Gêmeas

23 Eu tenho uma casa aqui


Notas iniciais
ATENÇÃO: NESSE CAPÍTULO, FUGIMOS UM POUCO DA REALIDADE, MAS ACONTECE MUITAS COISAS INTERESSANTES E IMPORTANTES. TUDO SERÁ NORMAL, NO PRÓXIMO EM DIANTE. Heey!! Aqui é as irmãs Homer. MAAHNAAAA OBRIGADA SUA GOSTOSA PELA RECOMENDAÇÃO, AMAMOS VOCÊ ♥ Sobre a pergunta: Parabéns Aurora Chase!! Faça seu pedido nos comentários ou em uma MP. Gente, desculpa só por postar agora, é que estamos indo viajar e estamos postando do avião, por que a gente esqueceu. Foi mal :') Foi uma loucura hoje em casa, então sintam-se horados por - LITERALMENTE - terem esse cap das alturas. Agora vamos ao que importa:

Thalia se olhou no espelho e percebeu que tinha sujado a blusa de terra. A menina foi até a mala e pegou outra blusa, tirando a que estava usando e colocando em cima da cama. Cérbero que passava por ali atrás de seu brinquedo, observou a blusa que a menina sacudia na mão e saiu correndo igual um filhote feliz, para pegar.

Sim, o Cérbero conseguiu pegar a blusa da Thalia.

— CÉRBERO VOLTA AQUI – Thalia berrou e começou a correr atrás do cachorro, pouco se fudendo se estava só de sutiã, que estava com uma das suas blusas preferidas na boca.

Assim que a menina saiu na sala, todos a encararam tentando conter a risada.

— Porra, Cérbero – Thalia resmungou e tentou pegar o cachorro, que desviou lindamente.

Nico foi o primeiro a raciocinar o que estava acontecendo, segurando o cachorro assim que ele passou em sua frente.

— Não, não – Nico resmungou tentando não ser arrastado pelo cachorro.

Thalia caminhou até o cachorro, subindo em cima do mesmo e o abraçando para não sair correndo.

— Nico, tira minha blusa da boca dele – a menina disse quase tendo um treco – Com cuidado.

Nico riu e soltou Cérbero, apertando os lados da boca do mesmo, para que soltasse a blusa.

— Solta a blusa da sua mãe, ela tá seminua no meio da sala por sua causa – Nico murmurava com o cachorro, que continuava com a boca travada.

— Foda-se se eu to seminua, pega logo essa porra – Thalia resmungou – É minha blusa preferida, Cérbero. Não poderia ser a outra?

Cérbero latiu em protesto, consequentemente soltando a blusa.

— HÁ – Nico gritou se levantando.

Thalia soltou Cérbero e se levantou, pegando a blusa da mão do menino.

— Valeu – ela murmurou e se virou, tentando colocar a blusa.

Antes que conseguisse, Thayla puxou a blusa da irmã.

— QUE ISSO? – Ela gritou, se referindo a tatuagem da menina.

— Porra, não se pode mais colocar uma blusa nessa casa? – Thalia olhou indignada para a irmã.

— Me explique essa tatuagem – Thayla apontou para o ventre da mesma.

— Ontem vocês viram a do Nico e ninguém comentou – Thalia respondeu indignada, levantando a camisa do menino. – Aqui ó, viu?

— Que isso menina? – Nico disse surpreso.

Thalia riu baixo.

— Estou mostrando sua tatuagem pra ela – Thalia disse calmamente, apontando para a irmã.

— E aproveitando né? – Nico retrucou.

— Aproveitando o que? Não tem nada pra aproveitar aqui – Thalia olhou com indiferença para o menino e soltou a camiseta do mesmo – Dá pra devolver minha blusa?

Cérbero passou por debaixo das pernas da menina, quase a derrubando. Nico segurou a menina, antes que ela caísse.

— Esse cachorro quer me matar – Thalia resmungou.

— Cara, você estaria morta se não fosse por mim – Nico endireitou a menina e a largou.

— Valeu – Thalia apenas disse e pegou a blusa de Thayla, se vestindo.

— Nosso pai vai te matar – Thayla exclamou – Ele odeia tatuagem.

— Então eu já to morta, por que ele já sabe – Thalia deu de ombros.

As duas foram interrompidas por uma batida na porta.

— Sim? – Jason abriu a porta – Oi Pai.

— Filho, pessoas – Zeus cumprimentou e entrou na casa – Já arrumaram as coisas? Já já estamos voltando para casa.

Vaias foram ouvidas, ninguém queria voltar para o inferno que era lá em Nova Iorque, tinha escola lá!

— Vamos arrumar tudo agora – Thalia se colocou a frente – Tchau.

Zeus revirou os olhos para a filha e olhou-a em reprovação.

— Andem logo – ele deu um último aviso e se retirou.

Thalia caminhou até o quarto, procurando as roupas e jogando tudo dentro das mochilas. Já que teria que arrumar as coisas do Cérbero também, pois ele não sabia arrumar sozinho e com certeza, Nico tacara o foda-se.

Todos começaram a se mexer e arrumar as coisas.

— Alguém viu minha blusa rosa? – Thayla gritou, terminando de dobrar as roupas.

— Banheiro – Thalia gritou de volta, socando a mochila que não queria fechar.

— Pra que ser tão agressiva menina? – Piper passou por Thalia e a ajudou a fechar a mochila.

— Obrigada, Pips – a menina agradeceu e se levantou, caminhando até a sala, onde as coisas de Cérbero estavam.

A menina começou a enrolar o cobertor do cachorro, junto da casinha.

— Quer ajuda? – Nico a surpreendeu.

Thalia o encarou, tentando absorver que ele estava mesmo ali e tinha mesmo falado aquilo.

— Pode ser – ela deu de ombros e ele começou a recolher os brinquedos.

— Onde está a coleira dele? – Thalia perguntou e levou um susto, quando algo colidiu com sua cabeça – Obrigada.

Nico riu.

— Você que não tem reflexos bons – ele respondeu – Por isso você é a primeira a ser queimada no jogo, mas você tem uma mira muito boa.

— Não sei se te bato ou agradeço – ela se virou confusa.

— Nenhum dos dois e saímos os dois felizes – Nico sugeriu e ela revirou os olhos com um sorriso.

— Tá.

Todos começaram a colocar as coisas no trailer, arrumando tudo e se despedindo da casa.

— Vamos, Cérbero – Nico chamou o cachorro, que olhou desconfiado para o trailer e começou a correr. – Puta que pariu, lá vou eu.

— Cérbero, pelo amor, colabora com a mamãe – Thalia suplicou e cercou o cachorro.

Ele balançou o cotoquinho de rabo que tinha e desviou de Thalia, mas freiou quando viu Nico se aproximando. O cachorro alternou o olhar entre os dois como se pensasse ''fudeu, vão me pegar'', então ele deitou no chão, se rendendo.

— Obrigada – Thalia agradeceu ao cachorro e o ergueu nas duas patas, caminhando com ele até o trailer. – Agora seja um bom garoto e entre ai.

Cérbero bufou e entrou dentro do trailer, procurando um lugar para deitar. Optou por deitar no sofá.

Depois de tudo pronto, deram início a sua viagem de volta para casa.

— E ai, o que vamos fazer com o Cérbero? – Nico perguntou, observando o cachorro deitado no sofá.

— Você tá pedindo divórcio? – Thalia colocou as mãos sobre o coração, fingindo estar ofendida.

— Não – Nico a puxou para perto, mas depois pensou melhor – Quer dizer, sim – ele a empurrou.

— Eu quero a guarda dele – Thalia ordenou.

— Eu também – Nico retrucou.

— Então vamos para o tribunal! – Thalia exclamou e se sentou no sofá, empurrando a busanfa peluda do Cérbero para o lado.

— Deixa ele escolher então – Nico encostou o quadril na mesa, observando a menina, que virou furiosa para ele.

— Ele é muito novo para fazer uma decisão dessa! – A morena resmungou.

— Então o que quer fazer? – Nico retrucou.

— Não é obvio? Ficar com ele – Thalia revirou os olhos.

— Você mora em um apartamento, vai atrapalhar os vizinhos – Nico suplicou.

— A Thayla mora lá também e ninguém reclamou – Thalia deu de ombros.

— OU – Thayla gritou no final do trailer.

— Cala a boca – Thalia gritou de volta.

— Não – a menina resmungou.

Thalia bateu palmas.

— Connor, cala a boca dela.

— Eu te odeio – Thayla resmungou antes que seus lábios fossem devorados pelos de Connor.

— Desculpa, Thalia – Jason se intrometeu – Mas no apartamento é contra regras ter um cachorro enorme.

Thalia fez um bico e ameaçou a chorar.

— Como podem proibir um cachorro tão lindo? – A menina se agarrou a Cérbero.

Nico fez uma dancinha da vitória, mas parou ao ver o biquinho da menina. A partir do momento que ele fez aquela promessa, de repente começou a surgir oportunidades para ele agarrar ela, como assim produção?

— Você poderia ir morar com o Nico – Percy sugeriu e a menina levantou a cabeça com um sorriso maroto no rosto.

— Não, você não vai morar comigo, por que você só iria morar comigo se estivéssemos namorando e não estamos, então não vai – Nico se apressou em dizer.

— Você nunca pediu – Thalia retrucou e pode ver o raio de ''Turn Down For What descendo do teto''.

Nico fez uma cara incrédula e olhou para a garota.

— Oi?

Thayla empurrou Connor e saiu gritando.

— PEDE AGORA NICO, VAI, CORRE.

Jason segurou Thayla, antes que a garota voasse para cima de Nico.

Thalia começou a rir e Nico olhou para Thayla como se estivesse louca.

***

Nico observava as costas de Thalia, que estava deitada no sofá, abraçada a Cérbero. Os dois dormiam tranquilamente e isso merecia uma foto.

— Babando nela? – Leo puxou a cadeira ao lado de Nico e se sentou.

— Pela primeira vez nessa viagem, não – Nico confessou.

Leo riu baixo.

— Por que não vai dormir também? Ainda falta um pouco para chegarmos – Leo sugeriu.

— Prefiro ficar observando esses dois – Nico apontou para os dois com o queixo.

Cérbero se remexeu e quase que Thalia caiu do sofá, se não fosse por seu salvador ser rápido e levantar rapidamente, empurrando o corpo da menina para o sofá novamente.

— Ela parece uma pedra dormindo – Leo concluiu – Nem quase caindo ela acorda.

Nico riu baixinho.

— Claro, olha onde ela resolve dormir, nem para ser com as costas para o sofá – Nico se afastou, ao ver que não tinha mais nenhum perigo dela cair.

— Acho que você estava enganado – Piper murmurou baixo para Jason.

— O que? – Jason murmurou no mesmo tom para Piper, que olhou para o namorado.

— Eu acho que entre o Nico e o Luke, agora, o Nico cuida mais dela – Piper apontou como queixo na direção de Nico, que empurrou as pernas da Thalia, para que ela não ficasse desconfortável.

O trailer parou.

— Já chegamos? – Leo perguntou para Nico, que tinha voltado a se sentar.

— Não sei – Nico abriu uma das persianas para observar lá fora – Com certeza, não.

Zeus entrou no trailer, assustando Leo.

— Eita – o menino grudou na mesa.

— Gente, eu vim avisar que ocorreu uma mudança de planos – Zeus juntou as mãos na frente do corpo – Nós vamos para Filadélfia e amanhã vocês não vão para a escola.

— Oi? Não vamos? – Thalia levantou a cabeça, acordando rapidamente.

Nico olhou para a menina, que antes estava em um sono pesado.

— Não, vocês não vão – Zeus olhou em reprovação para Thalia.

— Isso – Thalia comemorou e voltou a abraçar Cérbero e dormir.

— Nós avisamos os outros, quando acordarem – Jason murmurou meio baixo, por estar no meio da galera que estava dormindo.

— Ok – Zeus confirmou e saiu do trailer, voltando para frente.

Todos resolveram dormir, já que demoraria para chegar.

O trailer parou novamente, acordando quem estava dormindo.

— Onde a gente está? – Thayla murmurou meio zonza.

— Bom dia flor do dia – Nico passou por ela emburrado, por ter acordado com Leo rolando para cima de si – Estamos na Filadélfia, Zeus veio avisar enquanto vocês dormiam.

Thayla olhou no relógio e viu que ainda era duas da manhã.

— Não é dia ainda – Thayla se queixou.

— Calada – Nico retrucou e cutucou Thalia – Acorda lado negro da força.

Thalia resmungou algo sem nexo e abriu os olhos lentamente.

— Mas…? – Ela murmurou e revirou os olhos, ao ver Nico ali.

— Já chegamos – Zeus entrou no trailer.

— Nós vamos ficar em um hotel? – Percy perguntou.

— Não, eu possuo uma casa aqui – Zeus respondeu e Percy arregalou os olhos minimamente.

— Tá, né – ele murmurou se sentando na rede – Dá pra parar de me empurrar?

— Cala boca menino peixe e sai da minha frente – Annabeth estava deitada na mesma rede que Percy e queria sair dali.

— Eu sei que você me ama loira – Percy respondeu convicto e ela lhe empurrou da rede, saindo logo em seguida.

— Nem nos seus sonhos – a loira revirou os olhos e saiu andando pelo corredor.

— Eu não gosto dessa casa – Thalia murmura meio para baixo.

— Por que? – Connor perguntou.

— Você vai saber – Jason se levantou, puxando Piper junto.

— Vamos – Zeus saiu e esperou que todos descessem e pegassem suas coisas, para fechar o trailer.

— Cadê a Hera? Deixou ela la? – Thayla disse com falsa esperança.

— Claro que não, ela está la dentro – Zeus apontou para a enorme casa.

Os pelos de Thalia se ouriçaram a observar a casa, que lembrava um filme de terror. A casa possuía quatro andares, a parte de fora repleta por madeiras velhas e que faziam barulho a cada vento forte que dava, havia uma escada em zig-zag que levava ao primeiro andar, que dava medo em qualquer um. Thalia estava certa que um demônio sairia daquela porta e os atacariam.

— Linda casa, né? – Zeus sorriu.

Thalia olhou para o pai como se estivesse louco.

Cérbero choraminga, não querendo entrar na casa.

— Eu sei que você também não quer entrar, mas é melhor lá dentro do que aqui fora no cemitério – Thalia disse e todos olharam pra ela, assustados.

— Não precisava contar esse detalhe, Thalia – Jason olhou para a menina com reprovação.

— Ops – ela mordeu o lábio inferior.

Thayla se agarrou na mão de Annabeth, que olhou para a menina.

— Calma, nenhum zombie vai sair da terra e puxar seu pé – a loira tranquilizou Thayla – Quer dizer, não agora.

Em alguns segundos, Thayla estava no primeiro andar da casa, ao lado de Zeus.

— Eita – Annabeth arregalou os olhos para a poeira que tinha sobrado de Thayla – Já sei o que fazer para quando quiser que ela corra rápido.

Cada um foi subindo pelas escadas lentamente, com medo da escada de madeira ceder com o peso.

— Nós ficaremos até amanhã na casa – Zeus informou – Todos podem dormir no quarto da Thalia.

— Você tem um quarto aqui? – Nico se virou para a menina, que tentava se equilibrar, já que estava andando com o Cérbero entre suas pernas com medo.

— Infelizmente – ela respondeu.

— Vocês podem pegar os colchoes que tem na parte inferior da casa – Zeus continuou falando e abriu a porta. – Qualquer coisa estarei no quarto e se não estiver, Hera estará. – O velho barbudo deixou os adolescentes a sós para se virarem.

Todos entraram na casa com um cagaço, olhando tudo em volta. A casa era escura, mas algumas luzes fracas estavam acesas, dando um ar pior ainda para o ambiente.

— Jason, você pega as coisas e Nico, você cuida do Cérbero! – Thalia exclamou e subiu correndo as escadas, para seu quarto. Sendo seguida por Cérbero, que só faltava gritar ''NÃO ME DEIXA''.

— O que ela tem? – Leo perguntou.

— Ela tem medo dessa casa, muito medo – Jason esclareceu e abriu uma porta, que não era para estar ali.

Ela dava acesso a uma escada de mármore negro, que descia para a escuridão.

— Ih, não vou entrar nisso ai não – Piper deu uma boa olhada e se afastou – Onde é o quarto da Thals?

— Não dá pra chegar sozinho, se a casa não te conhece, você não chega a lugar nenhum – Jason respondeu friamente.

— EU HEIN – Leo pulou em cima de Connor, se agarrando no menino.

— Tá, acho que meu cu trancou aqui – Percy deu um passo para trás.

— Só o seu? – Thayla resmungou, grudada em Annabeth.

— Para de palhaçada, vai me dizer que morreu alguém aqui? – Nico cruzou os braços.

— Várias pessoas – Jason respondeu.

— Tipo quem? – Nico começou a ponderar a ideia da casa ser assombrada.

— Bem, Cronos, Gaia, o carinha que foi trocar a luz, os sete mordomos que trabalharam aqui, Reia, Urano, Métis…- Jason começou a contar nos dedos – E quase…Bem, a Thalia.

— A Thalia? – Nico arregalou os olhos.

— É – Jason respondeu – Por isso ela tem medo daqui.

Um grito fora ouvido.

— NÃO – a voz era de Thalia.

Jason saiu correndo em direção a escada e subiu até o meio dela, até que Thalia apareceu no topo.

— Eu to bem – a menina colocou as mãos na frente do corpo ofegante – Foi só um quarto errado.

— Você se perdeu? – Jason franziu o cenho, vendo a mão de Thalia tremer discretamente.

— Não, né? – Thalia revirou os olhos – O Cérbero abriu a porta do quarto da Reia.

— Por isso gritou? – Jason perguntou.

— Claro, não deixaria ele entrar ali – a menina colocou as mãos sobre o peito e olhou para o lado. – Cérbero? – Thalia chamou não vendo ele por perto. – CÉRBERO?

— Thalia não grita – Jason repreendeu.

— Jason, ele sumiu – ela começou a correr pelo corredor e viu o cachorro na frente da porta do quarto, sentado. – Sumiu não.

— Tá todo mundo bem? – Jason perguntou e Thalia puxou Cérbero até o topo da escada.

— Sim – todos responderam em uníssono.

— Onde é o banheiro? – Annabeth perguntou, abrindo uma porta. A loira arfou ao ver que atrás da porta era uma parede de tijolos – Acho que não é aqui.

— Então…nessa casa tem muito disso – Thalia disse e mordeu o lábio – Como o Jason disse, se a casa não te conhece…você não chega a lugar nenhum.

— Eu to com medo – Thayla disse.

— Eu sei – Thalia desceu até o meio da escada e observou a escuridão que tomava conta da parte onde era pra ser a cozinha – Acho que vou levar as meninas comigo lá pra cima…você leva os meninos?

Jason olhou para a irmã.

— Só não deixe elas se perderem.

— Venham – Thalia acenou para as meninas, que subiram as escadas correndo e grudando em Thalia – É só prestar atenção onde eu estou indo, boa sorte lá embaixo.

Jason desceu as escadas, se juntando aos meninos. Nico estava de braços cruzados, ainda meio indeciso se sentia medo ou tacava o foda-se pra isso tudo. Connor, Leo e Percy estavam abraçados, com medo.

Thalia começou a caminhar pelo corredor, guiando Cérbero e as meninas até a enorme porta negra, que supostamente era seu quarto. A porta rangeu quando foi aberta e ela acendeu as luzes do quarto, deixando tudo mais claro. As paredes eram pretas e os móveis de madeira velha, tudo era limpo, parecia que tinham limpado isso mais cedo.

— Estão todas aqui? – Thalia perguntou e observou as meninas, que estavam com os olhos arregalados e respiravam ofegantes – Está tudo bem, não dá tanto medo assim, você se acostuma. Só não podem sair daqui, sem eu ou o Jason, pois provavelmente nunca mais voltarão.

Thalia abriu o guarda-roupa que tinha ali e pegou uns lençóis pretos, tirando os da cama e trocando por novos. Jason abriu a porta, entrando com os meninos e trazendo três colchões.

— Coloca ali – Thalia apontou para o espaço ao lado da cama e os meninos começaram a arrumar os colchões no chão, deixando que as meninas colocassem os lençóis.

O quarto era abafado e isso estava sendo bom, já que o clima mudou drasticamente para frio.

Todos começaram a se arrumar para dormir.

— Vamos se trocar? – Annabeth perguntou.

Thalia deu de ombros e tirou a blusa, pegando uma blusa de manga cumprida e colocando.

— Você é louca – Piper concluiu – Eu não vou me trocar na frente dos meninos.

— Ainda bem, né? – Jason a olhou – Concordo com você.

Thalia tirou o short, colocando uma calça.

— Não sei por que essa frescura – Thalia resmungou – Eu me troco em qualquer lugar.

— Thalia, entenda, você é maluca e tem um corpão – Annabeth disse.

— Como se você não tivesse – Thalia revirou os olhos – Olha o tamanho desse peito.

Annabeth se auto abraçou, pois todos os olhares foram pra ela.

— Tá, mas eu ainda quero usar o banheiro – a loira disse um pouco ruborizada.

Jason trocou um olhar com Thalia.

— Tá, eu levo vocês – a morena enrolou o dedo na barra da blusa, abrindo a porta que rangeu mais alto.

— Eu vou com vocês – Leo desencostou da parede.

— Seu cu – Thalia respondeu – Você fica ai.

— Mas…eu quero usar o banheiro – o menino choramingou.

— Eu te acompanho até a porta do outro banheiro – Jason se levantou e caminhou até o menino. – Fiquem vivos – Jason se referiu aos outros meninos, que olharam pra ele com medo. Tirando Cérbero, que rolava no colchão.

Ele fechou a porta e seguiu o corredor, com Leo segurando seu braço.

As meninas não estavam muito diferentes, cada uma estava agarrada a uma parte da Thalia.

A menina entrou em um corredor e viu a portinha que batia em sua cintura.

— É ai? – Piper disse incrédula.

— Não exatamente – Thalia respondeu e abriu a porta, abaixando para passar pela mesma.

As meninas a seguiram e deram de cara com uma escadinha, que levava a outra porta, só que dessa vez tinha o tamanho normal, elas passaram pela porta e entraram no banheiro.

O banheiro era em um tom de branco amarelado, o vaso sanitário e a banheira eram iguais aqueles de filme de terror, sabe?

— O que deu em Zeus para comprar essa casa? – Thayla resmungou indignada, tirando a blusa e se vestindo.

— Ele não comprou – Thalia abriu a cortina da banheira, para verificar se não tinha ninguém ali, realmente não tinha. – Ele nasceu aqui, literalmente aqui, deve ter sido no quarto ao lado.

— Meu Deus – Piper arregalou os olhos minimamente, terminando de se trocar.

Thalia saiu da frente do vaso, para Annabeth usar.

— Você acha mesmo que essa casa é assombrada? – Thayla perguntou para a irmã.

— Eu não acho – Thalia respondeu – Eu tenho certeza.

Annabeth terminou de fazer o que iria fazer e as meninas desceram, pela mesma portinha.

Thayla passou a mão em um dos móveis e olhou os dedos, nenhum grão de poeira.

— Quem vem aqui pra limpar a casa? – Thayla murmurou meio incerta se deveria falar essa frase ou não.

— Bom, eu não sei – Thalia respondeu – Desde o último que morreu, Zeus não contratou mais ninguém.

— Mas a casa tá impecável! – Annabeth exclamou.

— Deve ser um dos sete mordomos – Thalia deu de ombros e abriu a porta onde deveria ficar o quarto. A menina deu um pulinho ao ver um espelho ali. – Sério isso? – Ela levantou o olhar para o teto da casa – Eu só fiz uma zoação!

— Thalia, você tá falando com quem? – Piper ofegou.

— Com a casa, licença – Thalia olhou para o espelho e viu o mini corredor, onde tinha uma porta.

A menina revirou os olhos e fechou a porta, subindo a escadinha de dois degraus para ir para o corredor.

— Mas a gente não desceu nenhuma escada – Piper murmurou.

Thayla abriu a porta do espelho e encarou seu reflexo perplexa, ela tinha certeza que o quarto era ali. Em questão de segundos o espelho trincou, onde ficava seu rosto no reflexo. A menina arregalou os olhos e fechou a porta rapidamente.

Thalia deu de ombros e caminhou pelo corredor, abrindo a porta se deparando com outro espelho, que trincou bem em cima de seu coração, fazendo a garota arregalar os olhos e fechar a porta rapidamente e abrindo logo em seguida para checar. Dando de cara com Jason, que a olhou confuso.

— Por que demoraram? – Jason resmungou.

— Mas…- Piper disse incrédula, subindo as escadinhas. – Era ali, como, porque…eu hein!

Thalia deu uma risadinha e as meninas voltaram para o quarto.

— Repito, por que demoraram? – Jason insistiu enquanto Thalia fechava a porta.

— A casa não gostou de uma pequena brincadeirinha e mudou o caminho – ela deu de ombros – Levei um puta susto quando abri a porta e era um espelho.

— Que horror – Connor se agarrou as cobertas.

— Nem foi tudo isso – Thalia cruzou os braços e ficou de costas para a janela sinistra de madeira – Ela pode fazer bem pior do que isso quando quer.

— Agora durmam com isso – Jason sorriu.

— Thalia, como assim você quase morreu? – Annabeth perguntou curiosa.

— Eu não gosto de falar sobre isso – a morena suspirou.

— Eu ainda não acredito – Nico deu de ombros.

Jason ofegou a tempo que a janela abriu com tudo, batendo nas costas da Thalia a derrubando no chão.

— Thalia, você tá bem? – Jason abaixou do lado da irmã.

— To ótima – Thalia se virou de barriga para cima – Porra, o que eu fiz para merecer isso? Foi ele que disse, não eu!

— Foi só o vento – Nico concluiu.

— Eu vou arrancar suas cordas vocais – Thalia murmurou se sentando e colocando as mãos nas costas, gemendo baixo de dor.

— Vem, levanta – Jason segurou a mão da menina a puxando para cima.

— Valeu – ela agradeceu e foi se sentar na cama.

— Casas não tem vida, são só tijolo e madeira – Nico disse novamente.

— THALIA – Jason gritou a tempo que o abajur explodiu perto dela.

Alguns cacos de vidro voaram na menina, mas nenhum se cravou nela.

— Porra, Nico. Cala a boca – Leo bateu no braço do menino.

— Você tá bem? – Jason segurou o rosto da menina, que abriu os olhos com confusão.

— Se o Nico falar mais alguma coisa, eu juro que eu mesma mato ele – Thalia murmurou.

— Se é o Nico que está falando isso, porque a casa está fazendo isso com ela? – Thayla perguntou horrorizada.

— A casa deve ter gostado dele, então ele está fazendo isso com alguém que ele se importe – Jason deu um pequeno sorriso para a irmã, que estava reclamando.

— E o que acontece se a casa não gostar de você? – Percy murmurou.

— Essa eu respondo – Thalia disse levantando o tronco e vendo se não tinha nenhum caco enfiado em si – Você tem o mesmo destino dos sete mordomos.

Thayla deu um gritinho, que assustou todos, levando todos a gritarem também.

***

Thalia sentiu sua barriga roncar e se sentou lentamente na cama, observando Cérbero que estava remexendo na cama, como se estivesse sonhando que estava perseguindo um pobre gato.

A menina começou a tremer involuntariamente, vendo que teria que descer lá embaixo sozinha. Ás vezes ela se dava bem com a casa, mas ela tinha medo daquele lugar desde o incidente.

Nico acordou com a menina levantando.

— E o comando de não sair por ai sozinho? – Nico murmurou baixinho.

Thalia deu um pequeno pulinho e se virou para ele.

— Ainda bem que você acordou, vamos comigo? – A morena fez um beicinho.

— Pra onde? – Ele se levantou sonolento.

— Eu quero comer – a menina exclamou.

— Pra gente se comer não é preciso sair daqui, é só subir em cima da cama – Nico deu um sorrisinho sacana.

— Idiota – Thalia revirou os olhos e abriu a porta. Sendo surpreendida pelo gato que tinha na casa. Ela havia se esquecido de Gaia, a gata que vivia na casa – Ei, o que foi? – A menina abaixou e pegou-a no colo.

— Que gato lindo – Nico passou a mão nos pelos de Gaia, que o olhou em reprovação.

— Tá, vamos logo – Thalia resmungou, caminhando para fora do quarto com Gaia nos braços – Nico, segura na minha cintura para não se perder.

— Claro – o menino respondeu mais que rapidamente, colocando a mão na cintura da menina e tomando cuidado para não tropeçar nos pés dela.

Eles desceram as escadas. Os degraus faziam barulho de acordo com o peso colocados nele e consequentemente fazia um eco pelo local silencioso.

De repente, foi ouvido um barulho de porta destrancando. Gaia levantou a cabeça em forma de desafio e Thalia ficou sem entender, mas continuou andando até a cozinha. Colocando Gaia em cima do balcão.

— Deve ter sido Zeus – Nico disse – Fica tranquila, isso não existe.

Gaia miou alto a tempo de ver Thalia caindo no meio da cozinha. Gaia abaixou a cabeça, não sabendo se dava risada ou se ficava triste, sabendo que a menina provavelmente morresse hoje.

— Nico seu filho da puta – Thalia gemeu no chão – Eu te odeio.

— Eu não sei o que essa casa tem de tão assim, tem alguma coisa de errado – Nico pronunciou e Thalia se encolheu no chão, esperando alguma coisa cair em cima dela.

Mas nada aconteceu.

Então a menina se levantou, abrindo a geladeira. Ela pulou para trás, a tempo de não ser molhada pelo suco que caiu da geladeira, que com certeza tinha a intenção de lhe acertar.

— HÁ – Thalia comemorou, mas ao se virar, o armário abriu a bateu na barriga da mesma – Puta merda.

— Desc…ulpa? – Nico murmurou meio confuso.

Thalia deu de ombros e se virou para pegar os ingredientes para fazer um sanduiche.

— Quer um, Nico? – A menina perguntou e notou um silencio atrás de si – Nico? – Ela se virou lentamente, apenas vendo os olhos tranquilos de Gaia, que pareciam procurar por Nico também, como se dissesse ''Caralho, ele não estava aqui agora?'' – Gaia, cadê o Nico?

A Gata olhou pra ela com uma cara de ''Você não tá vendo que eu estou procurando também?''.

Thalia sentiu alguém cutucando seu ombro e de reflexo, se virou e socou a silhueta a sua frente.

— Ai sua retardada – Nico se queixou, colocando a mão em cima de onde tinha sido socado.

— Porra, Nico – a menina o xingou de tudo qualquer nome que se passou em sua cabeça – Você é idiota? Caralho, eu disse pra tomar cuidado, já imaginou se tivesse sumido? Se ficasse preso no mesmo quarto que eu?

— Pera, quarto? – Nico interrompeu a menina.

— Nada – Thalia se virou e pegou o sanduiche, mordendo um pedaço.

— Thalia, que quarto? – Nico encurralou a menina no balcão, encostando suas ancas e ficando próximo dela.

Gaia olhou incrédula para a cena, tinha alguém querendo matar eles e Thalia estava comendo um sanduiche e se agarrando com Nico…ao mesmo tempo.

— Nico, se afasta – Thalia pediu, colocando as mãos sobre o peitoral do menino.

Gaia quase deixou seu mini queixo cair, pensando que o menino iria estupra-la ali mesmo.

— Que quarto? – Ele insistiu.

Thalia suspirou.

— Tá, eu falo. Lembra que eu quase fui morta nessa casa? Pois bem, quando eu era pequena eu fiquei presa em um dos quartos. E nessa casa, em cada quarto morreu uma pessoa e naquele quarto não tinha morrido ninguém. Eu fiquei presa lá, me contorcendo de dor e morrendo aos poucos, até que Jason me achou antes que eu morresse por inteiro. Desde então, eu nunca mais tinha vindo pra cá. Mas eu vi que as coisas não mudaram, quando você fica sozinho aqui, a casa automaticamente te conduz para um dos quartos, para te matar. Para manter o ritual, que acontece desde que a casa foi construída, nos tempos que matavam seres sobrenaturais – Thalia explicou, parando de vez em quando para respirar ou se esforçar em não chorar ou até mesmo morder um pedaço do sanduba.

— Até parece – Nico debochou e desencostou da menina.

Gaia se esforçou para não pular em cima do menino e o matar.

— Por isso não disse nada aquela hora, por que você não acredita nessas coisas idiotas – Thalia resmungou e segurou Gaia no colo, subindo correndo as escadas, deixando Nico para trás resmungando.

Antes que Thalia chegasse ao quarto, ouviu um barulho de tranca. Gaia miou alto, ao mesmo tempo que Thalia se desesperou lembrando de Nico.

— TAQUIPARIU O NICO – Thalia gritou e começou para baixo.

Gaia pulou do colo dela, assustando a menina. Ela miou e começou a correr para o outro lado, fazendo Thalia a seguir.

Depois de subir e descer algumas escadas, Thalia chegou no pior corredor. O mesmo que ela ficou presa quando era pequena.

— Puta merda – Thalia esmurrou a porta — Nico?

— Thalia – Nico a chamou – Tá doendo.

— Eu sei seu idiota – Thalia puxou a maçaneta que caiu no chão – Ótimo.

Thalia empurrou a porta para entrar.

— NÃO ENTRA – Nico gritou ao mesmo momento que Gaia miou.

Ao colocar o pé na divisa da porta, Thalia caiu para dentro do quarto, puxando uma lufada de ar e segurando a respiração, sentindo algo se mexer dentro de si e começar a se expandir, provavelmente o que queria a matar. Suas pernas fraquejaram e ela não conseguiu manter seu equilíbrio no corpo, caindo no chão.

— Thalia – Nico segurou a menina, que se contorceu.

— Eu to bem – a menina murmurou, quando a porta bateu com um estrondo alto, impedindo que Gaia entrasse no quarto.

— Gaia, chama o Jason – Nico suplicou, deitando Thalia na cama.

— Puta que pariu – a menina gemeu baixo, levando as mãos para o lugar onde a tatuagem estava.

Nico abaixou um pouco a calça da menina para observar o que acontecia. Ele se arrependeu.

Tinha algo se mexendo dentro dela e dava pra ver isso contra sua pele pálida, que começa a ficar suada graças a dor insuportável que a menina estava sentindo e fazendo ser suportável. Quase que Nico vomitou.

Enquanto Thalia sofria as dores alucinantes. Gaia corria pelos corredores, procurando a porta certa que era o quarto que todos estavam hibernando. A gata achou a porta entreaberta e entrou, subindo em cima de Jason e miando. O menino não se mexeu, então Gaia resolveu apelar, arranhando o menino, que levantou assustado.

— Mas que porra? – O menino xingou – Gaia? – Jason arregalou os olhos, ligando os pontos e olhou para a cama vazia da Thalia – De novo não.

O menino levantou rapidamente, correndo atrás de Gaia pelos corredores. Assim que Jason adentrou o corredor do último andar da casa, escutou um grito de dor de Thalia e saiu em disparada até a porta.

— Thalia? – O menino gritou tentando abrir a porta, que estava sem maçaneta.

— Jason sou eu – Nico respondeu lá de dentro – Ela tá morrendo, tem alguma coisa se mexendo dentro dela.

Jason tentou arrombar a porta, mas falhou miseravelmente.

— Nico – Thalia chamou baixo e ele se virou pra ela desesperado – Não me deixa morrer sozinha.

Nico suspirou e caminhou até ela, a abraçando.

— Eu nunca vou te deixar sozinha.

De repente a dor passou, se foi.

Thalia levantou a cabeça e abraçou Nico com força, começando a chorar.

— Passou – ela murmurou baixo, entre soluços.

A porta se abriu com força e outro grito fora ouvido. Pertencia a outra gêmea.

— Thayla – Thalia disse rapidamente e levantou correndo, largando Nico ali.

Jason passou por Thalia e foi em direção ao quarto, onde todos estavam preocupados com o que estava acontecendo com Thayla. Jason entrou e agarrou a irmã.

Thalia parou no meio do corredor ao sentir seu coração falhar, mas não ligou, pois sua irmã era mais importante que ela. E isso deu tempo de Nico e Gaia a alcançarem.

Thalia olhou para os olhos de Nico e entrou no quarto. A partir do momento que seus pés cruzaram a fronteira da porta, seu coração parou. Estavam todos ali, encarando incrédulos a cena que os aterrorizavam. Thalia estava morta.

Nico entrou no quarto e observou a menina caída no chão inerte. Seus pensamentos ficaram confusos e ele abaixou ao lado dela.

— Thalia? – Ele colocou as mãos sobre seu nariz e viu que a menina não respirava. – Thalia!

Nico começou a sacudir a menina.

Gaia choramingava, enquanto Cérbero assistia a cena sem entender.

A dor de Thayla tinha passado e todos olhavam assustados para a cena de Thalia, a garota estava mesmo morta.

Thalia sentiu o sangue voltar a correr em suas veias, seu coração voltou a bater e ela se encolheu com dor.

— Eitan – Nico arregalou os olhos, perante a menina.

— Eu odeio morrer – a menina pronunciou e abriu os olhos, para encarar os olhos negros de Nico.

— Da próxima vez que for morrer, me avise – Nico resmungou e largou Thalia, que se apoiou no chão para não bater a cabeça.

— Caralho, doi pra caralho morrer – Thalia murmurou, tentando se levantar.

Gaia arregalou os olhos de felino que ela tinha.

— Ai meu Deus – Jason largou Thayla e foi abraçar Thalia – Nunca mais, nunca mais faça isso, é a segunda vez que você faz isso, tem noção?

— Desculpa, mas o Nico ficou preso no quarto e eu não iria deixar ele morrer – Thalia disse convicta.

— Owwwnt – Todos falaram em uníssono, fazendo a garota olhar sem entender para todo mundo.

Nico coçou a nuca levemente constrangido com aquilo.

— O que? Foi fofo? – A menina olhou sem entender.

— Muito – Thayla disse.

— Que horas são? – Connor perguntou, se recuperando de ver sua amiga cair morta no chão.

— São seis e meia, está quase amanhecendo – Thalia respondeu e se apoiou em Nico, já que Jason tinha ido ficar do lado da Piper.

— Cara, essa foi a viagem mais bizarra de todas – Leo comentou – Minha amiga morreu, tem um gato ali, a casa quis matar todo mundo, morreu mo galera aqui, tá tudo assombrado.

Thalia riu fracamente.

Nico a abraçou, colocando a boca em seu ouvido.

— O que eu te disse no quarto é verdade, eu não te deixaria sozinha pestinha.

Thalia retribuiu o abraço, ficando na ponta dos pés.

— Que gay.

Nico olhou pra ela com uma cara de ''Comequie?''

— Desculpa, eu não resisti – a menina riu e abraçou ele mais forte.

— Eu te entendo ogrinha, tá forte demais esse abraço – Nico resmungou sentindo seus ossos se partirem.

— É pra mostrar o quanto te odeio por me fazer morrer – Thalia sussurrou – E isso – Thalia colocou seus lábios bem rapidamente – É por falar aquela frase fofa e não me deixar morrer.

Nico sorriu de lado e continuou abraçado com a menina.

— Eu vi hein – Thayla estava sorrindo pela voz.

— Eu sei que você viu – Thalia respondeu com a voz um pouco abafada, por Nico estar apertando ela contra seu peitoral. – To com fome.

— Mas você comeu antes de morrer! – Nico exclamou.

— Morrer dá trabalho, pensa o que? Eu sou humana fio – Thalia se soltou de Nico e se virou para a janela fechada, vendo alguns raios de sol passarem por ali. Indicando que já tinha amanhecido – Eu quero ir pra casa.

— Vamos descer pra tomar café – Jason concluiu.

Todos começaram a se levantar e arrumar tudo, para descerem.

Assim que desceram, Zeus já estava na cozinha, preparando o café da manhã.

— Por que você tem essa casa mesmo? – Thalia entrou na cozinha, dando um pequeno sustinho em Zeus.

— Como assim? – Ele ficou confuso.

— Eu explico – Jason entrou na cozinha – Digamos que a Thalia morreu faz alguns minutos, aí voltou e tá ai.

— O QUE? – Zeus berrou e Gaia pulou em cima do balcão – Você deveria ter protegido ela!

Gaia olhou para Zeus, com uma cara de reprovação.

O resto do povo entrou na cozinha, se sentando para tomar café.

Jason e Thalia ignoraram o pai, que falava com a gata.

Thayla passou por Zeus, indo abrir a geladeira, a procura de alguma coisa para comer. A porta estava emperrada, não abria de jeito nenhum, a menina fez mais força e acabou batendo as costas no balcão e caindo no chão.

— Thayla? – Annabeth chamou – Você tá viva?

— Essa bosta não abre – a menina colocou a mão nas costas.

Annabeth caminhou até ali e abriu a geladeira facilmente.

— Acho que está faltando alimentos pra você, tá muito fraca!

Thayla deu de ombros e pegou um suco, colocando em cima do balcão. Se virou para pegar um copo e começou a lavar, olhando o lado de fora da casa pela janela de madeira a sua frente. Quando a menina abaixou o olhar, a água estava vermelha. Thayla deu um gritinho e soltou o copo, que caiu dentro da pia.

— Thayla você tá bem? – Jason chamou.

— A Água – Thayla apontou para a água, que estava normal.

— Acho que a casa não gostou de você – Jason murmurou consigo mesmo.

— Acha? – Thayla fechou a torneira, caminhando até o lado do irmão – Vamos embora daqui, pelo amor.

Zeus chamou Hera, que desceu as escadas com cara de nojo. Seguindo para fora de casa.

Todos ajuntaram as coisas e pegaram Cérbero, o levando para fora de casa. Thalia foi a última a sair, estava checando algumas coisas no celular.

— Eu ainda não entendo, como essas coisas sobrenaturais acontecem! Tem certeza que não é nenhum palhaço aprontando? – Nico resmungou e observou Thalia cair da escada.

Thalia rolou o resto da escada. Se chocando contra o chão.

— PORRA NICO – Thalia gritou, colocando as mãos nas costas – Maldita madeira.

Nico revirou os olhos e caminhou até a menina, que estava no chão, morrendo de dor.

— Vamos princesa do ártico, levanta – Nico estendeu a mão, a menina a segurou e foi puxada pra cima.

— Ela grita desse jeito quando vocês estão na cama também? – Leo perguntou curioso.

Thalia olhou para Leo incrédula e depois para Nico.

— Meu Deus, vamos embora – Thalia chocou sua mão contra a testa e iria andar, se não fosse a pequena rosa que brotou ao seu lado – Surgiu da onde? – a menina estreitou os olhos.

Zeus abaixou e arrancou a rosa, entregando para Thalia.

— Parece que alguém quer se desculpar – ele disse se referindo a casa.

— Tá desculpada por me matar – Thalia gritou para a casa.

— Veja pelo lado bom, você tomou uma iniciativa uma vez na vida e me deu um selinho – Nico sorriu e passou um dos braços pelo ombro da menina.

— Esquece isso – ela o fuzilou com o olhar e entrou no trailer, o levando junto.

— Eu já vou, me esqueci de uma coisa! – Zeus exclamou e subiu as escadas correndo, entrando na casa e encontrando Gaia sentada no sofá – Obrigada por salvar minha filha, de novo.

— É o meu trabalho, Zeus – Gaia se virou pra ele, seus cabelos negros balançaram por seus ombros.

— Boa sorte – Zeus sorriu e fechou a porta, jurando a si mesmo a nunca mais voltar ali.

Qual seria o limite da imaginação dos nossos personagens? Teriam que chegar ao ponto de acreditar que no meio de todos os mundanos, algo era anormal, assim como a casa em Filadélfia, que com certeza era mal-assombrada. Afinal, o que seria de uma boa história de adolescentes, sem uma coisa anormal nos olhos humanos?

Notas finais
Hey cambada. Sim, nós matamos a Thalia :') Quero avisar, a você que não leu as notas inicias que, isso foi a única coisa fora do normal que aconteceu. Foi para dar uma diferenciada, escrevemos de madrugada após assistir um filme de terror e não conseguirmos dormir. MAAHNAAAAA VOCÊ É MUITA DIVA AMORE E GOSTOSA :3 OBRIGADA MESMO PELO RECOMENDAÇÃO ♥ Pergunta: Para onde estamos indo viajar? (Dica: é de avião e é na Capital do Brasil). Ps: Tentei fazer ela colocar alternativas, mas não deu. - Mih. Kisses com Trovoadas das Gêmeas ♥