Gêmeas
58 Aonde quer ter sua primeira vez?
Notas iniciais
— Vamos conversar, pandinha – Nico pediu, a observando sentar na cama e se espreguiçar lentamente.
— Fala – respondeu, virando seu corpo de leve e ficando de lado, para o observar.
— Onde você gostaria de ter sua primeira vez? – o Di Ângelo fora direto na pergunta, vendo-a arregalar os olhos e saltar da cama, indo para o banheiro em segundos e batendo a porta.
— EU VOU TOMAR BANHO! – respondeu totalmente constrangida, sentindo suas bochechas queimarem ao ouvir a risada alta dele.
— Ok, eu adivinho! – retrucou entre risos, tendo um sorriso nos lábios.
— Não agora, ok? – Thalia gritou atrás da porta, ligando o chuveiro.
— Relaxa amor, só curiosidade – ele disse com um meio sorriso, se levantando e saindo do quarto, determinado a fazer um café da manhã para os dois.
O resto do dia se resumiu em Thalia evitando ficar a sós com o Di Ângelo a qualquer custo, pois se lembrava do que ele tinha dito, corava e se afastava o máximo possível, deixando-o sem entender, mas não questionava, apenas continuava o que estava fazendo.
Até que isso passou um pouco dos limites, quando ele a abraçou de conchinha para dormir e a garota o interrompeu:
— NÃO VAI ROLAR!
Nico arregalou os olhos levemente, assentindo meio perdido.
— Ok, eu viro para o outro lado, não precisava ter gritado – ele se virou, se acomodando daquele lado da cama.
— Desculpa, desculpa, desculpa! Eu te amo, mas eu não estou pronta para te entregar meu corpinho, eu já ouvi muita coisa, aconteceu muita coisa, eu vi muita coisa...não! – desabafou, sentindo seu rosto queimar loucamente.
— Tipo? – questionou desinteressado.
Um pequeno tempo se passou em silêncio, tanto que Nico pensou que ela tivesse dormido, até que ela se pronunciou.
— Eu já vi o tamanho, querido! Já senti também, mas não na parte que isso deveria estar!
Ele começou a rir, desencadeando uma crise de risos em si próprio, sabendo que ela estava corada com o comentário. Recebeu um tapa forte vindo dela, que tinha um bico.
— É sério, Nico!
— Desculpa, desculpa! – pediu, controlando-se e parando de rir, suspirando três vezes para que isso acontecesse. – Eu só fiz uma pergunta de manhã, Thalia! E você está agindo assim o dia todo, como se fossemos fazer assim, no susto!
— Eu não tenho culpa, você tem esse costume de chegar assim do nada colocando as mãos nos lugares e de repente a gente já tá em outros níveis e quando eu vejo já acabou!
Nico se controlou para não dar risada, puxando o ar e comprimindo os lábios.
— Não tem graça! – Thalia fez um bico maior ainda.
— Ok, eu não estou rindo – retrucou – pode ir dormir, Thals.
— Isso não vai acontecer logo..., mas, quando acontecer, você promete que vai ter paciência e vai ser delicado? – questionou com uma voz adocicada.
— Por que eu não seria?
Thalia engrossou a voz, imitando-o:
— Pode ter certeza que eu vou te fuder tanto que você não vai conseguir andar!
O Di Ângelo começou a gargalhar da sua imitação.
— Você está preocupada com isso? Thalia sua bobinha, aquele dia você estava me provocando muito e eu só disse isso porque estava com um desejo muito grande por você, ainda mais depois daquela ceninha sua com a Piper. Isso não tem nada a ver, eu vou esperar seu tempo meu amor, não é como se eu vivesse por isso.
— É claro que estou preocupada com isso, isso não é coisa que se fala, ainda mais quando você tem esse tamanho! – a Grace disse com um biquinho, o fazendo rir e negar em reprovação.
— Podemos não falar do meu tamanho? Obrigado!
— Não tem como não falar! O canal vaginal varia entre 7 a 9 centímetros! Como isso aí vai caber aqui?
— Thalia...
— Vamos medir isso aí, vem! – ela iria se levantar, mas ele a segurou pelo pulso levemente.
— Thals, não! Só não!
— Isso não é justo, você me deixou pensando nisso, agora não quer descobrir as coisas? Como isso vai encaixar? Agora eu tenho minhas dúvidas!
— Thalia, você mesma disse que isso não vai acontecer agora, por que você quer resolver isso agora? – retrucou, negando em reprovação.
— Tem razão! Você está certo! – ela voltou a se sentar na cama, mais relaxada.
— Agora podemos ir dormir?
— Podemos! – se deitou e o sentiu a abraçar por trás.
Ficaram em silêncio por alguns segundos, até que Thalia não conseguisse mais ficar em quieta e soltou a pergunta:
— Mas, como?
— Thalia, eu só quero dormir, para de falar de penetração, pelo amor! – quase implorou, dando uma risada leve de sua própria desgraça.
— É culpa sua!
— Eu te perguntei isso nove da manhã, sabe que horas são? Uma da manhã!
— Você está relaxado porque nenhum pênis vai entrar em você!
— Você quer perder a virgindade com o Connor? Com outro?
— Que?
— Se quiser ficar com outro, fique, se está incomodada com meu tamanho, procure outros!
— Que?
— Boa noite, Thalia – disse o Di Ângelo, suspirando.
Ela se virou de frente para ele, abrindo os olhos e vendo que ele permanecia com os olhos fechados.
— Eu nunca pensei em um lugar, mas só sei que quero que seja com você – disse baixinho.
Nico abriu um dos olhos devagar com um sorriso leve ao vê-la corada em seus braços.
— O que? – questionou baixo também.
— É por isso que estou tão nervosa, eu acho...quando você me perguntou isso se tornou mais real e...tudo que a gente já fez, nos lugares...
— Pandinha, quando isso for acontecer, eu não vou te machucar, a gente vai dar um jeito, ok? – ele beijou sua testa, o que a fez ficar mais corada do que antes.
— Eu sei que vai, por isso eu estou querendo resolver isso agora...- a indireta era clara, o que o fez fechar os olhos ao sentir-se ficar ofegante.
O Di Ângelo se inclinou levemente, selando seus lábios em um beijo que foi retribuído de imediato, o que o fez sorrir, assim como ela.
Ele a virou levemente na cama, se preocupando em não deixar todo seu peso em cima de seu corpo enquanto ficava por cima e tomava o lugar entre suas pernas com cautela, sentindo-a ficar rígida embaixo de si e rir leve, beijando-a nos lábios com carinho.
— A gente vai fazer o que geralmente a gente faz, tudo bem? Ficar nessas brincadeirinhas, então se você sentir vontade, a gente avança, ok? – ele questionou, separando seus lábios e vendo-a assentir.
Nico começou a descer os beijos por seu corpo devagar, despindo-a com tanta calma que parecia que iria quebra-la se fizesse qualquer coisa errada, deixando as roupas de lado e tratando de olhar sempre para seus olhos, com medo de estar forçando-a a fazer algo que não quer.
Ela começou a relaxar assim que o moreno disse palavras reconfortantes, a assegurando que faria tudo com calma e nunca a machucaria, então começou a estimula-la enquanto seus lábios tocavam os delas em um beijo.
Thalia levou as mãos para as costas nuas dele, passando as unhas ali, tentando não fazer como sempre, que acabava o esfolando, mas foi impossível ao notar que ele tinha acelerado seus movimentos, agora eram precisos. Ela sabia que seus gemidos o deixavam mais agitado, o que foi um incentivo a mais para que não tivesse que ficar segurando-os em sua garganta.
Assim que sentiu espasmos por seu corpo, soube que iria atingir ao clímax e foi a oportunidade perfeita para descer as mãos para a calça dele a tirando e tendo que obter a ajuda dele para isso, assim como a cueca – não deixando de ficar hesitante ao fazê-lo, o que o fez soltar uma risada leve –, fazendo os dois ficarem em vantagem.
A Grace o virou na cama, ficando por cima e descendo os beijos por seu corpo, assim como ele tinha feito, não se intimidando e logo o envolvendo com suas mãos, trocando por sua boca e arrancando gemidos altos dele, o que a satisfazia também.
Quando notou que ele estava quase lá, continuou os movimentos de um jeito mais preciso, até que o sentiu relaxar e engoliu tudo seu líquido, o fazendo soltar um gemido de satisfação.
Thalia respirou fundo, beijando-o e passando uma perna de cada lado de seu corpo, o posicionando em sua entrada, porém hesitou e mordeu o lábio inferior ao se afastar dele.
O Di Ângelo segurou seu rosto e selou seus lábios novamente, se arrumando embaixo dela e afastando seus rostos para olhar em suas orbes azuis elétricas, vendo uma pontinha de medo entre as pupilas tão dilatadas de desejo.
Ela respirou fundo e assentiu, selando seus lábios com os dele e sentindo-o começar a ajudá-la a descer seu corpo devagar. Só teve chance de encravar as unhas nele para descontar a dor, também mordendo o lábio inferior do garoto com força, até que sentiu o gosto metálico de sangue.
A Grace sentiu ele completamente dentro dela, tombando a cabeça para trás, tentando se acostumar com a sensação, respirando fundo e sentindo uma única lagrima deslizar por seu rosto.
— Eu te machuquei?! Eu te machuquei?! – o Di Ângelo começou a ficar desesperado ao vê-la chorar, tanto que se mexeu inconscientemente e só se lembrou que estava dentro dela quando ela soltou um gemido, mas não soube identificar se era de dor ou de prazer. – Thals...
— Está tudo bem – respondeu baixo, voltando a abrir os olhos azuis elétricos, ofegante.
— Você tem certeza? Eu...– ela o interrompeu, começando a mexer o quadril levemente e o fazendo engolir o desespero de imediato.
Thalia começou a gemer, tanto que começou a se envergonhar disso e teve que colocar a cabeça na curva do pescoço dele, deixando beijos ali enquanto ele voltava a ter noção do que estava acontecendo e tendo plena consciência que ela gemendo ao pé de seu ouvido era uma coisa maravilhosa.
Ele levou as mãos para a cintura dela com cautela, começando a incentivar seus movimentos e tombando a cabeça para trás ao sentir tanto prazer quanto ela, soltando gemidos e se juntando a ela nisso.
A garota tentou aumentar mais a velocidade e a força do movimento, porém Nico a travou, sabendo que se ela fosse mais longe acabaria se machucando, então apelou para implorar por mais entre gemidos no ouvido do moreno, que quase entrou em desespero novamente.
Ele não teve escolhas, então os virou na cama e ficou por cima, controlando por inteiro os movimentos e agradecendo por sua mente não estar extasiada por inteiro, conseguindo pensar nesse plano para que ela não acabasse magoada depois. Pegou em sua perna, a levantando com cuidado para colocar em seus ombros, para que ela tivesse o que queria, mas de um jeito que não a fosse machucar, porém ele tinha esquecido do quão elástica ela é, se surpreendendo e até chegando a achar estranho, mas não teve tempo de concretizar seu pensamento ao vê-la abrir os olhos dilatados e morder o lábio inferior, o deixando tonto.
Thalia chegou ao ápice primeiro, enxergando pontos pretos em sua visão e agradecendo por Nico ser tão bom no que fazia, sentindo-o chegar um pouco depois de si e seu líquido a preencher.
O Di Ângelo saiu de dentro dela com cuidado, deitando ao seu lado e abraçando-a pela cintura.
— Então...? – ele questionou baixinho.
– Isso foi muito bom – respondeu, ofegando.
— Se arrependeu? – a hesitação era clara na voz dele, mas para sua tranquilidade, ela sorriu levemente.
— Eu estou querendo fazer de novo, então acho que não!
— Eu machuquei você?
— Olha quem está desesperado agora – ela zombou com um meio sorriso, abrindo os olhos e o mirando. – Não, você foi do jeito que disse que seria, calmo e paciente.
Thalia se virou devagar para ficar de frente para ele, fechando os olhos e soltando um gemido que de princípio era de dor, mas ela sabia que se dissesse isso para ele, ele começaria a surtar e não iria topar fazer de novo.
Assim que abriu os olhos, começou a rir ao vê-lo a observar com os olhos arregalados, sem entender o que aconteceu ali.
— Então...– ela começou, mordendo o lábio inferior – topa? Segunda vez?
Nico ponderou o pedido, já que estava com muito medo de a machucar se o fizesse, mas ela voltou a se mexer e soltou mais um gemido, o que o fez suspirar e negar em reprovação, pegando uma de suas pernas e a colocando em seu quadril, roçando suas intimidades levemente e se sentindo inebriado ao escuta-la gemer seu nome, de tão sensível que estava.
Ele aumentou a velocidade do que fazia, a fazendo encravar suas unhas em seu peitoral, o que, de certa forma, o assustou, já que ele apenas tocando-a e isso estava a causando um prazer imenso.
O Di Ângelo continuou nisso um tempo, até que ela chegou lá e ele arregalou os olhos levemente ao notar isso, chegando à conclusão que ela estava mesmo sensível.
— Isso chega a ser vergonhoso – ela murmurou inebriada, o fazendo rir leve.
— Não tem nada para ter vergonha aqui não, amor – Nico respondeu baixo, não conseguindo conter a surpresa em sua voz.
— Eu vou fingir que você não está surpreso – Thalia murmurou, sentindo sua voz rouca graças aos gemidos.
Ela o envolveu e colocou dentro de si, o fazendo arregalar os olhos levemente, mas não deixar de apreciar o momento, não sabendo o que iria fazer com ela tão descontrolada assim.
Novamente ela chegou ao ápice primeiro, mas assim que ele deu mais duas investidas começou a sentir um pouco mais de dor, sabendo que essa seria a última vez que fariam por ora.
Assim que ele chegou no ápice, ela gemeu junto dele e ambos voltaram a posição inicial, para que ambos pudessem adormecer em conchinha.
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