Notas iniciais
Espero que gostem da fanfic nova, Bjos e Boa leitura...
~Dixe

~Luna

Era dia da lua de sangue, eu, uma coisa muito acima dos humanos, vagava pela floresta a procura de uma caça. A brisa fria e gélida não me incomodava, ao contrário, só deixava o ambiente mais agradável com aquela lua enorme banhada de sangue pelo mar e as colinas. A neve caia serenamente e encantadoramente no chão e nas árvores ali presentes.

Parei a frente de uma caverna, dei mais uma olhada na lua de sangue que já estava em seu auge e coloquei a luz de meu lampião na caverna. Vi que não tinha ninguém e enfim entrei, pude deduzir que tinha alguém aqui a alguns minutos e com certeza havia saído para outro lugar, então nesse caso, eu invadi a caverna. Me sentei no chão a procura de pedras para reacender a fogueira recém queimada a minha frente. Peguei duas pedras, não as melhores, mas pedras e tentei ao máximo acender aquela fogueira mas não deu.

- Não seria mais fácil com essas pedras aqui? – Disse um garoto de mais ou menos 17 anos entrando na caverna, ele tinha duas pedras na mão, perfeitas para fazer uma fogueira, entregou-as a mim e depois sorriu.

- Obrigado, mas cheguei aqui primeiro.

- Não, EU cheguei primeiro. – Ele me corrigiu. – Saio para caçar e olha que bela surpresa encontro. – Disse ele sarcástico. Logo o olhei indignada com sua má educação.

- Achei que encontraria uma pessoa mais educada por aqui.

- E eu pensei que não encontraria humanos por aqui. – Falou sarcástico de novo, que irritante.

- Deixa de ser chato. E não sou humana, sou mais que os humanos. – Disse, vendo ele se sentar no chão e se levantar assim que ouviu a primeira frase.

- Não é humana? É o que então? – Perguntou, devorando um animal.

- Bom, não é do seu interesse, e já que não me quer aqui melhor eu ir embora.

- Não, pode ficar, é que com esses humanos, é preciso ter cuidado. Eles me machucaram uma vez, sabem quem eu sou. Não tenho confiança neles. – Falou ele, abaixando a cabeça e falando baixo na última frase.

- Entendo, também não me aceitam, pareço invisível para eles, e eu sou, para quase todos. – Olhei para o garoto, notando só agora que se ele estava me vendo, ou era lobo ou vampiro, mas do modo que estava comendo, era óbvio que era lobo.

- Então, qual seu nome? – Ele perguntou.

- Luna. – Disse, de cabeça baixa como sempre. – E o seu?

- Sou Dylan. Prazer em conhecer você.

- O mesmo. – Disse tirando minha capa branca que me cobria da cabeça aos pés.

Eu usava um vestido leve, roxo e com mangas mas como se fosse tomara que caia em cima, ele é apertado na cintura e desce rodado até os joelhos. Uso um cinto marrom grosso e botas roxas da mesma cor com um “L” nas laterais de cada bota. Tinha olhos verdes e pele branca, eu tenho acho que, 1,85 de altura, bem alta não?

Dylan era até bonito, tinha o corpo bem definido e parecia ser um mais alto que eu. Tinha olhos azuis profundos e os cabelos loiros como a luz solar só davam mais graça a seu sorriso encantador. Ele usava uma camisa branca de mangas longas, um cinto grosso na cintura e uma calça jeans surrada, usava também botas marrons e um casaco branco por cima da camisa que descia até mais ou menos, sua cintura.

Achei ele legal, pelo fato de ele quase me botar para fora a tapas, ele até que é bem legal. Eu estava olhando as estrelas lá fora, a luz da lua de sangue cobria todas elas, mas algumas tinham que se atrever a aparecer, nem que fossem por segundos, depois serem levadas de volta a ocultação pelo lençol negro da noite.

- No que está pensando? – Perguntou Dylan, andando até mim e sentando no mesmo tronco que eu.

- Bom, em como a lua vermelha é linda.

- Lua de sangue. – Corrigiu, não gosto quando me corrigem, chamo ela do que eu quiser. – E está muito bonita mesmo. Como você agora.

- Ei, não abuse da situação. – Disse, saindo um pouco de perto de Dylan, ficando uns cinco centímetros mais longe.

- Não estou abusando de nada. Não posso nem elogiar uma bela garota agora? – Ele disse, realmente não tinha motivos para que eu ficar brava, era só um elogio...ou não.

- Pode...só que, nunca me disseram que eu era linda. Ou bonita como disse.

- Você é linda, é que os outros não tem olhos para perceber beleza tão rara e....pura. – Ele olhou em meus olhos, parecia paralisado enquanto a última palavra da frase não saiu. Ele era realmente lindo.

- Bom, obrigado de qualquer jeito.

- O que faz aqui? Uma garota não pode ficar andando assim a noite. Ainda mais uma humana. – Ele disse, não sou humana, que droga.

- Não sou humana! – Gritei mas não tão auto. – Só...sou uma coisa mais acima deles.

- O que então?

- Está muito curioso senhor Dylan, não vou contar, vai saber quando precisar.

- Ok então senhorita Luna, vou dormir, vai também? – Perguntou ele, excitei na reposta.

- Não vou agora, pode ir. Entro logo depois.

- Não fique aqui por muito tempo, os vampiros podem te matar. – Ele olhou para os dois lados de uma estrada de terra que passavam em frente a nossa caverna, antes de me encarar de novo.

- Por que se importa tanto? – Perguntei, ninguém nunca se importou tanto comigo.

- Não é nada. – Passou a mão na nuca. – Eu só...me preocupo. É meu trabalho, proteger as pessoas. Faço isso por qualquer um.

- Ah. Boa noite. – Respondi um pouco desapontada com sua resposta, então eu não era realmente importante? Estava tão feliz em ser importante.

- Boa noite Luna.

Ele entrou na caverna e eu fiquei pensando nas coisas que aconteceram, encontrei um...bom...não sei o que ele é, só sei que me protegerá quando puder. Fiquei amiga dele, nunca fiz amizade tão facilmente, até porque ninguém aguenta meu silêncio, e eu não aguento gente que fala demais. É irritante, muito irritante. Felizmente Dylan sabia respeitar meu espaço, me protegia e conversava pouco comigo, melhor não poderia ficar.

Minha mãe cantava uma música para mim quando ainda era viva nesse mundo terrível, era mais ou menos assim:

“Quando se sentir sozinha

Pode me chamar

Eu vou estar lá

Quando precisar

Meu amor,

Não se preocupe

Vou estar do seu lado

Na lua de sangue...”

Notas finais
Até o próximo...
~Dixe