Guia Gejimayu: como viver em tempos de paz!
19 Incidente Chibi: Encetativo
Dia ensolarado, quente e com brisas frescas. Nada melhor do que tomar um sorvete em dias como este ou, no caso de Rock Lee, fazer flexões só com uma mão enquanto Neji tentava atrapalha-lo:
— Oitenta e um, oitenta e dois, oitenta e três...
— Sabia que oitenta e três é um número primo? — o Hyuuga comentou antes de bocejar.
— Oitenta e quatro... Sabia que dessa vez não vai dar certo, porque eu estou me concentrando? — Lee sorriu vitorioso — oitenta e cinco, oitenta e seis, oitenta e sete...
— Então não quer saber uma curiosidade? — dessa vez Neji sorriu de canto, falando como quem não quer nada.
— Oitenta e oito, oitenta e nove... — Quando chegou na 89ª flexão, o rapaz de cabelo tigelinha parou e ficou encarando o antigo companheiro de time — Não vai falar que oitenta e nove é um número primo? — Sim, ele havia decorado todos até o quinhentos, para não perder mais a conta quando Neji o interrompesse.
— Não, porque a minha curiosidade é muito mais interessante... — ele respondeu enquanto se deitava no chão, apoiando o cotovelo no chão e a cabeça sobre a palma da mão.
“Se eu continuar, ele vai me interromper por causa dessa curiosidade idiota...”, enquanto pensava, Lee fez mais uma flexão para completar as noventa. “Mas se eu quiser saber o que é, ele vai me atrapalhar...”.
— Noventa e um... — disse recomeçando os exercícios.
— Tic — O Hyuuga falou calmamente.
— Noventa e dois...
— Tac.
— Noventa e...
— Tic.
— Três... Nov...
— Tac, tic, tac...
— NEJI!!! — novamente, Rock Lee parou os exercícios e ficou encarando o amigo.
— Estou esperando o tempo passar até você desistir e querer saber sobre a minha curiosidade... — ele sorriu como se não estivesse fazendo nada demais.
— Quando eu acabar com o meu treino eu... — antes de conseguir continuar, ele é interrompido novamente.
— Tic. — o outro falou como se não fosse nada.
Rock Lee pensou em desistir, em gritar, em se jogar no chão e fazer pirraça como uma criança, mas ele não era este tipo de pessoa. Ele apenas respirou fundo, bem fundo, olhou para o amigo com um sorriso e perguntou:
— Qual sua curiosidade, Neji?
— Sabia que os números primos ímpares são múltiplos de quatro... — o rapaz faz suspense, se sentando novamente — mas diminui-se ou soma-se um no produto!
— Você anda gostando bastante de matemática, pelo visto! — na verdade, Lee só comentou isso porque não conseguiu entender bem o pensamento do amigo. Agora, ele finalmente retomava os exercícios — noventa e quatro, noventa e cinco, noventa e seis...
— Quatro vezes vinte e quatro dá noventa e seis, você soma um e dá... — o de olhos perolados se levantou, dando uma boa espreguiçada.
— Noventa e sete? — os olhos levemente esbugalhados conseguiram ficar ainda mais saltados, com brilho, enquanto Lee encarava o amigo como se ele tivesse feito uma bruxaria.
— Não há de que — o gênio Hyuuga apenas se curvou, como se tivesse acabado uma apresentação de balé.
Antes mesmo de poder fazer qualquer pergunta, a atenção de Lee foi chamada em direção à algumas folhagens, próximas do campo de treinamento, que começaram a ter movimentos suspeitos.
As folhas continuaram se mexendo, até que do meio delas saiu uma porquinha cor-de-rosa com um colar de pérolas e um casaco vermelho escuro. Em tempos normais, Tonton estaria no colo de Shizune ou Tsunade, mas ela estava sozinha ali e correndo enquanto parecia farejar algo, sem nem mesmo olhar para frente.
Quando a porquinha se aproximou de Lee, parecendo mais querer ataca-lo com uma cabeçada, ela foi segurada por Tenten. O ninja vestido de verde não sabia se perguntava o que estava acontecendo, agradecia a amiga ou terminava logo suas flexões, aproveitando que Neji não estava mais ali.
— Ela também não veio pra cá, não é? — Tenten suspirou, olhando para a porquinha que respondeu com o seu típico “oink”.
— Ela quem? — Rock Lee finalmente decidiu que pergunta fazer.
— Tsunade-sama... — a companheira de time pôs a porquinha no chão — Shizune não sabe aonde ela se meteu e a Tonton não consegue farejar ela direito!
— TSUNADE-SAMA SUMIU!? — o rapaz se levantou na mesma hora.
— FALA BAIXO! — Tenten o olhou irritada — Ela não sumiu, ela só saiu e não disse aonde ia...
— Mas o que tem de estranho nisso?
— Ela não saiu com a aparência de sempre — dessa vez quem responde é Shizune, se aproximando deles — Tsunade-sama ficou com a aparência bem mais jovem do que costuma...
— Então isso quer dizer que... — Lee começa a falar, com os olhos brilhando.
— Que temos que encontrar ela antes que faça alguma besteira! — enquanto falava, a mais velha pegou Tonton no colo.
— ISSO É MAIS UMA MISSÃO ESPECIAL! — o rapaz fala erguendo um dos punhos, animados.
— Uma o que? — Shizune franziu o cenho, encarando-o.
— Sim, é uma missão especial, Lee... — Tenten já nem tentava mais argumentar, sabia até onde isso levaria.
— VOU ENCONTRAR TSUNADE-SAMA COM A FORÇA DAS CHAMAS DA JUVENTUDE! — chamas essa que pareciam emanar por todo o corpo dele.
— Com as... chamas da... Juventude? — a fala de Shizune foi acompanhada por um “oink” da mascote que ela segurava.
— Ele vai ajudar, não precisa se preocupar... — a voz de Tenten parecia mais animada agora, afinal, ela sabia que toda vez que o companheiro de time se empenhava em algo, ele conseguia — LEE, ESPERA! — ela pediu, indo atrás do rapaz que já estava correndo em toda sua velocidade.
A assistente da antiga Hokage ficou no mesmo lugar, estática, olhando os dois correndo sem nem saberem aonde era para ir.
— Oink... — a porquinha murmurou, descendo do colo e começando a correr atrás deles também.
Shizune permaneceu no mesmo lugar, desconcertada, até que notou os arbustos se mexendo novamente, próximos a ela. Normalmente, ela não hesitaria um combate ou algo próximo, mas devido aos fatos recentes, Shizune nem sabia mais o que poderia acontecer.
— Me esperem também! — ela pediu, indo finalmente atrás dos outros.
O dia continuava com o clima agradável e ótimo para sentar em uma praça tomando um sorvete, mas Rock Lee e Tenten tinham uma missão especial para cumprir!
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Lição número dezenove: aprenda palavras novas.
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