Guerra Z. - História Interativa.

14 Ep 13- Mark. - O silêncio e a escuridão.


Notas iniciais
Iae galera, assistiram TWD ontem? Eu assisti hoje :v curti o inicío de temporada.

Mas o assunto é outro, aqui está um novo capítulo. Bem escuro e com reviravoltas. Espero que gostem.

Vou responder os reviews do capítulo anterior daqui a pouco, é só aguardarem, obrigado e até mais!

Dia 15 de Fevereiro.

Eu topei ir a cidade vizinha caçar o “louco” junto a Sven e os outros. Parecia ser uma tarefa fácil, mas o que encontramos por lá foi algo inesperado...

É uma manhã fria de primavera, estou na parte traseira da van contando as restantes balas de pistola e rifle que nos restam. Junto a Sven e eu vieram Brad e Thomas. Ficamos com receio antes de deixar nosso lar, mas era algo que precisava ser feito.

Enquanto o sol penetrava a janela traseira da van e me iluminava junto a Brad, Sven e Thomas discutiam como fariam o trabalho. Recolho as munições e coloco em suas caixas e pentes, checo as armas, pego a minha e guardo o resto.

-Você está com medo? – indagou Brad com uma touca em sua cabeça. Barba longa e olhos negros como sua pele. Ele está sério.

-Não. Você está? – e nada ele diz, somente olha fixo pela janela da qual a luz se adentra.

Estamos na estrada há horas e parecemos nunca chegar, questiono-me se eles sabem mesmo o caminho. Brad fica quieto e segurando um rosário rezando baixo. Nunca fui um cara religioso, então fico quieto aos sussurros do homem, ajeito meu cabelo passando a mão o lançando para trás.

-Estamos chegando. Preparem-se. – diz Sven no volante.

Coloco o gorro em minha cabeça para me proteger do frio, coço a barba e ajeito o coldre com a pistola e faca na cintura. Pego a lanterna, bebo um pouco da agua que trouxe e respiro fundo.

Enfim o carro para, Sven é o primeiro a descer. Brad abre a porta dos fundos da van e deixamos o veiculo. De primeira observo a cidade, é bem quieta, poucos infectados. Poucas casas, muito mato, muitas arvores e fria. Nada que receba grande destaque, é só uma cidade rural mais evoluída que as demais.

-De acordo com o mapa que peguei a área fica aqui. – me aproximo vendo Thomas apontando no mapa o manicômio. Todos estão á seu redor quietos, Sven fuma seu tradicional cigarro despreocupado.

-Vamos logo, quanto mais cedo acabar melhor. – ele diz dando inicio a caminhada. A van foi escondida entra arvores e um matagal. Seguimos a pé e sem pressa até o local destinado.

No caminho nos deparamos com poucos infectados, não foi difícil e nos livrar deles. Caipiras, crianças, velhos... Fizemos uma caminhada de vinte minutos até chegar ao manicômio. Sven estava à frente com um facão em mãos. Thomas logo atrás com um machado de incêndio, depois Brad armado com o bastão de baseball e por fim eu com a faca.

-Aqui. – diz Sven parado em frente a um portão alto. Matamos os infectados que lá estavam estáticos. Eram poucos, menos de cinco.

Olhei com a mão grudada na grade do portão o prédio. Não é muito grande, dois pisos. O pátio é vasto e quieto, somente o som das folhas se colidindo com o chão podem ser ouvidos, vi na janela do segundo andar uma pessoa nos espiando entre as cortinas. Será uma pessoa ou um morto? Isso foi arrepiante.

-Vocês viram? – indaga Brad também assustado. Sven acena com a cabeça e Thomas fica quieto boquiaberto olhando a janela onde surgiu a aparição.

-Sim. – respondo sentindo meu coração acelerar.

-Será que é o cara? – Thomas diz olhando para cima. Ninguém responde.

-Não sei, vamos descobrir. – diz Sven colocando as mãos sobe o portão pronto para escala-lo.

Fiz o mesmo, escalei o portão por último e cai sobe o pátio já preparado. Thomas já foi à frente e começou a tentar destrancar a porta de entrada do manicômio. Parei a seu lado vendo o nervosismo de Brad. Sven deu algumas voltas no pátio procurando por algo ou alguém, então voltou quando Thomas sinalizou que conseguirá destrancar a porta.

-Lanternas, peguem-nas e fiquem atentos. Ele nos espera. – disse Sven deixando o fuzil nas costas e pegando uma pistola e lanterna. Todos fazem o mesmo inclusive eu.

Entro com Brad atrás iluminando os cantos. Utilizo a lanterna e aponto para cada canto escuro e amedrontador deste manicômio. É possível até escutar o som dos passos vindo dos vários corredores cheios de celas e cômodos obscuros.

A cada passo o som da madeira velha se eleva e meus olhos dilatam como os de um felino. Aponto para um corredor e o feixe de luz ilumina uma poça de sangue e um homem lá deitado. Sua carne está podre, coloração negra, o peito aberto e os ossos em falta. O sangue já está seco e se tornou uma pintura no chão e paredes, era um dos guardas. Todos veem aquilo e eu me pergunto se foram os mortos ou os vivos que fizeram.

-Não tem sinal de mordidas, está sem a arma e com marca de facadas. – aponto para todos que iluminam a meu redor. Checo o pescoço e nada de mordidas. – Ele foi morto por uma pessoa em sã consciência. – meu corpo todo se arrepia, meu coração acelera mais ainda sentindo a insegurança se alastrar. Sven ilumina ao redor.

-Fiquem atentos. – diz Thomas indo até o fim do corredor. Levanto-me e o sigo junto aos outros.

Escuto um ruído vindo lá do final onde estamos nos aproximando. Sven faz sinal para ficarmos quietos. Fico logo atrás do mesmo apontando a arma.

-Aqui. – sussurrou Thomas encostando-se a uma parede ao lado de uma porta semiaberta. Sven acena com a cabeça e fica em frente à porta com a arma abaixada e a lanterna erguida a iluminando. Eles se entreolham e me posiciono em suas costas ao lado de Brad.

Ao se preparar para chutar a porta Brad o impede. Todos o olham em silêncio.

-Deixe comigo. – ele sussurra, Sven dá sua posição a Brad que se prepara no lugar do homem.

Brad respira fundo e desfere um chute forte na porta e aponta a arma em seguida. O que vejo é só uma cela escura com as paredes, chão e teto brancos. Não há nada ali além da escuridão. Todos suspiram aliviados, me viro passando a mão pelo suor frio que escorre e minha testa e sigo Thomas de volta para a recepção.

Quando chegamos ao fim do corredor lembro-me de Brad. Olho para trás e não o vejo. Ilumino o corredor e nada.

-Cadê o Brad? – todos se viram também com as lanternas erguidas. Sven retira o cigarro da boca e lança ao chão apontando a pistola com a testa franzida.

-Merda, vamos voltar. – diz Sven caminhando na frente de todos. O sigo junto a Thomas espantado com o sumiço inesperado. O que acontecerá com Brad? Merda!

Chegamos ao local de onde vieram os falsos ruídos e um rastro de sangue pode ser visto ao chão. Entreolhamo-nos ao silencio do manicômio. Até mesmo Sven recua e me olha com medo de seguir aquele rastro, sabe-se o que podemos encontrar. O suor frio volta a pingar de minha testa, respiro fundo.

-Vamos. – digo tomando o primeiro passo e seguindo aquele rastro de sangue. Eles me seguem assustados. Meu coração bate tão forte que é possível ouvi-lo.

O rastro de sangue nos leva até o final daquele corredor e dá em outra porta com a maçaneta manchada de vermelho. Olho para detrás e lá está Sven apontando para que eu abra a porta.

Escuto alguns ruídos e sons estranhos vindos da porta, sons de ossos se quebrando, bocas mastigando e bocas ofegantes. Abro a porta bem devagar e os sons não são interrompidos. Vejo derramado sobe o chão o corpo de Brad com várias marcas de facadas sobe o peito e cabeça. Sua mão direita, perna esquerda e peito está totalmente devorados. A seu redor estão quatro pessoas aparentemente vivas se degustando do corpo do mesmo. Eles nos olham interrompidos, não consigo segurar o vomito e me ajoelho sentindo um enjoo instantâneo.

Escuto os vários disparos e apoio a mão no chão a sujando com meu vomito. O cheiro é terrível e aquela cena de Brad todo mutilado e sendo devorado por pessoas vivas será marcante.

-Filhos da puta! – é o grito de Sven atirando várias vezes. O som dos corpos se colidindo ao chão é o sinal. Levanto-me retomando algumas forças, vejo os corpos dos canibais estirados e viro-me evitando ver aquela cena novamente.

Sven está tenso, sua pele branca está mais branca do que nunca. Thomas encosta na parede nervoso.

-Eu sabia que tinha algo errado nessa porra! – grita Sven novamente. Ele entra na sala e depois retorna com a mão sobe o rosto. – Nenhum deles é o filho da puta!

-Merda... O Brad, mas como? – diz Thomas retirando o gorro e passando pelo rosto limpando o suor. Faço o mesmo ainda sentindo enjoo.

-São loucos, psicopatas... Merda... Melhor seguir em frente e terminar logo isso.

-E o corpo dele? – indago.

-Não podemos levar, desta vez não dá. – responde Sven desviando daquela sala e voltando a recepção tenso. O sigo.

Não consigo tirar aquela imagem de minha cabeça e o medo só aumenta ao pensar que mais daqueles estão aqui.

-Tem uma maneira mais fácil de saber onde Asher está. – digo e todos param prontos para me ouvir.

-Como?

-No livro de pacientes. Geralmente fica na recepção para reconhecimento e fácil localização dos mesmos. – minha voz está ofegante e ainda sinto o amargo gosto do vomito em minha garganta. Eles concordam com minha ideia e o livro eu pego em mãos encima da mesa da recepção.

-Asher Jonah Júnior. – Thomas diz iluminando as páginas do livro enquanto Sven monta guarda.

Procuro na letra “A”.

-Aaron, Abey, Amber, Auron, Andy, Anny, Anabelle, Artie, Artion, Arton, Arthas, Amy, Abba, Anrie… — Thomas me encara notando que os nomes se acabaram. Olho para Sven também estranhando.

-Não tem Asher? Olha de novo. – olho novamente, releio aquela lista várias vezes e nada de Asher. Sven leva à mão a cabeça e começamos e pensar, refletir.

-Porque aquele louco nos mandaria aqui se não existe nenhum Asher? – Sven se questiona pensativo. Coço minha barba e algo vem em mente.

-Talvez porque nos queria fora por um tempo... – comento. Neste exato instante nos entreolhamos como se as ideias batessem umas com as outras.

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Do outro lado.

-Meus companheiros! Hoje vamos nos vangloriar e acabar com a concorrência por vez! Lembram-se daqueles idiotas do mês passado? – é a voz de Muller. Ele está encima de uma caminhonete a frente da casa de Garret levantando um rifle. A sua frente estão vários de seus homens, quase vinte. Bem armados e gritando ao som do líder. – Temos uma oportunidade! De acordo com meus espiões os melhores viajaram para bem longe daqui, tudo graças ao nosso querido Garret! – todos gritam novamente e Garret sorri ao lado de Muller. – Neste meio tempo vamos atacar o larzinho de merda deles, estuprar suas mulheres, matar os homens e crianças, roubar tudo o que é deles e queimar tudo!

-Isso ae! – o grito de guerra de seus homens ecoam pelas ruas. Muller sorri e atira algumas vezes para o céu gritando junto a seus capangas.

Encima de um prédio se localiza um homem e uma mulher. O homem aparenta ter entre cinquenta anos e a mulher trinta. Eles veem tudo quietos.

-Muller ataca novamente, odeio esse filho da puta. – diz o homem. Seu nome é Doyle. Ele sorri e bebe um pouco de um frasco preenchido com tequila.

-É a primeira vez que ouço você dizer que odeia alguém sem ser a si mesmo Fred. Vai fazer algo a respeito?

-Geralmente eu trabalho sozinho, mas você é gostosa pra caralho. Mas enfim, o inimigo do meu inimigo é meu amigo.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo.

Deixem seus reviews com suas opiniões e tudo mais. Muito obrigado e vejo vocês quarta-feira.

O próximo capítulo se chamará "Guerra sem paz."