Notas iniciais
Espero que gostem e boa leitura. OBS: Desculpem qualquer erro.

~Luna

Eu havia acabado de acordar, Dylan disse que já que não tem mais nada a fazer aqui, quer vir comigo para minha “jornada pelas estradas do mundo”. Ele é bem filosofo, e quem dera, que eu também fosse.

Eu observei o amanhecer mostrando com toda beleza seus raios de sol amarelos brilhantes. Tudo se iluminou as exatas 5 da manhã, mas como andaríamos por uma parte mais escura da floresta, era óbvio que ficaríamos no escuro por quase metade do dia. Dylan pegou um tipo de lanterna antiga de seu cinto, até agora não tinha notado aquela lanterna. Levou a lanterna na mão sem acender até a entrada da floresta escura, ficamos em completo silêncio enquanto ele olhava para todos os cantos da floresta, certificando se não tinha nenhuma “coisa” lá.

– Então Luna...O que você é? – Perguntou ele, acho que uma pessoa que cuida de mim e se preocupa comigo merece saber o que eu realmente sou.

– Olha, é difícil. Mas acho que vai entender. Sou guardiã do universo.

– Guardiã do universo? Que honra. – Disse ele, sarcástico novamente, já me acostumei com isso.

– Não mas isso é sério, existem muitos outros de mim por ai, e....eu não sou a única.

– Sei disso, meu pai me contava muitas dessas histórias, disse que a guardiã do universo era a mais forte, por isso disse que era uma honra.

– Ele disse que eu sou a mais forte?

– Disse. – Afirmou Dylan, andando ainda para frente sem tirar os olhos da estrada onde estávamos andando.

– Bom e você? É lobo não é?

– Sou. – Ele abaixou a cabeça mas continuava sério. – Fazia parte de uma matilha muito respeitada, até um dia em que...

Ele ficou calado, sei que nessas horas, quando a coisa é triste mesmo, a pessoa pode não querer falar, então nem perguntei nada.

– Sinto muito.

– Não foi nada. Agora sou livre.

Ele deu um sorriso fraco, daqueles que não convence ninguém e continuou andando. As árvores da floresta eram altas, tive que subir em uma delas para saber se estávamos longe demais da saída da floresta, não aguentava mais aquele escuro.

– O que está vendo Luna? – Perguntou Dylan lá de baixo, alto o suficiente para que eu ouvisse.

– Não vejo nem a saída daqui. – Disse, já descendo da árvore e caindo de pé no chão. – Acho que vamos passar a noite aqui, ainda está longe.

– Tá bom, acho perigoso demais, mas não temos outra escolha.

De repente Dylan para de andar, fica cheirando o ar, parece que sentiu alguma coisa.

– O que foi Dylan? – Perguntei, vendo ele rastrear o cheiro mais rápido agora.

– Tem gente aqui perto.

Ouvimos um barulho em uma das árvores, uma sombra, depois um barulho alto de uma águia. Quando olhei para a direita uma águia veio direto no meu rosto, enquanto uma garota foi na direção de Dylan. A garota vestia uma roupa estilo cavaleira moderna, calça apertada, uma blusa de mangas longas e um casaco branco por cima da mesma. Calçava um par de botas vermelhas e tinha um arco e flecha amarrado nas costas.

Enquanto eu tentava evitar as garras daquela águia de cortarem meu rosto todo, Dylan lutava já com dificuldade, os dois viraram lobos, a garota atacou, consegui pegar a águia e a prender em minhas mãos. Observei a luta central agora, dois lobos brigando por...nada. Peguei o arco e flecha que estava nas costas da loba e atirei uma flecha de onda de calor, o que separou os dois. Quando a menina foi tentar atacar Dylan atirei uma flecha em seu casaco, o que a prendeu na árvore a nossa frente.

A águia continuava em minhas mãos, só que mais calma agora. Apontei minha adaga para a menina e observei Dylan virar humano de novo.

– Por que nos atacou? – Falei grossa.

– Porque eu quis, protejo essa floresta a anos. Não posso mais atacar ninguém que invada minha floresta?

– Mas não precisava quase me matar. – Disse Dylan revirando os olhos e com raiva.

Soltei a menina, que limpou sua roupa e direcionou seus olhos azuis para a águia em minhas mãos.

– Me dá a Myazinha. – Mandou ela, entreguei a águia para a garota, ela pegou a águia e a acariciou de leve, voltando seus olhos para nós e mexendo no cabelo marrom claro. – O que fazem aqui?

– Sou uma guardiã, ele é um lobo.

– Disso eu sei. E a propósito, sou Myah, continue. – Ela se meteu no meio, irritante.

– Só andamos por ai.

– Já que vão ficar na MINHA floresta, vão ter que seguir MINHAS regras.

– E quais seriam? – Perguntou Dylan. Pelo seu estado já estava sem paciência.

– Não toquem fogo em nada. Se forem fazer fogueira prefiro que não, vão ficar na minha casa, é a poucos metros daqui.

– Ok. – Afirmei.

Ela nos levou até a casa dela, era grande e tinha dois quartos, o segundo com duas camas era o de visitas, o primeiro óbvio que era o de Myah. Ela fez uma comida até legal para eu e Dylan, foi bem gentil, mas ainda não confio nessa garota, ela não tem cara de gente confiável.

– Vão dormir rejeitados?

– Vamos palito de dente metida. – Disse Dylan se referindo a Myah. O bicho vai pegar. Já notei que Myah e Dylan não se dão bem então, vai ser uma longa caminhada.

Myah começou a correr atrás de Dylan, que corria o mais rápido possível e agora mais assustado, porque ela pegou um pedaço de madeira que tinha caído do seu lado e ameaçava tacar aquilo na cabeça de Dylan.

Não tenho nada contra Myah claro. Mas ah como eu queria que ela caísse e Dylan começasse a rir da cara dela, seria hilário.

Notas finais
Até o próximo meus amores... ~Dixe