Guerreiros de Gáler

3 A chegada dos Arknat


Notas iniciais
Atenção quanto a pronuncia de alguns nomes citados neste capítulo. Arknat - Arquinati Sulknares - Sulquinares Jhuan - Ruan

Era preciso esperar as gramas crescerem tal qual como era preciso esperar as flores florescerem. Gáler ainda estava em sua fase de crescimento e a luz que reinava no alto da maior torre de Söllaghe ainda invadia a escuridão no além. Madros era paciente quanto a isso, talvez até mesmo que muitos Söllys, que já começavam a indagá-lo pela demora em combater o mal.

— Por mais que tenhamos a força de nosso pai ainda não é chegado o momento de lutarmos. A calma ainda será a melhor solução para que possamos agir corretamente. Não podemos simplesmente invadir aquelas terras imundas, precisamos esperar o nosso inimigo agir, e então daremos o primeiro passo.

Dizia um rei calmo, já sentado em seu trono numa grande sala dourada. Certamente, Madros sabia o que estava dizendo. Ele é o rei. Ele foi o primeiro. Logo, a sua ligação com Sölly era maior do que muitos ali em Gáler.

— O mundo ainda passará por diversas fases, e estamos encarando apenas a primeira delas. A criação. – dizia ele a um grupo de soldados.

— Mas senhor, receio que essa espera possa nos prejudicar.

— Eu bem sei o que eu falo meu caro soldado. Enquanto Gáler não estiver pronta de nada podemos fazer.

— Mas o que ainda falta meu senhor? – disse outro soldado, este o menor de todos.

— Temos que esperar por muitos campos. A luz ainda brilha no além e enquanto ela conseguir forças para reinar á frente, nós ficaremos apenas quietos. Como eu já disse, não vamos nos precipitar.

A ânsia por batalha era evidente a cada Söllys em Gáler. Existia certa euforia nos campos atrás do castelo, e próximo a Cachoeira Cantante, onde muitos se esbaldavam em suas águas cristalinas. Muitos permaneciam dentro das florestas, observando belas flores douradas, que voavam no chão, com uma leve brisa. Aos poucos Gáler ia crescendo, conforme os anos se passavam. E muitos foram estes anos em que Madros teve que conter multidões para que não cometessem erros e fossem até as regiões sombrias, onde Netus habitava. A multidão ainda não havia percebido que a ordem não era dada por Madros, e sim pelo próprio Sölly. Muitas vezes, Madros era pego no centro do Jardim do Sol, contemplando a luz da torre, praticamente em transe. Era nesse momento, quando ele acordava que as ordens eram entendidas, e então passadas a todos.

— Gáler está quase pronta aos olhos de Sölly, tenhamos um pouco mais de paciência, pois ainda criaturas hão de ser criadas para que possa nos ajudar a construir um mundo com luz. Sim. Este lugar é imenso, e Netus se apoderou de muitas terras. O que temos, mesmo que levem dias para ser atravessado, ainda é pequeno comparado ao que Netus tem.

Madros sabia e muito bem do que falava, embora muitos soldados e moradores do castelo não tinham conhecimento. Como ele mesmo havia dito, ele era o rei, e cabia a ele saber de certas coisas, e não os outros. Mas como rei, ele tinha que prevenir todos de um mal, e mesmo que aos olhos dos outros, Madros parecesse não estar apito a liderar, ele ainda sim, insistia em permanecer ali, por mais algum tempo. Ou como ele mesmo dizia, por mais algumas centenas de anos.

Os campos verdes, as florestas, as cachoeiras, as moradas e vilarejos em Gáler já eram aceitáveis e totalmente independentes após mais de quinhentos anos desde a criação. Madros, ainda tomava a mesma atitude, todos os dias. Seu caminhar a cada dia pesava, e o peso da responsabilidade aumentava mais. Era necessário, ou talvez, chegado a hora, de tomar uma atitude, o que foi visto com muita alegria por todos.

Foi num dia ensolarado, assim como todos os outros, levando em consideração que em Gáler jamais anoitecera, que Madros chamou por seus conselheiros e regentes para uma primeira reunião na sala do trono.

Nela, Madros deixou claro, que era necessário que todos permanecessem cientes de que muitos não voltariam vivos para desfrutar de uma Gáler cheia de luz e harmonia. Obviamente a tristeza tomou conta de todos, mesmo que, eles ainda não tivessem sentido o real significado da palavra perda.

— Não sintam tristeza, pois fomos criados a esse propósito. Somos uma raça de guerreiros, e por isso foi nos dada tal missão. Nossos sentimentos permaneceram fundados nos corações dos novos que estão por vir, e nossas forças os elevarão. Faremos um lugar melhor a eles, e eles para os deles e então a vida seguira. É assim que infelizmente a vida segue. Como eu já disse não somos imortais, apesar de termos uma vida muito longa. Até mesmo eu, irei partir um dia, mas apenas quando for necessário.

— Sabemos muito bem das decisões de nosso senhor Sölly, mas o senhor também nos entendera. Nós estivemos durante tanto tempo com estes que fica difícil imaginarmos uma Gáler sem eles. São soldados, mineradores, agricultores, mestres em construções, armeiros, vigilantes, guardiões. Trata-se de amigos, nossa família. – disse a senhora Anydes.

— Minha cara Söllysiana, sua nobreza e sentimentalismo nos deixa, certamente, com aperto no coração. – disse Madros, indo até ela e dando-lhe um beijo na mão – Mas como uma regente, como bem sabe, uma decisão precisa ser tomada mesmo que nos machuque.

— Eu concordo com nosso senhor, — disse Cárin – estes soldados estão todo esse tempo, sabendo pelo o que irão lutar, e não será essa dor em enviá-los que fará com que eles fiquem. Eles querem isso.

— E como o senhor Madros mesmo disse, no dia de nossa chegada, todos nós sabemos o nosso futuro. – comentou Juréd.

— Sábia sua lembrança do primeiro dia. – disse Madros – Mas vejamos qual será nossa primeira missão. Como sabem nosso senhor tem planos para que sua amada traga seus soldados a uma Gáler já pura. E como já mencionei há anos sua criação ainda está tomando forma. Somos os primeiros, mas teremos que respeitar outros além dele. Nessa missão, ficara a critério de vocês qual explorador deverá encontrar três deuses. Por mais que eu já tenha pedido seus nomes, Sölly insiste em dizer que cabe a nós descobrirmos, e assim doutriná-los para melhor nos atender. Um deles terá imenso poder com a natureza, outro será um guardião e outro cuidará de nossos animais, de modo que possamos confiar nossas vidas a eles. No entanto, a batalha só começara quando tivermos a união de todos.

— Se assim o senhor deseja eu poderia indicar Káros, é um jovem e ávido guerreiro e tem tido grandes resultados no campo da magia. – disse Anydes.

— Bem, vejamos quem eu possa indicar... – disse Juréd pensativo – Mas é claro, Jhuan é um exímio caçador, acredito que suas habilidades possam ajudar na busca de tais deuses.

— Pois bem, meus nobres regentes, falta apenas você Rhamos. – disse Madros.

— Uma aventura ao qual nós não iremos participar, não seria loucura enviar tais jovens a uma caçada que, a meu ver, depende de nós, regentes de Gáler irmos?

— Apenas diga um nome senhor Rhamos. – disse Anydes.

— Que seja Táro então.

— E qual a sua habilidade? – indagou Neycok.

Rhamos ficou ainda pensativo, até que Madros interveio.

— Este tem sangue real. – disse ele – Tem certeza disso meu nobre Rhamos? – disse Madros agora, com a voz austera.

— De nada mais tenho clareza dos meus atos, meu alto rei. Mas se tivesse que confiar tal missão a alguém, confiaria ao meu filho.

Todos ficaram em silêncio por um tempo.

— Eis então que sejam convocados Táro, Jhuan e Káros, e que cheguem o mais breve possível. – disse Madros a um mensageiro que estava ali, prestando atenção a tudo.

O mensageiro logo saiu e todos se levantaram. Madros pediu que todos saíssem, e que apenas Rhamos ficasse, pois eles precisariam ter uma conversa delicada. Assim todos cumpriram com a ordem, e ali permaneceram apenas os dois.

— Confio em nosso senhor Madros. No entanto, não entendo porque selecionar tais jovens para uma busca como essa. – comentou Juréd a Anydes.

— Somos novos ainda, e temos muito que aprender. Talvez Madros saiba de nossa importância, e possamos ajudar muito mais estando aqui.

— Mas jovens? Eles mal saíram do tempo de ensino. O que sabem sobre sobrevivência?

— Meu caro Juréd, Madros em momento algum solicitou que fossem jovens a serem citados. Se você citou por Jhuan é porque acredita no rapaz.

— Com o perdão da palavra meus senhores, sou apenas um conselheiro e digo que desde que foi me dada essa missão, meus conselhos ao senhor Madros foram quase que nulos. Ele sempre tem um fundamento para tomar suas decisões. – disse Maedi.

— Pois que assim seja a vontade dele, e de Sölly. Mas perdas? Como iremos viver a algo que não estamos preparados a enfrentar?

— Minha cara, somos guerreiros. Com certeza teremos forças para isso. – disse Cárin.

Tardou até que Rhamos saísse da sala do trono, juntamente com Madros. No corredor de frente a porta de entrada, havia cadeiras ornamentadas de estofado vermelho, ao qual tanto regentes como conselheiros estavam sentados no aguardo do rei.

— O que foi conversado com Rhamos, foi conversado com ele. Apenas digo que um sangue real, seria de grande valia. – disse Madros.

— Aceitaremos suas ordens senhor. No entanto eu devo perguntar o que talvez esta na mente de todos. Qual o motivo da busca de tais deuses, sendo que os mesmos são criaturas de Sölly?

— Caro Juréd, o momento certo com a resposta virá com o tempo, e em nenhum momento foi mencionado que tais deuses pertencem a Sölly. – respondeu Madros decidido – Agora vamos descer, pois existe uma deliciosa ceia nos aguardando no salão principal.

Todos acabaram descendo, e como foi dito por Madros, uma ceia digna de reis os aguardava no salão principal. Uma imensa mesa com frutas, carnes, sucos e vinho estavam sendo servidos. Todos se sentaram e comeram.

Naquele momento, por mais perguntas que vinham em suas cabeças, todos sabiam que Madros não responderia. Logo a ceia foi feita em extremo silêncio. Mas não por muito tempo, pois logo entraram no salão as belas Sulknares, mulheres Söllys cantoras com seus vestidos esvoaçantes, cantarolando e criando vida naquele salão. Era belo de se ver e de se ouvir.

O sol ardia atrás do castelo, e muitos deles estavam cansados de um longo dia, regado a reuniões, comida e canto. Era chegada a hora de descansar, e esperar que os soldados citados pelos regentes chegassem.

O mensageiro chega a Andropes.

Havia um rapaz de cabelos escuros, trançados, com uma roupa ornamentada com fios de prata, empunhando sua espada, numa simulação com outros três soldados. Eram amigos, e muitos se divertiam desta forma.

— Acredita realmente que esta chegando à hora da batalha? – perguntou um rapaz a este.

— Mas lógico, sinto as vibrações do alto rei se agitando no norte. Ou não percebeu que nos últimos anos a luz da torre tem estado mais forte?

Káros é um exímio guerreiro, isso ninguém podia negar. Em todas as aulas que tivera, saia como o grande vencedor, e já havia recebido a promessa de liderança pela regente Anydes. Era do tipo galanteador, seus olhos seduziam as moças de Andropes, que às vezes até mesmo brigavam umas com as outras, em busca de sua atenção. Seu porte físico era mais avantajado, tinha mais músculos do que os outros, e era alto. Foi no tilintar da sua espada, com um de seus amigos que um homem montado num belo cavalo marrom se aproximou.

— Notícias de Söllaghe? – disse Káros.

— Acredito que bem sabe qual a minha vinda a Andropes, nobre rapaz.

Ele observou o mensageiro, e logo um sorriso largo surgiu em seu rosto.

O mensageiro chega a Amapes.

Jhuan acabara de abrir os olhos, devido ao forte cheiro de bolo de morango, e um delicioso chá feito por sua mãe. Seu pai era um simples agricultor já renomado naquela região, devido as suas plantações desta fruta. Os maiores e suculentos morangos que faziam sucesso até mesmo com o senhor Madros, que amava o sabor.

Ele levantou de sua cama, lavou o rosto, passou pela mesa onde pegou uma gorda fatia de bolo e um copo com chá, agradecendo a sua mãe. O jovem era alto, mas menor que Káros, esguio e de uma pele absurdamente branca. Seu cabelo era curto e negro, e seus olhos eram relativamente grandes. Era um rapaz bonito, talvez nem tanto como Káros. Ele saiu de sua pequena casa de campo e avistou ao longe dois homens em seus cavalos conversando com seu pai.

— Sabe sobre o que se trata? – perguntou sua mãe, vindo perto dele. O garoto apenas observou.

Os dois homens então se aproximaram da casa, e logo atrás estava seu pai.

— São de Söllaghe?

— Não minha querida mãe, apenas um.

— Acredito que seja o jovem Jhuan, ao qual seu regente Juréd comentou. – disse o mensageiro.

O mensageiro chega a Aniadu

Era tarde, quando o mensageiro, Káros e Jhuan chegaram a uma pequena taberna no centro do imenso vilarejo de Aniadu.

— Onde espera que encontremos por Táro? — perguntou Jhuan, desmontando de seu cavalo, arrumando seu arco nas costas e aljava.

— Ele está perto! – disse o mensageiro.

— Eu gostaria de ter esse dom, de saber quem são as pessoas...

— Meu nobre rapaz, quem me dera ter este poder, que cabe apenas ao nosso alto rei. – disse o mensageiro rindo – Eu apenas sinto a vibração do nome, levando em conta que não existem dois que carreguem o mesmo.

Não tardou até que eles ouvissem um burburinho de dentro da taberna, e depois uma imensa briga, criando imenso alvoroço defronte ao mesmo. Muitos Söllys saíram desacreditando do que estavam vendo.

— É um absurdo o que temos que passar com esse garoto. – disse um rapaz, já com certa idade.

— E ainda, nosso senhor Rhamos quer que acreditemos que este será nosso governante um dia...

— Acredito que se o senhor Madros souber o quão problemático este Táro é, impeça que tal blasfêmia aconteça em nossa região.

Táro tinha sérios problemas. Não mentais, como alguns da cidade costumavam dizer, e sim por conta da sua forte personalidade. Era sábio, e imponente como um rei, no entanto não se fazia sábio, e muito menos um rei. Tinha atitudes impensadas, infantilizadas. Precisava amadurecer e aprender a respeitar os outros. Ele não se gabava por ser filho do regente, muito pelo contrário, evitava até mesmo de usar deste artifício para conseguir as coisas. No entanto, sua força reinava, e muitos tinham medo dele. Era jovem, impaciente, bonito e extremamente elegante.

— Espero que todos queimem no fogo da Montanha Árida, seus abutres. – disse ele, saindo da taberna em revolta.

— Mas o que houve? – perguntou Káros.

— Esses imundos vivem isolados naquela montanha em busca de ouro, de nada sabem da vida e querem ser mais espertos do que eu?

— Você é um tolo, Táro. – disse um Söllys já de barba branca.

— Tolo por qual motivo?

— Acredita realmente que existam tais criaturas? – disse o rapaz – Acredita que seres do Oncor possam ultrapassar as linhas de proteção de Gáler? Que possam vir pela Montanha Árida?

— Sim eu acredito, porque eu mesmo as vi. Acredita realmente que meu pai não tenha percebido algo? Gáler não é mais segura, e espero que ele tenha reportado ao senhor Madros. Vocês não me escutam... Ninguém perde dois segundos de seu precioso tempo em me ouvir.

“Sim, são criaturas. Eu mesmo as vi, em minhas andanças solitárias na descoberta de novos mundos. Eu passei por dezenas de cavernas sombrias, nadei em lagos nunca antes visto. Lagos de água negra, onde um vapor venenoso persistia em subir. Eu sentia em meu coração que deveria continuar, e fui entrando e entrando, até que vi na rocha sólida, uma luz vermelha como o fogo. Aproximei-me e então senti um arrepio por todo o meu corpo. Eu vi com meus próprios olhos aquelas garras. Garras enormes e fétidas tentando sair da rocha. Foi então que apliquei as palavras ensinadas por meu pai, e a fenda se fechou. A Montanha Árida não é mais segura, e vocês terão a certeza disso, quando meu pai chegar com noticias de Söllaghe.”

— Uma bela história...

— Todos nós sabemos caro Táro, que Madros jamais permitiria que tal coisa acontecesse. Se fosse para acontecer, creio que o próprio Madros sairia do conforto de seu castelo e viria até Aniadu para se certificar. Mas adivinhe, ele não esta aqui, e não perderá seu tempo com um garoto arrogante como você.

— Oras, seu velho imundo... – Táro partiu para cima do Söllys, mas fora impedido, tanto por Káros e Jhuan.

Foi então que o mensageiro rugiu fortemente, tanto que até os pássaros no telhado na taberna, que estranhamente pareciam estar ali para ver o que estava acontecendo, se assustaram e voaram.

— Quanta falta de nobreza de todos. Um mensageiro real está em vossa cidade, e discutem em minha presença sobre as atitudes de nosso alto rei? Como ousam cometer tal injuria contra Madros?

Todos ficaram envergonhados.

— Táro, vá a sua casa nesse instante e pegue suas coisas. Seu pai e o rei Madros o aguardam em Söllaghe.

Fazia dois dias que o mensageiro partira para as cidades vizinhas, em buscas dos citados pelos regentes para se aventurar em novas terras, em busca dos novos deuses. Os regentes estavam ansiosos, mas talvez não tanto quanto Rhamos, que permanecia defronte a porta do castelo, andando de um lado a outro, com o olhar perdido no horizonte esperando pela chegada de seu filho.

— Acredita que ele não virá?

— Minha cara Anydes, Táro é um ser indecifrável, talvez apenas por nosso senhor Madros. Ele pode vir, como pode não vir. E quem o obrigará?

— Talvez suas dúvidas possam ser respondidas se manter a calma e olhar com atenção.

Ao longe, Rhamos viu quatro cavaleiros se aproximando. Obviamente, Táro estava com eles. A chegada ao castelo foi recebida com flores, por belas Söllys em vestidos brancos. Rhamos se aproximou de seu filho lhe dando um forte abraçado.

— Acreditava no pior.

— O senhor bem sabe que este era meu maior sonho. Ou acreditava que eu iria viver para sempre enfiado no castelo de Aniadu com aqueles mald...

— Contenha-se filho, Söllaghe é um lugar sagrado, e qualquer um deve ser tratado com respeito. Estamos na presença do primeiro aqui, e ele é a mais forte ligação com Sölly.

— Peço desculpas, ao menos por enquanto. – disse Táro com ironia.

— Flores? Obrigado, talvez queira me apresentar à famosa Cachoeira Cantante, apenas eu e você... – dizia Káros a uma donzela.

— Guarde seus encantamentos meu jovem Káros, pois não terá tempo de usá-los. – disse sua senhora Anydes.

— Minha senhora! – disse ele, reverenciando Anydes.

— Vamos parar com tanta euforia e entrar, pois vocês devem estar cansados eu imagino. Irei anunciar a chegada dos Arknats ao nosso senhor. – disse Rhamos.

Notas finais
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