Guardian Angel

12 Capítulo 12 - When the Light Ends


POV. Dean

Eu a abracei e ela se aconchegou em meus braços. Eu queria ficar ali para sempre.

– Você me faz feliz.- sussurrei em seu ouvido. Ela já havia dormido. Eu fiquei olhando para ela por um tempo, até pegar no sono.

POV. Isa

Eu estava fugindo. Caí. Alguém fincou uma faca na minha barriga. Dean? "Porque?" "Eu só vou agilizar o processo". Abri meus olhos. Passei a mão em meu rosto limpando as lágrimas. Eu venho tendo esses pesadelos todas as noites desde que sai do bunker. As vezes eu estou numa floresta ou num quarto mas todos acabam com o Dean me matando e dizendo "Eu só vou agilizar o processo". Eu olhei para o lado, o Dean já havia levantado.

Eu me levantei e fui rumo ao banheiro. Tomei um banho(porque estava toda suada devido ao meu pesadelo) e fiz minha higiene bucal. Botei uma calça jeans azul, uma camiseta cinza do AC/DC e o meu all star vermelho. Saí do quarto. Minha cabeça doía. Senti cheiro comida. Minha barriga roncou. Fui até a cozinha. Sam estava na mesa com seu companheiro, o notebook. Charlie estava cozinhando. Dean estava falando com alguém no telefone. Eles me viram e sorriram.

– Boa tarde, bela adormecida.- disse Charlie. Eu olhei no relógio "14:30".

– Nossa. Por que não me acordaram?-perguntei envergonhada.

– Porque nós acordamos faz uns dez minutos.- disse Sam. Eu sorri.

– Que cheiro bom.-disse, me referindo a comida.

– Obrigado.-disse Dean, que já tinha desligado o telefone. Lancei um olhar mortal para ele.

– Não se meta.-falei. Ele me mostrou o dedo. Eu mostrei a língua. Sam revirou os olhos.

– O que a Jody disse?-perguntou Sam ao Dean.

– Parece que houve mais um ataque de vampiro nessa madrugada.-respondeu Dean.

– Merda.- eu disse. Eu me sentei e tapei meu rosto com as mãos.

– Não é culpa sua, Isa.-disse Charlie.

– Eu devia saber.-eu disse.

– A culpa não é sua.-disse Dean.

– Eu vacilei e agora mais uma pessoa inocente morreu.-eu rebati. Eu estava ficando agoniada. Tinha que achar o outro vampiro. Eu estava tonta. Fui para o meu quarto. Fechei meus olhos e ouvi um barulho de asas batendo.

– Oi, Isael.-disse Cas.

– Cas...-eu disse me sentando à berada da cama. Ele se sentou ao meu lado.

– Você está péssima.-disse ele. Eu pousei minha cabeça em seu colo.

– Eu sei.-eu disse.- As coisas estão ficando complicadas...-eu dei uma pausa para pensar. Ele me interrompeu.

– Você não pode ficar com raiva senão a marca toma conta e você vira um demônio. Lembra?-ele disse, inclinando a cabeça para frente.

– É, eu sei.-eu concordei.- Cas, eu quero te pedir uma coisa. Você já está com a Lâmina, certo?- ele concordou.- Se eu virar um demônio, eu vou precisar fazer...- eu suspirei. Sua expressão ficou triste. Era estranho ver o Cas triste. Ele me encarou por uns segundos e assentiu. Dean abriu a porta, nos olhou e saiu.

– Está na hora de eu ir. Se cuida.-ele disse, logo em seguida, sumiu.

POV. Dean

A Isa saiu da sala. Ela estava mal. Eu ia ir atrás dela mas o Sam disse que ela precisava de um tempo. Eu esperei e esperei, até quando comecei a ficar nervoso. Me levantei e fui até o quarto.

Ela estava deitada no colo do Castiel. Eles estavam juntos? Porque eu estava com ciúmes? Fechei a porta e sai, bufando.

POV. Isa

Depois que o Cas saiu, eu fiquei um tempo deitada. Eu estava com fome. Sai e fui para onde eles estavam. Charlie me olhou e semicerrou os olhos. Dean e Sam estavam conversando. Sam pigarreiou quando notou a minha presença. Eu fui em sua direção. Quando eu cheguei, o Dean virou as costas e foi para o quarto. Eu olhei para Sam, confusa.

– Ele viu você com o Cas...-ele começou a explicar.- Ele me perguntou se você e o Castiel estavam tendo alguma coisa. — ele deu um sorriso.

– Você só pode estar brincando.-eu disse, incrédula.

– Vamos dar uma volta, Sam.-disse Charlie, indo em direção a porta. Sam foi logo atrás. Eu fui até o quarto.

– Sério? -eu perguntei ao Dean. Ele fechou a cara.- Você está com ciúmes, Dean Winchester?- eu estava quase rindo.

– Vocês estão juntos? -ele perguntou, agora olhando nos meus olhos.

– Dean...O Cas é um irmão pra mim.-eu disse dando um passo para a frente.

Nós ficamos nos encarando. Eu estava perdida naqueles oceanos verdes. Ele me puxou pela cintura e juntou nossos lábios. Eu retribui. O beijo ficava cada vez mais intenso. Nossos corpos pediam um pelo outro.

Let's light it up, let's light it up

Until our hearts catch fire

Then show the world a burning light

That never shined so bright

Ele me puxou para mais perto dele e suas mãos desceram da minha cintura para a minha coxa. Ele tirou minha blusa. Eu tirei a dele e em seguida as nossas calças. Eu o joguei na cama e subi em cima dele. Passei as mãos pelo seu abdômen e depositei pequenos chupões em seu pescoço. Eu rebolava em cima de seu membro e ele gemia baixinho. Eu estava o torturando. Eu o olhei com um sorriso sexy e ele inverteu nossa posições, ficando em cima de mim. Ele tirou meu sutiã e depositou beijinhos no pescoço e nos meus seios, me fazendo gemer. Ele me beijou e eu mordi seu lábio inferior (que sangrou). Eu recuei e ele sorriu. Ele começou beijando meus lábios e desceu até o meu pé.

We're burning up

We might as well be lovers on the sun, oh, oh

We might as well be lovers on the sun, oh, oh

We might as well be lovers on the sun

Ele mordeu minha orelha e me deu chupões no pescoço e nos seios. Eu arranhei suas costas. Ele estava só de cueca e eu só de calcinha. Eu subi em cima dele e lambi seu pescoço. Fui bem pertinho do seu ouvido e sussurrei com uma voz sensual:

– Geme o meu nome.-sua expressão amoleceu. Eu rebolei mais intensamente sobre o seu membro. Ele gemeu meu nome. Ele já não se aguentava mais.

– Você não presta.- ele disse. Ele rapidamente me jogou para o seu lado e subiu em cima de mim. Ele tirou minha calcinha e a jogou no chão. Ele deu um sorriso diabólico.

– Agora você vai gemer o meu nome.-ele disse e começou a tirar sua cueca.

– Dean...DEAN.-ele me olhou, assustado. Eu o joguei para o lado e cobri nós dois com o lençol.

– CASTIEL!-eu gritei nervosa. Dean se contorceu ao meu lado. O Cas tinha aparecido ao pé da cama.

– Oh...Hm...Me desculpe, Isael.-ele disse e desapareceu. Eu me levantei e me vesti. Dean correu para o banheiro, provavelmente para "abaixar o volume". Eu me olhei no espelho do quarto e arrumei meus cabelos. Meu pescoço estava roxo por causa dos chupões do Dean.

– Meu Deus. Parece que eu fui atacado, mulher!-ele gritou de dentro do banheiro. Eu mordi meu lábio. Saí do quarto(ainda tentando me recompor?) bem na hora que Sam e Charlie entraram no apartamento. Eles me olharam maliciosos.

– Transaram? -Charlie foi direto ao ponto.

– Quase.-disse Dean, atrás de mim. Sam e Charlie se entre olharam.

– Como assim?-perguntou Sam. Ele estava realmente interessado na minha transa com o seu irmão? meu deus.

– O Cas apareceu ao lado da cama...-explicou Dean. Eu o olhei incrédula. Corei. Ele sorriu.

– Nós temos trabalho a fazer.-eu disse, tentando mudar de assunto. — Mas primeiro vamos comer.

...

Depois que nós comemos, voltamos para o hotel onde Jody se encontrava. Eram 16:43, estava havendo um discurso com alguns Xerifes. Eles estavam falando que era um imenso prazer em ter todos os "amigos" da lei presentes. Eu revirei os olhos.

– Então vocês acham que pode ser algum policial? — perguntou Jody. Eu assenti.

– O instinto dela é muito bom.-disse Dean. Eu sorri irônica.

– O que acha da gente ir falar com o Len?-Dean me pergunto. Eu assenti. Nós fomos até um canto onde quatro homens estavam conversando.

– Quem é o Xerife? — perguntou Dean. Todos levantaram as mãos. Eu suspirei. — O Xerife local.-finalizou Dean. Um homem que aparentava uns 40 anos assentiu.

– Xerife Len. — disse o mesmo.

– Nós somos do FBI...Agentes Banner e Romanoff -nós mostramos as carteiras. Eu estava rindo por dentro. — Queremos falar sobre os ataques de animais...-disse Dean.

– O FBI não tem nada mais importante para fazer?-disse um outro cara que tinha, 20 anos, no máximo.

– Nós vamos onde o chefe nos manda.-eu respondi, fria.

– Eu queria saber se tem alguma filmagem ou alguma câmera de segurança no local dos ataques?-perguntou Dean. Os dois se entre olharam, ficaram apreensivos. Eu e o Dean nos olhamos.

– Não, nenhuma filmagem e nem câmera. — Eles disseram. — Agora, se nos dão licença, temos que verificar a exposição.

– Tudo bem. — eu disse. Eles saíram. O Xerife Len esbarrou em mim por acidente.

– É o Xerife.-eu disse. Dean me olhou confuso.

– Como você sabe?-ele perguntou.

– Eu senti.-finalizei.

...

POV. Jody

Eu vacilei com a Donna. Falei besteira. Normal. Ela cutucou a minha ferida. Eu mereci.

– Eu preciso de ar.-disse Donna. Eu concordei. Ela saiu. Dean se aproximou.

– Problemas no paraíso?-debochou ele. Eu sorri irônica.

– Onde está a sua namorada? Isa, né? -perguntei. Ele sorriu e assentiu.

– Ela foi atrás do Len.- disse ele.

– Por que ?-perguntei.

– É ele o vampiro.

POV. Sam

Isa e Dean foram falar com o Xerife e depois ela saiu do hotel. Eu fui atrás.

– Isa, oque foi?-perguntei.

– É o Xerife. Ele matou aquele inocente.-ela estava com raiva.

– Isa, você está bem?-perguntei.

– Estou. Eu vou acabar com aquele desgraçado. — disse ela. Ela não estava bem.

– Você pode se abrir comigo, Isa.-eu disse. Ele me olhou com um expressão triste.

– Sam, não quero te fazer sofrer com os meus problemas.-disse Isa. Eu encarei seus olhos.

– Será um prazer sofrer por você.-eu disse. Eu disse? Ela amoleceu. Ela me olhou nos olhos. Nossos rostos à poucos centímetros um do outro. Eu quebrei o espaço, lhe dando um beijo. Ela me afastou. "droga".

– SAM!-ela levou a mão à boca e franziu o cenho. — O que você está fazendo? -ela me olhou confusa.

– Me desculpe. Foi um impulso. Eu não...-eu parei de falar. Estava piorando a situação.

– Está tudo bem, Sam.-ela disse num tom amável, provavelmente notando a vergonha na minha expressão. Ela sorriu e balançou a cabeça. — Controle seus hormônios, Grandão. — ela disse me dando um tapinha no ombro.

– Sam, eu preciso fazer uma coisa. Vai falar com o Dean, por favor. — ela disse. Eu concordei. Ela abriu o porta malas do Impala 64 dela e eu voltei para dentro do hotel.

POV. Isa

Eu não sabia oque dizer ao Sam então eu fiz uma piada. Clássico. Eu pedi que ele me deixasse sozinha, afinal, não queria que eles estivessem presentes na hora da minha morte. É, havia chegado a hora. Eu sabia. Não queria que eles vissem.

Ouvi um tiro e senti cheiro de sangue. Eu peguei um facão e corri. Era a Donna, a amiga da Jody. Len havia jogado ela contra a parede e ela tinha atirado nele(oque, é claro, não funcionou, porque ele não é humano). Eu segurei no pescoço dele e o derrubei no chão. Donna correu para o lado de um dos carros. Len me deu um chute na coxa, me fazendo recuar. Ele me jogou no chão e mostrou seus dentes. Eu botei minhas duas mãos em seu peito e meus olhos ficaram com brilho celestial. Eu o empurrei com uma força sobrenatural. Ele bateu com a cabeça no chão e desmaiou.

Flashback ON

Eu estava botando o meu traje de agente do FBI para voltar à Jody, quando o Cas apareceu.

– Cas, você não sabe bater?-eu disse, vestindo as calças.

– Eu não entrei pela porta. — ele disse, inclinando a cabeça para o lado.

– É, eu percebi. — disse. E ele tirou alguma coisa de dentro do bolso do sobretudo. — O quê é isso?- perguntei.

– A Primeira Espada.-ele disse. Lágrimas se formaram nos meus olhos. Eu os fechei com força.

– Chegou a hora, minha querida. — ele disse. O Cas estava com lágrimas nos olhos, também. Ele me entregou a espada e desapareceu. Eu me recompus e sai do quarto.

Flashback OFF

Minhas Lágrimas caíram incontrolávelmente. Eu tirei a espada de dentro do meu sobretudo azul escuro. Quando eu a segurei eu tive certeza. Estava na hora. Arranquei a cabeça do Len.

Meu corpo foi tomado por uma dor insuportável. Todas as minhas emoções, amor, tristeza, alegria, raiva, estavam se misturando dentro de mim e então a luz se apagou.

"Aqui está o seu primeiro carro. Eu escolhi esse modelo por mera coincidência."

"Eu preciso da sua ajuda com os Winchesters."

"Venha morar com a gente."

"Você me faz feliz."

"Agora você vai gemer o meu nome."

"Isael, o Pai foi embora."

"Eu só vou agilizar o processo." "Eu só vou agilizar o processo." "Eu só vou agilizar o processo."

POV. Narrador

As lembranças de Isael estavam vindo à tona. As boas e as ruins. Aquela última frase fez algo mudar dentro de seu corpo.

Dean foi correndo e a pegou em seus braços. Lágrimas caíram de seus olhos. "Eu te amo. Fica comigo."sussurrava ele, no ouvido dela. Mais ao longe Sam abraçava Charlie, ambos aos prantos.

Logo, a tristeza em seus rostos foi substituída por medo. Isael, agora de pé, estava com os olhos completamente negros, olhos de demônio. Ela estava rindo, diabolicamente.

– Vocês estão tristes?-ela disse, debochando. O sorriso em seu rosto sumiu e os olhos voltaram ao normal. Uma expressão de pavor tomou conta de seu rosto. O lado anjo/humano dela estava lutando com unhas e dentes. Não iria durar muito tempo, só o suficiente.

Ela pegou a Primeira Espada e a fincou em seu coração. Dean gritou e a impediu de cair no chão, segurando-a em seus braços.

– Eu amo você, Deanna. — ela disse. Ela chegou mais perto do ouvido dele e sussurrou:

"Ghost".*

A braço dela, agora sem vida, caiu no chão. Sam e Charlie se juntaram em volta do corpo de Isael. Castiel, que observava tudo oque havia acontecido do Céu, pela primeira vez, chorou.

Notas finais
*Pegaram a referência a GoT?