Notas iniciais
É bom que tenha alguém lendo isso aqui, porque sim. NÃO É NICALIA/THALICO. Pra começar, apesar de eu amar esse casal, de uns tempos pra cá, sinto que não está funcionando muito bem... Vai ter Thaluke/Lukalia e Percabeth. Mas, pra quem interessar, o Nico não fica na deprê.
Enfim, eu marquei Universo Alternativo porque não exatamente o "tempo" deles, mas os Deuses estão aí, eu só os reorganizei na minha fic. E também é bom avisar, os que nós conhecemos como Os Três Grandes (Zeus, Hades e Poseidon), na minha fic bizarra são como subníveis da Casa de Cronos, eles são Deuses Menores - rindo um pouco da reação das pessoas.
Valeu, bacana, legal. Beijos e até, aproveitem.

Nos tempos de Deuses, os mortais eram privilegiados por lutarem ao lado dos grandes, e assim os Deuses tinham filhos e filhos, e o mundo começou a se dividir pelas tribos dos Deuses. À princípio eram dez: Ares, Belona Athena, Hefesto, Aphrodite, Hermes, Dionísio, Apollo, Caçadoras, Amazonas, Deméter. E, há cada cinco gerações, o trono era sorteado para uma tribo diferente.


Mas os nortenhos invadiram e os filhos de Deuses não conseguiram resistir. Então, do Sul, veio Cronos. Muitos se perguntaram, "Quem é este? De quem és filho?", e não se sabia a resposta, porque Cronos era apenas um homem, e mesmo assim, ele liderou todo o Olimpo para a mais gloriosa guerra e venceu. Os nortenhos se retiraram para suas terras, quase sem acreditar que um homem sem Deus era mais forte que os outros, e voltaram na geração seguinte, encontrando não um, mas três homens sem Deus, os filhos de Cronos.


O mais velho era Hades, o mais novo era Zeus, e o do meio, que trazia equilíbrio aos irmãos, era Poseidon. Eles eliminaram os nortenhos de sua fronteira e restituíram o trono que passou para Ares. Construíram para si uma fortaleza no sul e, a cada vez que eram convocados, apenas um de cada filho se apresentava ao rei. Ninguém sabia de nada dentro da casa dos crônidas, apenas diziam: "Lá vivem os crônidas e seus escravos", e viviam, fazendo o máximo para evitá-los.


O tempo passou. As eras trouxeram reis e rainhas ao Olimpo, sendo o coroado, quando trocava a tribo, sempre o filho ou filha mais velho. Se o rei casasse com alguém fora de sua tribo, sua cônjuge passava a sua tribo, o mesmo valia para uma rainha. No caso de ser apenas um líder ou chefe de sua tribo, a mesma coisa. Porém, se ambos forem do mesmo nível, como dois líderes, dois chefes ou simplesmente dois comuns, a mulher passa a fazer parte da tribo de seu marido.


Quanto às cidades de cada Deus, eram governadas por dois filhos da mesma, um líder, decidido em batalha, e um chefe, abaixo apenas do líder, erguido pelo líder. E todos possuíam filhos e filhas e se multiplicavam os filhos de Deuses em todas as cidades, exceto a Crônida, que sempre exibiam apenas três herdeiros, o de Hades, o de Zeus e o de Poseidon.


Contudo, todas as regras mudavam tratando-se das Caçadoras e das Amazonas. Toda Amazona era liberada do casamento, tendo seus filhos com homens de qualquer tribo. Se fossem meninos, iriam para a tribo do pai, se fossem meninas, eram criadas com as Amazonas. O caso das Caçadoras era diferente, elas faziam votos de castidade, e toda garota de qualquer tribo, se assim o quisesse, poderia se integrar às Caçadas.


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Mas as eras se passaram, e depois de reinados divergentes — alguns ótimos, outros conturbados — chegou a era de Aphrodite, e quem reinava era Silena II, uma mulher muito amada por seus súditos. Então surgiu uma revolta no Sul e foi convocado um Conselho para avaliar as possibilidades de uma Grande Guerra com os sulistas, levando em consideração que existiram duas com os nortenhos.


E quando estavam todos no Salão de Guerra, se pode ver o quanto eram imponentes. O Salão era enorme e redondo, com onze tronos, cada fortaleza era construída com um Salão como aquele no centro. Um dos tronos era num degrau mais elevado, o trono do rei ou da rainha da tribo, abaixo seu rei — ou rainha — ou o líder, caso o monarca não fosse casado. Abaixo dos tronos, havia uma cadeira menor correspondente para os chefes.


Os últimos a chegar foram os crônidas, a líder Thalia e o atual chefe, Nico. Eles viviam mais ao Sul que todos, foram os primeiros a saber da revolta e o norte para eles só possuía caos, desordem e frio. As grossas peles de lobo quase não davam conta de protegê-los da tempestade de neve que castigava o caminho de Aphrodite. Nico, assim que pôs os pés na fortaleza, fez o que aprendera em sua juventude no templo e rezou para a Deusa que erguera aquela casa:


– Mãe de Deuses, mãe de homens, adorada Deusa que aquece meu coração — ele segurava um medalhão com uma caveira próximo aos lábios e sussurrava sua prece. — Abençoa-me, amada Deusa, não me deixe sem sua proteção.


Thalia revirou os olhos e apresentou as armas para a Guarda de Aphrodite, Nico fez o mesmo, e os dois seguiram pelo corredor que os levaria para o Salão. O garoto puxou sobre o rosto o capuz negro de sua capa e colocou um lenço em sua boca, deixando a mostra apenas seu nariz e as pontas de sua franja desarrumada.


– Lembre-se, nada de falar. Fique quieto, não reze feito um idiota, não reclame. Nem abra a boca! — Ela suspirou, derrotada. — Não vai dar certo, ele é mais alto.


– Eu me curvo discretamente — abaixou-se um pouco, demonstrando. — Estou terrivelmente doente, com uma tosse desoladora.


– Espero que seja um bom ator. Caso contrário os crônidas serão massacrados no Conselho.


– Ator eu já não sei, mas amante eu garanto. Quer testar? — Os dois riram.


– Lady Thalia e Perseus, filhos de Cronos — eles foram anunciados para os Lordes no Salão, e se curvaram à Rainha, Nico mais suavemente. Ninguém parecia suspeitar de algo sobre Perseus.


– Rainha Silena, Cronos serve a sua causa com orgulho e fervor. A ponto de ter a presença complicada do Chefe Perseus. — Thalia declarou.


– Complicada? — Lorde Luke de Hermes questionou.


– Sim, meu primo está muito doente, não é recomendado nem que fale. Mas nossa conduta nos impedia de colocar meu irmão em seu lugar. — Nico tossiu forte e Thalia se controlou para não revirar os olhos. Os dois se sentaram e Silena deu início a reunião.


– Podem começar as nomeações.


– Lady Clarisse e Frank na Casa de Ares.


– Lady Annabeth e Reyna na Casa de Belona Athena.


– Lorde Charles e Jake na Casa de Hefesto.


– A Rainha Silena II e Drew na Casa de Aphrodite.


– Lorde Luke e Chris na Casa de Hermes.


– Lorde Dakota e Castor na Casa de Dionísio.


– Lorde Will e Thefnes na Casa de Apollo.


– Lady Zöe e Phoebe na Caçada.


– Lady Hylla e Kinzie na Casa das Amazonas.


– Lady Kate e Miranda na Casa de Deméter.


– Lady Thalia e Perseus na Casa de Cronos.


– Uma vez que estão todos presentes, Lorde Luke de Hermes, as informações?


– Minha Rainha, existem rumores de rebeliões e uma possível guerra que vem do Sul, além da Fortaleza de Cronos e até depois do que se acreditava existir alguém. Escravos de Hefesto contam mistérios aos seus senhores — seu olhar se dirigiu diretamente aos homens de Hefesto, era um desafio.


– Amada Rainha — Lorde Charles falou com uma doçura que jamais fora ouvida em sua voz e se levantou para continuar -, nossos escravos falam horrores dos homens do Sul, inclusive, desapareceu meu irmão Leo, que deu seu posto a Jake para investigar a revolta. Embora muitos sejam claros dizendo que são os crônidas que os atacam. — Nico se remexeu na cadeira.


– Absurdo! Lorde Charles, o senhor acredita nisso? Estão tentando quebrar o reino para serem libertos — cuspiu no chão e se ergueu. — Há anos os escravos mentem, Cronos é fiel a sua Rainha!


– Acalme-se, Lady Thalia — Silena pediu. — Faça o seu relatório da rebelião e isso bastará.


– O Sul está nos atacado há meses, nós não reportamos nada porque não achamos necessário. Perdemos guerreiros, escravos e — engoliu em seco e baixou o olhar — alguém importante. Vamos mandar uma expedição a busca de Leo de Hefesto e uma paz com os sulistas.


– E guerra? Sem possibilidades? Ora, vamos, o Olimpo perdeu a graça? — Clarisse de Ares perguntou, Frank negou com a cabeça. Nico apertou o punho, Silena percebeu que aquele não era Perseus.


– Perseus, o que você diria das pessoas que contestam meu reinado?


Thalia franziu o cenho e se abaixou a altura do rosto de Nico, o encarando por debaixo do capuz, os olhos negros pareciam frios e assustados. Então eles sussurraram para se falar:


– Entende isso? — Ela questionou.


– Quem pode entender mulheres se nem vocês o fazem? Diga a ela que essas pessoas devem arder no fogo do inferno, porque ela é amada por Cronos e todo o Olimpo. — Thalia repetiu as palavras de seu primo para que todos pudessem ouvir, mas o olhar de Silena deu a certeza de que aquela não era a resposta que ela queria escutar.


– Nicolaus de Cronos, filho de Hades, o crônida, abaixe o capuz e curve-se aos Lordes — as palavras da bela rainha fizeram o sangue dos crônidas ferver, o pânico se espalhando por cada veia e artéria, os olhos arregalados e as mãos apertando os dedos. — Agora, se não o mando para a guilhotina.


Ninguém estava acreditando que existia uma farsa, mas o mais jovem resolveu burlar as ordens de sua Lady, pelas de sua Rainha. Levantou-se, tirou o lenço e o capuz do rosto e se curvou a cada Lorde, deixando por último Silena II, a quem se inclinou demoradamente e beijou a mão dela com graça e respeito. Depois voltou para o lado de Thalia, sem sentar na cadeira que pertencia a Perseus.


– Qual o objetivo disso? Existe agora algum indício de que Cronos não está na guerra? — Lorde Will de Apollo protestou.


– Minha Rainha Silena II, eu posso explicar nossa situação? — Thalia perguntou.


– É imprescindível que não! — Lady Clarisse de Ares rosnou para os crônidas.


– Acaso a rainha ficou loura e burra? — Nico atreveu a incomodar, Silena riu.


– Chega disso, Nico. Você é amado e bem vindo à Casa de Aphrodite, embora, neste momento, todos os Lordes mereçam algo que explique o porquê de sua adorada presença.


– Silena — ele começou, mas notou olhares ameaçadores de vários Lordes e se corrigiu. — Rainha Silena, faz algumas semanas que os ataques se sucederam de um modo estranho e Perseus, que lutava na muralha, não foi visto depois da batalha. Ele lutava sozinho, eu não tive a chance de mandar alguém atrás, porque achei que estava com Jason. Embora também não pudesse sair a cantarolar que nosso Chefe estava sumindo, principalmente quando convocam um Conselho. Eu assumi o lugar apenas para que ninguém tivesse crença que Cronos se afoga em seus pecados.


– Chefe Perseus não foi encontrado? — Lady Annabeth de Belona Athenaa apertou a mão de sua Chefe Reyna em desespero.


– Ainda não, minha senhora. — A voz baixa de Nico parecia destoar de sua personalidade, era rouca, como se fosse afilhado da própria Aphrodite, e muitos diziam que era. Silena gostava da voz dele, mas ele era tempestuoso e causava muitas brigas na Casa de Aphrodite. — Mas minha Deusa, Mãe de Deuses e homens, vai nos iluminar.


O Salão entrou em um profundo silêncio, aquela era uma situação complicada, Thalia fizera bem ao usar a palavra certa para falar sobre a "presença" de Perseus. Agora não era apenas Leo de Hefesto, alguém que abandonou a chefia antes de partir e não dar mais notícias. Era Perseus de Cronos, filho de Poseidon, o crônida, o Chefe da Casa de Cronos, uma pessoa que desapareceu durante uma batalha na muralha da Fortaleza.

Notas finais
Pra quem lembra de mim - provável que ninguém -, eu não esqueci a segunda temporada de Hunters Love, inclusive já estou escrevendo, mas só rola depois que eu terminar essa.