Ele é fofo – Percy concluiu.
— Ei, Thalia – Nico chamou e a garota caminhou até eles. – Nós precisamos usar aqueles negócios, vem.
Thalia arregalou os olhos, quando o menino a segurou pela cintura, a tirando do chão e colocando em um dos ombros.
— NICO NÃO – Thalia berrou e socou as costas do menino. – JASON ME HELP.
Jason riu e Thayla quase matou o irmão, que pensou em ajudar a menina.
— ME PÕE NO CHÃO VAGABUNDO – Thalia esmurrava as costas do menino, que jurava que ia se partir no meio com a força que ela estava fazendo.
— Não, está boa a visão aqui – ele sorriu e soube que Thalia estava prestes a morrer ou mata-lo.
— PARA DE OLHAR PRA MINHA BUNDA SEU PORRA – a morena socou com mais força as costas dele.
— Porra, Thalia – o menino gemeu baixo e abriu o trailer, entrando com ela ali.
Nico a soltou e a menina socou seu peitoral, se afastando dele.
— A promessa Nico, lembra? – Thalia arregalou minimamente os olhos para as sacolas do sex shop, que tinham ido parar dentro do trailer misteriosamente.
Nico riu.
— Eu não vou fazer nada com você sua besta…apenas se você quiser sabe? Não me importo de ter seus lábios colados nos meus e usar aqueles negócios malucos… — Nico pareceu ponderar a ideia de agarrar a menina.
Nico conseguiu fazer a menina ficar constrangida com aquilo tudo.
— Cala a boca – Thalia ralhou – Então se não vai fazer nada, por que me trouxe aqui?
— Quero conversar – Nico se sentou no sofá.
— E porque simplesmente não disse: ''Thalia, vamos ali conversar?'', ao invés de fazer toda aquela cena?
Nico revirou os olhos, ignorando a pergunta da menina e indo direto ao assunto.
— Como assim eu não sei o motivo? – Nico perguntou, encarando a garota que tinha encostado o quadril na mesa.
— Motivo do que? – A garota franziu o cenho, jogando o cabelo para trás dos ombros.
— Da nossa briga – Nico concluiu e a garota bateu a mão contra a testa.
— Puts que anta – ela murmurou baixo. – Você sabe o motivo!
— É aquele? – Nico perguntou confuso.
— Meu Deus, que menino lerdo – Thalia se deitou no sofá, colocando as pernas no colo do menino.
— Folgada – ele murmurou.
Thalia levantou o pé e colocou na cara de Nico.
— Sou mesmo – ela disse rindo.
— Tá, tá – ele empurrou o pé da menina para baixo – Para de fugir do assunto.
— Quem disse que eu estou fugindo? – A menina estreitou os olhos azuis.
— Eu disse – o moreno revirou os olhos.
— É aquele, seu retardado – foi a vez de Thalia revirar os olhos.
— Então por que você disse que eu não sabia? – Nico questionou.
— Nico, pelo amor, eu vou te matar – a morena se irritou – Eu falei aquilo pra Thayla não ficar te perturbando para saber o motivo.
— Bem pensado – o menino ponderou.
Thalia levou uma das mãos as têmporas, com certeza o menino era pior que o Percy no nível de lerdeza.
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