Notas iniciais
Desculpa pela demora galera, mas é que fiquei com preguissa de terminar esse cap, sem falar que com meus dias um pouco apertados pela semana de prova e tendo que estudar com uma colega minha acabou que meu tempo no comp ta só diminuindo e agora que começo com a aula de violão as coisa vão ficar ainda piores. Mas aqui tenho mais um cap de Guerreiros das Esmeraldas e espero que gostem e não me matem pelo o que fiz com o Mephiles. Sei que alguns de vocês que estão lendo se apegaram a ele por causa do cap anterior, mas já avisando que isso que fiz aqui vai se concertar no Guerra das Sombras (continuação dessa fic)

Aproveitem!

Guerreiros das Esmeraldas

Era a noite do dia em que tudo aconteceu. As coisa ainda estava destruídas na biblioteca e no quarto de Silver, mas isso era o que menos importava nesse instante. Todos estavam reunidos na sala e o ouriço negro não estava com uma cara muito amigável. Lutar com seu próprio irmão não tinha sido nada agradável para suas memórias, elas pareciam fluir em sua mente voltando para onde tudo começou até chegar aos momentos atuais. Não conseguia descrever o que estava passando, a muito tempo não pensava em seu passado com seu gêmeo, mas agora... Era como se suas mentes tivessem voltado a se ligar logo depois de seus olhos se encontrarem naquele momento de luta. Não sabia como explicar, mas quando Mephiles fora controlado essa união que tinham desapareceu e agora que ele parecia estar voltando a ligação voltava e vibrar em seus cérebros...

- Pai... – abriu os olhos ao ouvir aquela pequena vozinha o chamar com um pouco de temor. Abriu os olhos que estavam fechados em desgosto e ponderação e mirou os olhos preocupados de sua pequena que estava em pé no meio da sala segurando com força um livro com um dos braços enquanto o outro estava caído do lado do corpo, deixando o pequeno ouriço negro de pelúcia arrastar no chão.

— Por que saiu do quarto, sozinha, Yin? – perguntou um pouco irritado mirando a garota com seriedade fazendo a garota abaixar a cabeça tristonha. Ela sabia que era arriscado, sabia que com Mephiles atrás dela podia aparecer em qualquer lugar para pegá-la e mesmo assim saíra enquanto ele ainda estava dormindo e causara toda aquela confusão. Se não tivesse chegado a tempo, se não tivesse percebido a ausência dela e achado ela naquele enorme castelo ela provavelmente estaria, naquele exato momento... Arg! Nem conseguia pensar nisso! – Sabia que era perigoso.

— Desculpa. – sussurrou a garota abraçando o livro com mais força e apertando a mão de seu ouriço também com mais força. Ele estava irritado, sabia disso. Fez seu pai passar pelo sofrimento de ver o irmão mais uma vez, que agora quase o matara. Estremeceu ao se lembrar disso. E se não tivesse conseguido controlar seu tio? E se não conseguisse fazê-lo voltar a ser o que era antes? Provavelmente ela e seu pai teriam morrido aquele dia. Por culpa de sua imprudência.

— Ainda não respondeu minha pergunta. – falou talvez um pouco mais ríspido do que queria. Não queria pegar tão pesado com sua filha, mas ela tinha que ter um bom motivo para ter arriscado a própria vida só para ter em troca um livro. Sonia abriu a boca para intrometer no assunto, mas seus olhos logo deslizaram para ela e a fizeram calar pela frieza que tinha neles. Logo se voltaram para a pequena que ainda tinha a cabeça abaixada.

— Eu não queria sair do quarto, realmente não queria. – murmurou a garota recordando o que tinha acontecido para ter tomado uma atitude tão estúpida. Ma talvez tivesse sido essencial. Aquele livro que tinha nas mãos poderia ajudar em muitas coisas. — Mas é que ouvi a voz da mamãe, como se estivesse me chamando. Não consegui pensar direito e fui atrás dela. Eu realmente sinto muito, não estava conseguindo pensar naquele momento...

O ouriço negro suspirou, sabendo que era duro para a pequena aceitar o fato que sua mãe tinha sumido, e não pedia para que ela aceitasse, apenas esperasse que ela voltasse. Não podia brigar com ela por uma coisa como essa, por mais que a atitude dela fosse imprópria e quase ter custado a vida dela não a podia culpar por ter ficado tentada a ir atrás do que achava ser sua mãe. Talvez, ele tivesse feito o mesmo quando tinha a idade dela e estivesse no mesmo estado.

Mexeu de leve a cabeça e a garota veio correndo em sua direção, permitindo assim que ele passasse os braços por seu pequeno corpinho e a colocasse em seu colo, de uma maneira que pudesse abraçá-la com força e acariciar sua cabeça. De qualquer maneira, não poderia ficar zangado com ela, por mais errada que ela estivesse.

— Mas que livro é esse que você pegou Yin? – perguntou Manic que já tinha seus olhos grudados naquele objeto a algum tempo. Não se lembrava de ter visto esse livro algum dia e teve uma época que talvez leu todos os livros que tinham na biblioteca, por isso tinha uma vaga lembrança de todos eles. Mas aquele nem mesmo se lembrara.

— O nome dele é “Gaia”. – falou a garota chamando a atenção de todos. Ela se ajeitou no coloco pai e ergueu o livro mostrando a capa que tinha escrito o nome do objeto. Ela logo o colocou no colo e o abriu folheando-o um pouco. Já tinha dado uma olhada nele no tempo que tivera antes de ir para aquela sala e tinha algumas partes que queria mostrar a todos. – Ele caiu na minha frente quando cheguei em uma parte da biblioteca, que sinceramente não conhecia. Suponho que foi tio Mephiles que me mostrou aquilo em um leve momento de lucidez e logo depois perdeu o controle e me tacou.

— Um livro sobre Gaia? – questionou Sonic enquanto do seu lado seu filho se encontrava um pouco inquieto. Talvez pelo fato de tudo o que tinha acontecido com sua prima e sua amiga ou por outra coisa. Fazia algum tempo que o garoto tinha sensações estranhas, e muitos dos adultos já tinham dito que era um líder nato e provavelmente teria pressentimentos que levasse a uma tática de batalha perfeita.

— Não só isso. É como um diário dele. – informou Yin e todos se aproximaram para olhar. Ela chegou até a parte que queria e logo mirou os outros. – Isso daqui ele escreveu um dia antes de começar a atacar o mundo pela primeira vez. Escutem o que ele disse: “Meus poderes tem aumentado a cada dia, o mal que esse mundo contem é tão abundante que não tem como eu não vencer essa guerra. Apenas me preocupo com essas tais esmeraldas caos, elas parecem ter poder suficiente para me derrotar, mas não consigo chegar perto delas... Mas acho que nenhum dos tolos que vou derrotar vai pensar nelas. Afinal, para eles elas são apenas lendas”

— Isso quer dizer que ele já sabia sobre as esmeraldas caos. – murmurou Sonia de uma maneira pensativa. Realmente, de certa maneira ele estava certo e ninguém pensaria em algo que fosse considerado lenda, mas Shadow e Mephiles a tinham visto então era o mais lógico sugeri-las. Porem, Gaia não sabia desse fato.

— Não só sabia como também sabia suas localizações. Por isso em cada lugar onde estavam escondidas estavam um grupo de Dark Chaos. Ele não queria arriscar a derrota. – falou Yin e passou para a próxima pagina. – Olhem. “Logo amanhã começarei meu ataque e diminuirei o numero de cada raça. Essas criaturas que criei são bem poderosas, apesar de nada inteligentes. Quando o mundo estiver em minhas mãos precisarei de olhos e ouvidos e qual maneira melhor de ter isso do que com partes de você? Mas acho melhor não arriscar a derrota e ficar de olho nessas esmeraldas, seja lá o que forem transmitem uma energia que repele a minha.”

— O repele? – perguntou Silver um pouco confuso. A energia da esmeralda caos compunha a todos os seres da noite que existiam na Terra, e por mais que Gaia fosse um ser um tanto diferente ele continuava sendo um vampiro, um ser da noite. Como a energia que ele mesmo compunha podia o repelir? Era algo ilógico.

— Isso é apenas o começo. Tem uma coisa que ele escreveu recentemente. – murmurou Yin folheando mais uma vez indo até quase o final do livro, mas ainda haviam umas cem paginas a frente.

— Recentemente? Mas como pode ter sido recente se ele estava aqui no castelo? – indagou Manic um pouco confuso. A única maneira de aquilo acontecer era com magia e não conseguia ver nenhum rastro dela naquele livro.

— Ele parou de escrever a poucos dias atrás. Acho que não é mágico porque se não teria mais informações, então pensei que talvez tio Mephiles o tenha pego e trouxe para cá para que assim soubéssemos como derrotar a Gaia. – Yin estava mais que segura das palavras que estava pronunciando. E tinha coisas naquele livro que eram simplesmente impressionantes! – Olhem essa parte aqui: “Depois de algumas pesquisas acho que finalmente encontrei o motivo por ter sido derrotado por essas malditas esmeraldas. Meu fracasso do passado foi apenas um atraso para o que tenho planejado para esse mundo. Mas tenho que me apressar e eliminar todas as pontas soltas que tem nesse mundo que poderiam me atrapalhar. Primeiro, eliminar os controladores do caos, eles são os únicos capazes de usar aquelas malditas esmeraldas contra mim. Depois roubar o coração do planeta o que só é possível no alinhamento entre nossa galáxia e mais duas onde toda a energia que essas três possuem fluem uma para outra em um ciclo rápido e constante juntando seus núcleos de uma maneira um tanto espectral. Isso vai me permitir tomar a energia do planeta Terra e assim fazer com que a noite eterna reine. Também vou precisar das esmeraldas caos então acho que vou ter que manter um dos controladores vivos, talvez possuídos por um de meus bichinhos. Mas tenho que tomar cuidado, esse alinhamento pode me deixar fraco por causa da energia escura que possuo ser repelida pela energia caos que vai estar abundante. Preciso ser rápido e preciso”

— Como ele achou informações sobre todas essas coisas?! – exclamou Manic um pouco desconcertado. Por vários anos muitos dos melhores seres da noite, incluindo ele e seus irmãos, procuraram saber sobre a energia caos e as esmeraldas, e Gaia tinha conseguido mesmo estando em um mundo isolado do deles. – É mais do que coletamos em milhares de anos!

— Ele teve tempo suficiente para pensar nessas coisas. – comentou Shadow colocando sua pequena no sofá e se levantando. A pequena o mirou um tanto preocupada, talvez até sabendo exatamente o que ele ia falar em seguida. – Temos que encontrar as esmeraldas caos o mais rápido possível! Sonia ficará com os garotos enquanto nós saímos para procurá-las. Amanhã aumentaremos o treinamento dos garotos de uma maneira que Yin não tenha problemas e já começaremos a preparar um exercito de vampiros para combater os Dark Chaos. Quando chegar a época do alinhamento atacaremos Gaia enquanto estiver fraco. Yin, você poderia procurar saber mais sobre isso?

— Claro. – falou a garota apertando aquele livro contra o peito. Admirava muito seu pai, ele conseguia bolar esses planos com tanta facilidade que se perguntava se alguma vez podia ter idéias tão brilhantes. Mas sabia que só serviria para pesquisar, deixaria a parte dos planos para Racer, ele sim era bom nessas coisas.

— Ótimo. Nos separaremos e começaremos hoje. – continuou o ouriço negro olhando para todos que estavam ali. – Começaremos pelo leste, os lugares onde não tem sol ainda. Depois vamos para as regiões que estão de noite. Recrutaremos vampiros confiáveis e pediremos que fiquem de olho em qualquer sinal que mostre as esmeraldas caos. Sonia, não deixe os garotos sozinhos.

— Pode deixar. – murmurou a garota e logo todos os adultos desapareceram permanecendo apenas Sonia com os quatro pequenos que se encontravam um pouco atordoados. – Vamos meninos, vou deixar vocês em meu quarto e depois vou levar um lanche para vocês.

Os cinco caminharam pelos corredores do castelo indo na direção do quarto de Sonia que não estava muito segura em deixar os garotos sozinhos, nem estar sozinha naquele imenso castelo com aqueles Dark Chaos soltos por ai. Não sabia onde tinha ido parar seu irmão mais velho, só esperava que não pudesse encontrar com ele, se fosse o caso talvez não suportaria vê-lo com um olhar mal... Não depois de tudo o que passou no passado.

Os garotos ficaram sozinhos no quarto enquanto Sonia saia rapidamente para pegar alguma coisa para os garotos. Eles se reuniram rapidamente em um canto olhando o livro que Yin tinha pego na biblioteca. Realmente era intrigante ter tantas informações sobre o inimigo, mas para Racer aquilo tinha virado um mapa para a vitoria.

— O que quer dizer com isso Racer? – perguntou Ramon mirando o amigo um pouco intrigante ao ouvir ele dizendo a frase “um mapa para a vitória.”

— Simples! Ai tem todas as fraquezas de Gaia. Se soubermos como usar isso a nosso favor conseguiremos ganhar. – falou o garoto com empolgação. – Olha. Já temos por onde começar, nesse tal de alinhamento das galáxias vai ser o momento em que Gaia estará fraco, usaremos isso a nosso favor como o pai da Yin disse. Treinaremos uma tática de batalha para que assim possamos matá-lo.

— Matá-lo? – perguntou Mitsuki. Normalmente as pessoas falavam que eles tinham apenas que mandar Gaia para o mundo que as esmeraldas tinham criado para ele e deixá-lo preso de uma maneira eterna, mas agora Racer falava em matá-lo.

— Se apenas o prendermos ele vai arrumar uma maneira de sair e isso nunca vai ter fim. Temos que acabar com ele de uma vez para finalmente estarmos livre disso tudo! – o garoto parecia mais que animado com sua idéia. Se levantou do lugar onde estava sentado e ficou na frente de todos. – Gaia pode ser forte, mas ainda continua sendo um vampiro e tem como matá-lo.

— Não garanto que ele morra como um vampiro transformado normal. – falou Yin depois de dar mais umas folheadas no livro. Marcou algumas paginas que falavam sobre o eclipse e as fraquezas de Gaia. Levantou a cabeça e mirou a Racer. – Acho que é mais apropriado que o matemos como se mata um vampiro primário.

— Então vai ser o seguinte. Cada um vai distrair Gaia, enquanto outro se aproxima por trás e o morde. Se não precisamos imobilizá-lo. Yin você poderia segurá-lo com suas sombras ou talvez com sua luz para assim enfraquecê-lo enquanto eu ou Mitsuki ou Ramon o matamos. – disse emocionado quase dando saltos pelo lugar. Para ele seu plano era simplesmente incrível.

Quase no mesmo instante que Sonia entrou no quarto trazendo consigo uma bandeja com cinco copos cheios do delicioso sangue, sendo que o de Yin era especialmente separado para ela. Os garotos se acomodaram envolta dela e cada um pegou seu copo o saboreando com gula. Depois do que tinham passado todos eles queriam relaxar as aflições. Yin se acomodou perto da janela e ficou observando a neve branca que se destacava na escuridão que banhava o castelo e a floresta ao seu redor, parecendo transmitir luz própria um tanto hipnotizadora.

— Yin. – a garota olhou para o lado e se encontrou com Racer que agora se acomodava a sua frente também olhando pela janela. Nunca a garota tinha se sentido tão incomoda na presença do ouriço azul, ainda tinha em sua mente o que quase fizera quando quase perdera o controle de seu próprio corpo. – Por que sinto que você esta se afastando de mim?

— Não estou me afastando de você Racer. – falou a garota voltando a olhara para ele um pouco desconcertada. Talvez estivesse sim se afastando do garoto, mas era por um motivo lógico. Não queria machucá-lo e provavelmente o faria se caso perdesse o controle. – Eu só... Não me sinto segura com algumas coisas que provavelmente te machucariam.

— É pelo o que aconteceu aquela vez? – perguntou o garoto tendo apenas como resposta uma ouriça cabisbaixa. Ela agora não suportava sustentar aqueles olhos verdes, não queria ver o que tinha neles. – Pelo o que seu pai te disse aquele dia não foi? Olha Yin, eu não sei o que ele te falou, não sei o que aconteceu daquela vez para você fazer aquilo, mas não quero ficar longe de você. Você é minha prima, minha melhor amigo... Não quero que se afaste de mim.

— Mesmo sabendo que sou metade Dark Chaos? – sussurrou a garota em um tom quase inaudível, mas que o garoto pode ouvir perfeitamente. Primeiro foi a surpresa e logo depois a compreensão. Sabia bem que a pequena era diferente e mesmo sendo daquela maneira não se importava.

— Yin, eu te amo. – a garota levantou a cabeça, não percebendo a importância daquelas palavras e o sentido mais profundo que tinham nelas. Para ela, para sua mente infantil de oito anos mesmo sua idade real ser menor, aquela palavras eram apenas no sentido familiar. – Não poderia te julgar por isso que você é. Te aceito dessa maneira e de mais nenhuma.

— Obrigada Racer. – murmurou a garota para logo abraçar o primo com força. O mesmo tinha o rosto meio corado, mas retribuiu o abraçado, agradecendo por ela não ter entendido o duplo sentido do que falara e ao mesmo tempo triste pelo fato.

Ramon estava escorado na porta observando os amigos se abraçando. Por um mero instante um sorriso apareceu em seu rosto, mas era tão pequeno que apostava que ninguém o veria. Mas logo o sorriso desapareceu e ele se lembrou do que tinha visto da outra vez... Odiava seu poder, com todas suas forças principalmente pelo fato de que mesmo o tendo não podia fazer nada para impedir o que via.

— Te peguei!! – gritou uma voz a seu lado e logo depois sentiu como era empurrado na direção do chão. Ainda um pouco atordoado olhou para cima vendo como Mitsuki ria divertida enquanto ainda se colocava encima de si. – Você ta muito distraído Ra. Tem que ficar mais alerta para as coisas que acontecem a sua volta.

— Estava apenas pensando. – murmurou ele colocando um braço na testa e deixando os olhos se voltarem para o teto do quarto. A garota o mirou um pouco confusa e logo se sentou, saindo de cima dele que continuava na mesma posição. – As vezes eu penso que esse meu dom é uma maldição.

— Não pense assim. É uma coisa única e especial, tem que se sentir feliz por ter um dom como esse. – respondeu a garota tentando animar o amigo que continuava deitado no chão daquela maneira tristonha. Não gostava de ver seus amigos assim.

— Não vejo nada de bom em poder ver o destino de meus amigos. Sendo que nenhum deles é muito bom. – resmungou o garoto fechando com força os olhos. Tinha visto os dois destinos de Yin, sabendo talvez até mesmo antes dela o que ela era, vira o destino que Racer ia ter sofrendo pela perda da prima... Só faltava saber o da...

— Calma. Tenho certeza que esse seu poder vai nos ajudar algum dia. – falou a garota deitando do seu lado com um sorriso no rosto. Era como se estivesse do lado de fora, deitados na neve fofa que tinha no chão observando o céu, como costumavam fazer enquanto estavam entediados. Ela lhe sorriu carinhosamente e ele retribuiu o sorriso, para logo a garota segurar levemente a mão do garoto para dar-lhe confiança. O mesmo agradecia o gesto, mas não o que veio com ele.

Muitos chamariam o destino de futuro e Ramon concordava com essa afirmativa. Vira imagens rápidas passando por seus olhos, imagens de lutas contra centenas até milhares de Dark Chaos, imagens de momentos felizes que sorria com seus amigos e a até mesmo de quando todos caiam derrotados aos pés de Gaia que tinha um sorriso vitorioso no rosto. Nessa parte, talvez por tortura, as coisas passaram mais detalhadamente mostrando ele caindo de cara no chão virando ligeiramente o rosto para o lado, sendo que seu corpo estava completamente chamuscado, cheio de queimaduras de terceiro gral que custavam a se fechar. A poucos metros a seu lado um corpo caia dos céus atingindo o solo com força fazendo uma forte poeira se levantar. Para seu pavor não era nada mais nada menos que o corpo da ouriça prateada que tinha caído em uma posição desajeitada torcendo os braços e uma perna em um ângulo um tanto assustador.

Se sentou rapidamente no chão do quarto de Sonia com a respiração agitada e os olhos arregalados pelo susto que tomara. A garota que estava do seu lado, confusa e sem compreender a reação, também se sentou colocando uma mão no ombro do garoto e abriu a boca para falar alguma coisa, mas quando o fez o garoto não deu a oportunidade das palavras saírem e a abraçou com força sem se importar que alguém estivesse olhando. O medo ainda o incomodava por dentro e era apenas isso que sentia ultimamente.

Passou um tempo assim apenas sentindo como sua amiga continuava viva em seus braços, sem ossos quebrados, sem machucados... Apenas viva, apenas ela. Não sabia o que era isso que passava com seu corpo, não sabia o que estava acontecendo consigo mesmo, só sabia que queria senti-la perto e protegida entre seus braços. Era estranho, mas talvez seu pai tivesse dito algo muito parecido relacionado a sua mãe depois que ela desapareceu. Logo de alguns minutos se separou da garota um pouco constrangido pelo o que tinha feito.

— Desculpe, é que eu... –antes que pudesse continuar a garota tampou sua boca e praticamente subiu encima de seu corpo. Seu rosto ficou levemente corado enquanto via a garota apenas parecer se aproximar, mas ao olhar com mais determinação percebeu que ela ia na direção da porta colocando um dos lados do rosto na mesma pregando seu ouvido nela.

— Não entendo porque não atacamos de dia. – disse uma voz atrás da porta que a garota fora capas de ouvir. Ela a reconhecia só não conseguia se lembrar onde a tinha ouvido. Depois de alguns segundos a imagem daquele ouriço branco passou por sua mente e seu sangue gelou. Era ele. – Eles estariam bem mais despreparados.

- Você é uma anta mesmo!! – exclamou outro parecendo estar furioso. Essa voz não conseguia reconhecer, mas supôs que fosse aquele que estava atrás de Yin, o tio dela no caso. – Esses corpos não são os nossos! É apenas uma replica criada por Gaia para que continuemos nesse mundo sem ter o risco de os demônios pegarem nossas almas! É como se fossemos vampiros normais agora, ou seja, nada de andar de dia!

— Tá o estressado. Desde que despertou ta desse jeito. Vixe. – resmungou Nazo em um tom um pouco descontraído. Os passos então pararam e Mitsuki sabia que eles estavam em frente da porta, mas por alguma razão não conseguia despregar o rosto da porta e parar de ouvir. – Estão ai dentro?

— Sim. Apenas Sonia esta na casa, não vai ser tão difícil conseguir o que queremos, mas lembre-se, um dos garotos tem que ficar vivo. – falou o outro parecendo estar um pouco mais distante da porta do que Nazo. Prendeu a respiração, isso não estava ficando nada bom. – Agora se puder fazer as honras.

— Com todo o prazer. – sem muito mais o que pensar, a garota empurrou o amigo para longe da porta pouco tempo antes da porta ser transformada em pequenos pedaços de madeira que adentraram no quarto com velocidade fazendo os outros que estavam sentados em outras partes do quarto se assustarem. Sonia rapidamente se levantou da cama e se colocou em uma posição de ataque para proteger os garotos, mas ao ver quem estava do outro lado teve que força para suas pernas não perderem as forças.

— M-m-mephiles? – murmurou a garota de uma maneira quase inaudível mirando o irmão mais velho com surpresa. Ele estava igual a antes, igual em suas memórias, a única coisa que não era igual era esse brilho de maldade que ele tinha no olhar. Mas mais atrás Yin via a pequena pureza que ainda tentava voltar a ter o controle.

- Ola Sonia, a quanto tempo não? – murmurou o ouriço negro entrando no quarto, pisando nos pedaços de madeira que tinha espalhados pelo mesmo. Nazo entrara logo depois e mirara todos que tinham ali. Percebera que a irmã de seu “amigo” não estava na frente de todos os quatro pirralhos, mas sim apenas de dois. Os outros dois estavam exatamente a seu lado, com aquela estúpida garota escorregadia encima de uma equidna branco com estranhas asas de morcego. – Agora se puder me passar as garotas que queremos não vou te machucar. Coisa que eu realmente não quero fazer.

— Sabe muito bem que não posso deixar que machuque os filhos de nossos irmãos e de meus amigos. – falou a garota mirando discretamente os outros dois que tinham muito perto do ouriço branco que estava ali. Não conseguiria derrotar esses dois sozinha, mas sabia que provavelmente poderia dar tempo para os garotos fugirem.

— Isso é uma pena Sonia. Eu realmente não queria machucar minha própria irmã. – disse o ouriço negro negando levemente com a cabeça e dando um passo na direção da garota que se manteve firme no lugar apesar de ter uma forte vontade de recuar ao mesmo tempo que queria correr até o irmão e abraçá-lo. Respirou fundo e levou um de seus punhos na direção do rosto do garoto, mas o mesmo apenas o segurou como se não fosse nada e levou uma mão até o pescoço da garota o apertando com um pouco de força e a erguendo do chão. – Má idéia Sonia, má idéia.

Nazo se aproximou dos dois garotos que tinha a seu lado, os mesmos recuaram ainda sentados um encima do outro no chão de madeira. O ouriço branco estava se divertindo com os rostos assustados que os dois tinham e pretendia matar aquele garoto só por pura diversão. Afinal ainda tinha o outro e ele serviria para qualquer que seja o propósito de Gaia com ele. A garota, que antes se encontrava encima daquele equidna estranho foi parar atrás dele sendo pressionada de leve contra a parede que tinha em suas costas enquanto ele permanecia a sua frente tentando tampá-la.

— Vamos garoto, me passa essa ouriça e eu prometo te deixar em paz. – falou erguendo de leve a mão, mas o equidna negou com a cabeça e escondeu ainda mais a pequeno ouriça atrás de si mirando diretamente os olhos do ouriço branco que franziu o cenho em desgosto. Em um rápido movimento Nazo segurou o garoto pelo pescoço e o ergueu do chão enquanto um sorriso maligno aparecia em seu rosto. – Vamos garoto. Você não tem poderes que te ajudem a se salvar e sua força é bem inferior a minha. Não tem como você me ganhar. Desista.

— Existem outras formas de se vencer uma luta. – murmurou o garoto com a voz fraca e logo meteu com força o cotovelo no ante-braço do ouriço branco que guinchou de dor ao sentir o osso do mesmo se quebrando fazendo sua força diminuir e deixar assim o equidna cair no chão novamente.

Sonia aproveitou a distração do irmão que se virou para olhar o que tinha acontecido e deu um leve golpe na região perto da dobra do braço fazendo o mesmo ficar mole e dormente, permitindo que ela se soltasse e logo desse um forte golpe usando as duas mãos no peito do ouriço, o lançando para trás e o fazendo passar rente a porta, acertando assim a parede do corredor.

Furioso, Nazo balançou um pouco a mão que já tinha praticamente se curado e logo se dirigiu na direção dos dois garotos novamente. Seus passos eram firmes e batiam com força na madeira que compunha o chão fazendo um ligeiro som estrondoso. Ramon segurou a mão da amiga e já ia puxá-la para longe quando de repente uma faixa de luz passou rapidamente pelo quarto e perfurou o ouriço branco bem no estomago. Aquela faixa de luz parecia ser uma espécie de tentáculo que saía do chão com uma cor branca azulada e, ao perfurar o corpo do ouriço, fazia com que ligeiras fumaças saíssem do mesmo.

Tão rápido quanto apareceu aquele tentáculo de luz desapareceu deixando apenas um enorme buraco do tamanho de uma bola de futebol no estomago do ouriço que caiu de joelhos no chão, com os olhos arregalados e a boca meio aberta, mas sem que nenhum som saísse dela. Sem perder tempo os dois garotos saíram de perto daquele ouriço chegando até onde estavam seus outros amigos que estavam iguais ou mais impressionados do que eles.

— Yin, como você fez isso? – perguntou Racer mirando a garota que continuava em seus braços que parecia incrédula mirando a própria mão que tremia ligeiramente. Foi nesse momento que Ramon e Mitsuki perceberam que aquele tentáculo de luz tinha saído da força de sua amiga.

— E-eu não sei. – murmurou a garota parecendo ainda muito atordoada. Mas logo um barulho chamou a atenção dos quatro. Sonia e o irmão tinha se encontrado em uma disputa de forças, com Mephiles segurando um dos punhos da irmã enquanto a mesma segurava um dos punhos do irmão. Podia ver que Sonia nunca ganharia essa disputa, Mephiles devia ter o dobro ou o triplo da força que ela tinha, mas ela não recuava.

— Saiam daqui!! – gritou a garota dando uma joelhada no estomago do irmão que arfou de dor, mas logo deu uma cabeçada na testa da ouriça rosa arroxeada, sem que nenhum dos dois soltassem a mão um do outro. Sonia cambaleou um pouco, mas logo usou as pernas para dar um rasteira no irmão, parando encima dele logo depois. Deu uma ligeira olhada para trás. – Tem que se esconder até seus pais chegarem e poderem ajudar!!

— Mas... – começou a dizer Racer mirando a tia com um pouco de tristeza. Mephiles agora tinhas os feito girar, ficando ele em cima, mas quando estava prestes a se levantar e ir atrás dos garotos, mas Sonia lhe acertou um murro no estomago e usou as pernas para mandá-lo para trás, longe de onde estavam os garotos. Ela rapidamente se levantou e se preparou novamente para lutar, percebendo que Nazo começava a se recuperar do ataque de Yin.

— Nada de “mas”!! – gritou dando uma ligeira olhada nos garotos que pareciam hesitar em sair de lá. Sonia logo teve que desviar de um dos ataques de Mephiles, abaixando um pouco seu corpo e o inclinando ligeiramente para o lado, desviando do murro que ele tentara lhe dar. Com um rápido movimento deu um potente soco na lateral da cintura do garoto, logo depois acertou o queixo do mesmo com a palma da mão aberta, e por fim o afastou com um chute no estomago. Mas não teve tempo nem de se endireitar quando Nazo começou a atacar, obrigando ela a desviar e a se defender, apesar de não estar tendo um sucesso muito grande. – Vão!!

Racer e Ramon agora estavam determinados. Com o grito que Sonia tinha dado eles perceberam que as garotas que estavam ali precisavam de ajuda, então, sem hesitar mais nem um instante, os dois abriram a janela que estava logo atrás, saltando por ela e puxando as garotas junto. Caíram um pouco desajeitados na neve foca e logo começaram a correr na direção do pequeno conjunto de arvores que tinha no jardim.

Porem, antes que pudessem chegar sequer na primeira arvore, Sonia fora arremessada para fora do quarto onde estava e pouco tempo depois os dois ouriços caíram perfeitamente em pé na neve fofa perto deles. A energia que fluía pelos corpos dos dois era, em poucas palavras, impressionante e assustadora. Os olhos deles pareciam reluzir mais do que faziam antes e seus corpos pareciam apenas manchas negras de sombra em meio a neve foca.

Yin rapidamente se colocou na frente dos amigos e mandou suas sombras na direção dos ouriços, sendo que entre elas estavam agora alguns tentáculos de luzes. Mas ao chegarem perto dos ouriços o que antes era branco apenas ergueu a mão e uma espécie de barreira de energia repeliu o ataque de Yin fazendo a mesma recuar. Mitsuki então tomou a frente fazendo suas mãos ficarem flamejantes, de um fogo verde limão. Ela as ergueu para o lado e com um rápido movimento as juntou na frente do corpo, com os braços bem erguido, fazendo um forte redemoinho de chamas esverdeadas sair deles e ir na direção dos dois ouriços, mas antes que seu ataque pudesse fazer algum efeito sombras saíram do chão e se colocaram na frente do ataque, o retendo imediatamente como uma barreira escura. Então foi a vez de Racer que logo concentrou uma grande quantidade de energia e fez uma grande explosão acontecer debaixo dos dois ouriços, espalhando a neve e a terra que tinha debaixo da mesma, fazendo uma nuvem de fumaça se erguer.

A esperança dos garotos era que tivesse funcionado, mas logo um buraco naquela nuvem de fumaça se abriu revelando os dois ouriços completamente bem começando a andar na direção deles. Não havia como escapar dessa vez e o ouriço branco agora concentrava uma grande quantidade de energia na mão que logo foram lançada na direção dos pés dos garotos os lançando para cima com tal força que os quatro foram lançados para cima dos altos muros que rodeavam o castelo.

Mais uma nova onda de energia foi lançada na direção deles, fazendo com que se separassem. Mitsuki e Ramon foram parar na parte leste da floresta por sorte acabaram ficando juntos. Mas a mão de Racer escorregou da pequena ouriça negra que fora arremessada para o lado norte da floresta enquanto ele fora para o lado oeste.

Mitsuki se levantou um pouco cambaleante do chão e tentou fazer as coisas a sua volta pararem de girar e recuperar o foco. Mas quando pensava que tudo estava bem sentiu como alguém lhe segurava pela gola da cabeça e a levantava do chão. Se contorceu sem parar tentando escapar daquele ouriço branco que não a soltava de nenhuma maneira. Como se não pesasse nada ele a jogou para cima, como se fosse uma boneca, e logo em seguida lançou uma de suas ondas de energia fazendo com que subisse ainda mais.

Seu corpo ficara dormente, e por alguns instantes sentira, enquanto caia de volta para o chão que estava a vários metros a baixo, uma leve sensação de liberdade. Como se tudo a sua volta não estivesse mais lá e só restasse aquele sentimento de estar cortando o vento com seu próprio corpo, caindo em queda livre para um buraco sem fim. Só voltou a despertar quando sentiu alguma coisa interceptado sua queda antes que encostasse no chão e a empurrando para o lado.

Percebeu tarde de mais que era Ramon, que a segurara antes que caísse e se colocara debaixo dela, recebendo todo o impacto seguinte. Ouviu um arfar de dor, mas seus olhos não conseguiam ver nada, tudo estava embaçado e girando e seu corpo ainda se encontrava dormente, mas pelo menos retomara a consciência.

— R-ramon... – murmurou com um filete de voz, não conseguindo dizer mais nenhuma palavra. Com sua visão embaçada conseguiu ver como uma imagem borrada se aproximava de onde estavam e por mais que tentasse se mover para ajudar em alguma coisa seu corpo parecia não lhe obedecer, concentrando as ultimas energias que tinha em curar os ferimentos que tinha, que deviam ir de hematomas a ossos quebrados.

Fechou os olhos apenas esperando que a morte viesse, mas quando não sentiu nada voltou a abri-los só para ver como aquele vulto borrado era lançado para o lado e na sua frente se posicionava outro que parecia estar bem furioso. Se moveu incomoda no lugar, tentando ajeitar a visão para poder ver quem era, mas logo alguém colocou uma mão em seu ombro e sabia que não era Ramon pelo tamanho que era.

— Tire-os daqui Knuckles!! – gritou uma voz que reconheceu sendo a de seu pai, mas a voz dele estava diferente. Parecia estar mais grossa e perigosa... Um calafrio percorreu seu corpo ao ouvi-lo assim. Uma vez sua mãe tinha lhe dito que seu pai podia ser bem perigoso quando estava com raiva e por mais que não conseguisse imaginar seu pai sendo ameaçador, não conseguia ver nenhuma vez que sua mãe lhe tinha mentido.

— O que vai fazer Silver? – ouviu o pai de Ramon perguntar enquanto era carregada delicadamente. Queria saber como estava Ramon, mas sua visão agora tinha ficado negra por mais que se mantivesse de olhos abertos. Sentia o doce sabor de seu próprio sangue em sua boca e sabia que estava tendo uma hemorragia interna. Tossiu, irritada consigo mesma. Estava sendo apenas um peso nas costas dos outros...

— Vou acabar com isso de uma vez. – falou o ouriço prateado logo depois se jogando encima do ouriço branco que começava a se levantar novamente. Deu um forte soco nele o tacando novamente no chão, mas quando estava prestes a dar o próximo o ouriço branco segurou sua mão e o tacou para o lado, invertendo as posições.

— Com raiva Silver? – perguntou divertido o ouriço branco enquanto seus dentes sobressaiam a boca e os olhos brilhavam de uma maneira estranha. Ele ainda segurava o punho de Silver e logo o ouriço prateado tentou dar outro soco só que novamente foi interceptado pela mão de seu oponente que riu divertido. – Não vai conseguir nada com isso. Logo vou atrás de sua filha e acabarei com ela!

— Isso não vai acontecer!!! – gritou Silver usando as pernas para empurrar Nazo para longe, o mesmo arrastou os pés no chão fazendo sua velocidade diminuir até finalmente parar, permanecendo em pé no lugar enquanto um sorriso aparecia em seu rosto e que logo abriu espaço para gargalhadas insanas. O ouriço branco tinha perdido completamente a cabeça.

— Você é tão ridículo! – exclamou Nazo enquanto Silver se endireitava e se preparava novamente para a luta. Estava na hora de acabar com isso, iria derrotar a Nazo de uma vez por todas e finalmente poder estar seguro com sua família. Isso quando trouxesse Blaze de volta. – Não sabe a hora de parar de sonhar? Olha como o mundo esta! Gaia apenas fazendo um favor a esse planeta, os humanos iam destruí-lo e agora Gaia vai eliminar essa praga e fazer uma mundo novo se erguer!

- Vidas serão perdidas! Tanto do mundo da noite quando os humanos! Pessoas que não tem nada ver com isso vão morrer sem motivo!! – gritou Silver de volta fazendo uma arvore se erguer do chão e ir na direção de Nazo que apenas saltou, fazendo a arvore passar por debaixo de seus pés sem problemas e logo voltou a mirar o ouriço prateado com um sorriso sarcástico.

— Para tudo é necessário sacrifícios. – falou e logo se impulsionou para frente se dirigindo até o ouriço prateado preparando um de seus punhos para acertá-lo, mas Silver saltou para o lado desviando do golpe. O punho de Nazo penetrou no tronco de uma arvore, e apesar das farpas terem cortado sua carne ele retirou a mão sem nenhum problema apenas vendo como suas feridas se curavam rapidamente. – Como o de sua filha também será.

— Não deixarei que a machuque mais. – respondeu Silver se impulsionando na direção do ouriço. O mesmo apenas sorriu e ao mesmo tempo que o ouriço prateado levava um murro em sua direção ele fazia o mesmo, causando um contato entre as duas energias que possuíam, repelindo uma a outra e lançando a ambos os ouriços para trás.

Mal encostaram no chão quando se impulsionaram novamente na direção do outro, só que dessa vez Nazo ganhara, desviando do punho fechado de Silver e o acertando com um soco no rosto. Mas quando estava prestes a acertá-lo novamente o ouriço prateado que antes tinha sido lançado para trás segurou o pulso de Nazo que estava praticamente encima de si, apoiou seu corpo em na mão livre e deu um chute nas costelas do ouriço branco o lançando contra algumas arvores que se quebraram com o choque.

O ouriço prateado se levantou e usando seus poderes levantou o chão que tinha debaixo de Nazo junto com o mesmo, logo depois retirou outro enorme bloco de terra do chão e o usou para se fechar encima do ouriço branco, mas o mesmo ergueu os dois braços e segurou o enorme bloco antes que pudesse ser esmagado. Ambos faziam força, uma para se manter do jeito que era e o outro para esmagar o adversário. Nazo então tirou um dos braços, utilizando apenas um para segurar o bloco, e então lançou uma onda de energia potente no bloco de terra encima de si, o despedaçando em pequenas partículas de areia e logo depois fez a mesma coisa com a que estava debaixo de si.

Enquanto caia suavemente na direção do chão usou novamente sua onda de energia para acertar o ouriço prateado. O mesmo conseguiu fazer com que uma pedra ficasse na frente da onde, mas isso não impediu que fosse lançado para trás acertando uma arvore que milagrosamente suportou o impacto. Quando abriu os olhos viu seu o ouriço branco se aproximando com alta velocidade, então aproveitando os flocos de areia que o mesmo tinha criado fez com que eles formassem uma barreira fofa a sua frente que amorteceu todo o impacto do soco do ouriço e logo depois o perfurassem com espinhos de areia bem junta formando uma forma solida, compacta.

Aproveitando isso Silver deu um forte soco no rosto de Nazo que não saíra do lugar pelo fato de estar sendo segurado pelos poderes do ouriço prateado. Mais um soco só que dessa vez no estomago, mais um no rosto, junto com outros seguidos em varias posições do mesmo. Em um momento Nazo segurou o punho de Silver e revidou com um murro no rosto e logo o lançou no chão,dando as costas para ele e colocando seu braço no ombro impulsionando o corpo do ouriço prateado para cima de si e logo depois para o chão.

Rapidamente pulou encima do ouriço prateado e estava prestes a usar seus poderes para explodir a cabeça dele quando de repente sentiu algo perfurando seu estomago. Surpreso e já sentindo a boca encher de sangue olhou para baixo e viu como a mão de Silver havia perfurado seu corpo e se movia lá dentre até encontrar a espinha dorsal. O mirou impressionado e viu como ele permanecia sério.

— Acabou. – disse e logo puxou o esqueleto tão vital do corpo do ouriço branco fazendo o mesmo cair para trás inerte. Se levantou com a mão toda ensangüentada e ainda carregando uma parte do esqueleto do ouriço, mas logo o soltou e pisou encima ainda observando o corpo do mesmo. – E dessa vez não vai ter volta.

Em poucos instantes viu uma fumaça negra aparecer e como se seus olhos se adaptassem para ver o mundo dos fantasmas, conseguiu ver a alma de Nazo sendo puxada por dois demônios para dentro de um portal onde do outro lado só se via desespero e almas desoladas, destinadas ao sofrimento.

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Estava exausto. A partir do momento que encostara no chão já tivera que lutar contra os Dark Chaos que o estavam esperando, rodeando a área que tinha caído. Estava começando a se desperar, queria ir ver se Yin estava bem, mas não podia com essas centenas de Dark Chaos lhe rodeando e o atacando, sejam eles de lobisomens, bruxas, monstros ou até mesmo de vampiros. Todos o atacavam sem parar enquanto ele tinha que forçar o cérebro para lembrar de todos os treinamentos que tivera desde que conseguira os poderes e estivera em condições.

Caiu de joelhos no chão com a respiração agitada enquanto via os Dark Chaos se aproximando lentamente, com as presas a mostra, sedentos por um pouco de sangue de vampiro... Quanto tempo estava nisso? Não sabia, e nem se importava. Podia ver sua vida passando diante de seus olhos enquanto os mesmos se nublavam lentamente vendo apenas a imagem assustadora de seus predadores se aproximando para acabar com sua curta vida.

Se lembrou de seus pais... O que eles pensariam quando descobrissem isso? Sua mãe devia ficar arrasada... Isso se ela ainda estivesse viva. Lembrou de seus tios... Será que sentiriam sua falta? De todas as travessuras que já tinha feito? Esperava que sim. Lembrou de seus amigos... Só esperava que eles conseguissem resolver todo o problema sem ele. Afinal o que poderia oferecer? Tudo o que fazia era montar planos idiotas e que só metiam os outros em problemas. Lembrou de Yin...

Como se o nome ligasse alguma coisa em seu cérebro seus olhos se abriram e seu cenho ficou franzido com força. O verde de seus olhos brilhou com ainda mais força e logo uma energia começou a lhe rodear. Os Dark Chaos se afastaram um pouco, confusos pelo que estava acontecendo.

Com um grito o garoto liberou toda aquela energia na maior explosão que já tinha feito em toda sua vida eliminando todos os Dark Chaos que tinha por perto. Varrendo o lugar com precisão por uns dez quilômetros. Quando tudo terminou seu corpo estava exausto, esgotado e sem um pingo de energia que o mantivesse em pé. Sentiu seu corpo cair para frente, mas não enxergava mais nada, mesmo com seus olhos permanecendo abertos.

Porem, não sentiu o chão frio e sujo, sentiu dois braços firmes, frios, mas mesmo assim confortáveis. A energia que ele emanava era familiar, mas demorara um pouco para identificar de quem era.

— Pai? – murmurou quase sem voz, a mesma saíra arrastada e fraca, um pouco menos que um sussurro. Sentiu seu corpo sendo carregado com cuidado e delicadeza, indicando que realmente era seu pai. – Yin... ela está...

— Não se preocupe. Tenho certeza que ela esta bem. – falou Sonic mirando com um sorriso seu filho, apesar de ser um sorriso triste por ver o filho daquela maneira. Só esperava que estivesse certo e seu filho não ficasse ainda mais ferido.

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Não respirava, não se movia, não fazia nada alem de se encolher mais e mais atrás daquela arvore enquanto sentia a presença negra que perambulava ali perto a procurando. Em sua mente gritava pedindo ajuda para seu pai, gritava pedindo que ele chegasse logo e pudesse lhe ajudar, porque mais do que nunca precisava da ajuda dele. Mais do que nunca precisava dele ali para lhe ajudar a trazer seu tio de volta, porque não sabia como fazer isso.

Talvez tivesse feito algum barulho enquanto gritasse em pensamento. Talvez tivesse sussurrado o pedido de ajuda para o pai sem perceber, mas seja o que for chamara a atenção de seu tio. Primeiro tudo se silenciou, como se ele tivesse ido embora e logo depois a parte da arvore um pouco acima de sua cabeça fora quebrada com uma das sombras de seu tio que passou a centímetros de distancia de sua cabeça. Abafou um grito de surpresa e pulou para longe da arvore, mas agora estava a completa vista para seu tio.

Olhou para o lado só para ver como uma das sombras dele vinha em sua direção e como reflexo mandou as suas para interceptar as que vinham. Conseguiu, ou pelo menos isso pensava. Uma das sombras se esgueirou pelo chão e a segurou pelo tornozelo, por alguma fração de segundos Yin viu aquelas ilusões tão sofridas e sentiu a dor que elas proporcionavam, mas isso foi antes de ser tacada para cima pela sombra que logo a pegou mais uma vez, só que pela cintura, apertando seu pequeno corpo com força transmitindo ainda mais ilusões.

— Pai!!!! – gritou a pequena em desespero, sentindo aquela dor insuportável passando por seu corpo com velocidade e potencia. Era pior que a morte podia se dizer, seus olhos fechados com força não podiam ser abertos e seu corpo parecia estar sendo partido em pequenos pedaços.

Um vulto cortou a escuridão poucos instantes depois do grito e atingiu o ouriço negro com um forte soco, fazendo o mesmo soltar a garota que caiu no chão meio inconsciente. Shadow, que tinha acabado de chegar começou a ir na direção de sua pequena filha, que se encontrava mole no chão, os olhos embaçados e quase sem brilho e sangue escorrendo pelo canto de seus lábios. Mas antes que pudesse chegar até ela fora atingido por seu irmão que mandou a ambos para o lado.

Quando isso ocorrera Yin pode ver apenas como um pequeno vulto caia no chão e pelo brilho que emitia percebeu que era uma esmeralda caos que seu pai tinha conseguido e trouxe para a luta. Seus instintos lhe mandavam pegar aquela pedra, que aquilo ajudaria em tudo. Com as ultimas forças que lhe restavam se arrastou na direção daquele pequeno objeto, mesmo que seu corpo lhe exigisse ficar parado.

Shadow segurava o pescoço do irmão enquanto o mesmo tinha um sorriso sinistro no rosto e uma mão em seu pulso, perfurando-o com as unhas que no momento pareciam mais garras. O sangue escorria pelo braço do ouriço de olhos vermelhos, mas nenhum dos dois se importava com isso, apenas queriam vencer um ao outro.

— Se você ainda é o mesmo me escuta. – falou Shadow com um pouco de dificuldade pelo esforço que fazia. Seus olhos se encontraram com os do irmão e pode ver alem daquela barreira de escuridão. Mephiles ainda estava lá, Gaia não o estava controlando completamente. – Pare com isso antes que faça algo que se arrependa depois.

- A muito tempo deixei de ter esse tipo de sentimento. – respondeu colocando a outra mão no pulso que segurava e logo tacando o ouriço de olhos vermelhos na direção de uma das varias arvores que rodeavam o lugar, mas o mesmo ajeitou o corpo de maneira que apenas seus pés atingissem a arvore e logo se impulsionou de volta para o lugar onde seu irmão estava dando-lhe um soco no rosto e fazendo a ambos caírem no chão.

Mephiles rapidamente usou as pernas para fazer o irmão ser impulsionado para trás, atingindo as costas em uma arvore e caindo meio desajeitado no chão. O ouriço de olhos verdes se levantou e foi na direção do irmão, que rapidamente se ajeitou e deu uma rasteira nele o derrubando mais uma vez no chão. Shadow se levantou e foi para cima do irmão que rapidamente usou novamente as pernas para lançá-lo para trás, dessa vez para um distancia maior já que não tinha nenhuma arvore no caminho.

Shadow rapidamente colocou as mãos no chão e parou o movimento, logo depois se impulsionou para cima e para trás para assim poder ficar em pé. Seu irmão já tinha se levantado e estava a alguns metros a sua frente. Os dois se miraram com a tensão pairando no ar e logo as sombras envolta de cada um se moveram com força e se lançaram para frente se chocando uma com a outra em uma grande quantidade de energia. Estavam concentrados de mais na disputa que tinham para perceber a pequena se aproximando, foi só quando ela encostou na mão do ouriço de olhos verdes que a atenção de ambos foi para ela.

— Tio Mephiles, pára, por favor. – murmurou ela quase não se agüentando em pé. Shadow ia gritar para que ela se afastasse, mas foi então que percebeu que ela carregava uma esmeralda caos e que Mephiles não a atacava. – Sei que ainda esta ai e quero te ajudar. Por favor, volta.

O ouriço negro de olhos verdes mirou a garota, primeiro sem qualquer sinal de que tinha afetado em algo. Mas no mesmo instante que a esmeralda nas mãos da garota começara a brilhar sua expressão mudou. A indiferença virou confusão e a confusão virou dor. Com um grito ele caiu de joelhos no chão e suas sombras desapareceram, permitindo assim ao ouriço de olhos vermelhos se aproximar preocupado.

Mephiles se contorcia sem parar, com as duas mãos na cabeça e a sacudindo com força gritando de dor o tempo inteiro. Em seu interior uma disputa era travada em seu lado racional e Gaia que tentava permanecer com o controle. A esmeralda nas mãos de Yin brilhou com mais intensidade e pareceu que uma sombra negra mais escura que a escuridão da noite saiu do corpo do ouriço e logo desapareceu em meio a noite deixando o mesmo cair no chão exausto, mas ao abrir os olhos não mais se viu a maldade que antes tinha neles.

— Mephiles? – perguntou Shadow mirando o irmão de maneira interrogativa e preocupada. Ainda um pouco confuso ele mirou todos os lados, procurando ver se realmente tinha voltado ao normal. Um pouco dolorido se levantou ficando sentado no chão por alguns minutos de olhos fechados, tentando parar a tontura e a náusea que o dominaram e logo depois voltou a abri-los olhando para o irmão.

— Olá mano. – falou com um pequeno sorriso no rosto, feliz por estar de volta. Mas mal teve tempo de dizer mais uma palavra quando teve que saltar para trás carregando a pequena ouriça negra, enquanto seu irmão fazia o mesmo, tudo para desviar dos Dark Chaos que tinham aparecido no lugar.

Yin, nos braços de Mephiles, olhou ligeiramente para os Dark Chaos, ainda sentindo o poder da esmeralda caos passando por seu corpo. Em um suspiro fez com que luzes saíssem do chão e acertassem a cada Dark Chaos, travessando-os com velocidade e potência, fazendo cada um desaparecer rapidamente. Os dois adultos suspiraram e miraram a pequena que se encontrava mais que cansada.

— Igual ao pai. – murmurou Mephiles sorrindo ligeiramente para o irmão e entregando a pequena para ele, mas quando ia abrir a boca para falar o que queria a anos, uma forte dor percorreu seu corpo e ele cambaleou para trás. Escorou as costas no tronco de uma das arvores e se deixou escorregar até sentar no chão. Shadow se ajoelhou do lado do irmão preocupado.

— Mephiles, o que houve? – perguntou colocando uma mão no ombro do irmão. Alguma coisa em seu peito apertou e sabia a partir daquele momento que estava perdendo o irmão mais velho.

— Gaia e Eggman criaram esse corpo para que minha alma possa ter onde ficar, mas são eles que controlam e podem decidir se minha alma fica aqui ou não. – falou com um fio de voz, gemendo de vez em quando por causa da dor. – Gaia deve ter descoberto que já não esta mais me controlando e agora esta fazendo esse corpo me rejeitar. Não vou durar por muito tempo.

— Não tem como parar isso? – perguntou Shadow quase com desespero vendo como o irmão tossia esculpindo um pouco de sangue. Não era possível, depois de ter acabado de recuperar seu irmão ele morria. Como podia ter tanto azar?

— Não, não tem nada a fazer. Mas antes que morra quero que escute bem. – Mephiles respirou fundo e voltou a falar. – Gaia esta nesse mundo como espírito. Ele dominou o corpo daquele caçador e agora planeja usar a força caos que suas parceiras tem para voltar para esse mundo completamente. O livro que entreguei a Yin não tem nem metade dos planos que Gaia esta pensando agora, ele quer um dos Controladores do caos para usar para abrir o portal, mas o resto ele tentará eliminar e pode ter certeza que não vai ser Yin a escolhida por ele, de alguma forma ele quer ela morta. Ele esta escondido na Rússia nessa época do ano lá esta noite o tempo inteiro pelo menos nesses poucos dias, então, por favor, se apresse ele logo vai colocar o plano em pratica. E peço desculpas por tudo o que fiz com você esses anos todos... Não queria que tudo tivesse acontecido daquela maneira.

— Te perdôo irmão. Não tem como não te perdoar depois de tudo o que passamos. – respondeu Shadow com o rosto escurecido, completamente triste pelo que estava acontecendo com o irmão. Se por acaso pudesse pelo menos mantê-lo vivo.

— Shadow... Fique bem irmão. – falou segurando a mão do ouriço de olhos vermelhos e levando a outra até a nunca dele puxando sua cabeça para unir suas testas em um cumprimento de irmãos. Direita com direita, o aperto de mão que tinham para uma promessa. Novamente a nostalgia tomou conta de ambos enquanto um dos irmãos sorria e o outro continha as lagrimas que brotavam em seus olhos. – Adeus...

A ultima palavra que proferiu antes de sua mão ficar inerte junto com o resto do corpo. Shadow ficou alguns instantes parado na mesma posição sentindo sua pequena segurar sua blusa com força e escondendo ainda mais o pequeno rostinho em seu peito. Se afastou de seu irmão e viu como logo em seguida um vulto aparecia do seu lado. Não precisava olhar para saber quem era.

— Promete que vai tomar conta dele? – perguntou em um tom triste ainda olhando para o corpo do irmão. A raposa que estava a seu lado assentiu com um pequeno sorriso no rosto para logo segurar a mão do espírito que tinha a sua frente, nada mais nada menos que o ouriço que acabara de morrer. – Adeus Mephiles.

Shadow se levantou vendo como os dois desapareciam na escuridão, andando de mãos dadas para o mundo dos demônios. Com um suspiro de tristeza deu as costas para o local e caminhou na direção do castelo de seu irmão, não percebendo que Yin tinha subido até ficar com o rosto acima de seu ombro e mirava o lugar que o tio tinha ido. O mesmo deu uma ligeira olha para trás e sorriu erguendo a mão em uma despedida. Yin fez a mesma coisa apesar de seu corpo não gostar muito disso.

Uma ligeira lagrima escorreu por seu olho esquerdo, mas um sorriso permanecia em seu rosto.

Notas finais
(atras de um escudo) não me matem please T-T. *não vão te matar porque não tem nada de mais nesse cap* e a morte d Mephiles? °ele é um idiota, não meresse lagrimas u.u° fria você hein? *vai que ela é doida com o Mephiles ¬3¬* °sou nada! E seu eu sou com o Mephiles você é com o pai dos vamps primarios u.u° *então você não é doida como Mephiles* Eu hein O.o.
Deixando essa briga estranha de lado, estou esperando os reviews ^^.

Bjsss