Guerra Fria

4 Capítulo 4 - Apenas se abaixe e proteja a cabeça


Notas iniciais
Desculpem pelo atraso! Mas é que Mandy teve um trabalho pra fazer e só pudemos postar hoje... bom, enfim, beijos e curtam o capítulo!

Roy assinava a pilha de papéis sobre a sua mesa sem interesse algum. Estava começando a ficar cansado, quando ouviu Riza lhe chamar.

— Telefonema pra você, Coronel. — Ela disse, lhe entregando o telefone.

— Alô, aqui é o Coronel, quem fala? — Disse o Coronel, completamente sem ânimo.

— Oi Coronel! É Alphonse! Você está ocupado? — Perguntou Al, parecendo animado do outro lado da linha.

— Bom, só estou preenchendo uns papéis aqui, Al, por que?

— Ah, então você está ocupado... — Al disse, e silenciou por um momento, meio indeciso se perguntava ou não. O Coronel ouviu risadas do outro lado da linha.

— Quem está aí? — Perguntou o Coronel curioso.

— Ah, são o nii-san e a Winry fazendo guerra de bola de neve. Eu ia te chamar pra participar, mas parece que você está ocupado...

O Coronel deu uma sonora risada ao imaginar o do Aço no meio de uma guerra de bolas de neve.

— Ele está apanhando muito? — Perguntou Roy, entre risos.

— Parece que sim, a Winry acabou de jogar uma bolona na cara dele, que acertou em cheio. – Disse Al rindo. — Bom, desculpe por incomodar, já vou indo.

— Espere, Al! — Disse o Coronel, rapidamente.

Ele olhou para os lados, checando se a primeira-tenente estava o observando, mas ela tinha saído da sala para resolver uns assuntos e ele aproveitou essa chance prontamente, afinal, nada melhor do que trocar a papelada chata por uma boa guerra de bolas de neve, que ele não tinha desde criança. Só teve uma única vez, quando ainda era um garotinho.

— FLASHBACK ON

Um pequeno garoto, por volta de seus nove ou dez anos de idade, abriu os olhos lentamente e olhou pela janela. Por mais estranho que aquilo pudesse parecer, estava nevando. Ele se vestiu com pressa, colocando todos os agasalhos que pode encontrar, e correu para a rua, se encantando ao ver a neve pela primeira vez.

Estava tão animado que não sabia o que fazer primeiro. Jogou-se no chão, mexendo os braços e as pernas, desenhando um anjo. Quando cansou disso, levantou-se em um pulo e olhou para o céu, abrindo a boca para tentar apanhar os pequenos flocos que caíam com a língua, sem sucesso. Decidiu, então, tentar montar um boneco de neve como já tinha visto em fotos e lido em histórias. Estava encantado com a beleza do branco que se espalhava pelo horizonte. Nunca achou que veria aquilo, pelo menos não onde morava.

— O que você está fazendo aí, Roy? — Ele ouviu uma voz familiar se aproximar, perguntando.

— Bom dia, Riza! Isso não é legal? Está nevando! Nunca pensei que fosse ver isso acontecer aqui!

— É, realmente, é muito raro nevar fora de Briggs. — Respondeu Riza, num tom monótono, observando o boneco de Roy, que já estava quase pronto.

— Por que você não me ajuda aqui? Isso é tão divertido! — Exclamou Roy, com um grande sorriso no rosto.

Riza pegou um punhado de neve e observou com curiosidade. Brincando com a neve em sua mão, moldou-a no formato de uma pequena bola. Roy, com toda sua atenção voltada para seu boneco, não percebeu que Riza atirou a bola em sua direção até ser acertado em cheio nas costas.

— Riza?! — Chamou, surpreso.

Riza riu, formando outra bola em suas mãos. Mas Roy era rápido, e não teve dificuldade para conseguir acertar uma bola no braço de Riza primeiro. Os dois riram juntos, e assim a brincadeira começou, transformando-se em uma divertidíssima guerra que continuou por horas, até ambos se cansarem, sem conseguirem sentir o tempo passando. Aquele tinha sido o melhor dia da infância de ambos, e tornou-se uma das lembranças mais queridas que eles compartilhavam.

— FLASH BACK OFF

— Coronel? O senhor ainda está aí? — Chamou Alphonse, fazendo Roy voltar à realidade.

— Aonde vocês estão, Alphonse?

— A guerra começou perto do hotel em que eu e o nii-san estamos, mas esses dois não param quietos. Já estamos perto do prédio onde o Sr. Hughes mora!

— Certo, estou a caminho! — Respondeu Roy com entusiasmo, desligando o telefone.

— Vai sair, Coronel? — Perguntou Breda, observando Roy se levantar.

— Sim, tenho que resolver algumas coisas na cidade. Isso provavelmente vai demorar um pouco, então tomem conta das coisas aqui por um tempo.

Roy vestiu seu sobretudo negro e saiu, antes que seus subordinados fizessem mais perguntas. Andou rapidamente pelas ruas até avistar Edward e Winry jogando bolas de neve um no outro. Aquilo fez com que ele pensasse nas lembranças de sua infância mais uma vez. Aproximando-se dos dois lentamente, viu Edward ser acertado em cheio no rosto por uma bola gigante que Winry tinha feito e não pode segurar uma grande e animada risada.

— Você já teve dias melhores, não, do Aço? Está perdendo tão facilmente e nem demonstra reação!

Roy começou a rir mais uma vez, com entusiasmo, o que o fez falhar a perceber que Ed rapidamente fez uma bola de neve e atirou, acertando o Coronel em cheio na boca.

— Me diz que gosto tem essa neve, intrometido! — Disse Ed, rindo alto, pois tinha acertado onde queria. Winry aproveitou a distração dele e o acertou atrás da cabeça.

Roy aproveitou enquanto Ed tentava se vingar de Winry, e também o acertou com uma bola no braço de auto-mail.

— Se eu fosse você prestaria mais atenção! — Disse Winry, rindo. Ed olhou pra ela e então voltou a olhar para Roy.

— Ei! Dois contra um é injustiça!

— É a troca equivalente, lembra-se do Aço? Você como alquimista nunca deveria se esquecer dela — Disse Roy, sorrindo, provocando Ed.

— Come neve, palito de fósforo! — Disse Ed, irritado. Odiava quando o Coronel era sarcástico, isso realmente lhe dava nos nervos.

Ed atirou uma bola de neve na direção de Roy, que conseguiu se desviar.

— Francamente, é o melhor que pode fazer, do Aço? — Disse Roy, novamente provocando-o.

— Não me subestime! — Disse Ed, se agachando pra pegar mais neve.

Roy se desviou do ataque de Ed mais uma vez, mas foi pego de surpresa por uma segunda bola que lhe acertou pelas costas.

— Quem foi que fez isso?! — Virou-se, perguntando, e ouvindo Al dar uma leve risada.

— Ora, Coronel, dois contra um é realmente injusto! — Al se justificou.

— Isso não vale, Al! — Exclamou Winry, rindo. — Você vai ganhar de todo mundo! Não cansa nem sente frio!

— Ah, é? — Disse Al, jogando uma bola de neve na direção de Winry. Ela deu um gritinho e riu, se virando. A bola de neve acertou as suas costas.

— Você vai ver, então, Al! — Disse Winry, jogando a maior bola de neve que conseguiu fazer em Al.

Al riu e se defendeu com os braços. Depois Edward jogou outra bola de neve em Winry, que a atingiu nas costas da cabeça.

— WAAAAHH! — Ela gritou com susto, se virando para ver o que a atingira, mas só encontrou o alquimista rindo intensamente.

— Esse grito que você deu foi demais! Muito hilário! — Dizia ele, entre risadas.

Enquanto estava rindo, Ed sentiu uma bola de neve o atingir na cara. Ele parou de rir e quem começa a rir agora é Winry.

— Não se esqueça, do Aço, que eu e a senhorita Rockbell agora somos um time. — Disse Roy, jogando para cima e para baixo uma bola de neve em suas mãos. Winry sorriu.

— Tomou, papudo? Agora estamos iguais! — Riu Winry, olhando pra ele e com uma cara de quem diz \"bem feito!\", enquanto Edward se levantava e sacudia a neve das roupas.

Enquanto isso...

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Riza entrou no escritório e olhou por toda a sala, mas não viu o Coronel em lugar nenhum.

— Onde está o Coronel, subtenente Breda? — Pergunta Riza, olhando várias vezes ao redor da sala.

— Ele disse que ia resolver umas coisas na cidade — Disse Breda, voltando a olhar a papelada em sua mesa.

\"Resolver umas coisas na cidade? E porque não me contou?\" Pensou Riza, confusa. Sempre que ia sair o coronel a avisava, a não ser quando... ia matar o trabalho. A resposta veio claramente à cabeça dela, e ela quase que instintivamente foi até a janela. Dali podia ver o Coronel, os irmãos Elric e a amiga de infância deles, Winry, todos envolvidos em uma grande guerra de bolas de neve. Riza suspirou.

\"Será que ele não cresce nunca?\" Perguntou-se Riza, indo em direção à porta.

— Aonde está indo, primeira-tenente? — Perguntou Breda, curioso, e os outros subordinados se voltaram para olhar.

— Vou buscar o Coronel. — Disse ela, saindo e fechando a porta.

Notas finais
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